Impressão 3D Holográfica: Odontologia Instantânea


Você é daqueles que precisa de uma Odontologia mais rápida?
Quem sabe, daqui alguns anos, seja possível imprimir uma restauração de uma vez só, de forma instantânea?
A impressão 3D holográfica combina, como o próprio nome diz, um holograma e a impressão 3D, mas de um jeito totalmente radical.
Entenda: o que é um holograma?
Em princípio, um holograma é uma imagem que parece flutuar no espaço e ter volume. Ela não é sólida, você não pode tocá-la sem colocar os seus dedos através dela.
Assim, é como fazer uma cópia de um objeto sólido, só que completamente em luz.
Basta um feixe de laser dividido em duas partes: a primeira toca o objeto, se espalha e é coletada. A outra parte desse laser chega direto. No final, essa combinação entre as partes do laser funciona como a “assinatura” no objeto (padrão de interferência).
Comparando, é o RG e CPF: só existe um para cada pessoa.
No final, esse padrão de interferência (RG/CPF) é capturado por outro dispositivo e reconvertido, transformando-se em um objeto luminoso não sólido (holograma). Está pronta a nossa cópia.
A técnica foi criada por Dennis Gabor em 1946. Ele recebeu um Nobel pela sua invenção em 1971. Entretanto, só foi aprimorada com luz laser mais tarde em 1962.
Impressão 3D: como funciona hoje (por enquanto)
Um tanque, a resina (líquida) e um sistema de aquecimento. Nessa fórmula, apenas três ingredientes básicos. Os sistemas podem ser DLP, LCD, SLA.
Quando o dentista precisa fazer uma restauração, ele não faz manualmente, só aperta botões.
Nesse processo industrial, o objeto (uma coroa dentária, por exemplo), é desenhada no computador. Em seguida, a luz gerada pelo sistema aquece a resina camada por camada à medida que a torre desse tanque sobe como se fosse lentamente um elevador.
Tudo isso dura entre 30-40 minutos, por exemplo, quando usamos impressoras com plataformas amplas (20 restaurações).
Na etapa seguinte, temos os processos de pós cura e lavagem. Ou seja, vamos estimar 1 hora com tudo pronto.
Mesmo assim, ainda existe o problema da anisotropia: nesse tipo de impressão 3D, as propriedades mecânicas não são homogêneas.
Entretanto, o sistema evoluiu tanto que atualmente é possível imprimir 2-3 restaurações usando cápsulas de resina – como se fosse uma máquina de café.
Impressão 3D holográfica: o futuro está mais próximo
Esse processo também é conhecido como litografia axial computadorizada (CAL) ou volumétrica.
A proposta é fazer o objeto de modo instantâneo. Não teremos nem tempo de remover o cimento das coroas provisórias.
Desta vez, os ingredientes são hologramas e lasers. A resina está dentro de um tanque cilíndrico, que gira em 360 graus e recebe projeções de luz laser de todos os cantos.
Entretanto, um feixe de laser apenas não é suficiente. Para a resina curar (aquecer e polimerizar), ela precisa esquentar bem, e isso ocorre com mais feixes de laser.
Outro aspecto importante: esse aquecimento se dá justamente onde esses feixes se cruzam.
Assim, não só os contornos mas também toda a parte interna da restauração é construída muito rapidamente, de forma quase instantânea.
Como isso mudará a sua prática?
velocidade: peças em segundos, não horas — viabiliza produção no próprio consultório.
sem anisotropia de camada: propriedades mecânicas mais uniformes em todas as direções, o que importa em estruturas finas, como nas margens dos preparos.
geometrias impossíveis para FDM/SLA convencional: canais internos, malhas fechadas, objetos encapsulados.
O que ainda precisa ser estudado?
Limitação atual: resolução ainda abaixo de SLA/DLP de precisão, tamanho de volume pequeno, poucas resinas biocompatíveis certificadas, e custo de equipamento alto.
Todavia, quando se trata de tecnologia, poucas coisas são inalcançáveis.
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