A influência da cirrose hepática na estrutura óssea mandibular
- Paulo Rossetti

- 20 de dez. de 2024
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Atualizado: 4 de set.

No século 21, pacientes com problemas sistêmicos (polifarmácia) são muito comuns. Com o passar da idade, surgem algumas condições como o diabetes e a hipertensão.
Por outro lado, excessos e vícios podem se sobressair. Um deles se refere ao etilismo, compreendendo uma doença que afeta o fígado: a cirrose hepática alcoólica. Aqui, o fígado se torna "uma grande cicatriz".
Para relembrar: o papel do fígado é produzir a albumina, a principal proteína na circulação sanguínea. A vitamina K, outros fatores de coagulação, a vitamina D, e diversas enzimas também são geradas nesse órgão. Medicamentos de diversas classes são metabolizados em parte no fígado antes de serem distribuídos aos tecidos.
Os efeitos devastadores do álcool são testemunhados socialmente todos os dias e destroem o convívio familiar.
A anamnese é fundamental na identificação de pacientes em risco de alcoolismo.
Não só as orientações sobre o tratamento serão ignoradas, como também o resultado da cicatrização no pós cirúrgico já não demonstrará o mesmo desempenho.
É preciso lembrar: o alcoolismo pode ser silencioso.
Quando a região do osso alveolar dos cadáveres desses pacientes com cirrose é removida e estudada pro micro tomografia computadorizada, algumas implicações são observadas:
aumento da porosidade óssea cortical
redução do tamanho das lacunas ósseas
alteração da composição química óssea na região vestibular
alteração generalizada da qualidade óssea
impedimento das propriedades mecânicas
Todos os fatores acima podem comprometer a instalação, estabilização, e o processo de cicatrização dos implantes dentários.
Curiosidade: pacientes com transplantes de fígado podem ser normalmente operados e receberem implantes dentários.

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