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  • Foto do escritor PAULO ROSSETTI

Bisfosfonatos e extrações dentárias: quando?

Atualizado: 30 de mai.


Faz algum tempo que a pirâmide populacional brasileira não se parece mais com este sólido geométrico. Agora, é uma pilha de prateleiras mais engordadas ao centro. Isto significa que a terceira idade cresceu e apareceu. Prova disso é o desfile de personal trainers, com roupas e calçados descolados, orientando esta faixa etária em qualquer hora do dia. Viva a medicina do século 21.


Também, faz bem mais de tempo que os bisfosfonatos são medicamentos de escolha para reposição hormonal pós menopausa e osteoporose. Viva a melhora da qualidade de vida. Se procurarmos com mais atenção, veremos que são utilizados nos casos de malignidades.


Mas a terceira idade é uma frequentadora assídua dos nossos consultórios por diversos motivos. Afinal, segundo eles e elas, é a "hora mais suave" para tratarem os dentes. Entretanto, são nas perguntas dos nossos prontuários, principalmente aquelas relacionadas à saúde geral, que devemos ficar com olhos de águia, especialmente se o alarme soar nos trechos "...tomo cálcio...faço reposição hormonal..."


E esse "alarme" tocou em 2003 através de uma carta publicada relatando 36 casos de lesões ósseas nos maxilares. Após revisão cuidadosa das fichas na faculdade de Medicina em Miami, dois medicamentos, bisfosfonatos nitrogenados, foram apontados como possíveis agentes.


Como este fato atingiu níveis preocupantes, a AAOMS já realizou três consensos, resultando em "position papers", desde 2007.


 

 Em poucas palavras, bisfosfonatos impedem a reabsorção óssea. Em qualquer processo inflamatório ósseo, é preciso remover o "osso velho" para colocar "osso novo". Como isto não acontece, sítios ósseos necróticos que não cicatrizam serão observados e ainda funcionarão como foco para novas infecções.

 

Depois de 20 anos, a AAOMS lança mais um "position paper", com uma definição sobre as estratégias de prevenção contra MRONJ, enfatizando os casos de extração dentária, da seguinte forma:


doenças não malignas: 

antes do tratamento ou durante o uso desses medicamentos, otimizar a saúde bucal e fornecer aconselhamento sobre os riscos associados.


doenças malignas: 

antes do tratamento, se as condições sistêmicas permitirem, extrações devem ser feitas; durante o tratamento, cirurgias dentoalveolares devem ser evitadas; as raízes devem ser mantidas em posição (uma estratégia consagrada para se evitar a perda do osso alveolar). Finalmente, os implantes dentários estariam contraindicados.




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