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  • Foto do escritor PAULO ROSSETTI

Dia do cirurgião-dentista: o que falta para você “colocar o pé” nesse “novo digital”?

Atualizado: 25 de jan.


Congresso IN2024


BASIC? MS-DOS? ASCII? FORTRAN? COBOL? Se você se lembra destes termos, é porque está na casa dos 40 - 50 anos de idade. São linguagens de programação. Ou o seu primeiro computador pessoal foi um TK-85 Color Computer, com os programas carregados através de um simples reprodutor de fitas-cassetes? Bem-vindos e bem-vindas ao clube!


O texto acima ressalta o quanto já foi pouco intuito e interativo entender o mundo digital como profissão. Muita gente abandonou esse lance de computador (melhor deixar para os meus filhos...já fiz a minha parte), principalmente os que não trabalhavam nos famosos CPDs (Centros de Processamento de Dados).


Mas vieram os ícones para a gente clicar na tela com o mouse...e nada de programação para o cidadão comum. Que maravilha! E uma segunda chance de voltarmos ao computador, ainda mais com a internet e suas “listas de sites”. Ninguém falava em “buscadores”. Ainda, convivíamos com as máquinas de datilografar elétricas e os aparelhos de fax (vocês também passaram por isso, não neguem).


Sem contar as brincadeiras acima, você, cirurgiã ou cirurgião-dentista, vive no mundo digital há muito tempo e mal percebe. Motivo: tudo se restringe à rotina do “escritório” e “contábil”: o motor da cadeira, o “foto”, “o ultrassom”, a “lupa”. Tudo o que tem linguagem de máquina (0 e 1) é digital.


Então, não falta nada. Vocês já estão “com o pé no digital”. Preparam as suas aulas usando o apresentador de slides? Isso é digital, ora bolas!


Agora, é obvio que eu estou falando daquele outro assunto!


Muitos colegas já não desenham mais os dentes no papel e o seu técnico de laboratório não goteja mais cera (a espessura é controlada na tela do computador). Ainda, é uma “máquina” que faz a restauração e ela só desgasta, não derrete e nem funde os metais ou cerâmicas. O seu articulador (digital) é tão capaz quanto o articulador de bancada na execução dos movimentos laterais e anteriores. E a montagem dos dentes? Nem vou falar para não "morrer de raiva" ao lembrar quantas vezes o eixo não ficou bem alinhado e a mordida não fechava direito!


Soa bizarro? É uma mudança de hábito. Igual ao seu smartphone. Aliás, quer algo mais bizarro do que conversar com o seu “assistente de voz”, que nem existe no mundo físico?


Na verdade, também é uma “mudança de mentalidade”. E pode ser difícil porque não sabemos o que devemos ter, com quem falar, e o que pedir. Já passamos por isso quando compramos o nosso primeiro computador ou não?


Por exemplo, “numa galáxia não muito distante...” grandes serviços de documentação e diagnóstico viviam imersos em gesso, alginato, cera, e arquivos de metal cheios de radiografias. De repente, foram apresentados ao “digital”. E tudo mudou: as fotos estavam em serviços de “nuvens” e os “viewers” eram as ferramentas de conversa, sem contar a velocidade (e a comodidade) que as câmeras intraorais de escaneamento trouxeram aos pacientes.


Tudo muda quando você muda, diz o ditado. A saúde começa pela boca e nós somos os maiores "responsáveis digitais" por isso:


  • esse mundo digital é uma grande chance de comunicação, mas tudo que gera imagens precisa de duas coisas: monitores/telas com muitas polegadas e computadores com placas gráficas velozes. Não seja tímido(a). Hoje, é possível fazer o “bem bolado”: imagens tomográficas de feixe cônico “fundidas” com o escaneamento intraoral, implantes dentários e restaurações em posição, e o rosto do paciente se mexendo e sorrindo!


  • no mundo digital, “teclar” e “clicar” são como beber água: na sua vida, foi/tem sido assim com o programa apresentador de slides, com os programas de edição de imagens, etc. Cuidado: quem “terceiriza” tudo não aprende e nem compreende nada.


  • no mundo digital, a sua interface de comunicação com o laboratório é uma câmera de escaneamento intraoral. Mas veja que a câmera só “capta” o que você faz: preparos corretos, afastamento gengival campeão, registros equilibrados, etc. Por exemplo, se o seu scanbody não estiver bem conectado ao seu implante dentário, a sua câmera intraoral não será capaz de corrigir a posição do mesmo.


  • no mundo digital, as “capturas de tela” também são interfaces de comunicação: a famosa tecla “PRINT SCREEN” é mais poderosa do que você pensa!


  • no mundo digital, possibilidade de pós-venda/assistência técnica na sua região ou país valem ouro. Tenha uma salvaguarda. Software e hardware são ferramentas construídas pelo homem, elas falham também.


  • no mundo digital, alguns máquinas conversam mais entre si, outras menos. Mas não se preocupe com isso. A própria concorrência entre fabricantes, com o tempo, encontra uma solução saudável.


  • no mundo digital, sempre tem alguém “fora da curva” que vai descobrir um atalho e todo mundo vai usar. Mantenha seus olhos e ouvidos atentos: teste as novidades!


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