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  • Foto do escritor PAULO ROSSETTI

PROMs: os resultados relatados pelos pacientes importam!


PROMs: a opinião do paciente é um ativo poderoso
PROMs: a opinião do paciente é um ativo poderoso.

PROMs: você já ouviu ou leu esta palavra?


É um acrônimo para Patient Reported Outcomes. Ou talvez você os conheça como Patient Centred Outcomes ou Patient Centered Outocomes?


Sim, são os resultados relatados pelos seus pacientes. Opiniões.


Do ponto de vista acadêmico (Bader e Ismail, 1999), os PROMs podem ser divididos em:
  • percepção

  • preferências

  • satisfação

  • saúde bucal relacionada à qualidade de vida

 

As origens dos PROMs provavelmente se encontram na análise psicométrica, a ciência que estuda, dentre tantas coisas, a opinião ou as respostas.


Rensus Likert (em 1932) talvez tenha criado a escala mais famosa de avaliação, aquela de 5 pontos, onde você passa do “não estou satisfeito” para o “plenamente satisfeito”. Em sua maioria, são escalas onde o ponto intermediário representaria a neutralidade. Ela também é conhecida como escala discreta.


Toda vez que você responde à uma pesquisa pela internet, na maior parte das vezes, está “clicando” em algum tipo de escala de Likert. São as famosas "pesquisas de satisfação" ou "de opinião".

 

E essa não é a única possibilidade por exemplo, você pode usar a famosa Escala de Análise Visual (Huskisson, 1974); pacientes com Desordens Temporomandibulares podem marcar numa linha horizontal o local onde “acreditam” que se encontra o nível atual de dor. Esse é um tipo de escala contínua.

 

Ou, se você faz Periodontia, pode usar uma escala de 0-100% para determinar o quanto seu paciente passaria novamente pelo mesmo tratamento (depois que ele já passou, é claro) ou o quanto ele acredita que a gengiva melhorou (mesmo não sendo especialista no assunto).


Há também o que chamamos de escalas dicotômicas, onde nossos pacientes respondem perguntas de "sim" e "não". Por exemplo, você está satisfeito com a cor da sua gengiva? ( ) sim ( ) não

 

Para fechar, há outras avaliações psicométricas populares utilizadas, como o OHIP-14 (Slade, 1997), que definem o impacto do tratamento na saúde bucal. São ferramentas contendo domínios (áreas das perguntas). Em cada domínio, temos o uso de uma das escalas citadas acima.


Claro, essas escalas têm sido aplicadas e a maioria está validada por pesquisa de alto impacto.

 

Entretanto, do ponto de vista clínico, quais seriam as maiores utilidades de uma escala?

 

na relação entre a opinião do seu paciente (leigo) e a constatação do especialista (você):
  • o grau de assimetria entre “aquilo que seu paciente pensa que é” e “aquilo que você sabe como é”. No consultório, fotografias e vídeos (especialmente com as câmeras dos nossos celulares) são as nossas principais ferramentas no “ANTES” e “DEPOIS”.

 

no cruzamento desses dados psicométricos com os valores financeiros dispendidos no consultório:
  • qual é a relação da terapia oferecida x seus honorários x resultados obtidos? Por exemplo, se na região posterior você fizesse uma prótese fixa de três elementos e não o implante unitário para um molar, os custos ao longo do tempo seriam iguais? Esse é um ponto importante que todo paciente pergunta, e possui algumas indicações na literatura.

 

na busca pela diferença minimamente importante (MID) entre terapias:
  • chegamos ao Santo Graal do PROMs. Até que ponto é possível saber o quanto do benefício é real na terapia que você usou para os seus pacientes?


  • Por exemplo, você usa um laser de 60 mil dólares e consegue regenerar 1mm de osso num paciente com peri-implantite. Esse é um tratamento que valeu à pena nesse caso? Em quantos pacientes eu deveria fazer o mesmo tratamento para ter um benefício significativo? Essa foi uma boa relação custo-benefício?


  • Outro exemplo: você coloca um implante imediato e faz o condicionamento gengival com uma coroa provisória: depois de quantas semanas as mudanças nos níveis das papilas e na coloração da gengiva começam a passar "despercebidas" pelo seu paciente? Ela ou ela está satisfeito? Se você precisar fazer uma enxertia de tecido conjuntivo, o quanto a terapia irá melhorar o aspecto final?

 

Se você leu todo o post, percebeu que a tendência em se preocupar com a opinião do paciente, especialmente no mundo das redes sociais, só tende ao crescimento.


Que tal exercitar essas ferramentas no seu consultório?

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