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Prótese maxilofacial no SUS: os últimos 10 anos

  • Foto do escritor: Paulo Henrique Orlato Rossetti
    Paulo Henrique Orlato Rossetti
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura
Prótese maxilofacial: o tratamento que resgata vidas.
Prótese maxilofacial: o tratamento que resgata vidas.

Próteses maxilofaciais são tão importantes quanto as reabilitações orais porque compõem a moldura da expressão facial e a identidade emocional.

 

Quem já testemunhou ao vivo sabe muito bem o que é não ter parte da face (olhos, nariz, maxilares), seja por uma deficiência congênita, tumor ou acidente traumático. Muitas vezes, é necessário fazer pigmentações na pele e colocar óculos falsos para completar a aparência.

 

A boa notícia: há chance de reabilitação, principalmente porque essas próteses, que possuem os mais diversos formatos, podem ser fixadas por implantes de titânio.


A melhora na qualidade de vida é indiscutível.

 

O material da prótese maxilofacial, geralmente um silicone industrial, está sujeito ao desgaste e troca constante. Aqui, narizes e orelhas são os mais prejudicados pela temperatura e exposição constante ao sol.

  

Defeitos maxilofaciais: a estatística depositada no SUS

 

Um estudo recente analisou os últimos 10 anos (2014-2024) ao acessar o DATASUS.


Vale lembrar que esses números são relativos já que foram afetados pela pandemia de COVID-19 (entre 2020 e 2022), e que a essa realidade não tem comparação com a quantidade em serviços de filantropia ou atendimentos privados especializados.

 

Quais os tipos de prótese maxilofacial mais realizados?

 

  • olhos (> 10 mil procedimentos)

  • olhos – pálpebras (>2 mil procedimentos)

  • mandíbula (> 2 mil procedimentos)

  • nariz (quase 1 mil procedimentos)

  • auricular com implante dentário – 256 procedimentos

  • nariz com implante dentário – 21 procedimentos

 

Qual é o ranking de regiões do Brasil para prótese maxilofacial nos últimos 10 anos?

 

Sudeste: 11.674 procedimentos

Sul: 1632 procedimentos

Nordeste: 1583 procedimentos

Norte: 1269 procedimentos

Centro-Oeste: 894 procedimentos

 

Os autores reforçam que o número de próteses maxilofaciais suportadas por implantes dentro do SUS ainda é baixo.


Além disso, sua disponibilidade continua reduzida e afetada em centros menos especializados.


A expectativa é que a incorporação de novas tecnologias (CAD/CAM, escaneamento, impressão 3D) e estratégias inovadoras em qualificação profissional nivelem a igualdade de acesso a esse serviço abrangente que resgata vidas.


O artigo está disponível no link abaixo:

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