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O seu TCC é uma revisão de literatura?

  • Foto do escritor: Paulo Rossetti
    Paulo Rossetti
  • há 9 horas
  • 3 min de leitura
TCC: a revisão de literatura pede passagem.
TCC: a revisão de literatura pede passagem.

O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é o momento final da especialização ou do seu curso de graduação, sendo obrigatório para obter o tão aguardado título.

 

Além disso, você espera que ele seja um trabalho de referência para seus colegas e professores.


E não importa o tema: quando bem desenvolvido conforme a metodologia científica consagrada, fica impossível afirmar que a missão não foi cumprida.

 

De modo geral, há duas modalidades: descrição de caso clínico e revisão de literatura.

Entretanto, se no dia a dia da está difícil fazer todas as fotos que documentam os passos clínicos, que tal partir para a revisão de literatura?


Basta seguir a metodologia abaixo.

 

A estrutura de um TCC que revisa a literatura

 

Embora haja variações de universidade para universidade, todo TCC possui pelo menos 7 seções básicas, sendo:

 

  • título: o tema escolhido para o seu TCC

  • resumo: o que você fez no seu TCC em até 250 palavras

  • introdução: uma visão geral sobre o que existe na literatura publicada

  • revisão de literatura: a descrição do que foi realizado em cada trabalho

  • discussão: a validade interna e externa dos achados

  • conclusão: a sua opinião e do seu orientador(a) sobre o assunto

  • referências bibliográficas: a lista básica com os artigos científicos selecionados

 

A seção mais trabalhosa é a revisão

 

Dos itens acima, a revisão de literatura é a parte extensa.

Por esse motivo, vamos nos debruçar sobre esta seção.


De modo geral, ela representa a pilha de artigos científicos que foi resgatada.


Para continuar o processo, eles devem ser colocados em forma de pequenos parágrafos, geralmente entre 12 e 20 linhas.

 

Por onde começar a seção Revisão de Literatura?

 

Para facilitar esse processo, todo estudante deve, antes de mergulhar no processo de escrita:

 

  • colocar os artigos em ordem de publicação: ajude seu orientador(a) e seu leitor(a) a desenvolver o raciocínio lógico

  • deixar os mesmos artigos agrupados por tópicos: quando os assuntos possuem ramificações, ou seja, pilares secundários dentro de um mesmo tema geral

 

Já separou os artigos? Vamos aos resumos de cada um!

 

A tarefa seguinte é ler cada um dos artigos e fazer uma descrição dos seus conteúdos. Para isso, escolha os pontos principais.


É como conectar as peças do quebra-cabeças.

 

Assim, para garantir que nada escape, vamos às peças coloridas que compõem cada parágrafo da seção de revisão:

 

  • sobrenome dos autores e ano da publicação: sobrenome do primeiro autor, a expressão "et al." e depois coloque entre parênteses o ano de publicação

  • a frase inicial: copie o objetivo do artigo

  • a frase que fala dos materiais e métodos: apresente os grupos, as quantidades, os materiais usados, os tempos de acompanhamento

  • a frase dos resultados estatísticos: houve ou não diferença entre os grupos do artigo?

  • a frase da conclusão: copie do texto do artigo

 

Um artigo fictício e o seu "parágrafo resumo" na seção Revisão de Literatura

 

Confira abaixo como ficaria o "parágrafo resumo" de um possível artigo científico que reporta um estudo clínico, por exemplo, em prótese parcial fixa:

 

Fulano et al. (2026) estudaram a taxa de sobrevivência de coroas totais cimentadas adesivamente. Para isso, cento e quarenta pacientes, com idades entre 20 e 30 anos e necessidade de uma coroa total na região estética maxilar, foram selecionados entre os anos de 2010 e 2012. Os preparos dentários foram padronizados com uma sequência de pontas diamantadas (linha do término em ombro 360 graus, desgaste de 1mm nas paredes proximais, espaço interoclusal de 1,5mm, altura do preparo 6mm). Metade das coroas foi confeccionada em dissilicato de lítio (por injeção), e a outra metade em óxido de zircônio (CAD/CAM) pelo mesmo laboratório externo. Após a limpeza (pedra-pomes), condicionamento ácido, e aplicação dos adesivos dos preparos, as coroas foram cimentadas adesivamente (cimento XYZ) conforme as instruções dos fabricantes. Após 2 anos de acompanhamento, a taxa de sobrevivência no grupo dissilicato de lítio foi de 98,6% (1 fratura) e no grupo óxido de zircônio de 97% (2 fraturas), sem diferença estatisticamente significativa. Os autores concluíram que ambos os sistemas apresentaram bom desempenho clínico.


Agora, basta replicar essa "fórmula" para cada artigo.


Bons trabalhos e boa clínica!

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