top of page

Leia também:

  • Foto do escritor PAULO ROSSETTI

Osteócitos são estrelas que festejam a nano superfície do implante de titânio

Atualizado: 30 de mai.


Não é segredo para ninguém: os implantes contemporâneos de titânio mudaram a Odontologia como profissão. Dado seu enorme sucesso, sofreram mudanças nos seus diâmetros e comprimentos para se acomodar às diversas regiões da cavidade bucal.


Além disso, a pesquisa sobre a influência dos tratamentos de superfície na osseointegração continua fundamental. Simplesmente porque precisamos compreender como este maravilhoso instrumento interage com as células do nosso organismo, principalmente as do tecido ósseo: osteócitos, osteoblastos e osteoclastos, em primeira linha.


Os osteócitos vivem por anos no seu corpo (muitos "votaram" na eleição passada..), enquanto osteoblastos e osteoclastos apenas por dias ou semanas.


Outro ponto interessante: os osteócitos vêm dos osteoblastos, ficando presos em lacunas ósseas, mas se comunicando entre si por extensas e delicadas projeções que parecem as pontas das estrelas (dendritos).



Dentre as muitas funções dos osteócitos, uma delas é vital: sentir, do ponto de vista mecânico, o que se passa no organismo e ajustar o equilíbrio entre os osteoblastos (produtores de osso) e osteoclastos (removedores de osso), ou seja, a massa óssea que nos dá sustentação.


E agora, o grande ponto de interrogação:

Quando as superfícies de titânio (implantes dentários) são colocadas no ser humano, o que acontece com as células ósseas? Será que elas “adotam” o mesmo aspecto estrelado de normalidade? Quanto tempo isso dura? E quando isto não funciona?


Se forma e função caminham juntas, tecnicamente, nossas estrelas (osteócitos e seus dendritos) deveriam ser identificadas em toda a sua plenitude na superfície do titânio.


Num trabalho recente, três superfícies básicas do mesmo titânio foram testadas em laboratório e depois em coelhos, sendo:


  • lisa, sem modificação superficial

  • micro rugosa, obtida após tratamento ácido

  • nano rugosa, obtida após tratamento alcalino

Em todos os testes, apesar de haver osteócitos como resultado, seu número e densidade de dendritos só foi pleno na superfície nano rugosa (diferenças estatisticamente significativas).


Ou seja, as características superficiais da superfície nano foram capazes de fazer os osteócitos desenvolverem os tais dendritos, se fixarem ao titânio (adesão focal) e ainda se comunicarem com os outros osteócitos (junções gap), formando a tão esperada rede que cria a qualidade óssea.




Comments


bottom of page