Pacientes 65 anos ou mais: 5 pontos de atenção na reabilitação oral
- Paulo Rossetti

- há 5 horas
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Atenção, protesistas e simpatizantes da prótese dentária!
O número especial da revista Gerodontology faz um panorama vasto sobre pacientes 65 anos ou mais de idade.
Quais são as doenças, qualidade de vida e opções de tratamento que influenciam os resultados das próteses (reabilitação oral)?
Abaixo, os 5 pontos que precisamos saber nesse momento e podem ser decisivos na durabilidade dos tratamentos, sejam eles sobre dentes ou sobre implantes:
Cárie: como ela afeta a reabilitação oral?
Após a análise de 533 estudos, os principais fatores associados foram: 1) idade avançada; 2) gênero; 3) nível educacional baixo; 4) renda baixa; 5) higiene oral pobre; 6) cigarro (tabagismo); 7) boca seca (xerostomia); 8) deficiência cognitiva; 9) residência rural; 10) falta de escovação diária; 11) nível de glicemia (diabetes); 12) casa de repouso (institucionalização); 13) recessão gengival; 14) perda dentária; 15) falta de retorno periódico ao dentista (consultório).
Essa revisão ainda aponta que há necessidade de adaptar as ferramentas atuais para capturarem melhor a quantidade de lesões de cárie de raiz e também diferenciá-las entre ativas e inativas.
O impacto da periodontite: os índices iniciais são proféticos em pacientes 65 anos ou mais?
Em adultos nessa fase, bolsas profundas, maior perda de inserção clínica, e índices epidemiológicos altos de início já são capazes de prever resultados adversos (ruins) entre 18 meses e 12 anos de acompanhamento, com perda dentária, mais perda de inserção, e o declínio funcional desses pacientes.
Reabilitação oral: como fica a mastigação e a qualidade de vida?
Próteses totais (dentaduras) geram melhora funcional modesta, enquanto as overdentures sobre implantes (sobredentaduras) produzem um desempenho mastigatório e uma força de mordida maior ao longo dos anos.
Da mesma forma, overdentures e próteses totais sobre implantes geram grandes impactos de longo prazo na qualidade de vida, comparadas às próteses totais convencionais e próteses parciais removíveis.
A manutenção das próteses, nessa fase da vida, deve ser contínua.
E a prevalência de boca seca (xerostomia)?
Afeta um quinto dos adultos mais velhos; entretanto, a hipofunção da glândula salivar também pode surgir.
Importante: pacientes polifarmácia pode ter impacto na secura bucal e na hipo salivação, o que afeta também a sua reabilitação oral.
Como a desnutrição se relaciona nesses cenários?
Por fim, adultos mais velhos em risco de desnutrição são aqueles com menos dentes naturais, problemas para se alimentar, para engolir (deglutição), ou que possuem a boca seca (xerostomia). Mais uma vez, com grandes impactos na prótese.
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