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Implantes dentários: o que é consenso na maxila edêntula?

  • Foto do escritor: Paulo Henrique Orlato Rossetti
    Paulo Henrique Orlato Rossetti
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

Atualizado: há 24 horas

Maxila edêntula: o primeiro consenso global para seu tratamento está publicado.
Maxila edêntula: o primeiro consenso global para seu tratamento está publicado.

A maxila edêntula difere muito da mandíbula edêntula.

Na primeira, o sentido de reabsorção óssea é “de fora para dentro”, enquanto na segunda, é de “dentro para fora”.

 

Assim, quando um paciente totalmente desdentado abre a boca, parece que ele ou ela está "de ponta-cabeça"!

 

Entretanto, não só o sentido de reabsorção difere, mas também a quantidade e a qualidade óssea. O osso maxilar é o que chamamos de “folha de papel sulfite” devido à sua fragilidade.


Tudo isso se agrava porque é a maxila (ou como você preferir, os ossos malares) que sustenta o terço médio da face e tem sua estética alterada com o passar dos anos também pela queda no volume de colágeno.

 

Há situações em que as próteses totais na maxila precisam de retenção e estabilidade adicional. Então, os implantes dentários entram em cena, com ou sem o uso adicional de enxertos e outros procedimentos cirúrgicos (por exemplo, levantamento no seio maxilar).

 

Sem sombra de dúvida, é mais simples tratar as arcadas mandibulares do que as arcadas maxilares.


E talvez este tenha sido o motivo para mais uma reunião de consenso.


Não se esqueça: clique e pegue o fluxo de tratamento da maxila edêntula no final desse post.



O Primeiro Consenso Global sobre a Maxila edêntula


Esse consenso para diretrizes clínicas é uma iniciativa de uma rede de organizações nacionais (SOBRAPI - Brasil) e internacionais (China, Japão, Coreia, Índia) liderada pela EAO, ITI e Osteology, num total de 105 delegados de 26 países, com a reunião presencial entre 16 e 18 de junho de 2025, na cidade de Boston, EUA.

 

Após aplicarem três rodadas de Metodologia Delphi, 34 COS (conjuntos de desfechos principais) foram definidos em seis áreas envolvendo:


  • Seleção dos pacientes

  • Diagnóstico

  • Plano de Tratamento Cirúrgico e Protético

  • Procedimentos para Tratamento

  • Gerenciamento de complicações

  • Manutenção


Quais são os desfechos (COS) que atingem consenso?


Na lista final, 24 desfechos atingem consenso (≥ 75% de concordância entre os participantes) e estão divididos da seguinte forma:


Desfechos relatados pelos pacientes

  • Satisfação estética

  • Complicações no tratamento / manutenção

  • Facilidade de limpeza/ eficácia na higiene oral

  • Dor

  • Satisfação geral do paciente com tratamento


Desfechos verificados e documentos pelos clínicos (forma objetiva)

  • Falha do implante

  • Sucesso do implante

  • Sobrevivência do implante

  • Complicações técnicas/ mecânicas

  • Índice de placa / higiene oral

  • Falha da prótese

  • Sucesso da prótese

  • Complicações da prótese

  • Complicações pós-operatórias

  • Nível ósseo marginal radiográfico

  • Perda óssea marginal radiográfica

  • Complicações biológicas

  • Saúde peri-implantar (ao nível do implante)

  • Saúde peri-implantar (ao nível do paciente)

  • Mucosite peri-implantar

  • Supuração peri-implantar

  • Peri-implantite


Desfechos verificados pelo clínico que envolvem a interpretação ou julgamento geral (subjetiva)

  • Sucesso do tratamento

  • Eventos de manutenção/complicações protéticas


Quais são os outros desfechos onde não há consenso?


Apenas oito fatores se destacam, sendo:


Desfechos relatados pelos pacientes

  • Função/conforto/desconforto mastigatório

  • Queixas dos pacientes

  • Retenção/estabilidade da prótese

  • Qualidade de vida

  • Fala/fonética

 

Desfechos verificados e documentos pelos clínicos (forma objetiva)

  • Estabilidade primária do implante

  • Presença de mucosa queratinizada

  • Complicações cirúrgicas/intraoperatórias

  • Largura da mucosa queratinizada

 

Desfechos verificados pelo clínico que envolvem a interpretação ou julgamento geral (subjetiva)

  • História de cooperação do paciente


Além dos desfechos, qual é a árvore de decisão preconizada?


Essa ferramenta é estruturada em 35 pontos ao longo das seis áreas citadas no começo desse post e pode ser obtida clicando-se no arquivo abaixo, em tradução livre:





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