Protocolos de carga em prótese parcial fixa sobre implantes
- Paulo Henrique Orlato Rossetti

- há 4 dias
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Atualizado: há 3 dias

“Porque não...” é uma pergunta que deve ser feita em ciência quando vamos comparar algo com o que é clássico, já estabelecido, padrão ouro ou grupo controle. Controle significa ter uma referência.
Por exemplo, quando estamos na Terra, o valor da força gravitacional em nossos corpos é quase 9,8m/s2. Se pegarmos uma carona e formos para a Lua, esse valor chega aos 1,6 m/s2. O efeito será uma sensação de leveza.
Ou, se você quer saber se está andando ou parado, precisa olhar para um referencial bem longe. A sensação de movimento é visual desde que você não esteja ligado a ela.
No avião, consigo saber que estamos em movimento observando a paisagem pela janela, mas não sentimos a velocidade da aeronave (em média 600 quilômetros por hora).
Na Implantodontia, quando falamos em protocolos de colocação, há três chances: imediato, precoce, tardio. Esses protocolos também são acompanhados (ou não) pela ativação (carga) na restauração, seguindo a mesma linha: imediato, precoce, convencional.
Na clínica, multiplicando o número de combinações entre colocações e ativações, temos nove possibilidades de protocolos de carga.
Diante desse cenário, é fundamental discutirmos o que está validado na clínica e ou na ciência.
Afinal, quais são as taxas de sobrevivência desses protocolos de carga?
Quando são selecionados apenas estudos clínicos com pelo menos 1 ano de acompanhamento e 10 pacientes, é possível gerar as taxas de sobrevivência.
Lembrete: taxas de sucesso na implantodontia são obtidas quando conseguimos medir os níveis ósseos ao longo do tempo. Na correria da clínica, é muito difícil.
Agora, vamos combinar dar nomes às combinações e as taxas obtidas conforme a revisão sistemática mais recente:
1A – colocação imediata / carga imediata = 98%
1B – colocação imediata / carga precoce = 91%
1C – colocação imediata / carga convencional = 95%
2-3A – colocação precoce / carga imediata = 97,8%
2-3B – colocação precoce / carga precoce = 100%
2-3C – colocação precoce / carga convencional = 94%
4A – colocação tardia / carga imediata = 97,2%
4B – colocação tardia / carga precoce = 97,9%
4C – colocação tardia / carga convencional = 97,5%
Estamos falando de qual tipo de prótese mesmo?
Da prótese parcial fixa num conjunto de mais de 10 mil implantes avaliados, sendo que não existem implantes curtos (< 6mm de comprimento).
Critérios anatômicos e procedimentos práticos: o que é comum?
Características como a altura e espessura adequadas, bem como uma parede óssea vestibular intacta.
Além disso, o torque de inserção final (sendo os valores 25 Ncm, 35Ncm e 40Ncm bem estabelecidos em cada protocolo), muitas vezes acompanhado do quociente de estabilidade (ISQ 60).
Como fica a validação nos protocolos de carga?
Protocolos clinicamente bem documentados e cientificamente validados:
1A, 1C
2-3A, 2-3C
4A, 4B, 4C
Protocolos clinicamente documentados (e algumas ressalvas):
1B – há necessidade de selecionar bem os casos
2-3B – ainda não possui evidência suficiente
Leia mais sobre protocolos de carga em implantes unitários clicando aqui




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