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  • Prótese dentária sobre implante: os pilares são imprescindíveis?

    Prótese sobre implante: surge o movimento "abutment-free"? Uma prótese dentária precisa de pilares como meio de fixação e biomecânica de retenção, não é? Tudo bem, é claro que você já ouviu falar da famosa coroa de jaqueta: quando o espaço interoclusal é reduzido, e o núcleo/pino metálico praticamente está unido ao recobrimento estético. Nas prótese dentária sobre implante, usamos o mesmo princípio dos pilares, quer elas sejam parafusadas ou cimentadas. O pilar estará lá sendo o elemento de transição entre o implante e a restauração, havendo um parafuso Esse pilar sobre o implante tem diversos nomes clássicos: munhão, manga, luva, transmucoso, intermediário. Ao longo dos anos, também adotamos a sua versão não traduzida da língua inglesa: abutment. Esses pilares, com e sem elementos anti rotacionais, são pré-fabricados ou podem ser modificados a partir de materiais de estoque. Por exemplo, quando fazemos o enceramento e uma sobre fundição). Alguns pilares ficaram famosos, como o UCLA, o CeraOne, o Estheticone, o MirusCone, e o CerAdapt. Uma fase de descobertas na prótese sobre implantes. A tecnologia CAD/CAM facilitou ainda mais esse processo de customização dos pilares: atualmente, podemos escolher a forma básica em uma biblioteca virtual, modificar o que for necessário, e selecionarmos o material de fabricação (polímero, metal, cerâmica) Mas é possível confeccionar a prótese sobre implantes sem usar um pilar como elemento de transição, ou seja, colocar a porção basal da prótese em contato direto com a região cervical dos implantes dentários? E seus parafusos de fixação: serão capazes de suportar os mesmos esforços mecânicos? Estudo em evidência na prótese dentária sobre implante Na proposta recente, tanto a zircônia quanto o titânio foram usados na confecção das próteses, sendo que um dos grupos testados não possui os abutments (pilares) como nós os conhecemos. Para isso, o implante dentário tem características internas que permitem à futura prótese ser conectada diretamente, já que os seus contornos finais são desenhados e usinados pela tecnologia CAD/CAM: O sistema TRI: a base da prótese é customizada para a conexão do implante. Assim, como é de costume, esse tipo de ensaio biomecânico é feito com alguma fadiga térmica e depois mecânica para verificar o quanto da capacidade de retenção (torque) ainda existe nos parafusos e, também, que tipo de falhas são observadas (adesivas, coesivas, ou mistas). Os resultados iniciais são interessantes: a redução nos torques de remoção chega à 70% dos valores originais, independente da presença ou não de um pilar (Ti-base ou multi-unit) as PPFs de zircônia monolítica confeccionadas sem os pilares mostram cargas de falha comparáveis aos outros grupos com pilares as PPFs de titânio mostram maior capacidade de carga após a fadiga os diversos tipos de pilares usados (ausência de pilar, Ti-base, multi-unit) não afetam as cargas de falha nos casos de falha em PPFs de zircônia, elas se iniciam no ponto de aplicação de carga e migram para a área do conector nos casos de falha em PPFs de titânio, elas são coesivas no material de recobrimento Outra proposta desse sistema é variar o tipo de material do parafuso (metal, cerâmica, ou polímero) em função do tipo de prótese a ser usinada. Entretanto, seus autores reforçam: vencida a fase do comportamento laboratorial, é chegada a hora dos estudos clínicos com essa inovação na prótese sobre implante.

  • PPR: aposentada e passando bem?

    PPR: uma solução válida em casos limites Próteses Parciais Removíveis: aposentadas e passando bem? O que você diria no caso da foto acima? Longe disso. Acredito que as próteses parciais removíveis não estão aposentadas, apenas foram ofuscadas pela introdução dos implantes dentários, usados há muito tempo como “remédios” para todos os males do edentulismo parcial ao total. Para quem não sabe, dentro do ranking as próteses, as PPRs são as mais difíceis de serem planejadas e executadas. Mas quando nos esforçamos, elas funcionam bem. Se você tem vergonha em dizer que faz PPR no seu consultório, não se preocupe: a maioria dos profissionais têm, mas também faz. Imagine o que é colocar um modelo de gesso num dispositivo chamado delineador e encontrar uma possível direção de inserção para a futura restauração. Leva tempo até para os mais experientes. Sem contar que em alguns casos as classificações de Kennedy podem mudar em função do risco de perda dentária ao longo do tempo, e o nosso planejamento deverá incluir elementos como a “placa distal” e "ganchos de ação de ponta". Tudo bem, agora você me diz que existe uma bolacha de cromo-cobalto e a armação metálica pode ser criada e fresada no computador. Eu concordo. Mesmo assim, o profissional deveria saber qual elemento digital adicionar (apoio, gancho, conector), suas posições corretas em função das áreas retentivas e expulsivas, e ainda fazer as compensações. Levaria tanto tempo quanto até que o botão da fresadora fosse acionado. Teoricamente, implantes dentários na região posterior resolveriam as Classes I e II de Kennedy (desdentados posteriores bilaterais e unilaterais). Mas na mandíbula, por exemplo, é preciso ter osso em altura, justo na área onde passa o canal do nervo alveolar inferior. E, se houver altura e não tivermos largura, e o aumento horizontal não for realizado, o seu paciente terá, além da relação coroa-implante excessiva (fator de força suspeito), o desenvolvimento de uma recessão no tecido mole periimplantar ao longo do tempo, que poderá ou não ser contrabalanceada por um enxerto de tecido gengival livre (EGL). Você conhece muitos pacientes nesta situação ou não? Lembrando: conforme a 7ª Conferência de Consenso ITI, EGL para regiões posteriores e enxerto de tecido conjuntivo (ETC) nas regiões anteriores. Ainda nos restam as Classes III e IV. A primeira situação parece menos problemática? Ledo engano. Excesso de dentes, muitas vezes fora das suas posições originais mesio-distais e vestíbulo-linguais. Ortodontia com pequenos movimentos primeiro: seu paciente acha que é muito tempo de tratamento? Que tal fazer os preparos e “expor acidentalmente” a polpa: endodontia! Ou vamos para os implantes dentários? Colocados fora de posição, criarão os famosos espaços escuros, problemas de transferência na moldagem, e na higienização. E finalmente, a Classe IV (desdentado anterior): o reino da estética. Com toda a evidência acumulada sobre a distância entre dente-implante e/ou implante-implante, o menor erro no posicionamento das fixações “matará” o desenvolvimento das papilas de tecido mole, sem falar na fonética e higienização. Seu paciente deseja uma prótese sem gengiva artificial e por isso quer os implantes dentários, não é? Examine a linha de sorriso e se há um tecido queratinizado com volume suficiente para ser condicionado. Outro aspecto comum nesses casos é uma deficiência na altura intermaxilar quando os pacientes possuem seus dentes anteriores inferiores naturais extruídos pela falta de contenção com o antagonista: não há espaço para colocar os implantes dentários caso a ameloplastia incisal (desgaste no esmalte) não seja realizada. Não caia nessa firula pseudocientífica de "vamos remover esses dentes porque...". Nada substitui a propriocepção do ligamento periodontal. Diante de tais observações, nunca me pareceu que a PPR estivesse aposentada. Certamente, o mais correto seria dizer que ela passou por uma evolução quando começou a ser associada às próteses parciais fixas e aos encaixes extra coronários (próteses híbridas), na real impossibilidade de colocarmos implantes dentários. Ou na forma do seu “upgrade” mais recente, quando os implantes dentários são usados como apoios distais (e encaixes tipo botão) nos casos de Classe I e II de Kennedy, que garantem boa sobrevivência da PPR. E para que eu não seja injusto, há profissionais que trabalham maravilhosamente a gengiva artificial acrílica ou cerâmica, deixando-as praticamente indistinguíveis no rebordo do seu paciente.

  • Protocolos de carga em prótese parcial fixa sobre implantes

    Protocolos de carga imediata em prótese parcial fixa: quais as taxas de sobrevivência? “Porque não...” é uma pergunta que deve ser feita em ciência quando vamos comparar algo com o que é clássico, já estabelecido, padrão ouro ou grupo controle. Controle significa ter uma referência. Por exemplo, quando estamos na Terra, o valor da força gravitacional em nossos corpos é quase 9,8m/s2. Se pegarmos uma carona e formos para a Lua, esse valor chega aos 1,6 m/s2. O efeito será uma sensação de leveza. Ou, se você quer saber se está andando ou parado, precisa olhar para um referencial bem longe. A sensação de movimento é visual desde que você não esteja ligado a ela. No avião, consigo saber que estamos em movimento observando a paisagem pela janela, mas não sentimos a velocidade da aeronave (em média 600 quilômetros por hora). Na Implantodontia, quando falamos em protocolos de colocação, há três chances: imediato, precoce, tardio. Esses protocolos também são acompanhados (ou não) pela ativação (carga) na restauração, seguindo a mesma linha: imediato, precoce, convencional. Na clínica, multiplicando o número de combinações entre colocações e ativações, temos nove possibilidades de protocolos de carga. Diante desse cenário, é fundamental discutirmos o que está validado na clínica e ou na ciência. Afinal, quais são as taxas de sobrevivência desses protocolos de carga? Quando são selecionados apenas estudos clínicos com pelo menos 1 ano de acompanhamento e 10 pacientes, é possível gerar as taxas de sobrevivência. Lembrete: taxas de sucesso na implantodontia são obtidas quando conseguimos medir os níveis ósseos ao longo do tempo. Na correria da clínica, é muito difícil. Agora, vamos combinar dar nomes às combinações e as taxas obtidas conforme a revisão sistemática mais recente: 1A – colocação imediata / carga imediata = 98% 1B – colocação imediata / carga precoce = 91% 1C – colocação imediata / carga convencional = 95% 2-3A – colocação precoce / carga imediata = 97,8% 2-3B – colocação precoce / carga precoce = 100% 2-3C – colocação precoce / carga convencional = 94% 4A – colocação tardia / carga imediata = 97,2% 4B – colocação tardia / carga precoce = 97,9% 4C – colocação tardia / carga convencional = 97,5% Estamos falando de qual tipo de prótese mesmo? Da prótese parcial fixa num conjunto de mais de 10 mil implantes avaliados, sendo que não existem implantes curtos (< 6mm de comprimento). Critérios anatômicos e procedimentos práticos: o que é comum? Características como a altura e espessura adequadas, bem como uma parede óssea vestibular intacta. Além disso, o torque de inserção final (sendo os valores 25 Ncm, 35Ncm e 40Ncm bem estabelecidos em cada protocolo), muitas vezes acompanhado do quociente de estabilidade (ISQ 60). Como fica a validação nos protocolos de carga? Protocolos clinicamente bem documentados e cientificamente validados: 1A, 1C 2-3A, 2-3C 4A, 4B, 4C Protocolos clinicamente documentados (e algumas ressalvas): 1B – há necessidade de selecionar bem os casos 2-3B – ainda não possui evidência suficiente Leia mais: protocolos de carga em implantes unitários - clique aqui

  • A Gnatologia morreu: será mesmo?

    Gnatologia: os movimentos mandibulares sendo traduzidos para a mecânica dos articuladores. Centenária, polêmica, controversa! Segundo o Glossário de Termos em Prótese, em tradução livre para a língua portuguesa, Gnatologia é "um termo geral para o estudo da biologia do sistema mastigatório e registro cinemático da posição mandibular". Essa biologia e função compreendem os músculos da mastigação, as articulações temporomandibulares, e a dentição, dentro do pacote dos mecanismos de propriocepção que fazem com que tudo o que falamos, comemos, ou deglutimos tenha sentido, sem considerar que um dos seus "produtos finais mais interessantes" é o sorriso. Os "pais" da Gnatologia Beverly B. McCollum, Harvey Stallard, Charles E. Stuart, cirurgiões-dentistas dos EUA formam a trinca que inaugura essa filosofia. A Sociedade de Gnatologia foi fundada em 1926. Em 1930, o Dr. McCollum desenvolveu o primeiro instrumento mecânico capaz de duplicar os movimentos mandibulares. Dr. Beverly. B. McCollum, fundador da Escola de Gnatologia. Foto: I.A. Quatro anos mais tarde, em parceria com o Dr. Stuart, em 1934, produziu o primeiro instrumento mecânico capaz de registrar esses movimentos. Dr. Charles E. Stuart. Foto: I.A. Gnatologia: os registros mecânicos! Sim, é fato que os primeiros dispositivos eram peças extremamente complicadas e delicadas, com os profissionais dependendo muito da cooperação e destreza dos seus pacientes. Batizado de "gnatógrafo", essa façanha da engenharia tinha por objetivo ser o verdadeiro "escritor da mandíbula": O gnatógrafo: mal sabia como os chips de computador o transformariam. Foto. I.A. Gnatologia: os registros digitais! Mas enquanto nos perguntamos sobre as circunstâncias do "obituário", nesse exato segundo, centenas de startups e empresas ligadas em tecnologia de rastreamento óptico concentram seus esforços para "trazer à vida" essa formidável ciência. Abaixo, um dos exemplos mais recentes, onde o rastreamento de toda a movimentação mandibular pode ser feito pela captura com uma câmera intraoral e uma câmera extraoral em poucos minutos de atendimento: MetiSmile, da Shinning 3D: o paciente vê e entende o que acontece. É como naquela famosa frase de Mark Twain: "as circunstâncias sobre a minha morte foram um pouco exageradas". Bons trabalhos gnatológicos para vocês!!! Leia mais: O que é melhor no esquema oclusal: guia canino ou em grupo?

  • Bactérias da boca, circulação sanguínea e disfunção erétil

    Higiene oral e disfunção erétil: a doença cardiovascular como elo de ligação. Homens, atenção! Precisamos falar disso! Vocês sabiam que a saúde da boca pode ter um impacto direto em áreas inesperadas do seu corpo, como a circulação sanguínea e até mesmo a função erétil? Parece improvável, mas a ciência tem revelado uma ligação cada vez mais clara entre as bactérias que habitam a nossa cavidade bucal e as condições sistêmicas. O universo bacteriano da sua boca A cavidade bucal é um ecossistema complexo, onde vivem centenas de espécies de bactérias, fungos e vírus. Só as bactérias somam mais de 800 classificações. Você não vê, mas elas estão lá. Basta rolar um cotonete pela mucosa da boca, sob a língua, ou coletar a saliva. Quando esse material é levado para análise de um microscópio ou equipamentos mais potentes, esses "monstrinhos" ficam visíveis. Esse microbioma oral cresceu significativamente nos últimos anos com auxílio da bioinformática. Em resumo geral, temos o CPF e o RG, e podemos saber o que essas bactérias fazem quando estão em bando. Entretanto, a maioria desses microrganismos também vive em harmonia conosco, desempenhando papéis importantes na digestão e na proteção contra outros patógenos. No entanto, um desequilíbrio nesse ecossistema (o nome contemporâneo para isso é disbiose), muitas vezes causado pela má higiene bucal, pode levar ao crescimento excessivo de bactérias nocivas. A escovação dentária serve para desorganizar a placa dento bacteriana (biofilme). Todos os dias, pelo menos três vezes após as refeições, é o que nós podemos fazer de melhor. É uma luta infinita. A doença periodontal, ou periodontite, é um exemplo clássico desse desequilíbrio. Caracterizada pela inflamação das gengivas e, em estágios avançados, pela destruição dos tecidos de suporte dos dentes (perda óssea), a periodontite é causada principalmente por bactérias específicas. Quando o seu dentista faz ou refaz o exame periodontal nas consultas de manutenção, ele ou ela procuram exatamente por locais onde esse sangramento e a quantidade de placa sejam excessivos. Se você tem implantes dentários, esse cuidado deveria ser redobrado, com pelo menos duas ou três consultas por ano. O problema é que a ação dessas bactérias e a resposta inflamatória do corpo não se limitam apenas à boca. Outros órgãos serão afetados. No contexto atual entre Odontologia e Medicina, a palavra "inflamação" significa a chance de pelo menos três doenças de grande impacto na saúde pública: diabetes, hipertensão, e obesidade. Vamos à circulação sanguínea. Bactérias orais e o Impacto na circulação sanguínea Quando as gengivas estão inflamadas e sangram, as bactérias presentes na boca podem entrar na corrente sanguínea (bacteremia). Uma vez no sistema circulatório, essas bactérias e as toxinas que elas produzem podem desencadear uma série de eventos que afetam a saúde vascular: inflamação sistêmica: a presença constante dessas bactérias e seus subprodutos na corrente sanguínea pode ativar uma resposta inflamatória crônica em todo o corpo. Essa inflamação sistêmica é um fator conhecido no desenvolvimento e progressão de doenças cardiovasculares. disfunção endotelial: o endotélio é o revestimento interno dos vasos sanguíneos, crucial para a regulação do fluxo sanguíneo e da pressão arterial. A inflamação crônica e a presença de patógenos orais podem danificar o endotélio, levando à sua disfunção. Isso significa que os vasos sanguíneos perdem sua capacidade de dilatar e contrair adequadamente, comprometendo o fluxo sanguíneo para várias partes do corpo. formação de placas: algumas pesquisas sugerem que as bactérias orais podem até mesmo contribuir para a formação de placas ateroscleróticas nas artérias, um processo conhecido como aterosclerose. Essas placas endurecem e estreitam as artérias, restringindo ainda mais o fluxo sanguíneo. Em seu posicionamento mais recente, a American Heart Association destaca que a doença crônica vascular aterosclerótica continua sendo a causa líder de óbitos nos EUA, e que o tratamento periodontal reduziria esse risco. A ligação com a disfunção erétil A disfunção erétil (DE) é a incapacidade de obter ou manter uma ereção firme o suficiente para uma relação sexual satisfatória. A causa mais comum da DE é a insuficiência do fluxo sanguíneo para o pênis. Para uma ereção ocorrer, os vasos sanguíneos do pênis precisam se dilatar e permitir um influxo significativo de sangue. Considerando o impacto das bactérias orais na circulação sanguínea, uma possível conexão com a DE torna-se mais clara: disfunção endotelial e vasos sanguíneos: se as bactérias orais contribuem para a disfunção endotelial e a aterosclerose, isso afeta diretamente a capacidade dos vasos sanguíneos de se dilatarem, incluindo aqueles que suprem o pênis. Um fluxo sanguíneo comprometido é um dos principais fatores para o desenvolvimento da DE. inflamação crônica: a inflamação sistêmica crônica, impulsionada por patógenos orais, também pode ter um papel na DE, pois a inflamação pode danificar os tecidos e os vasos sanguíneos envolvidos no mecanismo da ereção. Embora mais pesquisas sejam necessárias para estabelecer a causalidade definitiva, a correlação é cada vez mais evidente, mas a ponte é a sua circulação sanguínea. Cuide bem dela. Leituras sugeridas em artigos científicos: Gualtero DF. Oral microbiome mediated inflammation, a potencial inductor of vascular diseases: a comprehensive review. https://doi.org/10.3389/fcvm.2023.1250263 Loos BG. The link between periodontitis and erectile dysfunction: a review. https://doi.org/10.1038/s41415-019-0724-6 Singh VP et al. Oral health and erectile dysfunction. https://doi.org/10.4103/jhrs.jhrs_87_17

  • Doença periodontal, perdas dentárias futuras, déficits cognitivos

    Déficits cognitivos: qual é o papel das perdas dentárias? Entendendo a função dos dentes em menos de 1 minuto Seres humanos nascem com a possibilidade de duas dentições: uma primária (decídua) e outra secundária (permanente). Embora uma venha depois da outra, com períodos de transição (dentição mista) ambas são importantes nas diversas fases da vida. Uma dentição natural no adulto, se contarmos até os segundos molares em ambas as arcadas, tem pelo menos 28 dentes. Os outros quatro são os dentes do siso, que frequentemente não irrompem ou são extraídos. Além disso, dentes posteriores são feitos para triturar (moedor), enquanto os dentes anteriores são feitos para cortar (tesoura). Ainda, os dentes fornecem o que chamamos de suporte oclusal. Essa sustentação é dada pelos contatos dentários, que são mais fortes na região posterior (molares até os caninos) do que na região anterior (entre os dentes incisivos). Assim, as forças que mantêm os dentes da maxila em contato com os da mandíbula são oclusais. As forças que mantêm os dentes em contato apenas dentro da mesma arcada são de natureza proximal (ponto de contato). Nessa equação, ainda existe a ação das bochechas e da língua garantido que o formato das fileiras de dentes seja mantido. Pelos motivos acima, quando perdemos uma unidade oclusal, é possível que os dentes posteriores migrem em direção anterior, fechando o espaço. Finalmente, existe o detalhe funcional: nossos dentes precisam dos guias de desoclusão (canino, função em grupo) para evitar que forças não ideais sejam colocadas sobre eles, restaurações (amálgama, resina), ou próteses sobre dentes e implantes. Quando a quantidade de dentes é “menor do que o ideal” Ao longo da vida de uma pessoa, é possível perder dentes. Os motivos são variados: cárie, doença periodontal, infiltração, problemas endodônticos, fraturas não reparáveis, traumas avulsivos. Por exemplo, os primeiros molares, uni ou bilateralmente, são dentes frequentemente lesionados, daí a Ortodontia (para fechar o espaço) ou a Implantodontia (para reposição da unidade perdida). Entretanto, é possível que o paciente tenha uma doença periodontal agressiva. Assim, mais dentes entram nessa conta. Se o tratamento for bem-sucedido e a manutenção feita de forma constante, os dentes remanescentes ficam no que chamamos de “estado saudável com suporte periodonto reduzido”. Um exemplo clássico é ter todos os dentes anteriores e pelo menos, os quatro pré-molares de cada lado na maxila e na mandíbula: 24 dentes. As superfícies dos pré-molares possuem uma área superficial menor para trituração. Além disso, teremos um espaço gengival maior livre outrora ocupado pelos dentes molares, influenciando o desempenho mastigatório O estágio seguinte: 20 dentes quando perdemos mais um pré-molar de cada lado. Possíveis problemas estéticos surgirão em função da altura da linha do sorriso. Desta forma, com os arcos dentários reduzidos, muitos pacientes simplesmente não procuravam tratamento porque se adaptavam ou porque as próteses parciais removíveis (PPRs) de extremidade livre eram desconfortáveis, especialmente aquela região rosa de acrílico que se assentava sobre a mucosa residual. As perdas dentárias e a doença periodontal Conforme a classificação mais recente sobre as doenças periodontais e peri-implantares, dentro do estágio da periodontite, há dois caminhos possíveis explicando as perdas dentárias: aquelas incomuns ou as causas pela própria periodontite. São quatro estágios, sendo que o número de dentes remanescentes é considerado nos estágios III e IV, justamente nos contextos mais severos, conforme a imagem abaixo: Estágios da Periodontite As perdas dentárias e o suporte oclusal remanescente O suporte oclusal remanescente dita o número de dentes antagonistas, conforme a classificação abaixo: Classificação de Eichner para as perdas dentárias. Modificado de: Nakamura et al. doi: 10.3390/jcm14248939. Em resumo, a pergunta clínica seria: o quanto do suporte oclusal remanescente é capaz de impedir perdas dentárias futuras? Por exemplo, um estudo retrospectivo com 225 pessoas mostra que pacientes da categoria B podem perder até 3 dentes ou mais ao longo de 21 anos de acompanhamento quando comparados aos que se encontram na categoria A, mesmo que implantes dentários tenham sido colocados. A chance (Odds Ratio) dessa ocorrência é 1,83 vezes maior. As perdas dentárias e o declínio cognitivo Vamos colocar o cérebro em questão: desordens cognitivas são uma questão de saúde mental afetando a memória, aprendizado, e a execução de tarefas diária. Nos casos extremos, podem ser representadas pelo Alzheimer ou demência. Não é de hoje: existe uma forte suspeita que o número de dentes remanescentes está ligado ao declínio cognitivo. Na revisão sistemática mais recente contendo 20 meta-análises, envolvendo pessoas na faixa dos 50 anos de idade ou mais, os seguintes achados foram publicados em relação à chance (Odds Ratio) de desenvolvimento: em geral, pessoas com periodontite tiveram mais risco de desenvolver todos os tipos de déficits cognitivos do que pessoas sem periodontite. A chance aqui é 1,64 vezes maior. pessoas com periodontite tiveram mais risco de desenvolver demência do que pessoas sem periodontite. A chance aqui é 1,23 vezes maior. pessoas com periodontite tiveram mais risco de desenvolver impedimento cognitivo do que pessoas sem periodontite. A chance aqui é 1,31 vezes maior. pessoas com periodontite tiveram mais risco de desenvolver Alzheimer do que pessoas sem periodontite. A chance aqui é 1,20 vezes maior. pessoas com periodontite tiveram mais risco de desenvolver impedimento cognitivo leve. A chance aqui é 1,98 vezes maior. Mesmo que com os dados acima ainda não seja possível estabelecer uma relação de causa e efeito, a doença periodontal deve ser tratada como um problema de saúde sistêmico, já que seus mecanismos inflamatórios são multifatoriais. É possível impedir as perdas dentárias? Com a Odontologia e a Medicina conversando mais, os próximos anos devem ser de grandes descobertas na prevenção das perdas dentárias. Por enquanto, continuamos com a lista básica: reforço na higienização (escovação e fio dental) flúor tópico terapia de suporte periodontal e peri-implantar higiene do sono exercícios físicos e mentais

  • Cirurgia guiada no alvéolo de extração recente: qual é a tolerância?

    Cirurgia guiada para implante dentário: precisão angular como os ponteiros de um relógio. Dezembro chegou e como é que a gente está? Procurando aquela chave de fenda, o alicate, e o martelo para fazer alguns concertinhos caseiros básicos. Ou tem aquela parede que você esperou um momento de paz esse ano todo para furar e colocar um quadro? Ferramenta em posição, broca nova, o interfone tocando com a orelha do vizinho doendo...e no final das contas o furo ficou torto! Tudo bem, agora vai um quadro na parede, você coloca uma fita...ninguém está vendo mesmo...para quê tanta hipocrisia. Tudo resolvido. A solução aplicada na parede é mascarada pelo quadro. Entretanto, na boca, as coisas são um pouco diferentes quando falamos em cirurgia guiada e implante dentário imediato. Aliás, essa “aura de mistério” em torno da cirurgia guiada já acabou: uma tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC), o software de planejamento. Seu laboratório envia um guia impresso 3D; existe um conjunto de anilhas a serem trocadas para cada diâmetro de broca, e finalmente o seu implante está em posição. O que realmente muda é a densidade óssea e a posição do alvéolo após a extração dentária. Fazendo uma analogia: furar uma parede lisa (alvéolo cicatrizado), à primeira vista, é completamente diferente de trabalhar numa parede com um furo previamente existente (alvéolo de extração). Além disso, as furações podem estar perpendiculares, mais para cima ou mais para baixo, certo? E lá vai você, muito feliz da vida, sentindo-se o robô dos robôs, achando que o seu prego ficará na posição 100% correta. Alvéolo cicatrizado, alvéolo de extração recente O alvéolo de extração recente também é conhecido como alvéolo fresco. O alvéolo cicatrizado é aquele onde a entrada do rebordo está tecnicamente fechada, ou seja, à grosso modo, é a parede. O ponto é que esse alvéolo fresco segue a anatomia e posicionamento da raiz dentária, com dezenas de combinações. Atualmente, a imagem por TCFC auxilia não só na verificação da espessura das tábuas ósseas, mas também facilita nessa verificação do posicionamento radicular: mais para vestibular, mais para palatino, no centro do rebordo. Diversos estudos clínicos mostram que essa espessura da tábua óssea, especialmente na região vestibular, é muito fina (perto de 1mm) na região da crista óssea. Aqui mora o perigo para uma futura recessão peri-implantar. Na cirurgia guiada estática, qual é o melhor tipo de alvéolo para se trabalhar? O conceito de “melhor” aqui lembra outro termo: a acurácia. Todas as vezes que falamos em precisão e veracidade, estamos falando de acurácia. Na cirurgia estática guiada por computador, essa acurácia mede o desvio entre o que é planejado virtualmente no software e o que é obtido nos modelos físicos. A ideia é que esses desvios (angulares ou lineares), do ponto de vista global, sejam os menores possíveis. Estamos falando de posicionar um implante dentário no espaço edêntulo de um incisivo central superior onde qualquer desvio além do limite pode impedir que uma papila peri-implantar se desenvolva ou que o contorno da gengiva vestibular fique comprometido do ponto de vista estético. Também, é por isso que o seu professor (ou a sua professora) vivem dizendo: cuidado com a inclinação do implante para não prejudicar o desenvolvimento do perfil de emergência na restauração protética. No experimento in vitro mais recente, 40 modelos de uretano da arcada maxilar, faltando apenas um incisivo central superior, são divididos em quatro grupos; - alvéolo cicatrizado - alvéolo deslocado para vestibular (1mm de espessura nessa cortical) - alvéolo centralizado (2mm de espessura em cada tábua óssea vestibular e palatina) - alvéolo deslocado para palatino (1mm de espessura nessa cortical) É logico: independente da morfologia do alvéolo, os implantes foram colocados para palatino. A disparidade entre o perímetro do alvéolo e do implante traz mais uma dificuldade. Os implantes testados aqui são réplicas de 4 x 10mm, e as suas posições finais nos modelos de uretano capturadas com ajuda dos scanbodies: o modelo de alvéolo cicatrizado mostra os maiores desvios globais médios, tanto na região coronal (0,83 mm) quanto no ápice (0,98 mm) o modelo do alvéolo para palatino mostra os menos desvios globais médios, tanto na região coronal (0,38 mm) quanto no ápice (0,49 mm) o desvio angular é maior no grupo do alvéolo cicatrizado (2,9 graus) e menor no grupo do alvéolo centralizado (1,87 graus); entretanto, quando o alvéolo estava centralizado ao rebordo, os implantes dentários exibiram a menor acurácia na região do que seria a crista óssea. a morfologia do alvéolo realmente afeta todos os tipos de desvios lineares e angulares o grupo do alvéolo para vestibular mostra maior acurácia no posicionamento apical do implante dentário Ocorre que o rebordo cicatrizado mostra desvio do implante para palatino, enquanto os alvéolos de extração mostram desvio mais para vestibular. Também, conforme o estudo, é a presença do alvéolo, e não sua morfologia específica, que gera as tendências acima. Uma análise mais profunda desses desvios na cirurgia guiada estática Sim, temos as médias. Mas como a acurácia, por definição, envolve a precisão e a veracidade, a média fica representando o primeiro fator, e o desvio padrão segue responsável pelo segundo fator. Por exemplo, os valores totais de média e desvio padrão no grupo do alvéolo cicatrizado são 2,91 e 1,37 graus. Isto significa que há um intervalo onde existe a maior chance desses desvios acontecerem, que vai de 1,54 graus até 4,28 graus. No grupo do alvéolo centralizado, essa “chance” fica entre 0,76 graus e 2,98 graus. Vale ressaltar: os implantes foram guiados do começo ao final da cirurgia e feitos por um operador experiente, atingindo 35Ncm de torque final de inserção. Diante de toda essa padronização, se podemos estar sujeitos aos valores extremos como mostrado acima, imaginem o que acontece quando um implante dentário, na zona estética, é colocado sem a ajuda do guia cirúrgico, seja este um para o incisivo central, incisivo lateral ou canino? Leitura complementar: E se as anilhas forem abertas parcialmente, a precisão da cirurgia guiada melhora? Clique no link abaixo e descubra! https://doi.org/10.1111/clr.13957

  • Implantes dentários: Entenda a Percepção Estética de Pacientes e Dentistas

    Percepção estética: quando o implante dentário está bom para o seu paciente? A perda de um dente pode ser uma experiência desafiadora, impactando não apenas a funcionalidade da mastigação, mas também a autoestima e a estética do sorriso. No entanto, o verdadeiro sucesso de um implante dentário vai além da sua estabilidade mecânica; ele reside na sua capacidade de se integrar de forma indetectável ao sorriso, como se fosse um dente natural. Aqui, surge o conceito de percepção estética. Em princípio, uma análise subjetiva (feita por pessoas leigas) ou objetiva (realizada por dentistas). Para facilitar esse processo, existem diversos índices, sendo que um deles é o mais validado ao longos dos anos e pode ser usado de forma simples pela comunidade odontológica no dia a dia da profissão. O índice Pink / White Esthetic Score (PES/WES) Desenvolvido para avaliar a estética das restaurações com implantes dentários, o PES/WES tornou-se uma referência para profissionais que buscam a excelência em resultados. O Que é o Índice PES/WES e Por Que Ele é Importante? O índice PES/WES é uma ferramenta de avaliação que permite mensurar a qualidade estética de um implante dentário, considerando dois aspectos fundamentais: a estética dos tecidos moles (gengiva, papilas) e a estética da restauração protética. Cada aspecto é dividido em cinco parâmetros, e cada um é pontuado de 0 a 2, com o valor 2 indicando ausência de discrepância em comparação com o dente adjacente, e 0 indicando uma grande discrepância. Os cinco parâmetros PES avaliados são: Papila Mesial Papila Distal Curvatura da Mucosa Vestibular Nível da Mucosa Vestibular Cor e Textura da Gengiva Peri-implantar Os cinco parâmetros WES avaliados incluem: Forma Geral do Dente Contorno e Volume Cor Textura da Superfície Translucidez e Caracterização Juntos, o PES e o WES somam um total máximo de 20 pontos (10 em cada índice), fornecendo uma avaliação abrangente e objetiva da estética do implante dentário estético. Limiares de Aceitabilidade e Detecção: Qual a Percepção Estética de Pacientes e Dentistas? Uma pesquisa recente mergulhou profundamente na avaliação desses scores, buscando estabelecer limiares clinicamente aceitáveis para implantes dentários de dente único. O estudo, que envolveu protesistas, leigos (pacientes em potencial) e dentistas, revelou insights cruciais sobre as expectativas e percepções da estética dental. Um dos objetivos principais era determinar o sucesso estético das restaurações sobre implantes unitários na região estética (entre os caninos superiores). Dessa forma, 100 pessoas leigas e 60 dentistas examinaram 38 fotografias previamente calibradas por três protesistas. O Limiar da Aceitação vs. o Limiar da Detecção A pesquisa estabeleceu dois limiares distintos para leigos: Limiar Clinicamente Aceitável: Um score PES/WES de 12. Neste ponto, 80% dos leigos aceitaram o implante, mesmo que pudessem identificá-lo. Isso sugere que a aceitação é mais subjetiva e que um implante pode ser "tolerável" mesmo que não seja "perfeito". Limiar de Detecção: Um score PES/WES de 17. Com este score, 71% dos leigos não conseguiram identificar corretamente o implante como uma restauração. Este é o ponto onde o implante é considerado "indetectável" ou possui um "resultado estético excepcional". Diferenças entre Dentistas e Leigos na Detecção de Implantes Como esperado, o estudo confirmou que os dentistas são significativamente mais hábeis na detecção de implantes do que os leigos. Enquanto os dentistas identificaram corretamente o implante em 82% das ocasiões, os leigos o fizeram em apenas 46%. Esta disparidade sublinha a visão "treinada" dos profissionais versus a visão "geral" dos pacientes. Para o planejamento de tratamento, essa diferença é fundamental, pois o que um dentista pode considerar uma pequena falha estética, um paciente pode nem notar ou, se notar, ainda assim aceitar. Deficiências em Tecidos Moles vs. Tecidos Duros: O Que Chama Mais Atenção? Para os leigos, as deficiências brancas (relacionadas à coroa dentária) foram mais influentes (57%) do que as deficiências rosas (relacionadas à gengiva) (42%). Isso sugere que os pacientes tendem a focar mais na cor, forma e textura do dente em si. Critérios Mais Influentes para Ambos os Grupos Curiosamente, para ambos os grupos (leigos e dentistas), alguns critérios se destacaram como os mais importantes na avaliação estética: PES 5 (Cor e Textura dos Tecidos Moles/Convexidade Radicular): A cor e a textura da gengiva ao redor do implante foram o critério PES mais focado. WES 3 (Cor do Dente): A cor da coroa do implante foi o segundo critério mais focado. Isso significa que, para um sorriso estético e natural, a atenção à cor da gengiva e à cor do dente é fundamental. É importante que os pacientes entendam sobre as dificuldades estéticas nas próteses sobre implantes unitários. Explicar que um implante com score PES/WES 12 é aceitável, mas um score de 17 é o que realmente o torna "invisível", pode ajudar os pacientes a entender o esforço e a complexidade envolvidos na busca pela estética dental de alta qualidade. Mesmo que um implante seja detectável, se ele atingir o score PES/WES 12, ele será amplamente aceito. A cor do dente e a cor do tecido mole são os critérios mais influentes para o sucesso estético de um implante. A diferença na capacidade de detecção entre dentistas e leigos ressalta a necessidade de uma comunicação clara. O que para um dentista experiente pode ser uma "falha" técnica, para o paciente pode ser um detalhe imperceptível. Discutir abertamente esses pontos e as metas estéticas desde o início do tratamento é fundamental para a saúde bucal e a satisfação geral do paciente. Conclusões Um score PES/WES de 12 é o mínimo para um implante ser considerado aceitável. Para um resultado verdadeiramente indetectável e excepcional, o objetivo é um score de 17. Leigos tendem a focar mais na cor do dente (WES 3) e na cor da gengiva (PES 5) ao avaliar a estética. Sua aceitação pode ser alta, mesmo que o implante seja detectável. A implantodontia moderna busca não apenas a substituição de um dente, mas a restauração completa da confiança e da beleza do seu sorriso. Ao entender os critérios que definem um implante "natural", você estará mais preparado para conversar com seu dentista e garantir que sua jornada para um sorriso perfeito seja bem-sucedida. Leia mais: A perda de contato entre dente e implante: ficha de exame gratuita

  • Osteonecrose medicamentosa dos maxilares: bases genéticas?

    Cromossomos e a osteonecrose medicamentosa dos maxilares: a base genética é significativa? Você já ouviu falar da Osteonecrose Medicamentosa dos Maxilares (MRONJ, na sigla em inglês)? É uma condição séria que pode acontecer com algumas pessoas que usam certos remédios, como os que fortalecem os ossos (chamados de antirreabsortivos), muito usados para osteoporose ou em tratamentos de câncer. O problema é que nem todo mundo que usa esses remédios desenvolve essa doença. E a pergunta que os cientistas fazem é: por que alguns sim e outros não? A resposta estaria em nossos genes? Os genes e osteonecrose medicamentosa dos maxilares: um quebra-cabeças complexo Uma grande revisão científica da literatura está investigando se a nossa "receita" genética pode nos tornar mais ou menos propensos a ter MRONJ. Essas pesquisas apontam para um cenário complexo, onde vários genes e suas pequenas variações podem influenciar o risco. O que é um SNP? Primeiro, imagine nosso DNA: a molécula da vida, que é um livro de instruções bem longo e define toda a sua aparência desde o nascimento, os alimentos que você pode comer, os líquidos que você pode beber, as suas aptidões para esportes. Enfim, é o seu computador pessoal. Nascemos com ele. Agora, vamos ao SNP. Pronuncia-se "snip". É como uma única letra trocada nesse livro de instruções. Por exemplo, onde deveria ter um "A", aparece um "G". Essas pequenas trocas são comuns e fazem parte da nossa diversidade genética. A questão é que, às vezes, uma dessas "letras trocadas" pode influenciar como uma instrução funciona, ou seja, como nosso corpo lida com algo. Então, por exemplo, se é para o nosso corpo produzir uma proteína que combate um invasor, ele produz algo parecido, só que sem muita eficiência na prática. Nesse caso, como esse tipo de medicamento antirreabsortivo. Destaque: o gene ESR1 e o poder do estradiol No meio de tantos genes estudados, o ESR1 (sigla para Estrogen Receptor 1) ganhou um destaque especial. Ele é como o "guia" para o nosso corpo produzir o receptor alfa de estrogênio. Pense nesse receptor como uma "antena" ou uma "porta" nas nossas células que recebe a mensagem do estradiol, um dos principais tipos de estrogênio. Qual o papel do estradiol no nosso corpo? para os ossos: o estradiol é fundamental para manter nossos ossos fortes e saudáveis, tanto em homens quanto em mulheres. Ele ajuda a regular o processo de "reforma" óssea, onde o osso velho é removido e o novo é formado. Quando os níveis de estradiol caem (como na menopausa, por exemplo), os ossos podem ficar mais fracos e quebradiços. além dos ossos: o estradiol também influencia outras partes importantes do corpo. Por exemplo, ele está ligado à saúde da gengiva e à resposta do nosso sistema de defesa (imunidade). Níveis mais baixos de estradiol podem estar associados a problemas como doenças nas gengivas, que podem aumentar a inflamação e infecções – fatores que também contribuem para o risco de MRONJ Qual a conexão entre o ESR1 e a MRONJ? O estudo mostra que pequenas variações (os SNPs) no gene ESR1 podem afetar como o estrogênio atua nos ossos. Se essa "conversa" for alterada, a regeneração dos tecidos e a saúde dos ossos na região da boca podem ficar comprometidas, aumentando o risco de MRONJ. A própria diminuição natural do estrogênio com a idade também pode influenciar a suscetibilidade. Outros genes envolvidos no risco de MRONJ A pesquisa encontrou 136 variantes genéticas em 58 genes. Vários deles estão ligados a processos importantes do nosso corpo. Os genes que apareceram com associações significativas (sem serem contraditos por outros estudos na revisão) incluem: Genes ligados à saúde dos ossos e tecidos: COL1A1: Fundamental para a estrutura do osso, pois produz uma proteína chave que forma o esqueleto GRM4: Pode influenciar como as células que constroem o osso (osteoblastos) se formam e como o osso se mantém FAM19A5: Pode ajudar na remodelação dos vasos sanguíneos e na reparação óssea SIRT1: Atua na manutenção da saúde dos ossos C6orf170: Relacionado ao desenvolvimento e à manutenção da saúde dos tecidos TBCK: Envolvido no crescimento das células e na organização da estrutura celular CSRNP3 e PHB2: Ajudam a controlar a inflamação e a manter o equilíbrio das células. Genes ligados à resposta imune e inflamação: C1S: Parte do sistema de defesa do corpo, influenciando como reagimos a infecções TNF: Um gene com papel conhecido na inflamação e na resposta imune. Região HLA: Um conjunto de genes que influenciam nossa resposta imune a infecções, incluindo as da boca Genes ligados ao metabolismo e vasos sanguíneos: VEGFC: Essencial para a formação de novos vasos sanguíneos. Vasos saudáveis são cruciais para a cicatrização do osso. IMPAD1 e PPARGC1A: Relacionados ao funcionamento das células, ao uso de energia e ao metabolismo. Outros genes identificados com associações potenciais: ABP1, ARID2, ATRAID, CDC27, DFFA, FAM167A, FAM193A, HEBP1, HERC4, KCNT2, LTBP1, LUZP2, PLVAP, PZP, TNRC18: embora também tenham sido apontados em estudos sem contradições diretas, suas funções específicas no contexto da OMRM ainda estão sendo mais detalhadas e compreendidas pela ciência. Da mesma forma, pequenas variações (SNPs) em muitos desses genes podem afetar como nosso corpo lida com o metabolismo ósseo, a inflamação, a formação de vasos sanguíneos e a resposta imune. Se esses processos forem alterados, a regeneração dos tecidos e a saúde dos ossos na região da boca podem ficar comprometidas, aumentando o risco de MRONJ. Testar antes de tratar A MRONJ? Ainda não! Apesar de serem descobertas fascinantes, é muito importante entender que ainda não é a hora de sair fazendo testes genéticos rotineiramente para saber se você tem um "SNP de risco" em qualquer um desses genes antes de usar medicamentos antirreabsortivos. Por que não? a pesquisa ainda está no começo. Os estudos citados na revisão sistemática têm amostras pequenas; a maioria dos resultados ainda precisa ser confirmada por muitas outras pesquisas maiores e mais consistentes em diferentes populações. nenhum gene sozinho consegue prever com certeza quem terá MRONJ. É algo bem mais complexo e envolve vários fatores (idade, higiene bucal, diabetes, tabagismo, outros medicamentos, etc.). A ideia é que, um dia, talvez possamos usar essas informações genéticas para personalizar os tratamentos e entender melhor os riscos de cada paciente.

  • Surge uma nova fronteira na regeneração do nervo alveolar inferior pós implante dentário?

    Fotobiomodulação. Conduítes fotorresponsivos no reparo do nervo alveolar inferior. A Implantodontia e a cirurgia de terceiros molares frequentemente se deparam com uma das mais desafiadoras complicações: a lesão do nervo alveolar inferior (NAI). Essa injúria, muitas vezes iatrogênica e decorrente de compressão ou penetração por implantes dentários ou instrumentos cirúrgicos, pode acabar em parestesia, disestesia e dor neuropática crônica, impactando significativamente a qualidade de vida do paciente. A busca por estratégias mais eficazes de neuroregeneração tem impulsionado a pesquisa em materiais biomédicos avançados. Nesse contexto, estamos à beira de presenciar uma inovação nanotecnológica combinada à biocompatibilidade de polímeros naturais que poderia ser um ambiente otimizado para a recuperação neural. A Lesão do Nervo Alveolar Inferior e o Desafio da Recuperação A lesão do NAI pode ocorrer: por trauma direto durante a inserção de implantes pela sobreinstrumentação endodôntica após exodontias complexas como uma injúria por anestesia local. Em casos persistentes ou graves, abordagens cirúrgicas como a descompressão, neurorrafia direta ou enxertos nervosos podem ser necessárias. No entanto, a recuperação total da função sensorial é imprevisível e, muitas vezes, incompleta. A complexidade do processo de regeneração neural e a necessidade de um microambiente propício para o crescimento axonal impulsionam a procura por terapias adjuvantes e materiais bioengenheirados. Conduítes Nervosos: Uma Abordagem Estrutural para a Regeneração Os conduítes nervosos são estruturas tubulares projetadas que direcionam o alongamento dos axônios e previnem a formação de neuromas, ao mesmo tempo em que isolam o nervo em regeneração do tecido cicatricial circundante. A demanda atual é por conduítes que não apenas forneçam um arcabouço físico, mas que também interajam ativamente com o processo biológico, promovendo a neuroregeneração de maneira mais eficiente e controlada. A parceira estratégica: MXene e Quitosano Você já ouviu falar desses materiais? Não? Os MXenes são uma classe relativamente nova de materiais bidimensionais (2D), formados por carbonetos ou nitretos de metais de transição (ex: Ti3C2Tx). Reconhecidos por sua estrutura em camadas e alta área de superfície, os MXenes possuem características notáveis: alta condutividade elétrica: capacidade de conversão fototérmica e fotoelétrica: sob irradiação luminosa (especialmente na faixa do infravermelho próximo - NIR), absorvendo energia e convertê-la em calor (fototérmica) ou gerar um sinal elétrico (fotoelétrica). Essa propriedade é crucial para a "fotorresponsividade", permitindo que o material seja ativado ou modulado por luz externa. Quitosano: A Matriz Biocompatível e Estrutural O quitosano é um polímero natural derivado da quitina, um componente abundante em esqueletos de crustáceos. Suas vantagens intrínsecas o tornam um biomaterial de escolha: Biocompatibilidade e biodegradabilidade: É bem tolerado pelo organismo e se degrada em produtos não tóxicos, minimizando reações adversas e a necessidade de remoção. propriedades antimicrobianas: Ajuda a prevenir infecções no sítio cirúrgico. moldabilidade: Pode ser facilmente processado em diversas formas, incluindo géis, filmes e, mais importante para essa aplicação, estruturas tubulares porosas que funcionam como conduítes. O Conduíte Fotorresponsivo de MXene-Quitosano: Um Paradigma para a Neuroregeneração Um trabalho promissor, descreve o desenvolvimento de um conduíte fotorresponsivo de MXene-quitosano (WMC) para estimulação optogenética sem fio, visando aprimorar a regeneração e recuperação funcional após lesão do nervo óptico. Neste estudo, o conduíte WMC demonstrou ser uma plataforma biofuncional, porosa, interconectada e biodegradável. Sua fotorresponsividade foi confirmada pela geração de sinais fotoelétricos e pela conversão de energia em calor sob estímulo de luz na faixa do infravermelho próximo (NIR). Em um modelo in vivo de lesão por esmagamento do nervo óptico em ratos, a fotoestimulação do conduíte WMC induziu uma notável proteção das células ganglionares da retina (RGC) e resultou em melhorias significativas na função visual. Explicação: os mecanismos subjacentes resultam na modulação de proteínas-chave relacionadas à regeneração neural e ativação de cascatas de sinalização que promovem o crescimento axonal. Esses achados demonstram uma possível estratégia escalável para estimulação neural sem fio e recuperação funcional mediada por engenharia de tecidos. Potencial Aplicação no Reparo de Lesões do Nervo Alveolar Inferior (NAI) Ainda é cedo (o estudo foi realizado em ratos), mas os resultados obtidos com o conduíte fotorresponsivo de MXene-quitosano no nervo óptico abrem perspectivas empolgantes para o tratamento de lesões no NAI na prática odontológica. A translação dessa tecnologia para o contexto do nervo alveolar inferior seria pelos princípios fundamentais de neuroregeneração: o conduíte de quitosano fornece um arcabouço físico biocompatível para o crescimento ordenado dos axônios, prevenindo a dispersão e a formação de neuromas. a capacidade fotorresponsiva do MXene permite a aplicação de estímulos de luz NIR (por exemplo, de um laser de baixa potência, como os de 808 nm já utilizados na fotobiomodulação) de forma não invasiva. Ainda, essa fotoestimulação poderia: promover a proliferação e diferenciação celular - a energia da luz pode ser convertida em estímulos térmicos ou elétricos localizados, ativando vias de sinalização que favorecem a regeneração neuronal. modular o microambiente inflamatório - a fotobiomodulação tem comprovado efeitos anti-inflamatórios, auxiliando na redução do edema e na criação de um ambiente mais propício para a recuperação do nervo. acelerar o crescimento axonal - a estimulação controlada pode induzir o crescimento mais rápido e direcionado das fibras nervosas. biocompatibilidade Avançada - a combinação de materiais bem tolerados pelo organismo minimiza riscos de rejeição ou reações adversas, crucial em uma área como a cirurgia bucomaxilofacial. Ao contrário dos tratamentos passivos (como a simples descompressão) ou mais invasivos (p.ex., enxertos), um conduíte fotorresponsivo de MXene-quitosano ofereceria um controle dinâmico sobre o processo de cura, permitindo que o profissional module a estimulação conforme a evolução do paciente, potencialmente acelerando a recuperação e melhorando os desfechos sensoriais. Nesse sentido, a colaboração entre engenheiros de materiais, neurocientistas e profissionais da Odontologia será fundamental para traduzirmos essas inovações do laboratório em prática clínica.

  • Desafios Clínico e Laboratorial da Nova Implantodontia - Livro Oficial Abross25

    Capa do livro oficial Abross25: Desafios Clínico e Laboratorial da Nova Implantodontia Em comemoração aos 35 anos da Academia Brasileira de Osseointegração (Abross), a VMCom lança o livro "Desafios Clínico e Laboratorial da Nova Implantodontia", editado por Jamil Shibli, Khalila Cotrim, Sérgio Jayme, e Paulo Rossetti. Desafios Clínico e Laboratorial da Nova Implantodontia - Livro Oficial ABROSS25 232 páginas capa dura - papel couché ano 2026 VMCom ISBN 978-65-5278-341-7 Sumário Capítulo 1 Fatores de risco sistêmicos na Implantodontia: a posição atual Leonardo Perez Faverani Mileni Buzo Souza Isla Ribeiro de Almeida Gabriel Conceição Brito Paulo Henrique de Brito Tiburtino José de Lima Neto Capítulo 2 Modificações nas superfícies dos implantes para pacientes com doenças sistêmicas Roberta Okamoto Ana Cláudia Ervolino da Silva Letícia Pitol Palin Capítulo 3 O processo de cicatrização óssea influenciado pela macro- e microgeometria dos implantes Sergio Alexandre Gehrke Jaime Sardá Aramburú Júnior Tiago Luís Eilers Treichel Capítulo 4 Seis perguntas clínicas que inquietam protesistas na Implantodontia Paulo Henrique Orlato Rossetti Capítulo 5 Conjuntivo ou substituto? Palato ou tuberosidade? Como tratar áreas peri-implantares com maior previsibilidade? Alexandra Tavares Dias Caroline Braga dos Santos Jessica de Figueiredo Lopes Capítulo 6 O que sabemos e o que achamos que sabemos sobre a manipulação tecidual ao redor de implantes Eduardo Groisman Cassio Cardona Orth Alynne Bezerra Campos Capítulo 7 Controle da dor pós-operatória em enxertos gengivais livres: estratégias e evidências atuais Khalila C. Cotrim Eduardo C. Kalil Eduardo Cláudio Lopes de Chaves e Mello Dias Capítulo 8 Reconstrução da papila interproximal ao redor de dentes e implantes: evidências, técnicas e limites clínicos Marcelo Faveri Daniel Mesquita Vanessa Frazão Cury Ricardo Kern Capítulo 9 Prevenção de defeitos peri-implantares em áreas estéticas Ingra G. Nicchio Nicolas N. N. Calazans Arthur S. Lubiana Fausto Frizzera Capítulo 10 Tratamento de defeitos peri-implantares Glenda Lorenzoni Ingra Nicchio Umberto Demoner Ramos Fausto Frizzera Capítulo 11 Avaliação do melhor momento para a instalação do implante Carolina Mendonça de Almeida Malzoni Daniel Guião Fausto Frizzera Victor Gonçalves Paola Faria da Silva Elcio Marcantonio Junior Capítulo 12 Implantes condenados pela peri-implantite: como tratar os defeitos remanescentes? Sérgio J. Jayme Jamil A. Shibli Jéssica Santos Rodrigues Wellington Vinícius de Souza João Gabriel S. Souza Rodrigo Fernando e Souza Martins Capítulo 13 Retratamento das falências peri-implantares: desafios e soluções na implantodontia atual Eduardo Cekaunaskas Kalil Khalila Cotrim Sara Khraibut Patrick Polcaro de P. Santos Rafael Amorim Siqueira Jamil A. Shibli Capítulo 14 Integração digital e a comunicação entre softwares na reabilitação oral Thiago Dinato Capítulo 15 Reconstruções de defeitos alveolares com osso 100% autógeno: técnica de Khoury Tárcio Hiroshi Ishimine Skiba Bruno Costa Martins de Sá Rafael Sacchetti João Carlos Vicente de Barros Capítulo 16 Enxertos ósseos customizados fabricados por impressão 3D para aumentos ósseos Marcelo A. R. C. Melo Cinthya M. Grecco Rafael S. Siroma Stephany Vitoria L. Caires Sérgio J. Jayme Alberto Blay Samy Tunchel Jamil A. Shibli Capítulo 17 Uso da tecnologia digital 3D na coleta e enxertia de osso autógeno microvascularizado de fíbula Vittorio Moraschini Rafael Seabra Louro Glauco Velloso Daniel Costa Ferreira de Almeida

  • Glossário de termos em Cirurgia de Implantes Assistida por computador

    Glossário de termos em Cirurgia de Implantes Assistida por Computador: essencial na comunicação. Foto. I.A. Fãs do mundo da Implantodontia digital, preparem-se! Surge uma ferramenta para aprimorar a comunicação, a compreensão e a pesquisa em Cirurgia de Implantes Assistida por Computador (CAIS), proporcionando uma base sólida para o desenvolvimento futuro da disciplina. O glossário, fruto de um esforço colaborativo de uma vasta rede de especialistas globais do International Team for Implantology (ITI), aborda 96 termos essenciais, organizados em cinco domínios distintos: A. Organização e Visão Geral B. Termos Gerais e Plano de Tratamento C. Cirurgia de Implantes Assistida por Computador (CAIS) – estática D. Cirurgia de Implantes Assistida por Computador (CAIS) – dinâmica ou navegada E. Cirurgia de Implantes Assistida por Computador (CAIS) - robótica Ela reflete um dia dedicado de consenso (Simpósio ITI – Bangkok, Tailândia, novembro de 2024) feito por especialistas sobre a linguagem mais apropriada para descrever dispositivos, procedimentos e resultados neste campo complexo e dinâmico. A versão atual foi revisada em março de 2025. Ainda, os termos definidos nesse glossário são ilustrados por imagens didática para facilitar sua memorização Porque um Glossário em Cirurgia de Implantes Assistida por Computador (CAIS)? Assim como nas outras disciplinas da reabilitação oral analógica e digital (Prótese, Periodontia, Implantodontia), existem glossários específicos que auxiliam profissionais no mundo todo. Aqui, o propósito é ajudar aos que adentram no mundo da cirurgia digital com implantes dentários e próteses sobre implantes, completando a terminologia ausente e desfazendo interpretações errôneas sobre o panorama atual. Benefícios do Glossário em Cirurgia de Implantes Assistida por Computador (CAIS) alinha a terminologia com as etapas cruciais do fluxo de trabalho da Cirurgia de Implantes Assistida por Computador (CAIS), desde o planejamento pré-cirúrgico até sua execução robótica. discussão aprofundada sobre distinções conceituais importantes, que frequentemente causam confusão na prática clínica e na pesquisa. Por exemplo, como a diferenciação entre "digital" e "virtual", "posição de implante tridimensional otimizada para o paciente" versus "posição de implante tridimensional proteticamente direcionada", e a desmistificação de "precisão", "veracidade" e "acurácia" conforme as normas ISO 5725. elucida as diferenças entre "registro" e "calibração", termos muitas vezes usados de forma intercambiável, mas que se referem aos procedimentos fundamentalmente distintos no fluxo de trabalho digital. distingue as abordagens "guiadas" e "não guiadas" na Cirurgia de Implantes Assistida por Computador (CAIS), ressaltando a evolução dos métodos de colocação de implantes. Importante: os autores reforçam que todo Glossário é um processo em desenvolvimento e novos termos podem surgir ao longo do processo. Para saber mais, clique no link abaixo e boa leitura! Leia mais: Cirurgia guiada no alvéolo de extração recente: qual é a tolerância?

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