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  • Bioinformática em Periodontia: o que é?

    O microbioma humano e a bioinformática: novas ferramentas para melhorar a nossa compreensão. Leitores de todo o mundo já perceberam a complexidade científica nos artigos que investigam as bactérias, ou melhor, o microbioma. Essa nova gramática segue uma frase famosa que você aprendeu no segundo grau: Rei Filósofo Classificou Ordinário Famosos Generais Espartanos (Reino, Filo, Classe, Ordem, Família, Gênero, Espécie). Isso mesmo: a ideia de criar uma nova taxonomia para as bactérias periodontais não é nova. Até o início dos anos 1980, usávamos técnicas baseadas em corantes e formas. Nasceram as espécies: cocos, estafilococos, bastonetes, e tudo que se podia ver no microscópio óptico ou nos ensaios de cultura). Entretanto, as ciências médicas foram inundadas por novas tecnologias em biologia molecular. Uma ficou muito famosa, a PCR (reação em cadeia da polimerase). A partir deste ponto, podíamos abrir e estudar o DNA do biofilme (fazer o sequenciamento) e criar cópias que, em outra oportunidade, seriam usadas como sondas, prospectando centenas de espécies bacterianas ao mesmo tempo: a tal da hibridização DNA-DNA. Mas curiosidade na ciência é algo infinito. Então, passamos a estudar os genes do RNA ribossômico. Motivo? Também eram estruturas ribossômicas constantes para individualizar os tipos bacterianos. Assim, outro termo comum encontrado nos artigos é o sequenciamento dos genes que codificam a porção 16S do rRNA. Isto gerava a diversidade e composição dentro do nicho bacteriano. E como há microrganismos com sequências similares de DNA ao longo da fita, podemos classifica-los em OTUs (unidades taxonômicas operacionais). Na técnica de PCR, se removermos os erros no sequenciamento, surgirão as ASVs (variantes sequenciais do amplicon), onde conseguimos categorizar ainda mais essas bactérias. Além disso, a riqueza total de microrganismos na mesma amostra é conhecida como diversidade alfa. Ela significa dividir as OTUs pelas ASVs. A abundância relativa de microrganismos numa amostra (evenness) também mede essa diversidade alfa. A diversidade beta é o número de espécies compartilhadas entre comunidades de microrganismos de amostras diferentes. A palavra PCA (análise do componente principal) está ligada à diversidade beta. Graficamente, a PCA é um “céu” com nuvens de bactérias que se aproximam ou se afastam. Em resumo, a biologia molecular e a bioinformática criaram um mapa de guerra para combatermos com mais precisão o biofilme periodontal. Sempre que tiver dúvida, consulte seu dicionário de bioinformática. Leia mais: Biotintas: a nova estratégia regenerativa

  • Registre seus implantes, próteses e enxertos no mesmo lugar

    Registros para implantes, enxertos e próteses dentárias Nada mais complicado do que ficar procurando informações nas fichas clínicas, não é? Então, porque não trabalhar com uma planilha de Excel? Essa ferramenta foi inventada faz 40 anos e está em todas as grandes empresas e universidades, inclusive nas Odontológicas. Que tal registrar seus implantes, próteses e enxertos no mesmo documento? Clique no link abaixo para fazer o seu download:

  • O que o Dia mundial do DNA representa na Odontologia?

    O DNA dentário revela o sexo do ser humano. Como estão ligados o dia mundial do DNA e a Odontologia? Antes: todo mundo sabe (ou deveria saber) que o DNA é uma estrutura altamente protegida. É um código onde se encontra a chave para construção de todas as proteínas do nosso corpo. O DNA está altamente "enrolado" numa estrutura global conhecida como cromossomo. Os famosos 23 pares que você também aprendeu no colégio. Homens possuem um cromossomo X e um cromossomo Y (XY). Mulheres possuem apenas dois cromossomos X (XX). Isso é biológico. Nascemos assim. Qualquer situação diferente é considerada como síndrome. DNA, RNA, proteína: foi assim que você aprendeu. Antes disso, havia muitas dúvidas. Não que os cromossomos não fossem os suspeitos, mas não se compreendia bem o que era o DNA, até o dia 25 de abril de 1953, quando Watson e Crick publicaram um dos trabalhos mais famosos da ciência, revelando a helicoidal mágica e as bases nitrogenadas (A, T, C, G). Então, precisamos do nosso DNA para produzir proteínas: colágeno, por exemplo, um proteína estrutural amplamente distribuída, que também está nos ossos, na gengiva e na dentina humana. Sendo mais específico: podemos encontrar em nosso esmalte dentário outras duas proteínas: amelogenina e enamelina. A amelogenina pode ser encontrada em duas regiões do cromossomo X e numa outra região do cromossomo Y. Outro ponto importante: um defeito no cromossomo X vai ocasionar a amelogênese imperfeita. Ainda, na Odontologia, quando falamos dos cromossomos sexuais X e Y, pensamos automaticamente na área forense: O sexo de uma pessoa pode ser identificado pela análise do DNA dentário, especificamente na localização cromossômica da proteína amelogenina. Isto é muito importante nos casos de acidente onde houve incineração porque os dentes são estruturas altamente resistentes ao fogo e decomposição. Ainda, a análise do DNA das amostras de saliva nos fornece uma pista, por exemplo, de pessoas que receberam ataques sexuais e possuem marcas de mordidas. É o famoso banco de dados genético. E se quisermos dar outro exemplo, vamos olhar para as BMPs, onde as versões sintéticas só se tornaram possíveis comercialmente graças às técnicas de DNA recombinante, clonagem e PCR. Não há como negar o papel do DNA na Odontologia. Viva o seu dia!

  • Biomaterial alógeno não reabsorvível

    Osso alógeno: agora sem reabsorção Antes de responder à pergunta acima, vamos recordar: Levantamento do seio maxilar, preenchimento de defeitos periodontais, preservação alveolar, regeneração óssea guiada: esses são alguns procedimentos onde podemos utilizar biomateriais na odontologia regenerativa. Os autógenos continuam padrão ouro, mas sua taxa de reabsorção é alta e a sua disponibilidade reduzida. Já os sintéticos podem ser fabricados em laboratório, mas não são como os autógenos. Os xenógenos são ideais para manutenção de volume, porque não são reabsorvíveis ou possuem reabsorção muito lenta, conforme a análise histológica. E os biomateriais alógenos? Talvez você nunca os tenha usado (não é possível no Brasil), mas são extremamente populares nos USA. Os alógenos, como o DFDBA e o FDBA, são osseoindutores, podem ser combinados aos fatores de crescimento, mas também sofrem reabsorção. Pelo menos, até pouco tempo, pois... Há uma nova promessa, vinda do laboratório de Richard Miron, dos mesmos pesquisadores envolvidos com as novas gerações de L-PRF. Assim, ao analisarem a influência das temperaturas de sinterização nos biomateriais e aplicarem esses conhecimentos nos tecidos alógenos, foi possível obter composições com tamanhos de partículas e texturas superficiais semelhantes ou até melhoradas. Os primeiros testes em macacos (52 semanas), usando histologia, imunologia, e micro tomografia computadorizada, demonstraram que é possível manter a morfologia do rebordo e do alvéolo de extração com partes do material alógeno em posição, sem gerar reabsorção. Então, sim, o biomaterial alógeno não reabsorvível já existe. E, segundo Richard Miron, faz parte da nova geração de biomateriais. Clique no botão abaixo e conheça:

  • Bisfosfonatos, denosumabe e implantes dentários

    implantes dentários e medicamentos antirreabsortivos Osteoporose, mulheres pós menopausa, câncer: condições metabólicas no ser humano que geram alterações na massa óssea, fraturas vertebrais, quedas, e dor. O tratamento proposto é representado pelos bisfosfonatos e denosumabe. Bisfosfonatos são compostos que se ligam de forma intensa ao tecido ósseo. Em resumo, impedem o funcionamento dos osteoclastos, que se auto destroem (apoptose). Essa ligação dura por muitos anos. Por outro lado, o denosumabe é um anticorpo monoclonal humanizado interrompendo a relação RANK/RANKL, mas que não destrói os osteoclastos (em teoria, ficariam "dormentes"). Essa ligação é reversível. Quando o denosumabe é retirado da terapia, todo o ganho de massa óssea é revertido entre 12-24 meses; assim, pacientes precisam regressar aos bisfosfonatos. Tanto os bisfosfonatos quanto o denosumabe interferem no metabolismo ósseo. Então, fazer qualquer procedimento cirúrgico (extrações, implantes dentários) estaria contraindicado em pacientes que recebem medicamentos antirreabsortivos, porque existe a chance de desenvolver a MRONJ (osteonecrose dos maxilares relacionados aos medicamentos). Mas e se o paciente já colocou um implante dentário (que está osseointegrado) e precisa utilizar bisfosfonatos ou denosumabe? Ainda podemos ter casos de MRONJ? Embora os estudos sobre o assunto sejam escassos, a revisão de literatura mais recente conseguiu reunir 445 implantes (135 pacientes), num total de 8 estudos (7 séries de casos, 1 coorte retrospectivo). A média de tempo entre o começo da terapia com antirreabsortivo e o desenvolvimento da MRONJ foi de 34 meses. A taxa de falha geral nos implantes dentários foi de 23% (101 em 445). Em quatro séries de casos, todos os implantes colocados falharam por MRONJ. No estudo coorte retrospectivo, dos 344 implantes colocados, 11 falharam por MRONJ. A maior parte das lesões MRONJ estava na região posterior mandibular. Com os tratamentos propostos, 27% dos implantes foram preservados, e 75% dos sítios com MRONJ cicatrizaram completamente. O que tudo isso significa? Cada vez mais, há necessidade de esclarecimento precoce. Mesmo que a ciência avance para retardar o envelhecimento, a constituição genética de cada pessoa responderá de maneira diferente aos desafios diários. Por exemplo, de acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, evitar o consumo de café e bebidas alcoólicas, expor-se ao sol de manhã regularmente e fazer exercícios (caminhadas) que requeiram força muscular são medidas para prevenir a osteoporose. Do ponto de vista odontológico, é certo que as extrações devem ser feitas ANTES de qualquer medicamento dessa natureza ou EVITADAS se os pacientes já estão em tratamento. E em toda essa situação, um "alívio": as lesões MRONJ limitando-se aos implantes dentários e não se estendendo aos tecidos vizinhos. Mas ainda há muito o que se pesquisar sobre os implantes dentários osseointegrados e seu relacionamento com os bisfosfonatos e o denosumabe.

  • O pirulito inteligente que detecta o câncer bucal

    O "doutor pirulito" pode facilitar o exame para o câncer bucal. Não há como negar que Medicina e Odontologia caminham juntas para um diagnóstico de precisão. A cavidade oral é o começo do tubo digestivo. E mais uma vez, nossa profissão se encontra na situação única para diagnosticar lesões em tecidos moles e tecidos duros. Além da palpação e dos exames por imagem, é possível coletar a saliva e buscar o diagnóstico de câncer bucal. Entretanto, os pacientes precisam se deslocar para as universidades ou centros especializados e fazer as biopsias ou intervenções mais desagradáveis. Agora, surge uma outra proposta: um hidrogel (biogel) em forma de pirulito, contendo um biomarcador (uma proteína fluorescente) capaz de se ligar às outras proteínas encontradas no perfil dessas lesões. O processo é simples: depois de chupar o pirulito, bastaria entrega-lo ao laboratório. Todo o resto seria a identificação molecular pela bioquímica de costume. Temos o pirulito inteligente que detecta o câncer bucal. E o fato de chupar o pirulito, sem dúvida, é mais confortável do que as opções tradicionais. O trabalho original foi liderado pela pesquisadora Dra. Ruchi Gupta, da Faculdade de Química, em Birmingham, Reino Unido, e pode ser acessado pelo link abaixo:

  • E-book Começando na Implantodontia: só o que você precisa saber!

    A Implantodontia tem seus riscos: aprenda como dominá-los. "Começando na Implantodontia: só o que você precisa saber!" é um e-book em formato PDF, um guia para quem desejar entrar no mundo da Implantodontia, seja graduando ou não, sem passar por enxaquecas terríveis. Capa do e-book: Começando na Implantodontia: só o que você precisa saber. Esse e-book faz seus leitores atentarem para a necessidade do implante dentário quando realmente se mostrar necessária, ao descrever os motivos que levam pela sua escolha e os tipos de análises complementares na integração com a Prótese e a Periodontia. Ainda, seus alertas visuais e sua linguagem simples sobre grandes tópicos na prática da Implantodontia orientam profissionais iniciantes sobre "o que fazer" e "o que não fazer", e como medir o risco ao se depararem com casos de complexidade crescente na reabilitação oral. Seu valor altamente acessível (apenas 9,90 reais) e seu design adaptado para leitura rápida em dispositivos portáteis, segue a tendência de extração de informações e funciona como guia de consulta em qualquer parte do dia a dia da clínica odontológica. São 102 páginas com reflexões valiosas para valorizar ainda mais essa especialidade que melhora a qualidade de vida do ser humano. Seu autor, há mais de 20 anos envolvido na prática da Reabilitação Oral, é professor, editor, tradutor e consultor, e oferece o que é mais importante "saber primeiro, e não depois". A saúde e a longevidade dos tratamentos com implantes dentários demanda treinamento e experiência, mas o começo da jornada pode se tornar suave desde que passos certeiros sejam aplicados. Para os que acabaram de se graduar e desejam conhecer o mundo da Implantodontia e suas possibilidades. Faça seu pedido diretamente pelo e-mail abaixo: rossetti.paulo@gmail.com

  • O tratamento para osteogênese imperfeita atrasa a erupção dentária

    A erupção dentária atrasada gera problemas oclusais. A osteogênese imperfeita (OI) é caracterizada pela fragilidade corporal. Ela ficou conhecida como "doença do osso de vidro". Na maioria dos casos, representa uma mutação gênica nos colágenos COLA1 e COLA2. Pacientes apresentam baixa estatura e outras características físicas. Embora seja uma doença rara (1:20 mil casos), grande parte desses pacientes têm uma condição de interesse à Odontologia: a dentinogênese imperfeita. Ainda, a fragilidade corporal generalizada ocasiona dor crônica e fraturas inesperadas. Assim, um dos tratamentos preconizados para impedir que o osso (colágeno) fique frágil são os bisfosfonatos. O mecanismo é simples: bisfosfonatos impedem a remodelação óssea, diversas vezes comentada aqui em alguns posts. O ponto central: essa remodelação é um dos motores da fase de erupção dentária, quando os pacientes começam a "trocar" os dentes. Mas Odontopediatras e Ortodontistas, que possuem treinamento para fornecer a melhor atenção possível aos pacientes com OI, também deverão ficar atentos ao fato recém observado: Um estudo recente acaba de mostrar que o uso de dois bisfosfonatos atrasa a erupção dentária na primeira fase da dentição mista. Essas diferenças são significativas para os incisivos centrais superiores e incisivos laterais inferiores, mas principalmente nos primeiros molares permanentes (p< 0,001). Ao final dos 9 anos de idade, pacientes que não usam esses medicamentos já estavam com toda a fase de dentição mista finalizada, fato verificado em apenas 30% das crianças com osteogênese imperfeita. Confira no link abaixo:

  • Sete livros clássicos em Periodontia que você precisa ler

    Periodontia: sete livros clássicos fundamentais. Na formação de um especialista em Periodontia, há sete livros clássicos importantes. Alguns se atém apenas às descrições histológicas e técnicas cirúrgicas, enquanto outros são um pouco mais interdisciplinares, aproximando-se da Prótese Dentária e da Implantodontia. No geral, temos uma excelente visão da prática clínica. Alguns dos títulos abaixo se encontram fora de catálogo, enquanto outros não saem das prateleiras dos colecionadores nem por decreto. Todos esses títulos podem ser encontrados em grandes bibliotecas. Um aviso: não se deem por contentes pelas breves descrições abaixo. Esses livros, quando examinados atentamente, trazem verdadeiros tesouros. Boas leituras! Goldman HM, Cohen DW. Periodontal Therapy Capa: Periodontal Therapy. 5a Edição. CV Mosby, 1973. Esse livro (em 36 capítulos, na quinta edição) envolve tanto a prática da Periodontia, quanto a dos pequenos movimentos ortodônticos, do ajuste oclusal, e a prótese periodontal. Difícil descrever a importância que nomes como Henry Goldman, Morton Amsterdam, Morris P. Ruben, Jay Siebert, Leonard Abrams, J. Coslet, Robert Genco, Gerald Kramer, Harald Loe, Max Listgarten, Stahl, Arnold Weisgold, e tantos gigantes desta área continuam demonstrando em nossa prática. Destaque para os brasileiros Simao Kon, Waldyr Janson e Arthur Belém Novaes na escrita e contribuições para o capítulo "Healing of periodontal surgical wounds" (Cicatrização das feridas cirúrgicas periodontais - Capítulo 31, quinta edição), junto com Sidney Schulman. Schroeder HE. The Periodontium. Springer-Verlag, 1986. Capa: Schroeder. The Periodontium. Descrições anatômicas do Periodonto, compostas por cortes histológicos, microscopias eletrônicas de varredura, e excelentes desenhos esquemáticos. Cada capítulo é dedicado a um componente. Ainda, repleto de referências clássicas. São 420 páginas para compreender como o periodonto funciona. Lindhe J. Tratado de Periodontologia Clínica e Implantologia Oral. Guanabara Koogan, 2010. Capa: Tratado de Periodontia Clínica Jan Lindhe e seus trabalhos têm uma importância considerável na Periodontia. As edições seguintes incorporaram a Implantodontia, bem como as colaborações de Niklaus Lang e Thorkild Karring. Uma verdadeira "bíblia" da Periodontia. Nas versões atuais (48 capítulos e 1376 páginas na sétima edição), esse material ganhou mais corpo com a chegada de William Giannobile, Tord Berglundh e Mariano Sanz. Ainda, Maurício Guimarães Araújo e Magda Feres deixam suas reflexões em diversos capítulos. Rosenberg MM, Kay, Keough, Holt. Tratamento Periodontal e Protético Para Casos Complexos. Quintessence Books, 1992. Capa do livro: Tratamento Periodontal e Protético Para Casos Avançados. A relação entre a Periodontia e a Prótese, numa época onde o mundo dos implantes dentários nem tinha a evidência dos dias de hoje. Além das noções cirúrgicas básicas sobre o periodonto, esse livro traz uma sequência para confecção de coroas provisórias e considerações fundamentais para o desenvolvimento da prótese periodontal, esplintagem, conceitos sobre mobilidade, o uso da prótese híbrida (fixa/removível), e a seleção estratégica dos dentes. Polson AM. Periodontal Regeneration. Quintessence. 1994. Capa: Periodontal Regeneration. Na época, com 12 capítulos escritos por grandes autores em suas áreas, esse livro traz o cruzamento dos dados longitudinais com as reflexões sobre as terapias regenerativas mais importantes, na visão de Jack Caton, Gary Greenstein, Alan Polson, Philip Hanes, Steven Garrett, Preston Miller Jr., James Mellonig, Raymond Yukna, Raul Caffesse, Carlos Nasjleti, William Becker, Victor Terranova, Ray Price, F. Nishimura, Samuel Lynch, G. Pini Prato, Carlo Clauser, Pierpaolo Cortellini. Sclar AG. Tecido Mole e Considerações Estéticas em Periodontia. Quintessence, 2011. Tecido Mole e Considerações Estéticas em Implantodontia As origens do "enxerto palatino epitelizado", do "retalho interposto de tecido conjuntivo-periósteo vascularizado" e da técnica do "Bio-Col" estão aqui. Este livro é uma ponte de transição entre a Periodontia e a Implantodontia, dada a necessidade manipulação estética na região anterior da maxila. Cohen ES. Atlas de Cirurgia Periodontal Reconstrutiva e Cosmética. Editora Santos, 2008. Atlas de Cirurgia Periodontal Reconstrutiva e Cosmética. Foto: arquivo pessoal. Como o próprio título diz, um "Atlas" no seu tamanho e conteúdo. Traz um fluxograma histórico sobre a criação dos tipos de cirurgia em Periodontia, além de abordar todos os tipos de manobras cirúrgicas para espaços edêntulos pequenos e extensos, e utilizar desenhos esquemáticos para os tipos de suturas.

  • Seis assuntos clássicos em Periodontia que todo protesista precisa ler

    A Prótese Dentária não vive sem a Periodontia O quanto um protesista ganha ao conhecer e praticar a Periodontia? Posso dizer por experiência própria: um pote de ouro em conhecimento. Olha: eu não caí da cama e descobri isso hoje não, tá certo? Vocês podem citar o Prof. Dr. Niklaus Lang (Protesista, que vocês conhecem bem). Ao dar uma entrevista, em 2007 (Revista Dental Press Periodontia Implantol, v.1, n.3, p.10-24), ele disse que "foi iluminado pela Periodontia, a qual não conhecia em detalhes." Concordo. Como militantes da Prótese Dentária, nosso cérebro fica treinado em mecânica: angulação e quantidade de desgaste ao utilizar as pontas diamantadas, a conicidade dos preparos, o reembasamento das coroas provisórias, ajuste oclusal, polimento da prótese definitiva, etc. A Periodontia na Clínica Entretanto, pensamos muito antes de prepararmos um dente porque sua angulação pode nos levar ao desgaste desnecessário da estrutura, o tamanho da câmara pulpar pode ser impeditivo, etc. Mas os dentes dos nossos pacientes não são tão alinhados quanto nos livros didáticos, certo? Apinhamento, trespasses horizontal e vertical acentuados, lesões cariosas subgengivais, restaurações antigas e com sobrecontorno são características comuns, à menos que os seus pacientes frequentem um programa de prevenção desde à infância. Por um lado, alguns problemas anatômicos nos impedem de fazer um preparo adequado, e por consequência, o afastamento gengival e a moldagem consistente com o que o profissional de laboratório precisa para fabricar as restaurações. Por outro lado, algumas deficiências anatômicas, à primeira vista, nos deixavam como única opção a sua obliteração física (pela flange ou região cervical da prótese). E, como disse o Prof. Lang, "eu ainda gosto da Prótese, mas com um olhar de Periodontista". Abaixo, seis assuntos clássicos em periodontia que todo protesista deveria ler: As distâncias biológicas & região anterior & fio de afastamento para moldagem Gargiulo AW, Wentz FM, Orban B. Dimensions and relations of the dentogingival junction in human. J Periodontol. 1961;32(3):261-7. Ingber JS, Rose LF, Coslet JG. The "biologic width": a concept in periodontics and restorative dentistry. Alpha Omegan. 1977;70:60-5. Kois J. Altering gingival levels: The restorative connection, Part 1: Biologic Variables. J Esthet Dent. 1994;6:3-9 O aumento de coroa clínica Carnevale G, Sterratino SF, Di Febo G. Soft and hard tissue wound healing following tooth preparation to the alveolar crest. Int J Periodont Restor Dent. 1983;3(6):37-53. Becker W, Ochsenbein C, Becker BE. Crown lengthening: the periodontal-restorative connection. Compend Contin Educ Dent. 1988;19(3):239-240, 242,244,246. Pontoriero R, Carnevale G. Surgical crown lengthening: a 12-month clinical wound healing study. J Periodont. 2001;72:841-8. A interface alvéolo-restauração Ross SE, Gargiulo A. The surgical management of the restorative-alveolar interface. Int J Periodontics Restorative Dent 1982;2(3):8-31. Ross SE, Gargiulo A, Crossetti WH, Phillips DJ. The surgical management of the restorative-alveolar interface (II). Int J Periodontics Restorative Dent 1983;3(4):8-19. A extrusão ortodôntica controlada Ingber JS. Forced eruption: alteration of soft tissue cosmetic deformities. Int J Periodontics Restorative Dent 1989;9(6):416-425. Ingber JS. Forced eruption (part II). A method of treating nonrestorable teeth - Periodontal and restorative considerations. J Periodontol 1976;47(4):203-16. O rebordo alveolar & problemas estéticos na prótese fixa Seibert JS. Ridge aumentation to enhance esthetics in fixed prosthetic treatment. Compend Contin Educ Dent 1991;12(8):548, 550, 552. O fenótipo periodontal Olsson M, Lindhe J. Periodontal characteristics in individuals with varying form of the upper central incisors. J Clin Periodontol 1991;18(1):78-82.

  • Anestesia: a descoberta que mudou os rumos da Odontologia e da Medicina

    Cirurgias seriam impossíveis sem a anestesia. Reconheço que milhares de pessoas têm medo de visitar o cirurgião ou a cirurgiã-dentista. Afinal, ouvimos desde a infância que ir ao dentista não seria uma experiência agradável. Tudo porque remover uma cárie, fazer o tratamento endodôntico ou extrair o "dente do siso" poderia gerar um dor incomodativa e insuportável. Ainda, alguns filmes ajudaram a popularizar este mito, como "A Pequena Loja dos Horrores" e alguns episódios do seriado "Os Três Patetas". Para fazer rir, os dentistas são esquisitos e amalucados, usando os mais diversos instrumentos pontiagudos para causar dor. "A Pequena Loja de Horrores". Fonte: blogspot Ao longo do tempo, essas piadas se propagaram, incluindo também o temor ao "barulho do motorzinho". A dor é uma experiência provocada pela geração de estímulo físico (trauma) ou químico (substâncias nocivas). Os seres vivos possuem receptores para dor. Funcionam como alertas de que algo não está bem. Os receptores para dor são muito específicos e enviam uma mensagem que chega ao cérebro bem atenuada, mas acusando dor. Felizmente, a dor pode ser evitada com a técnica anestésica e a substância química correta. Mas essa história começa para valer em 1846. São quase 180 anos da primeira experiência para evitar a dor durante uma cirurgia. A primeira substância anestésica demonstrada efetivamente foi o éter puro, líquido em temperatura ambiente, mas altamente volátil. Mais interessante: esse procedimento foi realizado por um cirurgião-dentista formado e estudante do segundo ano de medicina (William T. G. Morton), em Boston. No Hospital Geral de Massachusetts, na área conhecida como "The Dome", o primeiro paciente foi operado, sem necessidade de contenção física, consciente, respirando, mas sem sentir dor para remoção de um tumor no pescoço. Uma nova era começava na Odontologia e na Medicina. Na foto acima, o "Ether Dome". Fonte: https://www.massgeneral.org/anesthesia/news/ether-175 Então, não há qualquer motivo para ter medo do seu ou da sua dentista. As substâncias utilizadas atualmente têm ação local. O mecanismo fisiológico é muito simples: ela impede a condução do impulso nervoso. Assim, você até pode sentir a pressão da ação do profissional, mas não sentir dor. A anestesia é uma das grandes descobertas da Odontologia. Sem ela, seria impossível fazermos tratamentos endodônticos, cirurgias periodontais, colocarmos os implantes dentários, ou até mesmo os procedimentos bucomaxilofaciais. Leia mais: Como calcular a quantidade de anestésicos na Odontologia

  • O tratamento com implantes dentários e as redes sociais

    Quando os implantes dentários possuíam montadores externos. Foto: arquivo pessoal. Umberto Eco, o famoso escritor italiano de livros como "O Nome da Rosa", em 10 de junho de 2015, disse que "...as redes sociais também deram voz àquela conversa de bar que não leva a lugar nenhum". Concorde você (total ou em parte), o escritor já detectava o "cheiro incomum" dos abacaxis e abobrinhas cozidas contaminando esse imenso caldeirão de opiniões. A esperança está, como de costume, na análise dos fatos, dos números. O resto é canção de ninar. Tragam os números, e vamos analisa-los. Deixe-me ver os seus casos em função do tempo. Esses "respingos raivosos" atingiriam a Odontologia. Era questão de tempo. Na Implantodontia, por exemplo, quando falamos do tratamento com implantes dentários contemporâneos, o objetivo é a melhora na qualidade de vida. Porém, os mais atentos já percebem: todo o tipo de "sincericídio" relacionado ao tema provoca uma onda automática de pugilismo virtual. Lógico, eu me refiro ao dilema da preservação de dentes e osso remanescente. Com tantos recursos diagnósticos disponíveis, com tudo o que sabemos hoje sobre o prognóstico dentário, ainda vemos "nesse" ou "naquele post" as propostas "atípicas" de tratamento com implantes dentários". Basta acompanharmos o resgate histórico abaixo (com fatos e imagens) para entendermos porque os implantes dentários contemporâneos, quando bem indicados, continuam os grandes "divisores de águas" em nossa prática moderna e como foi difícil convencer nossos pacientes que uma nova era se iniciava: Implante subperiosteal, gentilmente cedido pelo Dr. Flávio Torezan (in memoriam). Foto: arquivo pessoal. De acordo com o Glossário de Implantes Buco Maxilo Faciais (GOMI), o implante metálico da foto acima é conhecido como subperiosteal. Você também o conhece como justa ósseo, ou seja, após a abertura do retalho, ele é colocado como se fosse a sela no cavalo. Seus pilares protéticos são transmucosos, ligados diretamente à estrutura metálica do seu corpo. A restauração definitiva (prótese total, por exemplo) é cimentada. Detalhe: para fazer esse tipo de implante, era necessário moldar o osso (sim, isso mesmo, em campo aberto). Depois, a estrutura era conformada segundo a anatomia obtida. Observe na imagem acima os contornos ondulados que se ajustam ao rebordo residual. Sem escaneamento intraoral, sem desenho (CAD) e sem máquina de usinagem (CAM). Puro artesanato e técnica. Mas este não era o único tipo: havia também o implante em forma de lâmina, classificado como endósseo, ou seja, ficava dentro do osso. Basta olhar para o tamanho da peça (imagem abaixo, na arcada mandibular) e imaginar: o tamanho da canaleta obtida com a broca, a invasividade do procedimento, a habilidade cirúrgica necessária para não lesionar o canal do nervo mandibular, o perfil de emergência muitas vezes desfavorável na coroa protética. O implante em lâmina também possuía os transmucosos conectados diretamente ao corpo da sua grade. A prótese definitiva era cimentada. Repare que na imagem abaixo, a maxila possui um implante subperiosteal (justa ósseo). Na arcada mandibular, exemplos de implantes endósseos em lâmina. Foto: arquivo pessoal. Sim, para os caçadores de desenhos de implantes dentários, falta o agulhado. Peço desculpas aos leitores e leitores do meu blog, mas não encontrei uma foto exemplo nos meus arquivos. Porém, imaginem um tripé de agulhas dentro do osso, o componente transmucoso ligado ao tripé, e a coroa unitária (cimentada). E o que aconteceu com esses pacientes e esses tipos de implantes? No ano de 1977, o NIH (Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos), mediante um consenso sobre os riscos e benefícios dos implantes dentários (imagens acima). Mais tarde na publicação de 1979, as taxas de sobrevivência correspondentes aos subperiosteais variavam de 36% e 90%. Para os laminados, entre 65% e 90% Não somente as variações eram imensas (e compreensíveis pela época e tecnologia disponível), mas também o número de implantes avaliados inconsistente de uma fonte à outra. O próprio artigo já alertava para a necessidade de reportar melhor esse tipo de tratamento, já que os dados fornecidos pela clínica que mais controlou seus procedimentos chegava aos 75% de sobrevivência após 5 anos de acompanhamento. A conta é simples: basta comparar a taxa de sobrevivência desses desenhos de implantes com a estimativa de perda 5% nos implantes dentários contemporâneos e entender que o risco significativo no primeiro cenário apresentado. A melhora nas taxas de sobrevivência só aconteceria com a chegada dos implantes dentários contemporâneos (representado na imagem abaixo). Esse desenho reduzia a invasividade da osteotomia, abreviava o tempo total cirúrgico, e possibilitava que a prótese fosse desconectada dos implantes para receber manutenções periódicas. Praticamente mudou a história da indústria de micro usinagem, abriu centenas de empregos e novos caminhos. Durante todo esse tempo, em diferentes locais do mundo, com diferentes profissionais, as taxas de sucesso se aproximaram dos 95%, porque esses implantes foram usados ora em pacientes totalmente edêntulos, ora envolvendo a estética ou o edentulismo parcial. Entretanto, ao escrever cada capítulo de livro ou artigo, a preocupação máxima estava na fase de seleção dos pacientes. Eram estes pacientes candidatos ou não ao tratamento com implantes dentários? Este é o fato que centenas de posts com implantes dentários e as redes sociais ainda não entenderam. Afora os números já descritos, e toda a retrospectiva histórica, tudo isso não impede que um implante "falhe" ao longo dos anos (mas que seja bem tarde, que nossos pacientes possam usa-los com toda a sua capacidade). Ainda, uma vez bem planejado e executado, que esta chance de falha seja muito pequena. Paciência: "o tempo é o senho da razão".

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