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- Articuladores odontológicos por impressão 3D
Modelo produzido do sistema xSNAP3D. Foto: site oficial xWERK. As impressoras 3D fazem parte da tecnologia digital e são capazes de gerar peças pequenas, médias, e grandes, desde coroas unitárias até bases para próteses totais. Nessa área, uma opção interessante é a impressão de modelos 3D, por exemplo, para conferência de pontos de contato na região proximal e oclusal. Ainda, as restaurações criadas no sistema CAD/CAM são colocadas nos modelos impressos 3D, sem a necessidade de vazamento dos moldes e dos modelos de gesso. Lembrando: os articuladores virtuais já existem para simulação dos movimentos oclusais partindo-se dos escaneamentos das arcadas e dos registros intermaxilares. É o articulador semiajustável que todo mundo deseja em termos de praticidade: cabe na tela do seu computador, não gera peso extra, não tem chance de cair e quebrar os modelos de gesso. Agora, temos mais uma ferramenta de conferência: os articuladores odontológicos impressos 3D, com a simulação da articulação temporomandibular em diversos aspectos: 8 inclinações condilares diferentes (entre 10 e 45 graus) duas mesas incisais diferentes (0 e 30 graus) simulação dos movimentos protrusivo, laterotrusivo, e mediotrusivo Conforme a empresa xWERK, fabricante do xSNAP joint system, esses modelos impressos podem ser obtidos em diversos tipos de impressoras (no site, por enquanto as listadas são ASIGA, formlabs, DEKEMA, BEGO, XPRINT). Além disso, os módulos para acesso estão acoplados ao exocad, 3Shape, EXCAD, Promadent, e Shera. Sim, esses modelos cabem na palma da sua mão. E assim facilitam a sua conversa com o paciente. Como opção extra, trabalhos reabilitadores mais extensos poderiam ser feitos integrando-se o articulador / rastreador de movimentos virtuais (por exemplo, o MODJAW) mas agora com o sistema xSNAP360:
- INDEX25 - Innovation Dental Exhibition - setembro 2025
INDEX25: a conexão entre a clínica e a tecnologia. Mais informações sobre o INDEX25? clique nos links abaixo: INDEX 25 speakers experiências inscrições perguntas frequentes
- Escâneres intraorais: do que são capazes?
Escâneres intraorais: como aproveita-los ao máximo? O som que ouvimos nas músicas que amamos são uma combinação harmônica entre o instrumento utilizado e o seu dono. Cada instrumento tem sua particularidade. Por exemplo, há diversos tipos de guitarras, com espessuras de cordas, sistemas de captação, e outras traquitanas usadas para distorcer o som. Para que o som do seu CD, vinil, ou da sua playlist seja igualzinho ao do show ao vivo, é preciso que a banda reproduza exatamente todas as tecnicalidades colocadas nas gravações, além de usar os mesmos instrumentos originais. Ainda, mesmo que você tente, não vai conseguir tocar exatamente todas as notas com o mesmo peso de gente famosa nesse meio a não ser que pratique muito e conheça todos os macetes embutidos nessas canções. Na Odontologia, a experiência do operador conta. Repare nas suas primeiras restaurações e compare-as com o momento atual. São iguais? Seria diferente no mundo digital? Você já ouviu o termo IOS (intraoral scan)? Ele representa os escâneres intraorais, esses dispositivos que são sistemas de captura de imagem, resultado de muitos desenvolvimentos em engenharia. Embora convivamos com essas peças na Odontologia por um tempo até que razoável, só agora a maioria começa a receber atualizações periódicas. Resultado da inteligência artificial. Na prática, do que essas ferramentas são capazes? Até que ponto o registro (escaneamento) feito pelos dispositivos atuais corresponde à realidade intrabucal? Nem é preciso dizer como superamos as incompatibilidades de alginatos e gessos ao longo do anos, algumas percebidas de maneira intuitiva. Mas seria um escaneamento tão preciso ou até mais que um molde com o melhor silicone disponível no mercado? Os dentes são formas tridimensionais complicadas, nem sempre bem alinhadas, e os espaços interproximais praticamente zonas retentivas (mortas). Em poucas palavras: a luz do seu escâner chega onde precisa? E o desafio é vencer essas dificuldades. Mas também é uma grande chance para entender como extrair o melhor do sistema que você já comprou ou pretende adquirir. Grandes músicos extraem o melhor dos seus instrumentos, buscando sonoridades diferentes. Aqui, o nosso "instrumento musical" se chama wand (ponteira), a haste que abriga a câmera de escaneamento intraoral. O wand de cada sistema tem peso e tamanho variado, mas bem próximos. No estudo laboratorial mais recente, as dificuldades colocadas foram a distância de escaneamento (0, 2, 4mm) até à peça de teste, e o ângulo da cabeça dos dispositivos em relação à superfície escaneada (0, 15, 30, 45 graus). Atenção se você possui alguns dos sistemas abaixo e nessas versões: i700 (v.3.0.3) TRIOS4 (v.1.7.31.1) CS 3800 (v.8.0.5.10) iTERO (v.2.7.9.601) O objetivo número 1 era entender qual a capacidade de escaneamento de cada sistema medindo-se a área escaneada. O objetivo número 2 era saber se, variando os parâmetros acima, a discrepância entre o modelo físico (uma superfície plana) e o seu escaneamento seria nula, maior ou menor. Essa discrepância estava representada pelas diferenças de altura entre as imagens dessas áreas, quando sobrepostas. Em boa ciência, chamamos isso de acurácia. Traduzindo para a clínica: ao variarmos a distância e a angulação da ponteira (wand), tecnicamente, a habilidade do operador em conduzir o procedimento seria simulada no dia a dia, e as imagens teriam maior ou menor área de representação. Resultados: todos os fatores testados afetaram a precisão do escaneamento. iTERO e TRIOS4 conseguiram fornecer uma área de escaneamento maior do que os sistemas CS 3800 e i700. CS 3800 gerou a menor área escaneada dentre os sistemas testados quando os sistemas estavam na distância zero de escaneamento, a área escaneada gerada foi menor do que à 2mm e 4mm de distância os grupos de 0 e 30 graus forneceram uma área de escaneamento menor do que os grupos de 15 e 45 graus. com relação às discrepâncias (imagem original e imagem do escaneamento), todos os grupos são diferentes, exceto entre o CS 3800 e TRIOS4. Olhando para cada sistema, os resultados ainda dizem que: O desempenho do i700 foi melhor com distância zero em 15 graus de angulação para a área escaneada, e as menores discrepâncias obtidas para distância zero e 15 graus / distância 2mm e zero graus. O desempenho do TRIOS4 foi melhor com a distância 2mm em 15 graus, e as menores discrepâncias para 0, 2mm, 4mm em 15 graus. O desempenho do CS 3800 foi melhor para 0, 2mm, 4mm sob zero graus, e 2mm sob 15 graus; as menores discrepâncias para 0, 2mm, 4mm para zero graus e 2mm, 4mm para 15 graus. O desempenho do iTERO foi melhor para 0, 2mm, 4mm e 15 graus; as menores discrepâncias para 0, 2mm, 4mm (tanto em zero quanto em 15 graus de angulação). A mensagem: precisamos aprender a tocar esses nossos "wands". Alguns talvez sejam mais fáceis, e outros um pouquinho mais desafiadores. Mas é como tocar guitarra: o desempenho vem com a prática.
- Machine Learning no desenvolvimento de biomateriais
Machine learning e biomateriais: colocando as ferramentas em ação. Como é o dia a dia dos pesquisadores de biomateriais? Literatura, literatura, literatura e centenas de experimentos (muitos por tentativa e erro). Se não deu certo, abandone a ideia e que venham outras. Mas parece que esta era chegou ao fim. Pelo menos, é a conclusão da investigação mais recente. O uso do Machine Learning no desenvolvimento de biomateriais está só começando. Machine learning é uma ferramenta de inteligência artificial. Como funciona? Ela precisa dos dados. E nós precisamos dos cálculos. A máquina treina, aprende, e fornece uma previsão do cenário. O segredo da mágica é como traduzir a informação inserida na computador. Por exemplo, como o sistema vai saber que você tem um biomaterial 1 ou 2 testado na espécie A, B ou C? Simples: a máquina começa pelo reconhecimento binário: são os famosos 0 e 1 universais. Por exemplo, são os pixels que “acendem” e “apagam” formando um padrão (números, letras, imagens) na tela do seu computador, tablet, smartphone, etc. O programa vai atribuindo sequências para cada espécie e biomaterial. Assim, para verificar a osseoindutividade de biomateriais, os pesquisadores reuniram informações de mais de 30 anos de publicação, filtradas especificamente sobre a osteogênese ectópica (110 artigos). Em seguida, esses dados foram agrupados conforme: estrutura do material (diâmetro, altura, tipo, formato) composição (HA, B-TCP, colágeno, BMP-2, PLLA, alfa-TCP, hMSCs, DBM, CaP) modelo animal utilizado nos estudos (cão, camundongo, rato, caprino, coelho, porco, babuíno) Depois, os dados não numéricos (natureza do material, por exemplo) são transformados em informações numéricas para que os algoritmos de machine learning funcionem. E como toda informação numérica pode ser uma dimensão, logo pensamos em vetores. O computador usará os vetores para fazer as previsões e modelos de osseoindutividade. Embora pareça que estamos lidando com alguma tecnologia alienígena, as ferramentas de machine learning são pura matemática estatística. Elas normalizam as amostras, estudam as correlações entre variáveis, corrigem o desbalanceamento entre respostas (SMOTE), reduzem a dimensionalidade (SPCA), testam modelos diferentes de predição e geram os melhores (WVR), e ainda calculam a taxa de previsão (valor preditivo positivo), recall (sensibilidade), e acurácia nesses modelos. Como os modelos de machine learning acima ativados e testados, os níveis de acurácia ficam acima dos 90%, e os de precisão e recall acima dos 80%. A porosidade do biomaterial foi identificada como fator-chave na osteoindutividade, assim como a presença de BMP-2 e a proporção de HA (hidroxiapatita). Na etapa seguinte, de posse dos resultados preditivos acima já validados, começa a fase de síntese da nova proposta de biomaterial sintetizado, Aqui, os pesquisadores implantaram cerâmicas BCP em bolsas musculares de cães Beagle e coletaram os resultados 90 dias depois, fazendo desde análises histológicas até micro tomográficas e químicas. Resultado: a taxa de osteogênese atingiu os 100%, com o osso recém-formado perto dos 15% da área total do material, superando a média compilada inicialmente pelo banco de dados (11%). Parece pouco? Esperem até a máquina aprender mais.
- O robô dentista agora também faz preparo dentário
Aqueles filmes de ficção científica que nós víamos nas férias realmente estão ficando para trás porque suas previsões estão ocorrendo em tempo real. Os relógios de pulso falam e transmitem imagens, e os primeiros protótipos de carros voadores estão em teste (um deles sendo produzido no Brasil pela Embraer). As férias mal acabaram, e uma empresa (perceptive.io) anunciou o primeiro preparo dentário feito num ser humano e controlado por um robô. Anotem a data de referência: 31 de julho de 2024. Para quem não está familiarizado, à primeira vista, este equipamento parece um grande torno (aqueles aparelhos de fábrica) que fazem rapidamente peças complicadas e de todos os tipos. O seu implante dentário e os componentes protéticos são feitos em tornos de altíssima precisão em micro usinagem. Segundo o Diretor CEO dessa empresa, Chris Ciriello (que é um cirurgião-dentista canadense), "o procedimento foi realizado em pouco menos de 15 minutos". Sim, eu sei o que vocês estão pensando, mas ainda estamos muito longe deste robô se tornar uma grande ferramenta no serviço de saúde pública. O aparelho é um protótipo em testes, ainda não liberado pelo FDA. Entretanto, a possibilidade de fazermos um preparo dentário nesse nível de controle é assustador e prova que os limites tecnológicos existem para serem superados. Recentemente, foi anunciado que os microprocessadores de computadores passarão por uma revolução em sua arquitetura para fazerem cálculos mais complicados ainda em parceria com a inteligência artificial, saindo de um GPU para uma NPU. Imaginem quando esses novos processadores chegarem à Odontologia...o benefício será imenso! Existe outro detalhe: neste procedimento robotizado, foi necessário usar uma tecnologia conhecida como tomografia de coerência óptica (TCO) para ajustar a trajetória do robô ao redor do dente. É uma "espécie de aparelho de raio-X", mas sem emissão de radiação, usada por exemplo, no diagnóstico de cáries. Essa ferramenta foi montada numa câmera de escaneamento intraoral. Ainda, a TCFC pode ser agregada à TCO. Na Odontologia, temos o robô que auxilia na anestesia, o robô que faz implantes dentários com navegação em tempo real, e o robô dentista agora também faz preparo dentário.
- WFLD 2024: expoentes do laser em Odontologia
WFLD 2024 O Centro de Convenções Rebouças recebe, de 11 a 13 de novembro, na cidade de São Paulo, o WFLD (World Federation for Laser Dentistry). Aldo Brugnera Junior - Presidente - 18o Congresso Jamil Awad Shibli - Presidente LATAM Samir Namour - Presidente honorário Akira Aoki - Presidente WFLD mundial Confira a programação completa no site oficial: https://www.wfld2024.com.br
- O que significa a acurácia na Odontologia?
Veracidade: quando se planeja e acerta o centro do alvo. Acurácia é um termo definido até pela International Standards Organization (ISO). Qualquer colega que leia a ISO 5725 vai verificar que a acurácia é a somatória da veracidade e da precisão. Então, vamos analisar o que são cada uma das partes: Veracidade: é a diferença entre aquilo que você planejou e aquilo que você conseguiu. Imagine que você salta de paraquedas e consegue atingir o centro do alvo pelo menos umas três vezes. Por um momento, vamos trocar a palavra "veracidade" por "média", representando a somatória dos seus acertos pelo número de saltos que você deu. Se estiver caindo sempre no centro, de forma repetida ou bem perto dele, esse é o seu grau de veracidade. Em inglês, essa palavra é conhecida como trueness. Precisão: é o espalhamento entre os diversos resultados que você obteve. Precisão: a distância entre os seus saltos Por um momento, vamos trocar a palavra "precisão" por "dispersão". Olhando para todos os saltos que você já deu, o que podemos dizer? Os pontos estão mais pertos, como um cardume de peixes, ou mais afastados? E qual seria o melhor dos mundos? Acertar bem perto do centro do alvo (veracidade) quase todas as vezes, com dispersão mínima entre os pontos (precisão). A soma da veracidade com a precisão representa a acurácia. Nada mais natural, na Odontologia, do que estudar a acurácia da cirurgia guiada e, agora, do escaneamento intraoral. Na primeira situação, temos um caminho maior percorrido, com desvios que variam em poucos graus e milímetros, conforme o tipo de guia cirúrgico (dento ou mucossuportado) e a altura das anilhas. O resultados clínicos estão bem satisfatórios. Na segunda situação, temos uma tecnologia em constante mudança, onde são detectados itens para melhorar a sua acurácia especialmente na prótese sobre implantes: a influência da luminosidade local no escaneamento o padrão de escaneamento o tipo de scanbody (material e geometria) a distância entre os implantes a esplintagem entre os implantes a arcada (maxila, mandíbula) posição do elemento escaneado distância entre o elemento escaneado e o implante Estamos apenas no começo desta novela. São poucos estudos. Há necessidade de maior comprovação clínica. E para não perder todos os capítulos, veja como é fácil entrar no mundo digital.
- Biorreator: como funciona?
Detalhes de um biorreator, produzido pelo Centro de Tecnologia Renato Archer. Leia também: Bioimpressão: como funciona?
- Bioimpressão: órgãos humanos
O processo de bioimpressão 3D, em três vídeos, produzidos pelo Instituto de Tecnologia Renato Archer: Leia também: Biotintas: na nova estratégia regenerativa
- Odontologia sem estresse: nove ferramentas de produtividade na comunicação digital
Ferramentas digitais: saiba como usa-las para aumentar a sua produtividade No dia a dia do consultório, há tarefas e documentos que não podem esperar, não é? Tanto você quanto seus auxiliares lutam contra o tempo, os pedidos, a reposição do estoque, a busca pelo melhor preço, etc. Para vencer essa batalha, contamos com o mundo digital, onde tudo é App ou está em serviços de nuvem. Muitas vezes, temos as ferramentas certas, mas as usamos de forma totalmente contrária. Perder tempo é perder produtividade. E todo mundo gosta de ir pra casa mais cedo. Os Apps para videoconferências (exemplo, Zoom, Google Meet) já nos aliviam muito esse estresse. Comunicação digital: como extrair seus benefícios? Domine as nove ferramentas de produtividade abaixo na comunicação digital, aplicando-as entre profissionais e pacientes. É a Odontologia sem estresse no digital. Quero dar parabéns para o(a) meu(minha) amigo(a) no WhatsApp Impossível que não consiga? Sim. No seu teclado, toque no símbolo @ que vai aparecer uma lista com o nome do seu amigo(a); depois, escreva a sua mensagem. O símbolo @ é uma buzina: ele avisa a pessoa que alguém está querendo falar com ela. Funciona também no Instagram e no Facebook. Isto é conhecido como "menção". Quero mandar uma informação que vi na internet Eu sei que "tirar uma foto da tela" parece a coisa mais simples, mas...não é o jeito certo. Você deve procurar um botão de compartilhamento, aquele que parece a letra V deitada. Toda notícia na web (que é basicamente um "post") tem um botão de compartilhamento para e-mail e redes sociais (WhatsApp, Instagram, Facebook, Telegram, etc.). Seja mais feliz, evite o estresse. Quero abrir um documento que recebi pela internet Normalmente, o seu computador de mesa já tem ferramentas para abrir diversos tipos de arquivos. Por exemplo, o arquivo que você deseja abrir é uma foto ou documento? No caso das fotos, é mais fácil, o celular abre ou descarrega automaticamente. No caso dos documentos (a maioria é PDF), você precisa de um App para ler arquivos PDF. Ainda: arquivos PDF podem ser assinados na própria tela e devolvidos ao remetente. O documento que eu quero enviar pela internet é muito grande, não cabe no e-mail ou no WhatsApp Há várias saídas, melhor, diversos recursos "em nuvem". Estamos falando de "compartilhar" documentos. Talvez o serviço mais popular seja o DropBox. Qualquer tipo de arquivo (texto, fotos, planilhas) pode ser colocado em nuvem. Quando um arquivo é atualizado de um lado, ele é automaticamente modificado do outro lado. Mas, você também pode usar o WeTransfer gratuitamente até 2GB. Não sei usar a fotocopiadora (xerox), mas preciso digitalizar um documento e envia-lo com urgência Existe um App que faz isso, por exemplo, o CamScanner. Tem um QRCode na embalagem do produto, e agora? A maioria dos aparelhos smartphone vem com um App para escanear o QRCode. Ou você deverá procura-lo na Play Store, na Apple Store, ou na loja que vem no sistema operacional do seu celular. Quero guardar uma imagem que vi na minha tela Essa é a ferramenta mais fácil. No computador, aperte as teclas Fn e Print Screen ao mesmo tempo. O arquivo estará salvo automaticamente na pasta das imagens. No celular, dependendo do modelo, são os botões de volume e o botão ligar/desligar. Entretanto, alguns modelos de celular já apresentam ferramentas para recortar a área de interesse sem que você precise apertar os botões acima. Preciso abrir os arquivos de radiografias e tomografias que recebi A palavra-chave é "viewer". Você precisa instalar o viewer no seu computador ou no seu celular. Cada programa pode ter um viewer diferente. No celular, você precisa ter memória suficiente, caso contrário esse tipo de arquivo não abre ou não funciona corretamente. Quero explicar para alguém (à distância) o que mudar na imagem Descarregue a imagem no seu celular, abra-a e use recursos de edição, como recortar, pintar, escrever, etc. Você tem uma caneta touch screen? Legal! Depois, salve e retorne para a pessoa com a qual você quer conversar. Vai economizar muito do seu tempo e da sua energia. Estou fora do consultório e quero imprimir um documento É possível conectar o seu celular à uma impressora wireless se você tiver o App correspondente. Preciso de alertas sobre a minha agenda profissional e pessoal Com um sistema de caixa de voz (por exemplo, Alexa), é possível gerenciar o dia a dia do consultório sem escapar nada.
- Quad-Zygoma: qual dueto (prótese/posição do implante) canta melhor na biomecânica?
Competição biomecânica: qual dueto canta melhor na maxila atrófica? Implantes zigomáticos foram criados para atender maxilas atróficas. As primeiras propostas colocavam os pilares protéticos na região palatina próxima aos forames de mesmo nome. Mais tarde, essas conexões coronais eram reposicionadas com saída no topo do rebordo, com os implantes passando pelo lado de dentro (intra) e de fora (extra) do seio maxilar. A terceira possibilidade finalmente é pelo lado de fora da maxila, onde esses pilares ficam coladinhos à parede óssea. Nas três opções acima, é possível colocar quatro fixações zigomáticas, daí vem o nome Quad-Zygoma. Entretanto, todas as vezes que surge um estudo questionando a durabilidade tanto do implante quanto dos materiais nessas próteses, a cabeça dá um nó. Mal entramos no campo da biomecânica, já tropeçarmos em dois termos fundamentais: elasticidade e estresse. Sim, vamos falar da análise por elementos finitos (FEA) estudando o artigo mais recente. O que é essa tal de elasticidade? No dia a dia, a gente acha que "elástico" é o que estica muito, como um elástico de cabelo ou chiclete. Pelo contrário, na odontologia e na engenharia, elasticidade é um parâmetro de rigidez. Considere a palavra "teimosia" no lugar de rigidez. Por outro lado, tudo que não é rígido é maleável. O Conceito de Estresse na Implantodontia Na vida, quando a “carga” de trabalho é forte, a gente reage (estressa). Na engenharia, quando um material recebe uma carga externa (mastigação), também surgem forças internas. Isso é o estresse, a resposta (uma trinca ou fratura, por exemplo). A relação entre a elasticidade e o estresse Na matemática: estresse = elasticidade x deformação (%) Materiais Teimosos têm alta elasticidade: quando o paciente morde, o material não "cede". O estresse sobe muito nesse material. Materiais Maleáveis têm baixa elasticidade: aceitam se deformar um pouco. Ao "ceder", consomem parte da energia. O estresse cai nesse material. Quad-Zygoma: melodia e harmonia Três configurações (intra seio maxilar, extra seio maxilar, extra maxila): os implantes zigomáticos anteriores são sempre extra seio maxilar Materiais da infraestrutura da prótese: (Co-Cr, Ti, Zr, PEEK de alto desempenho). Carga oclusal: 150 N (vertical e perpendicular, 45 graus para dentro, 45 graus para fora) Se forem ao pódio, como ficam esses duetos? 1º Lugar: O Equilíbrio Biomecânico Técnica: extra seio Material: titânio ou zircônia É a zona de segurança máxima. O extra seio reduz o braço de alavanca e a rigidez desses materiais mantém a prótese estável (~52 µm de deslocamento). O estresse no osso e nos componentes fica em níveis intermediários e seguros. 2º Lugar: O Amortecedor Biológico Técnica: extra seio Material: PEEK É a melhor escolha para pacientes com osso muito limítrofe. O PEEK "filtra" a carga, reduzindo o estresse nos implantes para 380 MPa, agindo como um amortecedor de carro. A única ressalva é o maior deslocamento (~90 µm), que exige atenção aos materiais de cobertura. 3º Lugar: O Escudo de Proteção Óssea Técnica: intra seio Material: Titânio É imbatível para proteger o osso (menor estresse ósseo), mas cobra o preço na mecânica. Por ter uma saída muito palatina, o "tranco" nos parafusos é maior. O Ti aqui é melhor que o Co- Cr por ter um módulo um pouco menor, sendo mais "gentil" com o sistema. 4º Lugar: A Zona de Atenção (alto estresse) Técnica: extra maxilar Material: Co-Cr Embora facilite a estética, o estresse no osso peri-implantar é o mais alto de todos. O uso de um material ultra rígido como o Co-Cr (210 GPa) nesta técnica cria picos de tensão que podem levar à reabsorção óssea precoce se o paciente for braquicéfalo ou tiver bruxismo. Modelo de biomecânica no Quad-Zygoma Melhor técnica: extra seio (melhor custo-benefício biomecânico) Melhor material (Proteção): PEEK (ideal para poupar os componentes) Melhor material (estabilidade): Ti/Zr (ideal para próteses extensas) Restrição: Extra maxilar + PEEK (gera o maior deslocamento da prótese) Atenção: cautela na leitura dos dados Comportamento biológico: o osso é um tecido vivo O software trata o osso como se fosse um bloco de plástico parado. Na vida real, o osso se remodela (Lei de Wolff). Se o estresse for muito baixo, ele atrofia; se for muito alto, ele reabsorve. Estresses de Von Mises vs. Principal: são conceitos diferentes No artigo, usaram Von Mises para os metais e a zircônia. Ele mede a "energia de deformação". Mas para o osso e a zircônia, o que importa mesmo é o Estresse Principal, que mostra onde o material vai trincar. Como a zircônia é frágil, ela não "avisa" que vai quebrar; ela simplesmente racha se o pico de tração for alto demais. A Simplificação computacional pode não corresponder à interface real osso-implante A FEA assume que o implante está 100% colado no osso. Na clínica, temos microgap e variações de densidade que o computador não vê. Moral da história Use a FEA como uma bússola para entender as tendências de carga, mas nunca ignore a biologia do seu paciente.
- Concentrados plaquetários autólogos: PRF no tratamento de defeitos intraósseos
PRF: quais modalidades são benéficas aos defeitos intraósseos? Em Periodontia, defeitos intraósseos são, da forma mais simples possível, defeitos que estão dentro do osso e assim circundados por paredes ósseas. Nota 1: se você não é Periodontista (como eu e diversos leitores desse blog), quando examinamos esses defeitos clinicamente e nas radiografias, devemos contar o número de paredes que ainda estão presentes. Daí, surgem denominações como "defeitos de duas" e/ou "defeitos de três paredes". Bem, se existe um defeito intraósseo, então pode haver um problema no tecido mole? A chance é significativa. Em dentes anteriores, por exemplo, esses defeitos fazem com que as papilas gengivais fiquem "curtas", gerando espaços negros. São casos típicos entre um incisivo central e um incisivo lateral superior, após um processo de regeneração ou doença periodontal. A imagem visual é um tanto incomodativa, especialmente se for unilateral, se o sorriso do paciente for amplo, se a linha do sorriso for alta, se esse defeito for angulado (um desnivelamento entre os zênites gengivais). Em linhas gerais, o tecido mole das papilas muda (se reacomoda) porque o osso também muda após o tratamento da doença periodontal. Nota 2: defeitos intraósseos são comuns na Periodontite estágios III ou IV. Se você não sabe classificar a gengiva do seu paciente, clique no link abaixo com os formulários simplificados para fazer download: GRÁTIS: Classificando a doença periodontal. Para atacar essa situação, temos os concentrados plaquetários autólogos (CPA ou APC (autologous platelet concentrates), representando o desenvolvimento de uma malha/rede de fibrina para reter células e fatores de crescimento, tecnicamente proporcionando uma liberação controlada desses elementos biológicos. Pelo menos, são 20 anos entre o conceito e suas variações clínicas. Nota 3: as centrífugas podem gerar formas semissólidas ou líquidas de PRF em função de protocolos estabelecidos (química dos tubos de coleta, tempos de operação, e valores de força g). O ponto central: é preciso demonstrar, com números, que a terapia com alguma modalidade de CPA/PRF gera um benefício clínico (custo x investimento) melhor do que as terapias convencionais (os biomateriais que você compra de rotina). Desta forma, alguns desfechos (resultados) importantes devem ser ponderados: redução na profundidade de bolsa (mm) ganho de inserção clínica (mm) preenchimento ósseo radiográfico (mm) sondagem óssea (mm) A revisão sistemática mais recente em PRF Tudo gira em torno de comparações. Claro, você, leitor do meu blog, está plenamente capacitado para ler uma revisão sistemática. No desenvolvimento em questão, apenas estudos randomizados controlados (1 ano de acompanhamento) foram considerados. Abaixo, os cruzamentos e os achados mais impactantes: Desbridamento com retalho em campo aberto (sem e com PRF) redução na profundidade de bolsa: 1,27mm ganho de inserção clínica: 1,2mm preenchimento ósseo radiográfico: 1,59mm sondagem óssea: sem dados disponíveis a evidência é relevante e sugere ser benéfico usar PRF nessa situação Desbridamento com retalho em campo aberto (PRF vs. T-PRF) redução na profundidade de bolsa: 0,64mm ganho de inserção clínica: 0,40mm preenchimento ósseo radiográfico: 1 RCT apenas (sem meta-análise) sondagem óssea: sem dados disponíveis a evidência sugere que os dados devem ser interpretados com cautela Desbridamento com retalho em campo aberto (vários biomateriais de enxertia comparados ao PRF) redução na profundidade de bolsa: favorecendo sempre o grupo controle ganho de inserção clínica (enxerto ósseo + (PRF x membrana de barreira): PRF = 0,54mm ganho de inserção clínica: (enxerto ósseo x PRF): enxerto ósseo = 0,40mm ganho de inserção clínica: (EMD x PRF): sem diferenças preenchimento ósseo radiográfico: favorecendo o grupo controle a evidência sugere ser interessante usar PRF com material de enxertia óssea, menos na situação com EMD Desbridamento com retalho em campo aberto (com e sem PRF no tratamento regenerativo existente) redução na profundidade de bolsa: 0,59mm ganho de inserção clínica: 0,57mm preenchimento ósseo radiográfico: 0,67mm a evidência sugere algum benefício do PRF Desbridamento com retalho em campo aberto (PRF + biomoléculas) redução na profundidade de bolsa: 0,68mm ganho de inserção clínica: 0,85mm (antibióticos e laser, isoladamente, ainda foram melhores) a evidência sugere algum benefício do PRF tanto com metformina, bisfosfonatos ou estatinas Conclusão principal Todas as modalidades terapêuticas mostraram benefícios do PRF, menos nos casos onde o EMD (derivado da matriz do esmalte) já era utilizado como terapia. O que ainda será necessário? mais estudos RCT de longa data. Aqui, apenas 8 do 55 selecionados tinham 12 meses de acompanhamento mais evidências histológicas (desafiador do ponto de vista clínico) descrição completa das centrífugas e protocolos utilizados, o que impediu diversas análises nesta revisão












