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  • EFP - Estética, Função, Postura

    Capa do livro Estética, Função, Postura. Santos Publicações. EFP - Estética, Função, Postura , é uma obra em dois volumes dividida em 11 capítulos, e escrita por Lorenzo Vanini, Camillo D´Arcangelo, e Stefano Mastroberardino. Ela traz uma abordagem inovadora que congrega conhecimentos de posturologia, fisiologia, fonoaudiologia, ortodontia, estética, oclusão, e da ATM para mostrar como a postura errônea, potencializada pela escolha incorreta dos materiais restauradores, desequilibra a oclusão e a estética. EFP - Estética, Função, Postura 1454 páginas - 2 volumes capa mole papel couché Santos Publicações Ltda. 2025 Índice Volume 1 1 - Relação entre oclusão dentária e postura Oclusão dentária e postura: mito ou ciência? Odontologia baseada em evidência e odontologia clínica baseada em evidência. Aspectos neurofisiológicos da síndrome postural Problemas relacionados ao distúrbio postural 2 - A articulação temporomandibular (ATM): anatomia e os principais músculos posturais A articulação temporomandibular Músculos abaixadores e levantadores da mandíbula A coluna cervical Dinâmica mandibular Músculos da cintura escapular e do pescoço. Cinesiologia patológica dos ombros Plexo braquial Músculos pélvicos. Biomecânica musculoesquelética da síndrome postural 3 - Diagnóstico por imagem Exames instrumentais Ressonância magnética (RM) da articulação temporomandibular Interpretação e reconhecimento das estruturas da articulação temporomandibular RM das patologias da articulação temporomandibular Desarmonia muscular usando ressonância magnética Suplementos e medicamentos no tratamento da síndrome postural Prescrição de RM 4 - Diagnóstico Anamnese e registros médicos Exame clínico Teste complementar de cinesiologia aplicada Pontos-gatilho 5 - Terapia da síndrome postural Curvas oclusais Dimensão vertical. Dimensão vertical de oclusão, ATM e postura Placas oclusais Síndrome postural com patologia articular devido à tensão e à sobrecarga (estágios 1 e 2) Síndrome postural com deslocamento redutível (estágio 3) Síndrome postural com deslocamento irredutível (estágio 4) Síndrome postural com doença articular degenerativa (estágio 5) Síndrome postural com doença articular degenerativa avançada (estágio 6) Artrocentese da articulação temporomandibular Estética, função e postura: uma nova abordagem para a reabilitação dentária 6 - Tratamento de reabilitação funcional Objetivos do tratamento Os terapeutas da reabilitação Exercícios domiciliares para o paciente BIBLIOGRAFIA ÍNDICE REMISSIVO Volume 2 7 - Equilíbrio oclusal Conceito moderno de equilíbrio oclusal Propriedades oclusais e de desgaste dos materiais restauradores 8 - Fisiologia oclusal e materiais restauradores Diferenças na restauração dos dentes anteriores e dos posteriores Princípios orientadores na escolha do material restaurador para os dentes anteriores e os posteriores Características dos materiais restauradores 9 - Adesão Materiais adesivos Classificação dos adesivos dentários Esmalte, dentina e adesão Resinas compostas e adesão Cerâmicas e adesão Metais e adesão 10 - Propriedades dos materiais adesivos Propriedades ópticas dos materiais adesivos Propriedades funcionais dos materiais adesivos Propriedades minimamente invasivas dos materiais adesivos Características mecânicas e físicas das resinas compostas usadas com técnicas diretas e indiretas Acurácia da margem das restaurações adesivas feitas no consultório e por CAD-CAM Cimentos adesivos: vantagens do uso de resinas compostas curadas com luz como agentes cimentantes Indicações para o uso de prótese adesiva e/ou retentiva 11 - A importância da função lingual correta na ortodontia e na postura A língua, sua musculatura e inervação Fisiologia da deglutição normal. Classificação da deglutição atípica. Ativação neurossensorial Defeitos induzidos por frênulo curto Conclusões BIBLIOGRAFIA ÍNDICE REMISSIVO

  • Na moda Outono na Odontologia, com qual overlay eu saio de casa?

    Overlays em dentes posteriores: o nível de cobertura muda totalmente o jogo. Foto: I.A. Nessa moda Outono / Inverno , profissionais da Odontologia sempre se perguntam: que roupa vai deixará os dentes dos pacientes com menos frio? E qual delas se sairá melhor na foto do post pras redes sociais? Não fiquemos em dúvida! Vamos direto às recomendações dos grandes estilistas! Dentes íntegros sem acesso endodôntico: Coleção overlay CAD/CAM dissilicato de lítio Essa coleção mal foi lançada e já deu muito buchicho: afinal, seu look nasceu digital e alinhado com as melhores tendências do mercado. Se você perdeu, saiba que o desfile de lançamento conquistou milhares! Sua noite de estreia gerou bilheterias de fazer inveja aos melhores lançamentos da moda parisiense. Segundo a crítica especializada, o desempenho das " modeletes molarizadas " ficou assim: coroas para preparos totais : 1018 N overlay ( à 2mm do nível gengival) : 813 N overlay ( à 4mm do nível gengival) : 436 N Curtiu? Então acesse o catálogo para conhecer os detalhes dessa coleção clicando no botão abaixo : Dentes íntegros com e sem acesso endodôntico: Coleção overlay 5Y-TZP zircônia Dos mesmos criadores da Coleção Dissilicato! Só que agora na versão zircônia, e com um "plus" estético e descolado! Vamos colocar essas moças para trabalhar! Depois de muito batom, blush, e laquê para todos os lados, as modeletes não desafinaram na passarela e continuam atraindo os olhares de multidões: overlay ( 4mm da margem gengival, com/sem acesso): 458N x 567N overlay ( 2mm da margem gengival, com/sem acesso): 842N x 959N veneer oclusal (com/sem acesso): 542N x 502N Não é o "must"? Então corra! Garanta ainda hoje a sua chance de usar essa coleção clicando no botão abaixo : Anote: brincadeiras à parte, o "comprimento da roupa" faz diferença: quanto mais próxima da margem gengival, melhor é a resistência estrutural da sua overlay. embora ambos os materiais sejam estéticos, disfarçar as linhas de transição entre o dente e a restauração continua um grande desafio preparos para coroas totais continuam fornecendo os melhores valores de resistência inicial ambas as investigações acima foram realizadas em dentes impressos 3D para padronização Veja uma aula gratuita sobre sobre overlays CAD/CAM: AULA GRATUITA: como o desenho de uma onlay CAD/CAM afeta sua resistência?

  • Zircônia translúcida: a cor muda em função do pilar do implante?

    QuickPick 02 / 2025 - Zircônia translúcida: a cor muda em função do pilar do implante? Título Efeito de diferentes materiais de pilares de implantes nas propriedades ópticas de coroas monolíticas de zircônia translúcida Propósito Investigar como o material do pilar e as marcas de zircônia monolítica translúcida influenciam na percepção óptica.   Método utilizado Oitenta coroas de zircônia (quatro marcas, 20 coroas por marca) foram fabricadas na cor A2 e cimentadas sobre cinco tipos de pilares: Titânio (Ti), Ti cor ouro ( gold ), titânio cor rosa ( pink ), e grupo controle cor de dentina. As coroas foram fixadas com pasta teste opaca, e a cor analisada no espectrofotômetro. Os valores ∆E00 foram calculados e as diferenças estatísticas analisadas.   Resultados principais Tanto o material do pilar quanto a marca de zircônia influenciaram os valores ∆E00 ( p  < 0,001). Os pilares de zircônia geraram a menor diferença na cor (∆E00 = 0,77), abaixo do nível de detecção. A Katana HT exibiu a menor variação de cor entre os pilares. Todos os pilares metálicos produziram valores ∆E00 classificados como moderadamente inaceitáveis, com os maiores valores observados nos pilares Ti cor rosa ( pink ).   Conclusões As cores finais são fortemente influenciadas pelo material do pilar e marca de zircônia, com uma forte interação entre esses fatores. Os pilares de zircônia ajudam a minimizar esse efeito, enquanto os pilares metálicos, especialmente os de titânio cor rosa ( pink ), podem produzir mudanças de cor clinicamente detectáveis. Leia mais sobre a zircônia translúcida no link abaixo: https://doi.org/10.1111/jopr.70005

  • Procedimentos delicados na prática da prótese dentária - parte 3

    A Odontologia e os articuladores semiajustáveis. Foto. I.A. O que é o que é: amado por centenas, detestado por milhares? Para um profissional que faz reabilitação oral, é amor à primeira vista (um casamento que sequer passa por namoro ou noivado). Nossa vida na prótese dentária só começa quando adotamos esses delicados monstrinhos. O articulador semiajustável não faz todos os movimentos mandibulares e condilares. Mas será que precisa mesmo? E mesmo no ambiente digital do século 21, é preciso compreender primeiro eles funcionam no mundo físico. Abaixo, pequenos cuidados que fazem a diferença:   Articuladores semiajustáveis na prótese dentária os primeiros articuladores, para a maioria, são aqueles revendidos na Faculdade de Odontologia, entre estudantes de anos diferentes. Vale o mesmo princípio que você usa para comprar um carro usado: o estado de conservação. atualmente, não existe um único modelo de articulador semiajustável. Há desde os mais simples (ajustes médios) até os mais complexos (ajustes delicados). Vale o mesmo princípio para o manual do carro: é bom estuda-lo antes das primeiras emergências. articuladores com ajustes médios economizam o seu tempo desde que você saiba o que está fazendo. o pino incisal, indiscutivelmente, é o elemento que mais “apanha” ao longo da história de vida de um articulador. Seja de plástico ou metálico, é fácil de perder e entortar. O motivo pelo qual alguns profissionais o utilizam invertido (normalmente é a parte arredondada que fica em contato com a mesa oclusal) é um grande mistério, já que as marcações na parte superior da haste deveriam indicar (e serem usadas) para controlar a dimensão vertical na qual os côndilos artificiais irão rotacionar nas simulações das fossas glenóides. depois do pino incisal, a mesa incisal (adivinhem) é o segundo elemento que mais desaparece, surge danificado, ou simplesmente tem destino incerto. além do controle da dimensão vertical de trabalho no seu articulador, a mesa incisal pode ser personalizada. Esse passo é de suma importância para que a anatomia das superfícies oclusais e incisais seja uma reprodução mais próxima do que existe na boca. a mesa incisal pode ser personalizada com resina de precisão e até um bom silicone rígido de laboratório. fazer intercâmbio de peças entre articuladores de lotes diferentes definitivamente não é uma boa prática. Isto aqui não é a "feira do rolo". Na dúvida, assista ao filme de ficção Frankenstein e comprove porque alterar o curso natural das coisas acaba em catástrofe. a maneira correta de transportar um articulador com modelos de gesso montados é simples: solte-os e faça embalagens à prova de impacto. articuladores podem ser instrumentos complicados de se trabalhar, especialmente na hora do enceramento diagnóstico. Faça parte do trabalho com os modelos desconectados. Os criadores de bolachas magnéticas souberam disso bem antes. a falta de atenção na área do encaixe das esferas condilares com o ramo superior do articulador resulta em diagnósticos e trabalhos errôneos. Certifique-se que esta área está bem montada. a não ser que você use algum sistema nivelador (por exemplo, um olho de boi) no seu arco facial, o plano incisal dos modelos de gesso, depois da montagem, não ficará paralelo nem ao solo e muito menos à bancada de trabalho. a maioria dos articuladores, além de abrir e fechar, simula lateralmente o deslizamento mandibular. Use-o à vontade para reduzir a quantidade de ajustes com o trabalho final na cavidade bucal. tenha mais do que dois articuladores no seu consultório e dezenas de bolachas. quando houver algum erro de montagem no articulador, o problema será multiplicado pelo menos por três vezes. Confira os contatos oclusais e, quando necessário, repita os procedimentos de montagem e registro interoclusal. o ramo superior do articulador, mesmo sendo de plástico (e mais leve), deve ser fechado com suavidade quando o pino tocar a mesa incisal. Esse é um instrumento delicado que provavelmente vai te acompanhar por muito tempo. não esqueça o seu articulador dentro do seu automóvel. Peças plásticas são danificadas facilmente. o seu articulador semiajustável vai ao laboratório para dar um passeio? Então, veja se "ele" está bem arrumado, com todas as peças e instruções, especialmente o pino incisal, e os registros intermaxilares: e mais uma vez, não o envie com os modelos montados / articulados. Leia mais: Doze passos para dominar seu articulador semiajustável

  • Procedimentos delicados na prática da prótese dentária - parte 2

    A Odontologia é ciência e arte. Foto. I.A. Quando a "fase 1" do tratamento ( leia o post anterior ) estiver finalizada, precisamos colocar a "mão na massa". Isto significa fazer preparos dentários (parciais ou totais), as reconstruções, os núcleos, os pinos, e finalmente, aperfeiçoarmos o desenho das coroas provisórias para que o tecido gengival ou periimplantar se torne estável. Essa palavrinha, "estável", é um processo de tentativa e erro, especialmente quando há dentes e implantes na mesma arcada. Ainda, é comum que as margens das coroas provisórias sejam "desafiadas", especialmente pela quantidade de placa, cáries recorrentes, e infiltrações. Nessa etapa, os desafios serão outros, e não menos importantes: Reconstruções, moldagens & moldes, modelos Reconstruções dentinárias deve haver um equilíbrio entre a quantidade de estrutura dentária remanescente, a altura do seu preparo, e o espaço interoclusal; não entre nessa fase sem antes ter verificado a espessura de todas as paredes da sua restauração provisória com um calibrador já que algumas áreas não poderão receber o material de suporte e o material de recobrimento estético. com frequência, não haverá tanto remanescente dentário assim; uma investigação precisa da quantidade de férula, presença ou não de trincas dentárias que se estendem ao longo das raízes, e se as cáries comprometem a longevidade da raiz dentária são fatores importantes no diagnóstico do seu dente como pilar de uma prótese parcial fixa. o isolamento absoluto do campo operatório é fundamental na obtenção de uma boa adesão durante os procedimentos de reconstrução; pratique o domínio dos grampos, da fita teflon, das matrizes, e outros dispositivos. em muitos casos, o remanescente coronário possui zonas mistas de dentina, esmalte, resina composta, e outros biomateriais; crie um mapa de localização na ficha do paciente (faça os desenhos) e não se esqueça de colocar os tipos de adesivos e destacar os componentes que podem interferir na polimerização ou liberarem compostos residuais. os vasoconstritores dos anestésicos podem influenciar a qualidade da sua adesão no momento da reconstrução ; este é um fato científico que não pode ser descartado. outro fato importante: adesivos de passo único podem se comportar como membranas semipermeáveis e contaminar a área de adesão nos últimos anos, um dos procedimentos mais sensatos no binômio reconstrução / adesão foi recomendar o selamento imediato , recobrindo toda a área dentinária, também conhecido como " resin coating ou dual boding technique ". pinos e núcleos podem se soltar até que haja um equilíbrio entre a quantidade de material de reconstrução, o desenho da restauração, e os contatos oclusais / hábitos parafuncionais. as imagens radiográficas das reconstruções revelam materiais que possuem radio luminescência; do mais, a sensação de "vazio" será constante. na remoção das coroas provisórias, a limpeza das áreas reconstruídas pode ser um tormento em matéria de tempo; o uso de cimentos que facilitem esse processo é primordial. é normal que as margens das coroas provisórias fiquem assentadas sobre a dentina remanescente, e raramente sobre o esmalte, em preparos para coroas totais; o trabalho de tecnicamente "vedar" essas margens não impede que os materiais de reconstrução mudem levemente de cor ao longo do tempo o processo de infiltração não faz distinção entre dentes vitais e dentes tratados endodonticamente. tenha sempre em mãos uma lista de procedimentos de adesão e reconstrução para cada tipo de material / adesivo / resina / cimento Moldagens & moldes o desejo de uma gengiva saudável depende dos contornos da sua restauração provisória e da capacidade do seu paciente em remover a placa (biofilme). nem todos os sulcos gengivais são amplos para fios de afastamento calibrosos. é fundamental que a "leitura do molde", especialmente das linhas de término do seu preparo (parcial ou total), seja nítida e tranquila; caso contrário, você coloca o seu técnico de laboratório em "estado de tensão" quando ele/ ela delimitarem e recortarem as margens desses troqueis. use e abuse do recurso periodontal que mais salva a nitidez das linhas de término: o procedimento de RAI ( interface alvéolo / restauração ) que obedece às regras da Física: dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço. a única maneira de conter a liberação das tensões internas nos materiais de moldagem, independente das suas consistências e formulações químicas, está na rigidez da parede da moldeira (metálica lisa, perfurada, ou plástica melhorada). há pacientes favoráveis para moldagens de todos os dentes, enquanto há pacientes favoráveis para moldagens em quadrantes; aceitar esse fato é uma grande virtude. pacientes com problemas periodontais possuem áreas interproximais maiores; isole-as / bloqueie-as para evitar os moldes que não se despegam dessas áreas, especialmente quando os materiais de moldagem são mais rígidos após a cura. casos clínicos com implantes dentários e preparos dentários podem ser capturados na mesma sessão clínica; entretanto, o rebote do material de moldagem não será o mesmo, o que nos levará aos pequenos ajustes proximais e oclusais na etapa seguinte. o escaneamento intraoral dos preparos dentários e dos implantes dentários (com os scanbodies ) é um processo criado para ganharmos tempo, mas não estará livre de intercorrências . Modelos em prótese dentária uma maneira terrível de anular todos os procedimentos acima é não saber se o seu gesso é compatível com o seu material de moldagem. gessos odontológicos também são materiais viscosos e propensos às bolhas de ar; compre o seu dispositivo espatulador à vácuo ou tenha certeza que o seu laboratório preferido faz uso dele. o seu modelo de gesso deve ser 99% igual ao que está na boca do seu paciente, principalmente quando você necessita de uma boa ideia da anatomia do rebordo alveolar e dos limites das áreas de suporte. nunca comece o processo de alteração nos modelos de gesso sem antes ter confeccionado as matrizes de silicone ; faça quantas forem necessárias e use-as para compreender quais reduções são técnica (e biologicamente) possíveis. você pode reduzir o número de modelos de gesso se usar uma câmera de escaneamento intraoral; também, é fato que os modelos de gesso pesam mais que os modelos de resina impressa 3D. modelos de gesso devem ficar com suas superfícies oclusais voltadas para cima e não em contato com a bancada; isso não é uma lenda urbana. use qualquer cor de lápis demarcável no seu modelo de gesso (especialmente nas áreas preparadas), menos a cor preta. é possível indexar os modelos de gesso no articulador, mas é melhor ainda garantir que esse tipo de indexação seja removível e retornável o mais próximo do que existe na boca, sendo ele feito manualmente com cavidades de orientação ou dispositivos de encaixe magnéticos, pré-fabricados ou não.

  • Procedimentos delicados na prática da prótese dentária - parte 1

    O início do tratamento odontológico: boas decisões dependem de bons exames. Foto. I.A. Depois de traduzir mais de 70 livros (nem precisava tanto, mas eu gosto), ter 28 anos de profissão (nem parece que é tudo isso, menos mal ainda), e não ter visto tudo (como diz o ditado: "em prótese, passa-se uma vida trabalhando e não se vê toda a floresta"), chego à conclusão que seria melhor se o primeiro capítulo de cada livro fosse uma apresentação de todos os problemas que podem ocorrer com a especialidade em questão (essa tal de prótese dentária ) e como lidar com os mesmos da maneira mais sensata possível. Este pensamento não é único. Sejam bem-vindos e bem-vindas todos aqueles que trabalham com prótese dentária. Parece estranho começar pelo fim? Não. Parece melhor darmos os alertas primeiro. Um livro texto básico tem como premissa...adivinhem...ensinar o que é "básico". Perfeito. Cumpre seu propósito com maestria. Tenho certeza que você aprendeu como fazer uma prótese dentária, seja ela unitária ou uma pequena prótese fixa de três elementos, só que nas condições mais controladas possíveis. Resumindo? Era uma questão de "fechar o espaço" quando todos os outros elementos permaneciam inalterados (por exemplo, a dimensão vertical, o espaço intermaxilar, a estética). Mas quando a gente começa a sair do "básico" é que entende a vastidão das situações clínicas, especialmente na prótese dentária, onde um pequeno erro na sequência de tratamento pode determinar o sucesso ou a falha, quer sejam biológicas ou mecânicas. Entenda aqui por "falha" o aspecto que não ficou 100% para os seus olhos, mas ainda estaria dentro dos 80% aceitáveis na mente dos nossos pacientes. Nada escapa aos olhos bem treinados (o lado bom e ruim ao mesmo tempo de ser cirurgião ou cirurgiã-dentista). Todos esses "problemas" podem ser evitados? Sim, à medida que treinarmos mais. A seguir, três aspectos cruciais. Obtenção da cor do dente natural, do formato dentário, e da dimensão vertical de oclusão na prótese dentária Mesmo que você tenha acabado de se graduar em Odontologia, consegue responder quais são os três aspectos que logo chamam a sua atenção na face e nos dentes dos pacientes? Sim. Cor a cor dentária natural representa um conjunto de três aspectos: o matiz, a saturação, e o brilho, não sendo possível acertar apenas um para os outros dois funcionem. perdas dentárias unitárias são os casos mais difíceis de "acertar" na cor; seria melhor termos três elementos ausentes, por exemplo. o recurso "fotografia" é maravilhoso e deve ser utilizado com a escala de cor adequada, acompanhado de uma foto em branco e preto, visualizado na maior tela de computador que você tiver. contrário ao que se diz na mídia e nas redes sociais, a cor básica de um dente está na sua dentina, e não na camada de esmalte. são os profissionais de laboratório que estão acostumados com os mapas de cores, e o que vamos receber após a sinterização das porcelanas; entretanto, não há como saber se o técnico irá "estratificar" ou apenas "maquiar" um trabalho se não requisitarmos antecipadamente ou conhecermos as limitações do espaço restaurador existente. materiais restauradores existentes (metais, resinas) alteram a cor dentária natural e podem influenciar na cor da sua prótese; considere a substituição, clareamento, ou ambos, e aproveite para descobrir se não existe algum componente patológico (por exemplo, uma trinca assintomática ou processo de corrosão). Formato dentário triangular, quadrado, e ovoide são excelentes pontos de partida, mas entenda que a miscigenação cultural é ampla, especialmente no Brasil; um bom enceramento (físico, digital) traz uma perspectiva melhor. quem entende as potencialidades da Periodontia e da Ortodontia na melhora dos formatos dentários sai na frente; em 99% das vezes, estas especialidades serão úteis em casos complexos; todo diastema pode ser fechado com resina composta, é verdade, mas nem todo fechamento basta do ponto de vista estético. acréscimos de resina composta ou mock ups são ferramentas diagnósticas reversíveis e importantes para que seu paciente possa entender aonde você, como profissional, quer chegar; segundo, para que você saiba a quantidade certa de desgaste e como isso impactará no funcionamento biológico dentário. fique atento ao "efeito dominó": mudanças radicais nos formatos dentários implicam em alterações nas posições das cristas de contorno, que afetarão os níveis vertical e horizontal dos zênites gengivais; esses três aspectos devem ser examinados primeiro dente por dente, e mais tarde em conjunto a linha média na arcada dentária superior , ao contrário da linha média na arcada inferior, não aceita muito desaforo além de 1mm para esquerda ou para direita, dependendo da altura máxima da linha de sorriso. a anatomia das áreas de contato interproximal é, na pior das hipóteses, sagrada; pequenos equívocos na extensão das ameias ou na justeza da quantidade de contato entre o dente e a prótese passam despercebidos no curto prazo, mas nunca no longo prazo; mais um motivo para colocar a movimentação ortodôntica em destaque. já que nem todo pôntico artificial é capaz de mascarar a perda de tecido mole papilar em altura e largura, os enxertos de tecido conjuntivo também se integram ao seu arsenal idealmente no começo do plano de tratamento. Dimensão vertical pacientes com ausências dentárias amplas unilaterais posteriores perdem as referências musculares a maneira pela qual você obtém a dimensão vertical não importa, e sim, se você a consegue transferir de maneira efetiva para um dispositivo de trabalho (por exemplo, o articulador semiajustável) falando em articuladores semiajustáveis , é necessário lembrar que os modelos de gesso pesam (ao contrário dos modelos de resina impressa 3D ); assim, além de precisão, seus registros precisam de rigidez suficiente para suportar os modelos tanto na parte dentada como desdentada (rebordos) e garantir que o espaço na boca seja o mesmo no articulador casos extensos (perdas anteriores e posteriores) precisam de jogos de provisórios até a dimensão vertical fique estável e compatível com a função oclusal e a estética que você (e seu paciente) aprovam. contatos oclusais puntiformes e trajetórias curtas de desoclusão possíveis quando você desenvolver a sua paciência e aprender como usar papel celofane e um excelente papel de articulação (aquele que custa caro). fraturas recorrentes nas coroas provisórias são o melhor sinal precoce para quem faz prótese dentária: ou a sua dimensão vertical está incorreta, ou a desoclusão não é efetiva, ou seu paciente tem alguma parafunção que precisa de uma placa miorrelaxante; seja um(a) bom(a) detetive. os comandos vocais "abre" e "fecha", como o próprio nome diz, servem apenas para seu paciente "abrir" e "fechar" a boca; guiar e posicionar a arcada mandibular, gerando a melhor dimensão vertical, é tarefa sua, e mais um motivo para você se tornar um mestre em relação central especialmente nesses casos complicados.

  • Prótese maxilofacial no SUS: os últimos 10 anos

    Prótese maxilofacial: o tratamento que resgata vidas. Próteses maxilofaciais são tão importantes quanto as reabilitações orais porque compõem a moldura da expressão facial e a identidade emocional.   Quem já testemunhou ao vivo sabe muito bem o que é não ter parte da face (olhos, nariz, maxilares), seja por uma deficiência congênita, tumor ou acidente traumático. Muitas vezes, é necessário fazer pigmentações na pele e colocar óculos falsos para completar a aparência.   A boa notícia: há chance de reabilitação, principalmente porque essas próteses, que possuem os mais diversos formatos, podem ser fixadas por implantes de titânio. A melhora na qualidade de vida é indiscutível.   O material da prótese maxilofacial, geralmente um silicone industrial, está sujeito ao desgaste e troca constante. Aqui, narizes e orelhas são os mais prejudicados pela temperatura e exposição constante ao sol.    Defeitos maxilofaciais: a estatística depositada no SUS   Um estudo recente analisou os últimos 10 anos (2014-2024) ao acessar o DATASUS . Vale lembrar que esses números são relativos já que foram afetados pela pandemia de COVID-19 (entre 2020 e 2022), e que a essa realidade não tem comparação com a quantidade em serviços de filantropia ou atendimentos privados especializados.   Quais os tipos de prótese maxilofacial mais realizados?   olhos (> 10 mil procedimentos) olhos – pálpebras (>2 mil procedimentos) mandíbula (> 2 mil procedimentos) nariz (quase 1 mil procedimentos) auricular com implante dentário – 256 procedimentos nariz com implante dentário – 21 procedimentos   Qual é o ranking de regiões do Brasil para prótese maxilofacial nos últimos 10 anos?   Sudeste: 11.674 procedimentos Sul: 1632 procedimentos Nordeste: 1583 procedimentos Norte: 1269 procedimentos Centro-Oeste: 894 procedimentos   Os autores reforçam que o número de próteses maxilofaciais suportadas por implantes dentro do SUS ainda é baixo. Além disso, sua disponibilidade continua reduzida e afetada em centros menos especializados. A expectativa é que a incorporação de novas tecnologias ( CAD/CAM , escaneamento, impressão 3D ) e estratégias inovadoras em qualificação profissional nivelem a igualdade de acesso a esse serviço abrangente que resgata vidas. O artigo está disponível no link abaixo: https://doi.org/10.1111/jopr.70105

  • O fantasma dos 5% e a taxa de sobrevivência cumulativa no implante dentário

    Taxas de sobrevivência são como tempestades vencidas pelos implantes dentários Na parte 1 desse post , falei sobre a taxa de sobrevivência dos implantes e como os 5% se comportam. Entretanto, existe outro número: a taxa de sobrevivência cumulativa . O cálculo vem de um artigo científico clássico de 1958 , desenhado para verificar essas taxas na terapia contra o câncer . Desde então, parte desse trabalho é utilizada por nós, na Odontologia, para medir a taxa de sobrevivência cumulativa no implante dentário e na prótese fixa. Vamos supor que você instale 400 implantes, e depois de 1 ano, tenha perdido apenas 3. A sua taxa de sobrevivência no período será: 397 sobreviventes / 400 total = 99,25%. vamos chamar essa taxa de P (0 - 1 ano) = 99,25% Automaticamente, a taxa acima, que envolve o período inicial , se torna a primeira taxa cumulativa na tabela. Agora, supondo que no período entre 1 - 2 anos, você consiga examinar 267 implantes e tenha perdido 7 implantes. A sua taxa de sobrevivência no período entre 1 e 2 anos será: 260 / 267 = 97,37%. vamos chamar essa taxa de P (1 - 2 anos) = 97,37% A nova taxa cumulativa após 2 anos será: 99,25% x 97,37% = 96,64% Se no próximo período, independente do número de implantes que você examinar, nada for perdido, a sobrevivência é de 100%. E a próxima taxa cumulativa continuará em 96,64%. Então, como fica a taxa de sobrevivência cumulativa no implante dentário? Importante: a taxa cumulativa recente é sempre a multiplicação da taxa cumulativa antiga x taxa de sobrevivência mais nova . Isto explica porque as taxas de sobrevivência por períodos não podem ser iguais às taxas de sobrevivência cumulativas. Com as perdas, a tendência cumulativa é sempre menor e se estabiliza quando todo o período de estudo terminar. Clique abaixo e entenda o efeito cluster: Falhas tipo cluster na perda dos implantes dentários: acima ou abaixo dos 5%?

  • O fantasma dos 5% na perda dos implantes dentários

    Além dos números, é preciso fazer uma análise qualitativa da perda dos implantes dentários Em quase toda a literatura nacional e internacional, as taxas de perdas dos implantes dentários ficam entre 3% e 5%. Mas o que isto significa? Depende dos números originais que você tem. Melhor, dos implantes que você já colocou. Vamos criar uma tabela sobre a sua prática clínica considerando os seus implantes dentários e que “você perdeu” 5% em média ao longo de 5 anos de uso, o que seria o começo de uma grande vitória. Então, qual seria a “melhor” situação? Eu sei, perder o menor número de implantes possível. Os 5% de perda dos implantes dentários número de implantes colocados falhas (5%) 50 2,5 100 5 150 7,5 200 10 250 12,5 300 15 350 17,5 400 20 450 22,5 500 25 1000 50 Os 3% de perda dos implantes dentários número de implantes colocados falhas (3%) 50 1,5 100 3 150 4,5 200 6 250 7,5 300 9 350 10,5 400 12 450 13,5 500 15 1000 30 Entre perder 5% ou 3% número de implantes colocados falhas (5% - 3%) 50 1 100 2 150 3 200 4 250 5 300 6 350 7 400 8 450 9 500 10 1000 20 Tudo bem se pararmos por aqui? Não. Em qualquer caso de perda de implante dentário, sendo abaixo ou acima de 4-5 elementos, as perguntas que todo clínico deveria fazer: O implante perdido é pilar de uma prótese fixa? De quantos elementos? Ele era um pilar mesial ou distal? O implante perdido é um elemento intermediário de uma prótese total fixa sobre implantes dentários? O implante perdido era um dos pilares da sua overdenture? O implante perdido era um dos implantes zigomáticos? O implante perdido era um elemento unitário na zona estética? Reexaminando as tabelas comparativas, tecnicamente, teríamos perdido um caso completo de uma prótese total na mandíbula (quatro implantes) depois de 100 a 200 implantes dentários em posição, no acompanhamento teórico de 5 anos. Ou, quem sabe, quatro casos de implantes unitários? Mais uma vez: o que é pior? Entretanto, só teríamos atingido uma “curva de perdas”, se podemos chamar assim, pelo menos, depois de uns 200 implantes em posição. E mesmo que estas perdas aconteçam antes dos primeiros 5 anos e pelos mais diversos fatores, elas não alteram a sua “meta de execução” dos 100 a 200 implantes. Precisamos fazer entre 100 - 200 implantes para começarmos a entender como estamos administrando os nossos riscos cirúrgicos e o que poderemos fazer para muda-los. O risco cirúrgico é a fusão da anatomia local e da sua habilidade como cirurgião ou cirurgiã-dentista. A anatomia local pode ser modificada, e o nosso treinamento melhorado, principalmente nos casos onde “não fazer” significará mais do que “ter feito”. Não é difícil termos os 200 implantes/ano se colocarmos dois por dia. Ou, se você coloca 12 por semana (por exemplo, três casos em pacientes totalmente edêntulos), multiplique por 48-50 semanas, e chegará à marca de 576 - 600 implantes. Leia mais sobre esse assunto clicando abaixo: O fantasma dos 5% e a taxa de sobrevivência cumulativa no implante dentário

  • Os 100 artigos científicos mais citados em Prótese Dentária - parte 2 de 10

    Os 100 trabalhos mais citados em Prótese Dentária Em 2020, a revista The Journal of Prosthetic Dentistry publicou um trabalho, uma análise bibliométrica, dos 100 artigos mais citados no mundo da prótese dentária, entre 1951 e 2019. Acredito que você, leitor e leitora do meu blog, já tenha visto alguns destes trabalhos. Caso contrário, seria interessante conhecê-los. Boa parte da história e da clínica que fazemos hoje está na lista dos 100 artigos científicos mais citados em prótese . E como você já percebeu, este é o segundo de uma série de 10 posts. Vamos matar a sua, a minha e a nossa curiosidade? Quais são esses trabalhos, curiosidades e o que eles contam? Número 11 (979 citações) - Davies JE. Mechanisms of endosseous integration. Int J Prosthodont 1998;11:391-401 . Dentre as diversas superfícies existentes no mercado, havia uma com duplo ataque ácido (DAE, no original) que se sobressaía. Neste paper , também foi proposto que a superfície do implante deveria reter o coágulo de fibrina para garantir sua estabilidade, propiciando que plaquetas e fatores de crescimento trabalhassem melhor, dando o pontapé nos processos que levariam à cicatrização e formação de uma camada de osso funcional ao redor do implante dentário de titânio. Ainda continuava valendo a frase "reorquestrar os fenômenos que ocorrem após a fratura óssea". John Davies já havia editado o livro "The Bone Biomaterial Interface" e nós mal saíamos que sairia um segundo tomo, o "Bone Engineering" , pela EM Toronto Squared (Canadá), no ano 2000. Leituras altamente recomendadas. Número 12 (967 citações) - Skalak R. Biomechanical considerations in osseointegrated prostheses. J Prosthet Dent 1983;49:843-8. Richard Skalak organizou com P-I Brånemark um dos grandes simpósios em biomateriais, especialmente na área em que P-I trabalhava intensamente: a reologia da microcirculação. Entretanto, neste artigo, somos apresentados aos princípios biomecânicos (ou o que seria) de uma prótese total fixa aparafusada sobre implantes. Engenharia pura. As famosas equações do centroide, as que não conseguíamos resolver não por falta de conhecimento, mas por erros de digitação no artigo original, estão neste trabalho. Mesmo assim, ficava muito claro que os implantes mais distais sofreriam muito o esforço de mastigação, e daí a secção transversal das barras seria mais espessa conforme o tipo de material (liga de ouro, prata paládio). Número 13 (907 citações) - Meredith N. Assessment of implant stability as a prognostic determinant. Int J Prosthodont 1998;11:491-501 . Neil Meredith , através de sua pesquisa e associados, fundou uma empresa: a Osstell. Mas aqui vamos ver sua interpretação sobre a rigidez interfacial do implante com o osso, os primórdios do acelerômetro, e os conceitos das frequências de ressonância (efeito diapasão ida e volta) que levaram à concepção da empresa de mesmo nome. Ainda, os tais valores ISQ seriam motivo de muitas investigações em todos os tipos de próteses nas décadas seguintes, com o desenvolvimento dos smart pegs e dos valores de referência para tentarmos ou não colocar os implantes dentários em carga imediata. Número 14 (884 citações) - Sailer I, Fehér A, Filser F, Gauckler LJ, Lüthy H, Hämmerle CH. Five-year clinical results of zirconia frameworks for posterior fixed partial dentures. Int J Prosthodont 2007;20:383-8. Este grupo da Suíça tem sido ativo em cerâmicas desde os tempos de Peter Scharer , não? Aqui, talvez um dos primeiros trabalhos clínicos sobre zircônias como próteses fixas, sendo reportadas as taxas de sobrevivência, a análise por MEV das fraturas, e as taxas de sucesso. A secção transversal do conector (16-20mm2), mesmo suficiente, falhou em alguns casos. Um começo promissor que evoluiria significativamente nas próximas décadas. Número 15 (874 citações) - Kelly JR, Nishimura I, Campbell SD. Ceramics in dentistry: historical roots and current perspectives. J Prosthet Dent 1996;75:18-32. Esse trabalho traz uma revisão sobre alguns aspectos importantes, sendo: 1) desgaste da cerâmica contra o dente antagonista, 2) capacidade de polimento, 3) influência do protocolo de queima na expansão térmica para cerâmicas e metalocerâmicas, 4) usinagem CAD/CAM, 5) adaptação marginal, 6) mecanismos de falha nas cerâmicas livres de metal, 7) aumento da resistência na cerâmica por métodos químicos e físicos, 8) reparo intraoral e 9) critérios para seleção de cerâmicas. Número 16 (846 citações) - Atwood DA. Reduction of residual ridges: a major oral disease entity. J Prosthet Dent 1971;26:266-79 . Muito antes da era dos implantes dentários contemporâneos e do "bundle bone": a sigla RRR ( reabsorção do rebordo residual ), tratada como síndrome, e um número assustador: 25 milhões de americanos totalmente edêntulos. Ainda, a percepção de que um dente, uma vez extraído, provocava mudanças na conformação dos rebordos alveolares, era cada vez mais clara e inevitável. Número 17 (777 citações) - Rosenstiel SF, Land MF, Crispin BJ. Dental luting agents: A review of the current literature. J Prosthet Dent 1998;80:280-301. Para quem trabalha com agentes cimentantes, este artigo é espetacular! Com textos simples, mas complementados por tabelas explicativas, ele cobre todas as propriedades físicas e químicas dos cimentos odontológicos disponíveis. Número 18 (756 citações ) - Zarb GA, Schmitt A. The longitudinal clinical effectiveness of osseointegrated dental implants: the Toronto study. Part III: Problems and complications encountered. J Prosthet Dent 1990;64:185-94 . Uma revisão dos 274 implantes dentários, entre 4-9 anos de acompanhamento, mostrando falhas antes, durante e depois dos estágios I e II (protocolo cirúrgico e protético criado por P-I Brånemark ) , com taxas de 89% de sucesso nos implantes e 100% nas próteses totais implantossuportadas. As infraestruturas fraturadas, confeccionadas em prata paládio, foram trocadas para um material de mesma composição, mas com maior elasticidade, e a área do cantilever espessada para 20mm no implante distal. Número 19 (745 citações) - Lombardi RE. The principles of visual perception and their clinical application to denture esthetics. J Prosthet Dent 1973;29:358-82 . A estética na Odontologia. Um trabalho fundamental mostrando como os princípios da proporção áurea se distribuíam na cavidade bucal e como os dentistas poderiam utiliza-los na construção das restaurações. Número 20 (724 citações) - Sorensen JA, Martinoff JT. Intra coronal reinforcement and coronal coverage: a study of endodontically treated teeth. J Prosthet Dent 1984;51:780-4 . Com 6 mil registros clínicos examinados sendo 1273 dentes tratados endodonticamente , não houve diferença de resistência entre dentes com ou sem pinos de reforço intracoronário; a cobertura coronária a taxa de sucesso clínicos nos dentes anteriores superiores e inferiores, mas teve seus efeitos melhores nos pré-molares e molares superiores e inferiores. Muito antes da era plena em Odontologia adesiva que vivemos atualmente.

  • Os 100 artigos científicos mais citados em Prótese Dentária - parte 1 de 10

    Os 100 trabalhos mais citados em Prótese Dentária Existem centenas de revistas científicas (periódicos) e papers (artigos) espalhados pelo planeta. Essa avalanche não pôde ser parada, nem mesmo pela pandemia de COVID-19 . E um dos aspectos mais comuns de ler artigos é coleciona-los, principalmente se você ministra aulas. Precisamos dessas referências na palma da mão (ou do seu dispositivo portátil) E quem não tem os seus preferidos ao lado da cama ou na mesa do consultório? Em 2020, a revista The Journal of Prosthetic Dentistry publicou um trabalho, uma análise bibliométrica, dos 100 artigos mais citados no mundo da prótese dentária, entre 1951 e 2019. Acredito que você, leitor e leitora do meu blog, já tenha visto alguns destes trabalhos. Caso contrário, seria interessante conhecê-los. Boa parte da história e da clínica que fazemos hoje está na lista dos 100 artigos científicos mais citados em prótese. E como você já percebeu, este será o primeiro de uma série de 10 posts. Vamos matar a sua, a minha e a nossa curiosidade? Quais são esses trabalhos, curiosidades e o que eles contam? Número 1 (2368 citações) - Brånemark PI. Osseointegration and its experimental background. J Prosthet Dent 1983;50:399-410 . O trabalho recordista não foi escrito por um protesista, mas um grupo de pesquisadores em Osseointegração , liderados pelo Prof. P-I Brånemark . Isso só demonstra a importância da implantodontia contemporânea. Praticamente, cobre toda a história experimental em animais e seres humanos. Número 2 (1444 citações) -  Humphrey SP, Williamson RT. A review of saliva: normal composition, flow, and function. J Prosthet Dent 2001;85:162-9 . O interesse pela saliva, historicamente associado à retenção em próteses totais convencionais, passando para o patamar dos marcadores imunológicos e seus mecanismos de defesa. Número 3 (1297 citações) - Eriksson AR, Albrektsson T. Temperature threshold levels for heat-induced bone tissue injury: a vital-microscopic study in the rabbit. J Prosthet Dent 1983;50:101-7 . O interesse pela implantodontia explodiu depois da Conferência de Toronto, em 1982 . Assim, era preciso explicar porque a osteotomia deveria ser um processo delicado para que a estabilidade primária do implante dentário fosse obtida e o tecido ósseo tivesse mais chance de cicatrização. Lembrando: os implantes dentários nesta época tinham superfícies "lisas", e toda a biomecânica estava concentrada no seu corpo e no desenho das roscas. Número 4 (1228 citações) - Tallgren A. The continuing reduction of the residual alveolar ridges in complete denture wearers: a mixed-longitudinal study covering 25 years. J Prosthet Dent 1972;27:120-32 . Um dos primeiros trabalhos específicos na área de prótese dentária, analisando o efeito da extração dentária e a graduação reabsorção dos rebordos alveolares na maxila e na mandíbula, onde foi verificado que as arcadas possuem graus e direções de reabsorção variadas. Número 5 (1054 citações) - Goodacre CJ, Bernal G, Rungcharassaeng K, Kan JY. Clinical complications with implants and implant prostheses. J Prosthet Dent 2003;90:121-32 . Em 2003, os pesquisadores acima escreveram uma revisão mostrando como os implantes dentários e as próteses sobre implantes poderiam ter complicações ao longo dos anos, sendo as overdentures e seu encaixes as peças com maior necessidade de reposição. Aqui, já se observava que as próteses sobre implantes não teriam maior taxa de sobrevivência do que as próteses sobre dentes. Um grande alerta. Número 6 (1052 citações) - Blatz MB, Sadan A, Kern M. Resin- ceramic bonding: a review of the literature. J Prosthet Dent 2003;89:268-74 . Este é o trabalho que mudou tudo o que podíamos esperar sobre a adesão em cerâmicas. Os novos adesivos, os mecanismos de jateamento e silicatização, os primers, os silanos , tudo sob uma nova perspectiva, condizente com o momento do dissilicato de lítio e da incorporação das primeiras zircônias. Número 7 (1026 citações) - Smith DE, Zarb GA. Criteria for success of osseointegrated endosseous implants. J Prosthet Dent 1989;62:567-72 . George Zarb , professor brilhante, foi uma das primeiras pessoas a compreender o poder da Osseointegração e como isto mudaria alguns raciocínios em prótese total. Aqui, uma visão geral sobre a aplicação dos critérios para "sucesso" e não "sobrevivência" dos implantes dentários. Mais uma vez, da época dos implantes com superfícies "lisas". Os critérios eram: mobilidade do implante, radiolucidez, perda óssea marginal, conforto do paciente, profundidade do sulco peri-implantar, condição gengival, dano aos dentes adjacentes, violação de estruturas nobres. Número 8 (1026 citações) -  Conrad HJ, Scong WJ, Pesun IJ. Current ceramic materials and systems with clinical recommendations: a systematic review. J Prosthet Dent 2007;98:389-404 . Uma revisão sobre as cerâmicas disponíveis: cerâmicas vítreas, dissilicato de lítio, leucita, feldspática, óxido de alumínio, e o Y-TZP , com seus métodos de confecção (o avanço mundial dos sistemas CAD/CAM), taxas de sobrevivência e as complicações relatadas, adaptação marginal, protocolos de cimentação, cor e estética. Neste momento, a zircônia era reafirmada com grande potencial na fabricação de infraestruturas para recobrimento com porcelana feldspática. Número 9 (1005 citações) - Geng JP, Tan KB, Liu GR. Application of finite element analysis in implant dentistry: a review of the literature. J Prosthet Dent 2001;85:585-98 . Este artigo revisa a situação da análise por elementos finitos (AEF) na implantodontia e discutia os achados em relação à interface osso-implante, e da conexão do implante com a prótese, enfatizando os módulos de elasticidade dos tecidos ósseos cortical, trabecular, e dos materiais restaurações, da construção das malhas, e ressaltando a necessidade de uma análise tridimensional 3D em função da complexidade destas geometrias e dos estresses gerados. Número 10 (988 citações) - Albrektsson T, Wennerberg A. Oral implant surfaces: Part 1 - review focusing on topographic and chemical properties of different surfaces and in vivo responses to them. Int J Prosthodont 2004;17:536-43 . Tomas Albrektsson e Ann Wennerberg foram alguns dos primeiros pesquisadores a perceber que mesmo no implante de titânio superfície "lisa", algumas imperfeições seriam vistas. Mais tarde, baseando-se no padrão de classificação de rugosidade de superfície em mecânica , estabeleceram os parâmetros bi e tridimensionais para categorizar os tipos de superfícies existentes no mercado, seus resultados biológicos, e seus desempenhos clínicos. Na época, os implantes dentários com rugosidade moderada mostravam os melhores resultados, mas já havia uma proposta para as superfícies bioativas.

  • Prótese periodontal, transição dente e implante, e a prótese sobre implantes

    A prótese fixa sobre implantes: decisões sobre esplintagem & cantiléver. Foto: arquivo pessoal. Imagine você, recém-formado ou recém-formada, a chance única de viver numa Odontologia com recursos variados na prática da reabilitação oral . Atualmente, "tudo" ou "quase tudo" é possível, dentro da lógica. Mas houve uma época onde a tecnologia não era tão "nítida" assim: os smartphones mal cabiam nos bolsos, não era possível conversar por chats (e em tempo real), carregava-se muito papel e carrossel de slides para cima e para baixo nos compartimentos superiores das aeronaves (quando não chegavam atrasados como bagagem despachada). Esses momentos também proporcionaram experimentações únicas. Dentro da reabilitação oral, nos movemos na biomecânica para garantir uma mastigação estável e funcional. Qual foi o papel da Periodontia nisso tudo? E da Prótese Dentária? A Prótese Periodontal A prótese periodontal é uma reconstrução/restauração usada em pacientes com periodonto reduzido (metade do suporte ou até menos), porém controlado do ponto de vista da infecção bacteriana ativa. Dentição terminal ( hopeless teeth ) é um termo associado à prótese periodontal. De vez em quando, pacientes com prótese periodontal "aparecem" no seu consultório e você se pergunta: como é que essa prótese ainda está no lugar? Os dentes estão "flutuando"? A lista biomecânica mais famosa da Odontologia Quando os dentes estão abalados, tudo que precisamos fazer é arrumar uma forma de corrigir os problemas reduzindo as forças. Na boca, algumas recomendações são bem-vindas, especialmente nas próteses: esplintagem dos planos dentários para melhor distribuição das forças boa localização dos contatos oclusais (um ponto de contato em cada cúspide funcional) redução na largura vestíbulo lingual das mesas oclusais a ausência de contatos laterais nas possíveis áreas de cantilever a manutenção da dimensão vertical correta evitando problemas musculares Muitas vezes, essas próteses parciais fixas extensas estavam combinadas com próteses parciais removíveis (PPRs), através de encaixes ( attachments ), tornando-se as famosas próteses parciais fixas híbridas. Um trabalho técnico de precisão, feito com maestria por nobres discípulos dessa arte. Acertava-se e errava-se muito até que esse tipo de prótese tivesse passividade. Os pilares precisavam ficar paralelos e muitas vezes coroas telescópicas eram recursos vitais nessa biomecânica. Em outras situações, depois da esplintagem ser realizada ao longo de toda a arcada dentária, se o paciente ainda sentisse desconforto ao mastigar, ou se o profissional antecipasse uma falha precoce, por motivo de segurança, uma barra palatina seria colocada, impedindo que as próteses sofressem deflexão vestíbulo lingual. Se por um lado a "contenção periodontal" estava garantida, por outro a necessidade de fazer preparos para coroas totais em todos os dentes expunha as margens dos términos ao risco de cárie. Outro problema adicional seria, em alguns casos, a falha dos dentes pilares intermediários que possuíssem tratamento endodôntico. Sem outros "recursos tecnológicos avançados" na época, soluções como a cobertura das margens afetadas por restaurações de ionômero de vidro, a amputação radicular criando mais uma área de pôntico, ou até mesmo a remoção de segmentos distais da prótese parcial fixa para colocação de próteses parciais removíveis classe I/II de Kennedy eram aplicadas. Para nossa surpresa, as próteses desses pacientes ainda caminhariam por um bom tempo, mesmo com cantiléveres extensos (o ideal era ficar perto dos 10-12mm) e altos (reabsorção óssea considerável na região anterior da maxila ou posterior da mandíbula). Leituras recomendadas desta fase prótese periodontal Amsterdam M. Periodontal prosthesis. 25 years in retrospect. Alpha Omegan 1974;67(3):8-52. Amsterdam M, Abrams L. Periodontal Prosthesis. In: Goldman HM, Cohen WD (eds.) Periodontal Theraphy. 5th edition. C.V Mosby, 1973. p.977-1013 . Lindhe J, Nyman S . The role of occlusion in periodontal disease and the biological rationale for splinting in treatment of periodontitis . Oral Sci Rev. 1977;10:11-43. Nyman S, Lindhe J . A longitudinal study of combined periodontal prosthetic treatment of patients with advanced periodontal disease. J Periodontol. 1979;50:163-9. Assista abaixo um dos depoimentos mais importantes dados pelo Prof. Dr. Morton Amsterdam, considerado o pai da prótese periodontal: Dr. Morton Amsterdam: a importância da perio-prótese Transição Dente e Implante E se a dentição terminal realmente não fosse suficiente para garantir essa mastigação estável e funcional? O que deveríamos fazer? O que a literatura recomendava? Dessa vez, os implantes dentários estavam no jogo . Lá pelo final dos anos 1980, pesquisadores e clínicos começaram a pensar na ideia de manter os dentes remanescentes, que ainda permaneciam saudáveis nas próteses periodontais ou nas dentições terminais, por algum tempo, como "elo" de transição para os implantes. A sequência de transição dente e implante entra em ação Garantir o conforto dos pacientes, preocupados com a saúde bucal e o temor de ficarem sem os dentes. Dentro desse lema, O uso racional das melhores ferramentas de diagnóstico era posto em prática: analisar os dentes comprometidos: ficariam os estratégicos (centrais, caninos, molares, por exemplo, pelo menos um dente em cada plano de força, quatro elementos bem espaçados seriam suficientes), sairiam os pilares bem afetados trocar a prótese que o paciente usa por uma prótese provisória em resina acrílica do tipo parcial fixa extensa para facilitar as cirurgias remover os dentes comprometidos e colocar alguns implantes dentários, deixando esse implantes osseointegrando pelos tempos determinados e sem carga funcional; a prótese manteria a dimensão vertical de oclusão e esses dentes remanescentes ainda preservariam a propriocepção do ligamento periodontal por um bom tempo num segundo momento, remover os dentes que funcionaram como apoios e colocar mais implantes (seis na maxila, por exemplo) Do ponto de vista psicológico, as alterações na dimensão vertical, na fala, e na mastigação também seriam mais suaves quando a transição se completasse. Havendo tempo entre as extrações dentárias e as colocações dos implantes, seu impacto geral na estética seria menor. Andamos bastante entre o final dos anos 1980 e por todos os anos 1990 fazendo esse tipo de transição dente e implante. Leituras fundamentais desta fase transição dente e implante Balshi TJ. The Biotes conversion prosthesis: a provisional fixed prosthesis supported by osseointegrated titanium fixtures for restoration of the edentulous jaw. Quintessence Int 1985;16(10):667-77. Balshi TJ. Converting patients with periodontally hopeless teeth to osseointegration prostheses. Int J Periodontics Restorative Dent 1988;8(2):8-33. Destaco aqui o pioneirismo do Prof. Dr. Thomas Balshi ( na foto abaixo ): os artigos acima provavelmente foram os que primeiro impulsionaram essa fase de conversão dente e implante: (A partir da esq.): Tom Balshi (pai), John Brunski, e Stephen Balshi (filho), no IN2013. Foto: arquivo pessoal. Talvez, trabalhando em paralelo ou não, a publicação abaixo que corroborava as teorias acima: Schnitman PA, Wohrle PS, Rubenstein JE. Immediate fixed interim prostheses supported by two-stage threaded implants: Methodology and results. J Oral Implantol 1990;16(2):96–105. Abaixo, outro artigo importante que mudou a prática de muita gente, colocando os implantes dentários no centro das atenções, nesses pacientes com dentição terminal: Nevins M. Periodontal prosthesis reconsidered. Int J Prosthodont 1993;6(2):209-17. Você sabe o que é o "Myron Nevins Research Competition"? ISPRD25: Confira a programação clicando na imagem No começo dos anos 2000 , Morton Amsterdam e Arnold Weisgold escreveram esse clássico como reflexão de toda a terapia proposta: Amsterdam M, Weisgold AW. Periodontal prosthesis; a 50-year perspective. Alpha Omegan 2000;93:23-30. Recomendações adicionais foram realizadas, especialmente para o desenho das áreas de pôntico: Kinsel RP, Lamb RE. Development of gingival esthetics in the terminal dentition patient prior to dental implant placement using a full arch transitional fixed prosthesis: a case report. Int J Oral Maxillofac Implants 2001;16:583–589. E deste ponto em diante, a história da transição se confundiria com os protocolos de colocação / carga imediata nos implantes dentários. Mas as próteses parciais fixas extensas sobre implantes tornavam-se a realidade do milênio: Balshi TG, Wolfinger G. Immediate loading of dental implants in the edentulous maxilla: case study of a unique protocol. Int J Periodontics Restorative Dent 2003;23(1):37-45. Cordaro L, Torsello F, Ercoli C, Gallucci G. Transition from failing Dentition to a fixed Implant-Supported Restoration: a staged approach. Int J Periodontics Restorative Dent 2007;27(5):481-487. Nos Dias Atuais, a transição Dente e Implante se tornou mais fácil? Dez Itens de Atenção nas Próteses sobre Implantes Para a tecnologia atual disponível, que pode prever até a trajetória do canal de acesso aos parafusos protéticos, além da posição e angulação dos implantes dentários, a resposta é sim. Entretanto, sentir a quantidade e a qualidade óssea continua tão importantes quanto definir o desenho da prótese e a distribuição dos contatos oclusais. Nesse sentido, mudanças nas posições dos implantes são possíveis, especialmente em casos de carga imediata. Os dentes naturais comprometidos continuam excelentes referências do nível vertical de parada da futura prótese sobre implantes, esteja ela programada com ou sem gengiva artificial. Assim, a futura posição da margem gengival ou cervical dessa prótese fixa sobre implantes deveria ser "programada" no modelo de gesso ou virtualmente, já que a maioria dos sistemas computadorizados atuais permite. Entretanto, é bom ficarmos de olho: a reabsorção óssea, nos casos de arcadas totais, não é algo que pode ser previsto com segurança, tanto no sentido vertical quanto horizontal. A maxila é mais sensível. Pacientes que passam por esse tipo de transição demoram um pouco para lidar com as mudanças O condicionamento do tecido mole também pode demorar e deve ser feito com paciência nas áreas de pônticos múltiplos Use quantos jogos de próteses provisórias fixas forem necessários para detectar com precisão quando o paciente estará confortável. Não há mais dentes, só os implantes dentários, e o nível de propriocepção é bem diferente nos primeiros meses até que seu paciente tenha mais confiança. Não existe um "consenso oficial" sobre as posições dos implantes nos alvéolos: distribua-os sobre a maior área circunferencial possível, coloque implantes adicionais se houver dúvida, e monitore as respostas dos pacientes em função do tempo.

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