top of page

Resultados de busca

Buscar neste site

459 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Silano, adesivo, jateamento? Tudo junto e misturado? Qual protocolo de adesão à zircônia é mais efetivo?

    Processo de adesão à zircônia: o que será que funciona melhor? “Estava bom quando era só fosfato de zinco...daí, chegou o ionômero, muito legal para o lance da cárie... e então veio o tal de cimento resinoso para...complicar”. Quem não ouviu essa frase nos corredores das universidades ou dos cursos não viveu os últimos 20 anos de profissão!   O leitor e a leitora deste blog sabem o que é fazer "adesão" na clínica: atenção, cuidado e delicadeza. Prenda a respiração e solte devagar! Não tem outra receita. Mentira: tem sim, aquela que vem na bula: faça isso, não faça aquilo, etc. No laboratório, as orientações são da mesma natureza: façam isso, não façam aquilo.   Estamos falando de adesão, em especial, à zircônia (óxido de zircônio). Este material que hoje pode ser monolítico ou servir como infraestrutura em restaurações e tem porcentagens variadas de óxido de ítrio como material dopante (3%, 5%, 8%) dependendo da sua aplicabilidade (estrutural ou estética).   Voltando à adesão, o ponto é: se existem diversos protocolos para adesão à zircônia, será que existe algum que funciona melhor? Ou, será que algum deles dura mais? Saliva, sangue, enzimas e outros fluidos são fatores limitantes, sem falar na variabilidades dos protocolos para tratar a superfície. Processo de adesão pela tecnologia MDP.   Mas qual silano, adesivo, jateamento? Tudo junto e misturado? Qual protocolo de adesão à zircônia é mais efetivo?   Então, vamos à revisão sistemática mais recente , que conseguiu extrair simplesmente 77 estudos de mais de 8000 referências, colocando-os numa meta análise, ou melhor, em várias. Estamos falando do momento do "boom" (anos 2000) até 2023, sendo apenas estudos in vitro, contendo grupos de tratamento e controle, com testes de tração e cisalhamento, relatando as médias e o desvio padrão das resistências adesivas (em MPa). Bem, muita calma nessa hora. Primeiro, vamos aos possíveis tratamentos de superfície: controle jato de ar abrasivo cobertura com sílica condicionamento por infiltração seletiva laser condicionamento com solução à quente plasma de gases Segundo, aos componentes comuns nos primers e nos cimentos resinosos: controle 10-MDP outros monômeros acídicos (que não o 10-MDP) silano HEMA silano + 10-MDP silano + outros monômeros acídicos HEMA+ 10-MDP silano + HEMA + 10-MDP silano + HEMA+ outros monômeros acídicos silano + HEMA   Como são apenas testes laboratoriais, os de macro cisalhamento foram os mais frequentes (60%). Aquele quadradinho, disquinho ou bolachinha, onde o "recheio" contém tratamento de superfície. Por outro lado, o número de testes de micro tração (o famoso palitinho) ainda é pequeno. Com relação aos tratamentos de superfície, o jato de ar abrasivo lidera o ranking (54 artigos), seguido pela cobertura com sílica, laser, plasma de gases e condicionamento com solução à quente. Por fim, as combinações mais frequentes entre os componentes de primers e cimentos resinosos foram o “silano + 10-MDP” e “HEMA +10-MDP”.   Atenção:  o risco de vieses foi considerado de médio a alto, com menos de 4% dos estudos relatando como calcularam ou randomizaram suas amostras. Fato preocupante.   Com relação aos tratamentos de superfície, todos foram mais efetivos que o controle, tanto nas condições imediatas quanto envelhecidas, exceto pelo plasma de gases. Com relação aos componentes dos tratamentos de superfície, aqueles contendo 10-MDP (10-MDP (10-MDP, silano + 10-MDP, HEMA + 10-MDP, silano + HEMA + 10-MDP) foram os mais efetivos na adesão à zircônia. O 10-MDP no primer ou no agente cimentante ultrapassa o desempenho dos outros monômeros acídicos no quesito resistência adesiva. O jateamento de ar abrasivo com partículas menores (25-53 micrometros) foi mais efetivo do que o jateamento com partículas maiores (110-150 micrometros) no curto prazo, mas sem diferenças no longo prazo. Rocatec Soft e Plus mostraram-se superiores ao Cojet , mas os dois primeiros não são diferentes entre si, tanto na condição inicial quanto envelhecida.   Fato importante:  todos os valores de resistência adesiva caíram com o envelhecimento artificial. Entretanto, essa tendência pode ser mitigada pelo jateamento e cobertura com sílica.   E a última observação:  futuros experimentos sobre adesão à zircônia deveriam ter uma padronização de suas metodologias (o grau de inconsistências nas meta análises é alto), o que permitirá uma extrapolação melhor para novos estudos clínicos.

  • Até que ponto vai a sua “fé cega” nos materiais dentários?

    Materiais dentários: só fazem o que o operador manda Independente da categoria, materiais dentários (odontológicos) são nada mais do que materiais criados, embalados e acompanhados de uma bula de instruções. Pelo raciocínio acima, temos plena confiança em sermos os portadores de algum objeto mágico capaz de desafiar as leis da física, da química, e talvez da matemática. Olha, que me desculpem os mais afoitos: não é o cajado do mago Merlin, a varinha do Harry Potter , e muito menos a espada Excalibur . Na verdade, é a somatória da sua "criatividade marota tipo quinta série" com a falta de educated guess  (o tipo de palpite advindo de anos de experiência investigativa). Ou seja: um desastre total. Já presenciei situações onde o material de moldagem fora usado diretamente na boca, mas sem uma moldeira. Isso mesmo que você leu! E não me refiro à alguma técnica em prótese total, por exemplo, onde podemos usar a godiva marrom com uma moldeira que não possui bordas laterais . Não ouse dizer que isso é coisa de velho. Como dizia um outro colega: “coloque tudo o que você puder nos bolsos, porque nunca sabe realmente quando vai precisar”. Voltando à cena do crime: o material de moldagem estava nu, sem as suas “roupas cerimoniais”. E tem mais: esse silicone fora colocado sobre os transferentes dos implantes dentários para funcionar como “moldagem de arrasto”. Ah, mas você pode dizer que os componentes mesmos estavam esplintados (com resina de precisão e fio dental). Ora, uma coisa não compensará a outra. Porque, até onde eu sei, o sinônimo de “moldeira Wi-Fi” é a câmera de escaneamento intraoral. Continuando: depois de algum tempo (que só Deus pai, todo poderoso, saberia dizer), essa “massa” foi removida da boca e colocada sobre a bancada de trabalho. Polimerizado, mas desprovido do único aspecto que lhe garantiria a menor distorção possível, o pobre silicone ficou lá, esperando a vontade do seu dono. Era o desconhecimento total da terceira lei de Newton: ação e reação. Se a massa de silicone, uma vez rígida, for removida do seu local, haverá o efeito rebote. Solução? Reaquecer o molde , pelo menos, se for uma cópia negativa sobre dentes. Mas de que forma esse silicone fora manipulado? Só havia massa densa. Nem sinal da pasta fluida. Não consegui me conter, perguntando ao colega: por favor, explique porque você não usou a moldeira? Sua resposta foi: porque é uma “técnica nova” (que ele não conseguiu dizer de quem emprestou ou de onde leu). A minha analogia foi imediata: como seria se você tentasse comer arroz, bife e batata sem o garfo e a faca? Vá além da fé cega nos materiais dentários 6 perguntas e respostas: muralha de silicone no mundo da prótese dentária O material que compõe a moldeira confere sua rigidez. Moldeiras metálicas têm mais precisão do que moldeiras plásticas , principalmente se as últimas tiverem suas paredes flexíveis porque não há como direcionar a contração do material de moldagem. São 20 anos de comprovação científica. Finalizando: se você não lembra, sacrilégio é quando profanamos um sacramento. Aqui, guardadas as proporções e sem ofensas à religião de ninguém, foi o sacramento da moldagem. Muito cuidado com a “fé cega” nos materiais dentários. É o caminho da perdição na profissão.

  • Bruxismo: como diagnosticar nos dias atuais?

    Bruxismo: causas multifatoriais. “Olha, você está apertando os seus dentes” é uma frase muito ouvida pelos pacientes nos consultórios odontológicos. Logo vem à mente uma sugestão: “bruxismo”. Além dos dentes naturais, o bruxismo coloca em risco desde a mais simples resina composta até as restaurações sobre implantes dentários. Outros sinais incluem a linha branca que se forma na lateral das bochechas, as bordas onduladas da língua, a apneia obstrutiva do sono, consumo de álcool exagerado, qualidade do sono ruim, estresse relacionado à atividade profissional, etc.   Pelos conceitos atuais, o bruxismo está além do apertar dos dentes: envolve a atividade motora dos músculos mastigatórios, que pode ocorrer durante o sono (bruxismo do sono) ou quando estivermos acordados (bruxismo em vigília). Durante o sono, essa atividade muscular pode ser rítmica ou não rítmica. Em vigília, essa atividade constitui o contato dentário repetitivo e sustentado pela mandíbula.   Em ambas as situações, é importante ressaltar que não temos desordens do sono ou desordens de movimento. O bruxismo é uma característica especial e multifatorial.   Assim, como profissionais, nós precisamos de uma ferramenta de verificação que realmente consiga entender os pacientes por completo. Reuni-las e dar sentido ao diagnóstico não é uma tarefa fácil.   Entretanto, a proposta mais recente é conhecida como STAB ( Standard Tool for the Assessment of Bruxism ), concebida por uma grande equipe de professores após dois consensos .   Essa ferramenta (STAB), que é um questionário com perguntas e questões de múltipla escolha em 66 itens, está dividida basicamente em dois eixos:   eixo A = avaliação das condições e consequências do bruxismo eixo B = avaliação dos riscos, etiologias e comorbidades no bruxismo   No eixo A , os profissionais navegam por três áreas básicas em nove partes: relatório do paciente: com respostas para perguntas sobre seu bruxismo do sono (A1), bruxismo em vigília (A2), e para as queixas dos pacientes (A3) relatório do clínico: exames validados para o aspecto articular/muscular (A4), tecidos extra e intrabucais (A5), dentes e restaurações (A6) relatório tecnológico:  uso da polisomnografia para estudar os músculos no bruxismo do sono (A7 ) , bruxismo em vigília (A8), instrumentos adicionais (A9)    No eixo B , os profissionais navegam por cinco áreas: exame psicossocial (B1) exame das condições relacionadas ao sono (B2) exame das condições não relacionadas ao sono (B3) medicamentos prescritos e uso de substâncias (B4) fatores adicionais (B5)   Ainda, na publicação original , há links para os formulários que contêm as pontuações em cada área dos eixos A e B. Essa ferramenta ainda não possui uma tradução oficial e validada para a língua portuguesa, mas pode ser lida gratuitamente no link abaixo:

  • Seis livros clássicos em Prótese, Oclusão e Estética que você precisa ler

    Seis livros clássicos em prótese dentária. Depois da Periodontia, é a vez da Prótese, da Oclusão, e da Estética. Acompanhe ou relembre seis livros clássicos em prótese: Pegoraro LF, Valle AL, Bonfante G, Araujo CRP, Conti PCR, Bonachela V. Prótese Fixa. Artes Médicas, 1998. Prótese Fixa. Pegoraro et al., Artes Médicas. A memorável edição de 1998, reunindo o pensamento do grupo de professores do Depto. de Prótese da FOB-USP, muito solicitada entre graduandos, alunos da especialização e pós-graduação, com dicas essenciais para diagnóstico, moldagem, enceramento, e construção da reabilitação oral. A síntese de uma época. Dawson PE. Oclusão Funcional. Da ATM ao desenho do sorriso. 2019. Oclusão funcional. Da ATM ao desenho do sorriso. Dawson PE. Quintessence Editora Ltda. A edição mais recente, onde Peter Dawson, em 47 capítulos, divide este livro em três partes: I- A Harmonia Oclusal (ATM, Dimensão Vertical, Zona Neutra, Relação Central, Cêntrica Longa, Envelope de Movimento, Plano Oclusal), II- Disfunção (Desordens Temporomandibulares, Bruxismo), III - Tratamento (Estabilidade Oclusal, Placas, Desgastes, Enceramento Diagnóstico, Mordida Aberta Anterior, Topo a Topo, Mordida Cruzada, Apinhamento, Sobrepasse, Frêmito, O Futuro Digital) Okeson JP. Tratamento das Desordens Temporomandibulares e Oclusão. 6a edição, 2008. Tratamento das desordens temporomandibulares e oclusão. A oclusão do ponto de vista neurológico, mecanismos de dor e seus reflexos, os determinantes da oclusão, o diagnóstico das DTMS e os tipos de tratamento (placas, biofeedback e muito mais). Zarb G, Bolender C. Tratamento Protético para os Pacientes Edêntulos. Próteses Totais Convencionais e Implantossuportadas. Editora Santos, 2006. Tratamento protético para os pacientes edêntulos. Próteses totais convencionais e implantossuportadas. Na 12a edição, uma atualização da série clássica incorporando a Implantodontia, mas abordando também os conceitos de uma prótese convencional, as overdentures, e as próteses fixas aparafusadas sobre implantes. Rufenacht CR. Fundamentos de Estética. Quintessence, 1998. Fundamentos da estética. Uma obra clássica, partindo da análise facial, passando pela análise labial, e depois para a análise dentária daquilo que compõe um sorriso agradável. Ainda, pequenas manobras em Prótese e Periodontia para resolver alguns problemas. Turano JC, Turano LM. Fundamentos em Prótese Total. Quintessence, 1998. Fundamentos de Prótese Total. O mais requisitado em todas as disciplinas de prótese total. Consagrado por sua linguagem direta e simples, mas cientificamente dinâmica, formando dezenas de gerações de profissionais.

  • Como descrever e entender as possíveis fraturas em próteses sobre dentes e implantes?

    Trincas: como descrevê-las nas restaurações dentárias? O Dr. Kenneth Anusavice faleceu em 30 de setembro de 2021. Dentre suas atividades, vocês o conhecem como o editor das edições mais recentes do livro Materiais Dentários de Skinner . Pois bem, esse professor de Gainesville, Flórida , é daqueles que “dorme com a pulga atrás da orelha”. Lembro-me muito bem: durante o meu curso de pós-graduação, ele visitou a FOB entre os anos de 2005 e 2006, porque também fazia parte do projeto Flórida . Num tour  pela universidade, ele entrou no que era conhecido como o CIP.   Eu estava lá, tomando conta da primeira máquina de fadiga cíclica para testes; ele me perguntou qual era a força de carga na máquina, eu respondi, ele disse que assim os corpos de prova não iam quebrar, eu respondi novamente dizendo que o objetivo era envelhecer as restaurações para testar microinfiltração . Ele realmente ficou curioso com o assunto e o jeito que a máquina funcionava, olhando-a atentamente. A conversa andou, e ainda falamos sobre nossas preferências no jogo de tênis (ele conhecia o André Agassi ).   Voltando: essa personalidade curiosa do Anusavice o faria escrever um artigo em 2012: uma reflexão sobre as falhas em restaurações metalocerâmicas e livres de metal, analisando todos os critérios existentes na época. Ele já percebia que o modo de relatar as falhas era pouco descritivo. Leia também: Registre seus implantes, próteses e enxertos no mesmo lugar  Agora, acesse a tabela abaixo . Fraturas em próteses: como registrar? Doze anos depois, a tabela para registrar fraturas em próteses continua atual, e qualquer profissional, independente do seu conhecimento, pode preenche-la caracterizando as fraturas em próteses sobre dentes e implantes. É o que você leu num dos posts de outra sessão desta página: se não sabemos o que está acontecendo na clínica...

  • Os cinco mandamentos na prótese total convencional e sobre implantes

    Prótese total convencional com palato incolor A prática da prótese total convencional , conhecida no Brasil como confecção de dentadura (e daí o nome em inglês, "complete denture" ou "removable complete denture" , o que traz confusão porque no Brasil logo associamos erroneamente à PPR), estava simplesmente esquecida no final dos anos 1980 e começo dos anos 1990. Acreditem: a ciência de montar dentes artificiais, apesar da sapiência dos nossos mestres, beirava o "fora de moda". Não que não tivéssemos aprendido técnicas como a zona neutra , a oclusão lingualizada , e tantos outros recursos para amenizar a perda de função mastigatória e distribuir melhor a pressão sobre as áreas de apoio (mucoso em sua maioria e com pouco rebordo ósseo remanescente). Mas este cenário mudou quando os implantes dentários chegaram para ficar. A sensação de ter uma prótese fixa aparafusada, sob uma área edêntula, transformou a vida de muita gente para sempre. Tanto dos profissionais, quanto dos pacientes: As Overdentures , apoiadas sob duas raízes remanescentes na região anterior, agora seriam fixadas sobre um encaixe tipo bola ou barra/clipe, que fica aparafusada ou conectada aos implantes. As Próteses Totais Fixas seriam conectadas sobre 4-5 implantes dentários distribuídos ao longo dos rebordos. E com essas mudanças, a necessidade de aprendermos dois aspectos importantes: Primeiro , entrava em cena uma nova "maneira de moldar": a transferência dos componentes protéticos (ao nível da cabeça dos implantes ou pelos componentes conectados aos intermediários ). Aqui, por muitos anos, nossas escolhas ficaram entre componentes de moldeira aberta ou moldeira fechada . Segundo , as infraestruturas deveriam ser enceradas e obtidas conforme o espaço interoclusal, e isto pressupunha conhecimentos biomecânicos, como: Qual o comprimento máximo da barra considerando o cantiléver? Qual a espessura da barra na área de secção transversal? Qual seria o material para confeccionar a barra? A barra seria monobloco ou fundida em pequenas peças para soldagem? O espaço remanescente seria suficiente para a resina da flange e os dentes artificiais? Para que tudo isso desse certo, os conhecimentos em prótese total ficaram ainda mais indispensáveis, principalmente porque o desejo de retirar o palato da prótese foi executado em centenas de casos. Assim, se você é iniciante na prótese total (convencional ou sobre implantes), precisa aprender rapidamente os 5 mandamentos abaixo: estude as áreas de retenção disponíveis: com certeza, próteses totais sobre implantes têm maior frequência na mandíbula, mas nem sempre as mesmas são necessárias na maxila totalmente edêntula; o espaço interoclusal disponível conta muito: este fator só pode ser estudado corretamente com os modelos de gesso montados no articulador semiajustável (físico ou virtual) e será importante para determinar a altura, a largura e a espessura da infraestrutura; o suporte labial da prótese total superior: o quanto é possível remover de altura da base de resina acrílica rosa e como isto muda/afeta o suporte labial poderá ser verificado com uma foto frontal em repouso e em sorriso forçado; simplifique o desenho da prótese : pacientes diferentes possuem capacidade financeira e de manutenção diferentes; acompanhe o tratamento de perto nos primeiros meses: implantes dentários não possuem ligamento periodontal e a prótese fica sob a carga oclusal que o paciente "acha" que precisa para cortar e mastigar os alimentos, resultando em fraturas e trincas.

  • Conexões protéticas e a perda óssea marginal: a revisão mais recente

    A perda óssea marginal em função do tipo de conexão protética A imagem acima não está no artigo original, mas ela pode ser criada pela leitura dos dados na revisão sistemática mais recente   sobre o tipo de conexão protética e a perda óssea marginal, que traz fatos interessantes. são mais de 45 mil implantes analisados (sensacional!) cada ponto da imagem acima reflete o resultado de uma meta-análise (o famoso summary effect  , que fica no pé do gráfico de floresta ) as conexões se dividem em quatro tipos   (hexágono externo (em azul), bone level com inclinação interna menor do que 45 graus (em laranja), bone level com inclinação interna maior do que 45 graus (em cinza), e tissue level (em amarelo). pela imagem acima, está claro como a perda óssea varia ao longo do tempo (5 anos) e de cada tipo de conexão utilizada Mas o que isso muda em nossa clínica? Difícil dizer: a biologia de cada paciente é mais do que um simples número. Existem milhares de pacientes com HE (e está tudo bem) e existem milhares de pacientes com conexões internas (e está tudo bem também) . Obviamente, os resultados contidos na imagem acima também são fruto de um programa de higienização muito bem instaurado, com pacientes verdadeiramente conscientizados.

  • Coroas fundidas em prótese fixa: nossas preocupações com as margens

    Sonda exploradora: mantenha-a sempre em dia. Um daqueles finais de semana falando sobre rock and roll , mensagem vai, mensagem vem, e de repente: “...meu amigo, estou perdendo o sono! Eu testo a adaptação da prótese na boca, está tudo bem. Depois da radiografia, parece que uma das margens está aberta!” E foi assim que o grande Luiz Ramos Junior   e eu abrimos uma investigação rápida na literatura. Afinal, o que se passava? Depois de um mês e meio de troca de conversas e muita pesquisa: “Luiz, acho que encontrei o começo da resposta”. Se você faz radiografia digital,   saiba que os filtros configurados nos programas podem gerar um resultado falso-positivo , como este que o Luiz Ramos Jr. descreve nas margens. Traduzindo: uma área bem adaptada clinicamente parece uma "abertura" na imagem. Sim, é um artefato de técnica; sim, é de tirar o sossego! Tanto Luiz quanto eu fizemos pós-graduação estrito sensu  na mesma universidade  e na mesma área. Aprendemos como verificar se uma coroa fundida está ou não com a margem aberta depois de assentada. Outra coisa que fazíamos era olhar o aspecto externo da margem da coroa com a margem do preparo usando um microscópio com lentes de aumento, antes e após a cimentação. Desta forma, analisávamos a distância linear conhecida oficialmente como “discrepância de assentamento ”. Verdade, podemos ir além: cortarmos as coroas e ver as suas margens internas.  Daí, chegaremos à constatação mais verdadeira de toda prótese fixa: difícil (praticamente impossível) essas margens terem valor zero em toda a circunferência da restauração. Veja que estamos falando ou do ponto médio da face vestibular ou da face lingual. É “um ponto” num perímetro cervical entre 35.000 a 40.000 micrometros. Se andássemos nesta periferia pelo menos em intervalos de separação de 1,5 - 2mm (1500 - 2000 micrometros), poderíamos analisar uns 20 pontos. Hoje, com a tecnologia CAD/CAM, é possível fazer esta inspeção virtual . Margens abertas aumentam a chance de dissolução do cimento; certamente são caminhos para acúmulo de todo o tipo de material ou resíduo transportado pela saliva. Os valores médios históricos desejáveis   nas margens podem chegar aos 120 micrometros . O que é um micrometro? São 0,001 milímetros. Problema:  existem agentes menores que podem “estacionar nestas paradas” . Um deles é a bactéria responsável pela doença periodontal ( A. actinomycetemcomitans , dimensões entre 0,5 e 1,4 micrometros), se as suas colônias não forem desorganizadas pela higienização diária. Para finalizar e melhorar a nossa precisão diagnóstica: uma sonda exploradora nova:   ponta com média de 55 micrometros. uma sonda exploradora usada: ponta com média entre 110 e 220 micrometros. @luizramos.jr  , longa vida ao rock and roll e aos nossos bate-papos! Clique aqui e leia mais sobre as margens das coroas e a microinfiltração

  • Estereognose oral em pacientes com e sem fissura de lábio e palato: o efeito da mastigação

    Estereognose oral em pacientes com e sem fissura de lábio e palato: o efeito da mastigação. Avaliação da estereognose oral em indivíduos dentados e edêntulos com e sem fendas labiopalatinas antes e depois da mastigação Ana Paulo Ribeiro do Vale Pedreira Wellington Cardoso Bonachela Paulo Henrique Orlato Rossetti João Henrique Nogueira Pinto A estereognose oral muda em função das fendas labiopalatinas? Abstract The purpose of this study was to evaluate the differences in oral stereognosis ability between dentate individuals and denture wearers with and without cleft lip and palate before and after chewing. Fifty subjects were divided into three groups : Group 1 was 20 dentate subjects (ages between 21-49 years), Group 2 was 20 denture wearers without cleft lip and palate (ages between 42-70 years), and Group 3 was 10 denture wearers with cleft lip and palate (ages between 24-60 years). All complete dentures had a mean use time of three months, good retention, clinical stability, and supporting tissues with no signs of inflammation. The subjects were asked to recognize six different test pieces. Pieces were inserted and manipulated between the maxillary and mandibular central incisors, before and after chewing a slice of raw carrot. Only correct responses received one point. Data analysis on oral stereognosis levels before and after chewing was conducted with statistical software, with a level of significance of p<0.05. Statistically significant differences in the oral stereognosis levels were observed before and after chewing only in the dentate group. Oral stereognosis levels of dentate subjects were higher than those observed in edentulous subjects. Oral stereognosis levels of denture wearers with cleft lip and palate were lower than those observed in edentulous subjects without clefts ; chewing did not influence the oral stereognosis levels in edentulous patients. Further studies are necessary to evaluate the effects of repeated chewing on the oral stereognosis levels.

  • Correlação entre a adaptação marginal e infiltração em coroas totais com três tipos de cimentos

    Adaptação marginal e microinfiltração em coroas totais com três tipos de cimentos. A adaptação marginal é um dos aspectos mais importantes dentro da prática da prótese fixa. As margens devem ficar o mais próximas possível para evitar a microinfiltração marginal. Correlation between margin fit and microleakage in complete crowns cemented with three luting agents Paulo Henrique Orlato Rossetti Accacio Lins do Valle Ricardo Marins de Carvalho Mario Fernando de Goes Luiz Fernando Pegoraro Afinal, qual é o grau de adaptação marginal em função do tipo de cimento dentário usado? Abstract Microleakage can be related to margin misfit. Also, traditional microleakage techniques are time-consuming. This study evaluated the existence of correlation between in vitro margin fit and a new microleakage technique for complete crowns cemented with 3 different luting agents. Thirty human premolars were prepared for full-coverage crowns with a convergence angle of 6 degrees, chamfer margin of 1.2 mm circumferentially, and occlusal reduction of 1.5 mm. Ni-Cr cast crowns were cemented with either zinc phosphate (ZP) (S.S. White), resin-modified glass-ionomer (RMGI) (Rely X Luting Cement) or a resin-based luting agent (RC) (Enforce). Margin fit (seating discrepancy and margin gap) was evaluated according to criteria in the literature under microscope with 0.001 mm accuracy. After thermal cycling, crowns were longitudinally sectioned and microleakage scores at tooth-cement interface were obtained and recorded at ×100 magnification. Margin fit parameters were compared with the one-way ANOVA test and microleakage scores with Kruskal-Wallis and Dunn's tests (alpha=0.05). Correlation between margin fit and microleakage was analyzed with the Spearman's test (alpha=0.05). Seating discrepancy and marginal gap values ranged from 81.82 µm to 137.22 µm (p=0.117), and from 75.42 µm to 78.49 µm (p=0.940), respectively. Marginal microleakage scores were ZP=3.02, RMGI=0.35 and RC=0.12 (p<0.001), with no differences between RMGI and RC scores. The correlation coefficient values ranged from -0.27 to 0.30 (p>0.05). Conclusion: Margin fit parameters and microleakage showed no strong correlations; cast crowns cemented with RMGI and RC had lower microleakage scores than ZP cement.

  • Diagnóstico de dente trincado: o que observar?

    A maioria das trincas dentárias pode ser assintomática e, quando identificadas, responder de uma forma diferente dos estímulos naturais de quente e frio. Ouça no artigo abaixo informações importantes sobre o diagnóstico do dente trincado: Diagnóstico de dente trincado: achados atuais.

  • 6 perguntas e respostas: muralha de silicone no mundo da prótese dentária

    Muralha de silicone: uma bússola na construção da prótese dentária. Foto: arquivo pessoal. Até agora, o dispositivo mais simples que todo profissional de prótese dentária pode criar com as próprias mãos! A chave, índice, matriz ou muralha de silicone (nomes mais conhecidos) tornaram-se ferramentas essenciais no dia a dia da clínica e do laboratório de prótese. Confira abaixo as seis dicas derivadas de perguntas frequentes sobre o uso deste material: Posso começar a selar o canal de acesso aos parafusos da prótese sobre implante com silicone? Sim. Para substituir a tradicional bolinha de algodão. Tanto o algodão quanto o silicone são de fácil remoção com a ponta de uma sonda exploradora. Mas não se esqueça de cobri-los com uma resina acrílica ou resina composta. Posso localizar o canal de acesso aos parafusos com silicone? Sim. Antes de selar definitivamente as embocaduras dos canais, prepare uma porção e coloque sobre a superfície oclusal da prótese sobre implantes , certificando-se que parte do silicone “invada” os canais. Após a polimerização, remova a matriz e recorte exatamente nestas marcas, deixando as perfurações. Guarde a matriz. No futuro, quando for trocar os parafusos, você saberá exatamente onde eles estão, independente da cor da resina que sele os orifícios. Posso deixar a muralha de silicone incolor "mais rígida"? Sim, ela pode ficar mais resistente. No modelo de gesso que possui o enceramento, isole a gengiva marginal livre criando um batente com tira de cera em bastão. Depois, faça uma “caixa de dicagem” com cera rosa número 7 ao redor da área desejada. Aplique o silicone incolor (dureza Shore recomendada entre 70 e 75) até o topo desta caixa. Leve ao forno de polimerização (sem água) usando 3-4 atm de pressão. Posso usar a matriz de silicone como indicar de posição? Sim, a indicação clássica: após a montagem dos dentes artificiais, porque ela vai mostrar qual a altura, espessura e largura da infraestrutura metálica ou cerâmica, o espaço para aplicação da base de resina acrílica, o espaço para utilização de um attachment  (encaixe), etc. Ao mesmo tempo, em reabilitações extensas, com os modelos mestre já montados no articulador, serão criados dois índices de silicone: o oclusopalatino e o vestibular. Eles podem ser encaixados e desmontados para melhor visualização do trabalho. Aqui, tome um café com seu(a) técnico(a) preferido(a) de laboratório para conhecer melhor esta ferramenta fantástica! Posso usar a matriz de silicone como controlador de espessura? Sim, outra indicação clássica: com o enceramento diagnóstico pronto, tudo o que vier depois (núcleos, reconstruções coronais, infraestruturas) deverá respeitar os limites da matriz. Considere também que no preparo para laminados cerâmicos , a matriz pode ser recortada em diversas alturas horizontais, mas que permanecem unidas (semelhante ao molho de chaves) e o profissional pode verificar se o preparo está adequado nos níveis incisal, médio e coronal. Posso usar a matriz de silicone como suporte para o material de reconstrução? Sim. É frequente quando fazemos restaurações em resina composta, completando as superfícies palatinas ou até mesmo o recontorno proximal e vestibular. Hoje, tornou-se mais fácil com o uso do silicone incolor, com perfurações para a ponteira do fotoativador. Mas, se como diz o ditado, “quem tem amigo tem tudo”, “quem tem técnico de confiança então...” Abaixo, dois endereços de pessoas que fazem do laboratório grandes momentos de reflexão e inspiração. Muito obrigado!!! Sidnei Martins @scientiadentalis José de Arimatéia Rabelo (in memoriam) @josedearimateia.rabelo

bottom of page