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  • Professores: vocação e curiosidade

    Ensinar é uma vocação. É um chamado. É uma febre instantânea, que não tem cura. Aliás, esse “dom” está ligado à curiosidade. Quando este último aspecto do ser humano leva ao primeiro, ele retroalimenta o ciclo. Faça seu próprio diagnóstico: você acorda com esse tipo de centelha mental ou brilho nos olhos quantas vezes por semana? Anda dormindo com o seu livro preferido quantas vezes? Bem-vindo! Bem-vinda! Porém, apenas parte desse ato nobre está em ler e compreender. Grandes mestres sabem que é preciso transmitir de forma contínua. Nem que sejam apenas cinco minutos de sabedoria. Aqui entram a didática e suas ferramentas capazes de incutir na cabeça dos nossos espectadores os ensinamentos mais complexos. Nem todos o são, obviamente, absorvidos de imediato. E um professor(a) só vence essa etapa com muita dedicação e a paciência. Dizem por aí que não existem mais grandes professores. Discordo. Estão em toda parte. Muitos ainda continuam nas salas de aula, enquanto outros criaram seus canais em diversas redes sociais. Podem até não ser valorizados ou terem a quantidade de likes como merecem. Entretanto, isto nunca os impediu de cumprir a vocação. Não se pode trancar o conhecimento numa cela e jogar a chave fora. Ele escapará por entre as grades ao menor sinal de interesse público ou privado. E pode ser pego por quem menos se espera. Porque muitas vezes somos chamados de obsessivos ou loucos? Porque a curiosidade leva ao questionamento até da própria sombra. Também, outra característica peculiar é nunca darmos a mesma aula duas vezes. Sim, o conjunto básico de slides está lá, mas ao prestamos bastante atenção “nesse” ou “naquele” dente, prótese, ou implante dentário, sempre sentimos que poderíamos ter feito melhor. Disso resulta outra missão difícil, mas não impossível: tentar abreviar futuros dissabores dos nossos alunos. Claro, nenhum professor sabe tudo. E mesmo depois de anos de prática, muita coisa ainda nos surpreende. Contudo, desse exercício de “idas” e “vindas” nasce uma lupa. No mundo da inteligência artificial, fotos, vídeos e todos os outros tipos de documentos podem ser criados, manipulados e distorcidos. A perfeição é tamanha, de dar inveja aos seus bisavôs digitais que “fechavam” digitalmente as papilas de tecido mole. Como ficamos nessas horas? Acho que vou limpar os meus slides!!! Daí, também percebe-se porque os periódicos científicos andam de cabelo em pé. Grandes mestres desistem dos seus pupilos? Não. O tempo mostra que a velocidade de sedimentação e aplicação do conhecimento variam. Nunca se sabe quando aquela figura desinteressada será líder do amanhã. De certo, enquanto houver curiosidade (nossa e deles), haverá professores e alunos nas salas (físicas e/ou virtuais). Muito obrigado aos meus alunos e alunas pela paciência e pela honra de poder ensinar-lhes o que sei de Odontologia!

  • revista ImplantNews 2024 - volume 9, número 4: túnel do tempo

    O resgate histórico dos fatos importantes que marcaram a reabilitação oral há 20 anos, na seção túnel do tempo, da revista ImplantNews 2024, volume 9, número 4: A transformação da prótese total em fixa sem o palato no procedimento de carga imediata Quando aprendemos onde recobrir e onde não recobrir uma infraestrutura feita em zircônia Começa o entendimento da carga imediata na maxila totalmente edêntula Quando implantes de zircônia osseointegram da mesma forma que implantes de titânio Quando descobrimos que era possível colocar um implante em locais de raízes dentárias retidas As distâncias horizontais e verticais entre dentes e implantes na formação das papilas de tecido mole Coroas unitárias colocadas sobre implantes imediatos e as taxas de sobrevivência Taxa de sobrevivência de próteses fixas sobre implantes em pacientes suscetíveis à periodontite: 5 anos de acompanhamento A primeira revisão sobre a influência da conicidade do implante na sua estabilidade primária e secundária Frequência de ressonância para implantes sob carga oclusal precoce ou imediata A influência da topografia de superfície no implante na ativação da inflamação e sua resolução Quando a micro topografia influencia na orientação das células ósseas e formação de colágeno nos implantes Nas redes: @revistaimplantnews @in.laoc

  • revista ImplantNews 2024 - volume 9, número 4: colunas e colunistas

    Confira as colunas e colunistas da revista ImplantNews 2024, volume 9, número 4: Guaracilei Maciel Vidigal Junior - Estratégias para RAPG em segmentos com três dentes ou mais. Elcio Marcantonio Jr - Defeitos do tecido mole peri-implantar: da etiologia ao tratamento. Marco Bianchini - Tratamento periodontal cirúrgico x não cirúrgico. Júlio Joly, Paulo Mesquita, Robert da Silva - Viva o ImplantePerio: 20 anos de consolidação da nossa filosofias. David Morita - Um abismo criado pelo digital nos laboratórios de prótese. Diego Klee - Implantes do tipo cone Morse: posso usar em qualquer situação? Fábio Bezerra - Espiral da Morte do Implante (EMI). Ivete Sartori - Importância da fotografia e das linhas de referência facial para planejamento de reabilitação implantossuportada. Nivaldo Vanni Filho - Odontologia e os canabinoides: o que há de novo. Maristela Lobo - Métricas faciais angulares contribuindo para o diagnóstico da face em perfil: o ângulo nasolabial. Plínio Tomaz - Cinco formas de aumentar o faturamento no consultório. Nas redes: @revistaimplantnews @in.laoc

  • revista ImplantNews 2024, volume 9, número 4: artigos científicos

    revista ImplantNews 2024, volume 9, número 4, com seus artigos científicos em destaque: A relevância dos detalhes técnicos no tratamento cirúrgico da erupção passiva e ativa alteradas Resolução de caso complexo de peri-implantite em região posterior de mandíbula envolvendo aumento ósseo vertical com tela de titânio e implante curto Enxerto ósseo xenógeno interposicional na região anterior da mandíbula para aumento vertical do rebordo e posterior reabilitação implantossuportada Cirurgia periodontal sem elevação de retalho para tratamento de sorriso gengival Cirurgia guiada de implantes em área anterior e provisionalização imediata Utilização da técnica de estratificação sobre uma cerâmica vítrea e sua eficácia na regularização de substratos com alteração de cor Reações teciduais aos materiais de sutura no plano muscular de ratos Implantes dentários extralongos extrasinusais em osso zigomático utilizando perfuração ultrassônica: série de casos com 46 implantes e 18 pacientes com 24 meses de acompanhamento Procedimentos de preservação do rebordo alveolar: uma revisão integrativa da literatura sobre estudos clínicos randomizados controlados Fenótipo periodontal: classificação e relevância clínica Reconstrução óssea anterior com biomateriais heterógenos, enxertia conjuntiva e implante osseointegrado em uma única etapa cirúrgica, e finalização com restaurações em zircônia monolítica Microdureza, porosidade e rugosidade em resina acrílica termopolimerizada por um novo equipamento experimental https://revistaimplantnews.com.br @revistaimplantnews

  • Como fazer uma boa documentação para descrever um caso clínico?

    Casos clínicos: o leitor só sabe daquilo que você escreve Casos clínicos podem ser interessantes, inovadores, ou trazerem achados inesperados. Toda a literatura científica está repleto deles. À primeira vista, fazer anotações para um caso clínico ser enviado à alguma revista ou periódico parece...moleza. Só que não é. Nesse momento, as duas habilidades mais importantes que você precisa são: a sua organização em relação ao tempo, às fotos certas, e aos detalhes do caso clínico. Esses detalhes se encontram nas fotos e na ficha clínica. Se você é uma pessoa atenta aos fatos, certamente vai conseguir descrever com precisão aquilo que a sua equipe fez. Entretanto, a maioria não é. Por dois motivos: primeiro, porque nunca tentou, treinou ou não se programou. Segundo, porque não tem rotina para observar, descrever e fotografar com os olhos atentos. Também, é necessário ter alguma experiência para saber quando o caso clínico poderá despertar interessante numa revista científica. Volte ao começo desse post e releia: são os casos clínicos inovadores, interessantes, inesperados. Nem todos os casos clínicos possuem dentes longos, gengivas espessas, ou "ficam bem" nas fotos, como num desfile de modelos. O que as revistas buscam é uma descrição detalhada que possa guiar seus leitores do começo ao fim, que traga uma luz sobre uma nova abordagem de tratamento, que seja uma referência para uma nova terapia Outro ponto que os futuros autores e autoras precisam compreender: editores científicos não editam revistas para seu bel prazer. Apenas o fazem pensando nos futuros leitores, na riqueza clínica dos detalhes, naquilo que é necessário para que qualquer pessoa, ao abrir a revista, possa compreender o que foi escrito, o que está ali, e talvez consiga aproveitar e reproduzir, reciclar seus conhecimentos, melhorando a sua prática clínica. Mas a boa notícia é que essa situação pode ser resolvida. Basta usar um checklist, uma lista ordenada para ter a segurança de que nada que seja importante ficará de lado. Também não custa lembrar: ler as normas das revistas, antes de começar a escrever o seu texto, fará uma grande diferença. Se você nunca fez a descrição de um caso clínico, convide aquele colega que já publicou algo parecido. Ter a ajuda de alguém experiente na confecção do texto fará toda a diferença. Uma comparação para facilitar o entendimento: estamos na época das Olimpíadas de Paris 2024. Todos os atletas estão no seu ponto mais alto de rendimento físico e emocional. Entretanto, só há três lugares no pódio, reservados aos que tomaram as decisões corretas na hora certa. Se você tiver a foto certa, do momento certo, da hora certa, com certeza, será um medalhista na descrição do seu caso clínico. É isto que os editores das revistas científicas buscam. Em geral, no aspecto de como fazer uma boa documentação para descrever um caso clínico, os primeiros fatores a serem observados são: dados pessoais: sexo e idade são fundamentais, porque afetam as decisões dos pacientes e as nossas decisões. a condição extrabucal inicial: fotografe e anote as características faciais que se destacam, sendo importantes no tratamento do paciente; as fotos mais comuns são perfil esquerdo e direito, frontal em repouso e ao sorrir, close do sorriso (incluindo os lábios superior e inferior). IMPORTANTE: fazer foto extrabucal e intra bucal não é o mesmo que fazer foto de paisagem, do seu cachorro ou da sua casa. Se você NUNCA fez, procure alguém experiente. Isto irá poupar o seu tempo e suas dores de cabeça. Aliás, você tem todo o equipamento de que precisa? Já verificou? Detalhe: evite a ponta do nariz nas fotos aproximadas do sorriso, fazendo o enquadramento entre o filtro, os lábios superior, inferior e as comissuras labiais. condição intra bucal inicial: cerca de quatro ou seis fotos completam a sequência: foto oclusal superior e inferior, fotos laterais esquerda e direita. Use os espelhos especialmente desenhados para fazer essas fotos, em conjunto com os afastadores labiais e de bochecha. Com a tecnologia digital, é possível fazer alguns ajustes de enquadramento e iluminação, mas nada substitui as condições iniciais, especialmente porque em muitos casos, como nas próteses, não poderemos mais "voltar no tempo" para consertar as fotos. Da mesma forma, características como o posicionamento dentário anômalo (diastemas, rotações, contatos oclusais atípicos, etc.), a classificação da oclusão, a linha de sorriso, o contorno das gengivais, os defeitos teciduais (osso e papilas) são informações fundamentais para quem lê e tentar entender o que se passa. exames por imagem: radiografias interproximais, periapicais, tomografias computadorizadas de feixe cônico: quais seriam as mais adequadas ao planejamento do seu caso clínico? Quais seriam as mais interessantes/obrigatórias num eventual manuscrito para uma revista científica? Como convencer melhor quem vai ler o seu material? motivos que levaram o paciente ao consultório: estética? Clareamento? Acidente automobilístico? Sangramento? Excesso de gengiva ao sorrir? Problemas com as próteses atuais? Dores nas articulações temporomandibulares? Rejuvenescimento facial? Tudo isso constitui a queixa inicial. Não deixe nada de fora. A "cabeça" do paciente é um grande enigma que vai se desfazendo ao longo do tratamento. as opções de tratamento e as opiniões dos pacientes: sempre há pelo menos duas ou três opções, que devem ser confrontadas com o tempo e o bolso alheio. Em geral, isso reflete o dia a dia da prática clínica, e tem um valor inestimável para quem precisa de informação. DICA 1: agora, pare por um momento antes de prosseguir e revise as suas fotos: o ponto principal aqui será a definição. Estamos falando em pixels, e não no tamanho propriamente dito do seu arquivo TIFF, JPG, RAW. Fotos para revistas precisam de pelo menos 300 dpi, ou seja 300 pontos por polegada. DICA 2: guarde-as num local separado. Fotos que estão em arquivos Word ou PowerPoint, por exemplo, não servem para publicação e mesmo assim são as mais recebidas no dia a dia de quem trabalha com revistas científicas. DICA 3: se você não souber se a sua foto tem ou não a resolução mínima, peça ajuda. Quando o plano de tratamento estiver decidido, haverá outros aspectos a serem descritos, conforme a categoria às quais pertencem: procedimentos cirúrgicos: etapas de assepsia e anestesia são obrigatórias e dependem da extensão da área/defeito a ser operada. É sempre bom que o defeito seja fotografado com algum instrumento para dar a noção de escala, por exemplo, uma paquímetro cirúrgico, uma sonda periodontal, evidenciando as condições locais. Em seguida, os tipos de lâminas e as incisões principais e relaxantes, os biomateriais e suas manipulações, procedimentos para remoção de osso e enxertia de tecidos, colocação de placas e outros dispositivos, colocação de implantes dentários e finalmente o fechamento dos retalhos com as suturas. Descrições detalhadas dos materiais também serão de grande valia. procedimentos protéticos: a lista aqui pode ser tão extensa quanto na parte da cirurgia, envolvendo: - moldagens iniciais e definitivas e materiais correspondentes - modelos de gesso e materiais correspondentes - registros intermaxilares/interoclusais - uso ou não do arco facial - escolha do formato e cor dos dentes artificiais - escolha dos pilares protéticos - procedimentos de prova, entrega, ajustes e finalização nas próteses DICA 4: pare mais uma vez e observe se você realmente fotografou o conceito que deseja transmitir: algumas imagens mostram mais quando usamos o close-up das lentes, enquanto outras soam melhor em campos mais abertos. Agora, se você realmente não tem experiência em fotografar, já sabe o que fazer (volte à DICA 1) DICA 5: novamente, em todos os itens acima, pratique à exaustão colocando detalhes dos materiais e fabricantes. Como será possível que um colega goste do seu trabalho se ele ou ela não entenderem como você fez a sua mágica? intercorrências nas cirurgias e nas próteses: os problemas decorridos destas etapas também serão salutares, especialmente nos casos complexos. Por exemplo, falhas na colocação dos implantes, provas de próteses com necessidade de ajuste, etc. protocolos após as cirurgias e próteses: a descrição de todos os cuidados e recomendações mostram não só o carinho que os profissionais de saúde devem ter, mas também quais foram os fatores que tornaram o caso clínico bem sucedido. tempo de acompanhamento: fundamental para compreendermos a evolução dos procedimentos e aqui mais uma vez precisaremos utilizar todos os recursos fotográficos e de imagem. DICA 6: quanto maior o tempo de acompanhamento, a sua capacidade de relatar, e a sua capacidade de resolução, maior será a sua autoridade na resolução dos desejos do paciente. É exatamente isso que as revistas científicas precisam e que seus leitores adoram. Boa sorte e bons trabalhos! Os editores estarão torcendo!

  • revista ImplantNews 2024 - volume 9, número 4: matéria de capa e os primeiros destaques

    Confira alguns destaques da revista ImplantNews 2024, volume 9, número 4: Capa: Um panorama da laserterapia na Odontologia e o que esperar do congresso da WFLD entre 11 e 13 de novembro de 2024, na vozes de Carlos de Paulo Eduardo, Jamil Shibli, Andrea Sales, Luis Calicchio, e Aldo Brugnera Junior. Esse caso eu trato assim: Marcelo Nunes e Lucas Capeletti mostram como intervir cirúrgica e na prótese para deixar os casos sobre implantes mais longevos. Cinco perguntas para: Leandro Nunes, o atual Presidente do ITI Brasil, fala de suas paixões, as dificuldades no ensino, e o que esperar do Congresso IN24. Seleção de vídeos: tratamento eletrolítico para peri-implantite, técnica Barbell para aumento ósseo, cimentação de coroas de zircônia sobre Ti-base, e outros destaques escolhidos pelos editores científicos Paulo H. O. Rossetti, Antonio W. Sallum e Marco A. Bottino. Nas redes: @revistaimplantnews @in.laoc

  • Revisão sistemática da literatura: como fazer um bom resumo?

    Resumos para revisões sistemáticas: siga os passos Resumos para revisões sistemáticas são diferentes? Sim, porque envolvem outros tipos de dados. Mas não se preocupe: é possível construir um resumo informativo mesmo para quem está começando a aprender. A estruturação nesse tipo de resumo é muito importante porque: mostra como a revisão foi realizada mostra quais dados foram extraídos mostra como reproduzir a revisão num futuro próximo mostra o estado geral do assunto pesquisado na literatura Todo resumo de uma revisão sistemática contém os itens abaixo, que ficam estruturados da seguinte maneira: Revisão sistemática da literatura: a estrutura do Resumo Objetivos: como o próprio nome diz, você escreve o objetivo da sua revisão. Por exemplo, avaliar os resultados de uma técnica nova na sua área de pesquisa Material e Métodos: aqui, há pequenas diferenças em relação aos resumos tradicionais, porque trata-se de uma revisão sistemática, que pede dados investigativos. Os elementos mais comuns nesta seção incluem o nome das bases de dados eletrônicas o período de abrangência das buscas realizadas as línguas dos artigos (ou se houve algum filtro/critério de seleção relacionado) as palavras-chave e como elas foram combinadas Resultados: aqui, também há pequenas diferenças na forma de reportar. Os elementos mais comuns nesta seção incluem: a quantidade total de artigos recuperados a quantidade de artigos que passou na seleção inicial as quantidades e as classes dos artigos recuperados (ex., coorte, RCT, caso controle, in vivo, in vitro) um resumo geral com um dado numérico representativo dos artigos recuperados / uma frase geral representativa da revisão o grau de vieses (bias) nos estudos selecionados Conclusão: uma frase simples sobre o assunto da revisão. Parece complicado? Não, basta começar e treinar. Veja abaixo, por exemplo, num artigo já publicado, como fica o resumo de uma revisão sistemática da literatura: ABSTRACT Purpose: To verify whether the diversity of systemic medical conditions and smoking act as biologic associated factors for peri-implantitis. Materials and methods: The PICO question was: "In patients with osseointegrated dental implants, does the presence of smoking habits or a compromised medical status influence the occurrence of peri-implantitis compared with the presence of good general health?" Smoking and systemic conditions such as type 2 diabetes mellitus, cardiovascular diseases, rheumatoid arthritis, lung diseases, obesity, cancer, deep depression, and osteoporosis were screened. Selection criteria included at least 10 patients per condition, 1 year of follow-up after implant loading, and strict cutoff levels (probing pocket depth [PPD], bleeding on probing [BOP] and/or pus, marginal bone loss) to define peri-implantitis. Results: From the 1,136 records initially retrieved, 57 were selected after title and abstract analyses. However, only six papers were considered for qualitative evaluation. No randomized controlled clinical trial was found. Smoking was associated with peri-implantitis in only one out of four studies. Poorly controlled type 2 diabetes accentuated only PPD and radiographic marginal bone level prevalence rates in peri-implant patients (one study). Cardiovascular disease was considered a risk (one out of two studies). The chance of peri-implant patients harboring the Epstein-Barr virus was threefold in one report. No associations were found for rheumatoid arthritis. Conclusion: Data from existing studies point to smoking and diabetes as biologic associated factors for peri-implantitis. However, the body of evidence is still immature, and the specific contribution of general health problems to peri-implantitis requires additional robust epidemiologic and clinical investigations. Leia também: Guidelines e escalas: avaliar e escrever um artigo científico

  • Leituras essenciais: implantes zigomáticos - revista ImplantNews

    Os implantes zigomáticos foram criados para tratamento com próteses ancoradas em maxilas atróficas. Ao longo dos anos, diversas possibilidades de planejamento surgiram e foram testadas. Abaixo, uma lista de leituras essenciais com artigos escritos e publicados na língua portuguesa num período de 20 anos, na revista ImplantNews , para você completar a sua bibliografia: Duarte LR, Peredo LG, Nary Filho H, Francischone CE, Brånemark PI. Reabilitação da maxila atrófica utilizando quatro fixações zigomáticas em sistema de carga imediata. ImplantNews 2004;1(1):45-50. (ISSN 1678-6661) Duarte LR, Nary Filho H, Francischone CE, Francischone Junior CE, Viana A. Fixações zigomáticas: uma excelente alternativa cirúrgica para a maxila severamente reabsorvida. Revisão de literatura e estágio científico atual. ImplantNews 2004;1(6):477-86. (ISSN 1678-6661) Freitas AC, Mendonça RG, Wendell S, Duarte LR. Prototipagem aplicada ao planejamento reverso das fixações zigomáticas. ImplantNews 2005;2(2):157-62. (ISSN 1678-6661) Saad PA, Jorge R, Fallopa F, Bottino MA, Vasconcellos DK. Fixações zigomáticas Zigomax: novos conceitos e proposta de um novo design. ImplantNews 2005;2(5):498-504. (ISSN 1678-6661) Ferreira VM, Abla M, Fujiwara CA, Gelain LH, Lenharo A. Quatro fixações zigomáticas com carga imediata e moldagem com guia cirúrgico – relato de caso clínico. ImplantNews 2005;2(6):617-21. (ISSN 1678-6661) Migliorança RM, Ilg JP, Serrano AS, de Souza RP, Zamperlini MS. Exteriorização de fixações zigomáticas em relação ao seio maxilar: uma nova abordagem cirúrgica. ImplantNews 2006;3(1):30-5. (ISSN 1678-6661) Migliorança RM, Ilg JP, de Mayo TM, Serrano AS, de Souza RP. Função imediata em fixações zigomáticas: relato de dois casos com 18 e 30 meses de acompanhamento clínico. ImplantNews 2006;3(3):243-7. (ISSN 1678-6661) Corrêa C, Joly JC, Violatto AS, Borges MG, Duque I. All-On-4 na mandíbula e fixações zigomáticas na maxila em função imediata: relato de dois casos. ImplantNews 2008;5(1):35-41. (ISSN 1678-6661) Homsi N, Lourenço EJV. Reabilitação de paciente vítima de projétil de arma de fogo com dois implantes zigomáticos. ImplantNews 2008;5(5):513-6. (ISSN 1678-6661) Merlo MT, Gonçalves ES, Vidovichi HL. Reabilitação imediata da maxila atrófica com dois implantes zigomáticos e quatro cônicos: avaliação de um ano. ImplantNews 2008;5(6):605-8. (ISSN 1678-6661) Ichi AL, Saad PA, Mori M, Gil C. Implante zigomático, reabilitação da maxila atrófica. ImplantNews 2009;6(3):307-12. (ISSN 1678-6661) Migliorança RM, Vasco MAA, Coppedê AR, de Mayo TM, Viterbo RBS. Estudo comparativo de dissipação de tensões em fixações zigomáticas instaladas internamente ou externamente ao seio maxilar: uma análise 3D pelo método de elementos finitos. ImplantNews 2009;6(4):395-402. (ISSN 1678-6661) Nóia CF, Ortega-Lopes R, Rodríguez-Chessa JG, Chaves-Netto HDM, Nascimento FFAO, Mazzonetto R. Complicações em fixações zigomáticas: revisão da literatura e análise retrospectiva de 16 casos. ImplantNews 2010;7(3):381-5. (ISSN 1678-6661) Olate S, Chaves-Netto HDM, Nóia CF, Ortega-Lopes R, Nascimento FFAO, Mazzonetto R. Considerações sobre a utilização de fixações zigomáticas. ImplantNews 2010;7(5):671-6. (ISSN 1678-6661) Soares MM, Ciantelli R, Ciantelli LL. Aplicação de técnica cirúrgica minimamente invasiva na instalação de implantes zigomáticos. ImplantNews 2011;8(1):55-9. (ISSN 1678-6661) Elerati EL, Nary Filho H, Assis MP, de Azevedo KM. Reabilitação de maxila edêntula com prótese fixa sobreimplantes zigomáticos e convencionais. ImplantNews 2011;8(4):445-51. (ISSN 1678-6661) Duarte LR, Rabelo VA, Bonecker M, Castro L, Melo G, Cavalcanti VA. Avaliação da qualidade de vida em pacientes edêntulos totais reabilitados com implantes zigomáticos. ImplantNews 2011;8(3b):210-8. (ISSN 1678-6661) Giustina JCD, Cesa TS, Guebur MI, Dissenha JL, Sassi LM. Fístula extraoral associada a implante zigomático. ImplantNews 2012;9(5):669-74. (ISSN 1678-6661) Guerrero CA, Sáder G, Henríquez M, Trujillo R, Pisano R, Sabogal A et al. Implantes zigomáticos com desenho pentagonal para a reabilitação imediata da maxila. ImplantNews 2012;9(6a):49-55. (ISSN 1678-6661) Bonachela WC, Rossetti PHO, do Nascimento ML, Ribeiro GR, Pimentel MJ, Rossi A et al. Diferentes modelos biomecânicos afetam os valores de resistência ao dobramento em implantes zigomáticos não osseointegrados. Resultados preliminares de duas análises in vitro. ImplantNews 2013;10(3):317-22. (ISSN 1678-6661) Jayme SJ, Ramalho PR, de Franco L, Jugdar RE, Shibli JA, Vasco MAA. Formação de aspergiloma no seio maxilar após tratamento com implantes zigomáticos. ImplantNews 2013;10(3):347-52. (ISSN 1678-6661) Barbeiro RH, Medeiros FRM, Buzza EP, Nagasawa MA, Coppedê AR, Shibli JA. Tratamento de maxilas atróficas por meio de fixações zigomáticas sob carregamento imediato: relatos de coorte histórico com 8-60 meses de acompanhamento. ImplantNews 2015;12(5):589-96. (ISSN 1678-6661) Camargo CR, Lehmann RB. Análise sobre a influência da geometria de implantes zigomáticos pelo método de elementos finitos. ImplantNewsPerio 2019;4(1):84-91. (ISSN 2447-7567) Guillen GA, de Sá BCM, Sverzut AT, de Moraes M, Asprino L, Nóia CF. Planejamento multidisciplinar usando implantes dentários convencionais e zigomáticos, carga imediata e cirurgia ortognática: relato de caso com 12 meses de acompanhamento. ImplantNewsPerio 2019;4(2):323-35. (ISSN 2447-7567) Moreira Jr. R, Farina CG, Moreira R, da Silva AKA, Coppedê AR. Uso da fluoroscopia intraoperatória para guiar a colocação de implantes zigomáticos. ImplantNewsPerio 2019;4(3):511-6. (ISSN 2447-7567) Costa EFA, Facco APS, Alves LMM, Mobaier PH, Maior BS. Nova técnica Facco de implante convencional em osso zigomático: avaliação mecânica do pilar Z. ImplantNews Reab Oral 2021;6(3):372-378. (ISSN 2675-5610) Camargo VB, Baptista D, Grossi JRA. Implantes transnasais: técnica Vanderlim como alternativa à técnica Zygoma Quad em maxilas totais atróficas – série de 12 casos em carga imediata e acompanhamento de dois a 26 meses. ImplantNews Reab Oral 2021;6(5):674-683. (ISSN 2675-5610) Costa EFA, Facco APS, Mobaier PH, Alves LMM. Nova técnica Facco de implante convencional para ancoragem zigomática associado ao pilar Z: relato de casos com dois anos de acompanhamento. ImplantNews Reab Oral 2022;7(2):186-192. (ISSN 2675-5610). Moraes EJ, Farias D, Olate SA, Moraes LEB. Análise da sobrevivência e complicações dos implantes zigomáticos em um período de 6-14 anos de acompanhamento. ImplantNews Reab Oral 2022;7(3):372- (ISSN 2675-5610). Moraes EJ, Moraes LEB, Elbern NBM. Implantes zigomáticos com próteses obturadoras: uma opção na reabilitação de casos complexos. ImplantNews Reab Oral 2023;8(5):696-702. (ISSN 2675-5610).

  • Revista ImplantNews 2024 - v9n3: túnel do tempo

    O resgate histórico dos fatos importantes que marcaram a reabilitação oral há 20 anos, na seção túnel do tempo, da revista ImplantNews 2024, volume 9, número 3: Uma revisão e classificações das abordagens terapêuticas para a papila interdentária A soltura precoce de partículas de titânio em função da superfície do implante dentário Quando o levantamento da membrana do seio maxilar leva à formação óssea sem biomaterial de enxertia A influência do desenho do material na resposta de coroas livres de metal A diferenciação de pré-osteoblastos é afetada pela microtopografia do implante dentário Adesão e crescimento de célula óssea alveolar humana em titânio com implantação de íons Surge o guia de redução óssea no procedimento Branemark Novum®. Implantes imediatos para coroas unitárias: 4 anos de acompanhamento Parâmetros críticos nos tecidos moles no implante zigomático Overdentures mandibulares sobre dois implantes: estudo de 5 anos Resultados longitudinais em pacientes com próteses fixas sobre implantes: o estudo de Toronto Nas redes: @revistaimplantnews @in.laoc

  • Chega de dor de cabeça: preparando seu trabalho para uma revista científica

    Revistas científicas: siga as regras de ouro. "Instruções para autores", "como enviar seus trabalhos", ou como você quiser chamar. Esse é o ponto que mais gera dúvidas em toda revista científica. Para os editores, não há nada mais "broxante" do que receber um trabalho onde nem 10% do que foi solicitado na padronização está em conformidade. Para os autores, é mais tempo gasto e dor de cabeça. Como eu quero que a sua vida como autor ou autora seja mais fácil, escolhi cinco exemplos que deixam todo editor mais contente quando você estiver preparando seu trabalho para uma revista científica: Não coloque imagens (Figuras, gráficos, diagramas) e nem tabelas dentro do texto do seu documento. O que ocorre: você abre um documento no seu editor de textos, vai escrevendo, e coloca as imagens e as tabelas entre um parágrafo e outro. As imagens começam a "pular" de uma página para outra. Da mesma forma, as tabelas começam a "empilhar" ou perder a formatação. Daí, você tentar "quebrar a página" dando um CTRL + ENTER e está feita a bagunça: nada mais se encontra no local original. Regra de ouro: não coloque a imagem no miolo do texto O que deveria ocorrer com as imagens: ideal seria deixa-las todas agrupadas no final do seu documento, depois da lista de Referências Bibliográficas, com as legendas em sequência (imagem 1 e Figura 1, imagem 2 e Figura 2, etc.) O que deveria ocorrer com as tabelas: o mesmo procedimento, ou seja, tabelas no final do seu texto, depois da lista de referências bibliográficas. Mas, se não for possível colocar as imagens no final do seu manuscrito, use o recurso abaixo: Envie as imagens originais separadas uma por uma como arquivos JPEG, TIFF, EPS ou PDF. O que ocorre: você tem suas imagens dentro de um programa de apresentação (Powerpoint, Keynote). Agora, precisa envia-las. Então, faz o mais fácil: aperta as teclas "Fn + Print Screen", ou as copia e cola no arquivo de texto. Só tem um problema: a resolução da sua imagem no powerpoint não é adequada para uma publicação impressa, por exemplo. Outro fato comum é mandar imagens agrupadas em bloco, dificultando a vida do pessoal que trabalha na revista. O que deveria ocorrer: busque as imagens originais (slides ou armazenadas em HD externo ou CD ), verifique se a resolução é ideal, e carregue-as separadamente no sistema de envio da revista. Coloque a citação (dos autores) em sobrescrito após sinais de pontuação O que ocorre: você coloca o sobrenome do autor e digita o número em seguida: Fulano 1, Fulano [1], Fulano (1). O que deveria ocorrer: o sobrescrito é o "número pequeno" que vai no "final e do lado direito" do sobrenome, como na imagem abaixo: A citação em modo sobrescrito As imagens enviadas devem conter pelo menos 300 d.p.i. de resolução. Artes em branco e preto, desenhos, diagramas devem ficar entre 600 e 1200 d.p.i. O que ocorre: essa é a confusão com maior frequência em toda a história de publicação. Primeiro, porque dpi significa "ponto por polegada", sendo a quantidade de pontos na sua imagem, ou melhor dizendo, a resolução. É diferente do tamanho da sua imagem (pixels x pixels). O que deveria ocorrer: a sua imagem precisa ter a resolução mínima. Normalmente, imagens que estão dentro dos seus slides possuem 72 dpi, 96 dpi, ou até 150 dpi. Nada compatíveis com o que a revista pede. A saída é carrega-las num editor de imagens (CorelDraw, Photoshop, Irfanview, PDF Forge) e pedir um "resize" para chegar aos 300 dpi. Tudo o que fica abaixo dos 300 dpi, quando impresso, tem o efeito de "pixelamento" (você não vê mais uma imagem contínua e suave; pelo contrário, você vê "quadradinhos" nela) Formate a lista de referências bibliográficas no estilo Vancouver Há diversas maneiras de se fazer isto, na forma mais abreviada ou na forma mais completa (clique aqui).

  • revista ImplantNews 2024: artigos científicos - edição número 3

    revista ImplantNews 2024, volume 9, número 3, com seus artigos científicos em destaque: Crescimento gengival espontâneo ao redor de dentes comprometidos usando o desgaste radicular sucessivo para colocação de enxerto Implante de zircônia em região anterior na manutenção estética em condições desfavoráveis Aumento ósseo horizontal com biomaterial para colocação de implantes osseointegráveis em mandíbula atrófica – três anos de acompanhamento Recobrimento radicular usando a técnica de tunelização Reabilitação estético funcional em paciente maxilectomizado – acompanhamento de quatro anos Controle da exposição de malhas de titânio para minimizar a ocorrência de perda óssea Personalização do cicatrizador pós-exodontia de um elemento dentário com trinca radicular associado ao manejo tecidual na regeneração óssea guiada: relato de caso com três anos de acompanhamento Tratamento regenerativo de peri-implantite – acompanhamento de quatro anos Tratamento periodontal em paciente diabético associando terapia periodontal básica ao oxigênio ativo Uso de dois tempos cirúrgicos, biomateriais e implante dentário na preservação do alvéolo molar mandibular pós-exodontia por fratura radicular A importância do planejamento reverso na reabilitação oral implantodentosssuportada com a confecção de provisórios e guia cirúrgico Uso de nova técnica combinada na confecção de restaurações em dissilicato de lítio

  • revista ImplantNews 2024 - v9n3: colunas e colunistas

    Confira as colunas e colunistas da revista ImplantNews 2024, volume 9, número 3: Guaracilei Vidigal Junior - Como regenerar osso após as exodontias sem enxerto, membranas e retalhos em áreas de extremo livre. Elcio Marcantonio Jr - Implantes curtos e extra curtos são viáveis? Marco Bianchini - Controle químico do biofilme com oxigênio ativo. Júlio Joly, Paulo Mesquita, Robert da Silva - Recobrimento de recessões múltiplas em incisivos inferiores com associação de técnicas. David Morita - Maquiagem: o complemento da anatomia. Diogo Viegas - Otimizando resultados em restaurações cerâmicas. Fábio Bezerra - Programas de prevenção com vendas recorrentes para maximizar o valor empresarial da Odontologia. Oswaldo Scopin de Andrade A moldagem será totalmente substituída pelo escaneamento digital. Nivaldo Vanni Filho - Canabinoides na Odontologia. Maristela Lobo - Métricas faciais lineares ao alcance do diagnóstico clínico. Plínio Tomaz - A importância de uma equipe forte para o cirurgião-dentista empresário. MandicNews - Percepção da estética dentofacial: como o cirurgião-dentista avalia o sorriso Nas redes: @revistaimplantnews @in.laoc

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