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- Conexão - hexágono externo: ame-a ou deixe-a?
O que ainda não foi dito sobre a conexão hexágono externo , esse famoso mecanismo de fixação, ou melhor, parte do mecanismo de fixação? O hexágono externo é a região que resiste às forças laterais, no que chamamos de junta aparafusada (ou parafusada, se você preferir). Na configuração original, os outros componentes são o pilar transmucoso e os parafusos (de fixação desta pilar e de fixação do componente protético). Completando a montagem, teremos uma coroa aparafusada sobre o implante dentário. Seguindo a história oficial, esse mecanismo, no implante dentário contemporâneo, foi desenvolvido por um homem chamado Viktor Kuikka . Se morasse no Brasil, seria "Seu Vítor, o relojoeiro". Quem teve a chance de ver um torno funcionando sabe da magia: uma vareta de titânio é colocada sobre um carrinho e uma peça de desgaste é acionada. Em pouco tempo, depois do desenho das partes externas (roscas) e das partes internas (canal, fundo, roscas), aparece a conexão (as famosas paredes do hexágono). Sr. Viktor Kuikka: paciência de monge, espírito de empreendedor. Foram diversas tentativas até chegar ao modelo final do implante e da conexão hexagonal: Na foto acima, repare que nem sempre a plataforma foi cilíndrica. Alguns desenvolvimentos tinham as "bases hexagonais". Só mais tarde é que as paredes do hexágono foram colocadas ao centro, deixando um espaço de assentamento circular. No meio do caminho, o implante (parafuso, fixture ) contemporâneo atravessa o Atlântico (chega aos EUA) e inspira diversas empresas. O mercado cresce e milhares de pacientes são tratados com próteses totais fixas aparafusadas seguindo o protocolo cirúrgico protético criado por Per-Ingvar Brånemark e colaboradores . Ao longo dos anos, o foco esteve na melhora da estabilidade: passamos do "macho de tarraxa" para os desenhos auto rosqueantes em função das regiões onde havia apenas osso trabecular, mantendo-se o mesmo tipo de conexão hexagonal. A frase acima ( e a imagem abaixo ) ilustram o pensamento da equipe de desenvolvimento e diversos cientistas se debruçando na ideia, trocando o montador externo pela chave interna, mudando o ápice, a superfície do implante, e pensando em como aproveitar ao máximo a região cortical do osso local: Eu sei que tem muita gente pensando no "perde mais ou perde menos osso". Na equação complexa da longevidade, a conexão não é o único fator. Caso contrário, ninguém teria sucesso estético. O problema é interpretar todos os fenômenos ao mesmo tempo e surgir com o "número mágico". O argumento acima deve ser examinado na revisão Cochrane mais recente . Também, poderemos nos deparar (sem querer) ao verificamos por analogia, parte desse dilema no livro de Nassim Taleb ( Antifrágil - coisas que se beneficiam com o caos - Editora Objetiva ), onde o mecânico é feito para "usar e perder" e o biológico "para usar, se não vamos perder". Na Implantodontia, temos a junção clássica do "mecânico" com o "biológico". Em muitos casos, partiremos da "atrofia" (rebordo já cicatrizado) esperando voltar à função. Por isso é importante fazer uma radiografia periapical da crista óssea pelo menos uma vez por ano. Agora, com mais de 50 anos de Osseointegração comemorados , a questão não é se você "usa" ou "não usa" as conexões hexagonais externas, ou se você "as ama ou odeia"; nada impede outras propostas de desenho e a sua preferência "é a sua preferência", mas: Ainda há milhares de pacientes com esse tipo de conexão e que precisam de manutenção: solturas e fraturas de parafusos ainda são causas comuns de intercorrências. Ninguém, em sã consciência, vai remover esses implantes. E eu concordo: nem sempre a manutenção será fácil. Entretanto, as empresas ainda mantêm essas peças em estoque e a tecnologia CAD/CAM faz maravilhas na ausência de alternativas. Enfim, quando chegar a hora de remover o implante dentário com esse tipo de conexão , estará tudo bem. Já é ponto passivo. Daí você optará por continuar ou trocar.
- ImplantNews 2024 - v9n1: seleção de vídeos
A partir de 2024, a Revista ImplantNews também apresentará, em cada edição, uma seleção de vídeos. Essa curadoria é uma forma de atualizar e acelerar o aprendizado. A internet tornou-se uma grande professora. Entretanto, a quantidade de vídeos ultrapassa a casa dos bilhões, sendo humanamente impossível conhecer tudo o que existe. Ao mesmo tempo, existem milhares de colegas que aproveitam o tempo entre um paciente e outro, as primeiras horas da manhã, da noite, ou até mesmo parte do final de semana para se atualizarem com os vídeos. Por outro lado, os algoritmos de busca e as palavras-chave estão cada vez melhores. Mesmo assim, encontrar a informação que mais se adequa à sua prática pode ser um grande desafio. Confira abaixo alguns dos temas selecionados: Pilar UCLA x pilar com base em titânio A engenharia para construir próteses aparafusadas sobre pilares angulados Próteses totais desenhadas e fabricadas por impressão 3D All-on-Four: titânio, zircônia, ambos? Acompanhe nas redes: @revistaimplantnews @ in.la oc
- ImplantNews 2024 - v9n1: túnel do tempo
A partir de 2024, a seção Túnel do Tempo , sucesso entre leitores da Revista ImplantNews , expande-se para trazer fatos interessantes do ano de 2004. Sua importância está no resgate dos conceitos e filosofias que inspiraram a prática da Reabilitação Oral . Aqui, é interessante observarmos como as práticas na Implantodontia, somadas à Periodontia e Prótese Dentária, evoluíram e se misturaram, contribuindo para o que chamamos hoje de "prática integrativa". Ainda, segundo os editores Paulo Rossetti , Antonio Sallum , e Marco Antonio Bottino , em alguns trabalhos comentados, nacionais ou internacionais, quando necessário, os leitores terão "referências de apoio" , retornando às origens dessa ou daquela terapia. Isso faz toda a diferença quando se precisa ganhar tempo, seja na confecção da sua monografia ou trabalho de tese. Confira abaixo os fatos selecionados: O torque de corte pode realmente medir a densidade óssea e prever se um implante dentário chegará ao sucesso ou fracasso? Como a microestrutura do implante influencia a osseointegração nos casos de colocação imediata em sítios periodontalmente infectados, do ponto de vista histológico? Como a microestrutura do implante influencia a dinâmica da osseointegração nos casos de colocação imediata em sítios periodontalmente infectados? Microscopia laser confocal. A regeneração óssea no seio maxilar e o BMP bovino. Qual é o comportamento? A papila na linha média após ortodontia e periodontia: tem solução na periodontite? Selantes à base de fibrina. Implantes curtos e o seio maxilar: resultados longitudinais. Quando pino/núcleo se tornaram parte do implante dentário. A cirurgia guiada e sem retalho ( flapless ). Uma precaução importante. Prótese total sobre implantes: com ou sem flange? Enxertos onlays e implantes dentários na maxila atrófica. Acompanhe nas redes: @revistaimplantnews @ in.la oc
- ImplantNews 2024 - v9n1: artigos científicos
Artigos científicos em retrospectiva: Aumento ósseo vertical e horizontal combinando osso autógeno, osso mineral particulado anorgânico homógeno, rhBMP-2/ACS e tela de titânio pós-exodontia na região mandibular anterior para colocação de implantes: relato de caso clínico com achados histológicos. Carlos Alberto do Amaral Valladão Jr. Preservação da arquitetura gengival em região estética com extração e colocação imediata de implante osseointegrável após traumatismo dentário: um ano de acompanhamento com tomografia de feixe cônico. Fernando Vacilotto Gomes, Paulo Barth, Frederico Mattis, Juliana Gonçalves Göelzer, Luciano Mayer Otimizando a previsibilidade de contorno na região anterior da maxila através da regeneração óssea guiada (enxerto ósseo autógeno, xenogênico, rhBMP-2 e tela de titânio. Sérgio J. Jayme, Rodrigo Kimura Nakaya, Fabiana Miura, Leonardo De Franco, Ricardo Elias Jugdar, Pedro Paulo Cardoso Pita Próteses totais fixas parafusadas sobre implantes - o uso de coroas cerâmicas cimentadas individualmente. Weider de Oliveira Silva, Caroline Cortese Crema, Raquel Francis Almeida Uso da tecnologia CAD/CAM na Odontologia: do enceramento diagnóstico ao desenho digital integrado. A mudança de um paradigma. Paulo Henrique Fonseca Martins, Walison Arthuso Vasconcellos, Célio Soares de Oliveira Jr., Marcus Martins Guimarães Efeitos positivos preliminares de estratégias cirúrgicas e peri-implantares combinadas para redução dos defeitos alveolares na zona estética provocados após trauma de avulsão, reimplantação dentária e reabsorção radicular. Wellington Cardoso Bonachela, Paulo Henrique Orlato Rossetti, João Batista Gagno Intra, Maria Aparecida Rodrigues Alves, Gabriela Cassaro de Castro, Jéssica Monique Moreno Artigos científicos originais: Regeneração alveolar e tecidual com enxerto xenogênico e implante imediato após exodontia de um canino superior anquilosado: relato de caso com um ano de acompanhamento. Débora Caires Aguiar, Maria Eduarda Meira Lima, Milton D’Almeida Ferreira Neto, Karina Sarno Paes Alves Dias Associação de membrana de colágeno e fibrina rica em plaquetas (PRF) em cirurgia de regeneração óssea guiada na região posterior de mandíbula. Roberta Michels, Gabriel Leonardo Magrin, Ricardo de Souza Magini, Cesar Augusto Magalhães Benfatti Abordagens cirúrgicas e não cirúrgicas para a reconstrução de papilas. Revisão de literatura. Lucas Rodrigues Santiago, Mariana Schutzer Ragghianti Zangrando, Carla Andreotti Damante, Adriana Campos Passanezi Sant’Ana Estudo clínico da regeneração guiada com membrana de polidioxanona (PDO) intencionalmente exposta em alvéolos dentais após exodontia. Gabriela Cassimiro Arena, Déborah Laurindo Pereira Santos, Beatriz D’Aquino Marinho, Miguel Pereira da Mata Santos, Marcelo Silva Monnazzi, Eduardo Hochuli-Vieira Análise biomecânica de um novo pilar cônico: EsthetiOne. Caique Marques Casarini, Welson Pimentel, Flavio Rosa de Oliveira, Marco Antonio Bottino, Alexandre Luis Souto Borges, Nathália de Carvalho Ramos O papel essencial do planejamento protético na cirurgia guiada para implantes dentários: chave para o sucesso clínico. Renata Faria, José Marcio B. L. do Amaral, Alex Sandro de Souza Acompanhe nas redes: @revistaimplantnews @ in.la oc
- ImplantNews 2024 - v9n1: capa e os primeiros destaques
ImplantNews 2024 - v9n1 Capa : Guias de decisão e avaliação em reabilitação oral - parte 2 : - os modelos de formulários eletrônicos que fazem diagnóstico da periodontite e peri-implantite - como tratar a perfuração da membrana do seio maxilar na cirurgia de acesso lateral - como se prevenir (e o que fazer) nos casos de invasão do canal do nervo alveolar inferior , - como verificar na prática o sucesso das cirurgias periodontais de recobrimento radicular . Esse caso eu trato assim : O convidado nesta edição é o Prof. Dr. Valdir Antonio Muglia , explicando a sua filosofia oclusal para implantes dentários na região posterior da mandíbula. Cinco perguntas para : Ronald Jung , integrante do EAO e do time do Osteology , colocando suas reflexões sobre o ensino e a evolução da odontologia regenerativa. Seleção de vídeos : Uma curadoria sobre práticas e dicas na Implantodontia, Periodontia, Prótese Dentária, e Tecnologia Digital na Reabilitação Oral, direto da mesa do Editor da seção Implantodontia, Paulo Rossetti . @revistaimplantnews @ in.la oc
- ImplantNews 2024 - v9n1: colunas e colunistas
A Revista ImplantNews Reabilitação Oral de A a Z apresenta o seu time de colunistas e os assuntos que compõem a edição número 1 : Elcio Marcantonio Junior - Complicações periimplantares: etiologia e prevenção. Autora convidada: Carolina Mendonça de Almeida Malzoni . Oswaldo Scopin - Canabinoides: a nova fronteira da analgesia e regeneração em Odontologia. Autora convidada: Cláudia Herrera Tambeli . Julio Cesar Joly, Paulo Mesquita, Robert da Silva - elevação de margem profunda: aspectos biológicos e clínicos. Autora convidada: Keila Rodrigues . Fábio Bezerra - Inteligência artificial e ampliação de horizontes na Odontologia. Autor convidado: Lucas Bezerra . Maristela Lobo - A fotografia de face como ferramenta diagnóstica bidimensional Mandic News - Associação de osso autógeno e biomateriais substitutos ósseos alógenos e xenógenos na reconstrução óssea vertical. Diego Klee - Técnica versus tecnologia na Prótese Dentária Guaracilei Vidigal - RAPG e os detalhes que fazem a diferença: prótese. David Morita - Microestratificação: uma realidade nos laboratórios. Diogo Viegas - As novas resinas híbridas impressas 3D. Autor convidado: Panaghiotis Bazos . Marco Bianchini - Quando não fazer um aumento de coroa clínico. Sérgio Scombatti - Regeneração tecidual guiada e tabagismo. Siga nas redes: @revistaimplantnews @ in.la oc
- A melhor e mais completa informação: ImplantNews 2024
A revista ImplantNews - Reabilitação Oral de A a Z comemora seus 20 anos, com mais de 2000 artigos científicos publicados, representando as contribuições de centenas de autores em todo o Brasil. Nesse sentido, e totalmente reformulada, a revista ImplantNews apresentará em 2024 novidades importantes para facilitar e acelerar a vida dos seus leitores. Nas palavras do seu Publisher e Diretor Executivo, Haroldo J. Vieira , "a nossa missão desde 2004 tem sido trazer a melhor e mais completa informação científica para uma nova Implantodontia. Entretanto, sabemos como a comunicação e o compartilhamento de informações evoluiu dentro das redes sociais. Então, dentro desta reformulação, nossos leitores se beneficiarão cada vez mais com os conteúdos dinâmicos. Assim, também cumprimos outra vertente, que é dialogar com eles e elas para uma prática clínica melhor". Em paralelo, a equipe de editores formada pelos Profs. Paulo Rossetti, Antonio Sallum, e Marco Bottino , todos com dedicação e experiência na edição e seleção de textos científicos, se inspirou nas melhores fontes e trouxe uma nova forma de pensar e ler a revista e a ciência . Então, em 2024 , profissionais da área já poderão se deliciar com algumas inclusões que compõem a lista abaixo: Smart Index : sabendo que a experiência de leitura é única e individual, os editores da revista ImplantNews trabalharam com a equipe de diagramação/projeto gráfico para fornecer uma opção inovadora e mais rápida. Além do índice tradicional, os leitores poderão se orientar, de forma mais intuitiva, pelas áreas e subáreas de interesse em Reabilitação Oral, escolhendo o que desejarem ler primeiro. Artigos científicos: seis trabalhos que resgatam os 10 últimos anos da revista, mais seis trabalhos originais nas áreas de Prótese, Periodontia e Implantodontia, representando e traduzindo a aplicação das diversas possibilidades e tecnologias na prática clínica da Odontologia. Cinco perguntas para: as inquietações, dúvidas, e a filosofia de grandes profissionais da Reabilitação Oral. Colunistas: cerca de 12 colunistas por edição, representando vozes importantes no contexto da Reabilitação Oral: Guaracilei Vidigal, Ivete Sartori, Elcio Marcantonio Jr, Sergio Scombatti, Marco Bianchini, Julio Joly, Paulo Mesquita, Robert Silva, Diogo Viegas, David Morita, Diego Klee, Oswaldo Scopin, a equipe Mandic News (José Luiz Cintra Junqueira, André Pelegrine, Antonio Aloise, Luis Macedo, Vagner Ortega, Marcelo Teixeira, Marcelo Napimoga) e a estrela mais recente neste timaço, Maristela Lobo. Esse caso eu trato assim: uma seção informal, numa conversa ao pé da letra com grandes nomes da Implantodontia, Prótese, e Periodontia, mostrando, de maneira descontraída, como resolver os casos que necessitam de uma abordagem diferenciada. Seleção de vídeos: em cada edição, uma coletânea sugestiva de vídeos representando a prática da Reabilitação Oral, com os mais diversos tempos de duração e interesse. Túnel do tempo: s ucesso entre seus leitores, esta seção foi expandida, agora com a resenha de 12 trabalhos, fazendo uma retrospectiva dos últimos 20 anos, mostrando em cada edição fatos significativos do ano de 2004, para entender como a nossa prática chegou até aqui. Tudo sob a responsabilidade do editor de Implantodontia, Paulo Rossetti. Ainda, se o(a) leitor(a) desejar a fonte original, poderá se orientar apontando seu smartphone para o QRCode correspondente. Disponível apenas para acesso online . Literatura Internacional: uma curadoria de 20 trabalhos publicados em revistas nacionais e internacionais, mas num formato diferente. Ainda, um QRCode acompanha cada trabalho para que o(a) leitor(a), quando desejar, se refira à fonte primária. Profissionais poderão economizar tempo, investimento, e ainda adquirir a melhor informação.
- Trapalhadas oclusais com articuladores semiajustáveis
Meses atrás, ao adentrar a pista Washington Luís, em direção à Campinas - SP, fui surpreendido por uma bela casca de pneu e...não deu outra. Acostamento! E vamos lá com a velha chave de boca, triângulo sinalizador, peso do próprio corpo para soltar os parafusos da roda dianteira do lado esquerdo. Depois de uns belos 15 minutos, a "máquina" estava rodando livre, leve e solta. E o piloto aqui suando feito uma mula de carga: um olho no carro, outro nos caminhões (a moçada mais gente boa que faz esse Brasil funcionar!) Claro que eu sei trocar um pneu (sou do tempo que os carros não tinham direção hidráulica). Ou você tinha braço (e juízo) ou nunca seria um motorista habilitado. Mas a indústria automobilística deu um jeito nisso. Hoje, com dois dedos você leva o volante do seu carro até Marte! Este episódio me fez lembrar: mesmo como toda a tecnologia disponível, para quem dirige nas autoestradas, saber como trocar um pneu é fundamental. O ser humano é uma máquina que opera máquinas, das mais simples às mais complexas. Fiz todo esse contorcionismo não para gastar o seu tempo, mas porque há uma preocupação na prática odontológica atual: daqui pra frente, tudo será apertar um botão. Mesmo? Na graduação, havia uma "máquina" que programávamos (melhor, que detestávamos). O articulador semiajustável. Não entendo como se pode detestar algo sem conhecer. A culpa estaria nas conversas de corredor? Muitos "herdavam" seus articuladores: do amigo(a) dentista da família ou de alguém desesperado para vender esse item, nem sempre com todos os itens do pacote. Assim, possesso da vida na primeira chance para montar seus modelos de gesso, o refrão que se ouvia na bancada do laboratório era uma paródia de uma das músicas da banda original Raimundos, mais ou menos assim, na primeira linha da música "Eu quero ver o oco", adaptada para o nosso Odontês brazuca " Meu ódio por articuladores começou, quando eu perdi minhas bolachas e o pino incisal... " E não se enganem: articuladores semi-ajustáveis são iguais aos veículos automotores (SEO do Google que me perdoe, não vou escrever "carro"...kkkk): existe uma lista de peças que precisa de manutenção. Querem moleza? Já foi mais difícil usar esse trambolho: havia arruelas para controlar a distância intercondilar, o pino incisal era de metal e nem sempre "biocompatível" com o articulador do vizinho, as guias condilares tinham ajustes variados (mentira, tudo em 30 graus) e com frequência não se assentavam bem nas esferas condilares, e a "belezura" do arco facial tinha uma porcas metálicas para apertarmos, com o garfo de mordida voltado sempre para o lado errado no final do aperto. Agora, o momento de glória (ou apocalipse) era quando apresentávamos nos modelos fixados no articulador, já quase escondidos atrás da porta. A frase 99,99% mais ouvida nesse momento: "filho, não consigo entender onde estão os dentes e onde está o gesso..." Tempos depois, iríamos compreender que não era para fazer "reboco", e que bolacha cheia de gesso não "alimenta" a esperança oclusal de ninguém. Atualmente, a maioria dos fabricantes investe em articuladores semiajustáveis com medidas fixas (guia condilar e ângulo de Bennett), e arcos faciais de montagem mais rápida. Acabou a brincadeira. Bem, se você realmente quer entender a oclusão do seu paciente, deve dominar o seu articulador semiajustável. Dentro da cavidade bucal, ninguém tem olho biônico para compreender a tridimensionalidade dos movimentos bordejantes e as relações entre os pontos de contato (o papel articular é bom, mas use-o com sabedoria). Abaixo, um vídeo importante para controlar a quantidade de gesso que vai na bolacha do ramo superior do seu articulador. É só clicar e assistir. Muito obrigado! Um forte abraço! https://www.instagram.com/reel/Cs5_zTtg8fQ/?igsh=cmI5aDhzMmdma3Zs
- Revista ImplantNews: 20 anos
Em 2004, fui positivamente surpreendido por uma nova revista científica concebida e editada no Brasil, que trazia além dos tradicionais artigos científicos , um simpósio de abertura , as informações sobre o mercado e a promessa de um novo ciclo de congressos voltados à Implantodontia . O fato é que a Implantodontia tinha avançado bastante nos anos 1990, seja pelos congressos de Osseointegração na APCD ou realizados pela Conexão Sistemas de Prótese (SIPI e o Encontro de Mestres) . Na vida acadêmica, a Implantodontia contemporânea havia sido introduzida em algumas faculdades, especialmente para que os alunos de graduação tivessem contato com a parte laboratorial da prótese. Nos cursos de especialização, os colegas aprendiam os fundamentos da cirurgia e da prótese total aparafusada. Ainda, diversos livros nacionais e internacionais foram preparados para que nós tivéssemos mais contato com o assunto. A primeira década difusora deste novo conhecimento havia passado. E muito bem no Brasil. Entretanto, com a introdução de novas superfícies de implantes, a modificação nos desenhos das conexões, veio também uma importante discussão sobre os protocolos de carga imediata, precoce e tardia. Tudo isso recheado com as novas possibilidades em cirurgia periodontal plástica estética, categoricamente transferidas ao campo da Implantodontia. Assim, em 2004, havia movimento suficiente para que uma nova proposta de conversa, mais ao pé da orelha do leitor, e sem perder a veia científica, fosse implantada. E são momentos como este, na história da Odontologia Brasileira, que devem ficar registrados. E nesses 20 anos, se você acompanha a revista ImplantNews , ou esteve nos congressos IN , já entendeu como é possível se atualizar e ganhar conhecimento em pouco tempo. Seus números são impressionantes: são mais de 1500 artigos científicos publicados de maneira contínua nesses 20 anos, de forma independente. Meus parabéns aos envolvidos no lançamento, especialmente ao time formado pelo Haroldo J. Vieira , da VMCOM , que soube arriscar com precisão e trazer o que a classe Odontológica necessitava: uma aproximação maior com seus leitores.
- O prontuário do seu paciente direciona o futuro da profissão
O prontuário do seu paciente determina o futuro da profissão. Como são determinadas as políticas de saúde pública em Odontologia? A partir dos dados clínicos, melhor dizendo, dos registros dos nossos pacientes. Essa é a fonte de informações mais importante. É o registro vivo da condição de partida e das terapias odontológicas que nós fazemos. O prontuário do seu paciente é algo que se torna um calhamaço contendo dados escritos à mão, mas também os exames complementares (de laboratório e de imagem). Por praticidade, esses registros podem ser digitalizados ou colocados diretamente no computador. Imagine cuidar de um paciente por 20 anos. Agora, imagine cuidar de uma família inteira por 20 anos. A quantidade e a oportunidade de informação é tremenda e jamais poderá ser descartada. Essas são as informações vitais que mais tarde geram os dados que precisamos para fazer um estudo clínico. O problema é que na maioria das vezes, quando um pesquisador tenta recupera-los, esses dados estão incompletos ou inexistentes. O futuro das pesquisas clínicas sempre dependeu e dependerá da capacidade que nós temos em registrar e catalogar esses dados. Os cálculos para verificar a efetividade das novas terapias surgem diretamente da clínica? Não, mas a clínica complementa o que se viu na bancada do laboratório. Por exemplo, um novo biomaterial que é testado in vitro, depois em cobaias e, quando passa de fase, é administrado em seres humanos. Assim, a coleta dos dados tem sua continuação garantida. O que informações como idade, peso, e altura significam no seu dia a dia clínico? A Odontologia vive a Medicina Periodontal. Diversas doenças bucais possuem interação com doenças sistêmicas. A doença periodontal pode ser um reflexo do estado inflamatório crônico no organismo (obesidade, por exemplo). Como chegamos nessa afirmação? Através de estudos epidemiológicos, adivinhem, feitos a partir dos dados da minha ou da sua ficha clínica! Numa conversa informal com profissionais da área médica, percebemos que nem mesmo eles confiam tanto nas médias históricas para determinar as curvas de crescimento e os índices de massa corporal. O estilo de vida agitado do século 21 e o uso visceral de redes sociais faz o cidadão esquecer de que tomar sol 10 minutos por dia e praticar exercícios é fundamental aos seus níveis de vitamina D, cognição e circulação. Então, realmente, há uma percepção, que só vai se confirmar se esses novos dados sistêmicos forem compilados de forma contínua. Caso contrário, corre-se o risco de prescrever medicamentos que não funcionam simplesmente porque o "padrão atual", ou seja, as mudanças epigenéticas, foram tantas que toda a pesquisa básica precisará de uma renovação. Voltando à Odontologia, como será que o Brasil está quando olhamos os dados mais recentes do IBGE sobre a nossa saúde bucal? Mais uma vez: de onde surgem esses dados? Da dedicação. Qual tipo de estatística podem sair desses dados? A prevalência e incidência das doenças, das patologias. É matemática simples, de porcentagem, que eu e você podemos fazer, e que nos dão uma ideia clara do provável cenário: se o índice de doença periodontal aumentou ou se o índice de cárie diminuiu, seus reflexos deveriam ser aplicados em recursos necessários à melhora desses índices como um tudo na saúde pública. Óbvio, podemos criar outras análises mais elaboradoras, continuando pelas mais simples (Odds Ratio, Risk Ratio) ou chegando até às mais elaboradoras, como as correlações, associações, e regressões lineares múltiplas: todas dependerão dos dados que estão na ficha clínica. Outra situação interessante, e que nos ajuda muito, é a análise radiográfica dos níveis ósseos, tanto nos dentes quanto nos implantes dentários. Quando fazemos terapia periodontal ou peri-implantar, e conforme a Nova Classificação das Doenças Periodontais, a variação na quantidade óssea ao longo do tempo altera essa classificação, e por conseguinte, o tipo de tratamento e os custos de manutenção. E desta vez, já existe uma solução para o diagnóstico clínico quando os pacientes não possuírem a radiografia inicial. Então, sem registros bem preenchidos e atualizados, o dia a dia da clínica é um voo cego que nenhum profissional deseja fazer. O prontuário do seu paciente direciona o futuro da profissão.
- 20 fatos que o especialista em Prótese sobre Implantes precisa saber
20 fatos que o especialista em Prótese sobre Implantes precisa saber é um e-book desenhado especialmente para ser lido no aparelho celular, como fontes e imagens didáticas, otimizando a sua experiência de busca pelos assuntos. Nesse e-book , 20 dicas práticas são fornecidas para os que desejam se tornar grandes especialistas na área: 1. Como testar a capacidade de retenção e estabilidade de uma prótese total para saber se ela ainda funciona bem? 2. A dimensão vertical de oclusão na prótese total sobre implantes: como registra-la corretamente? 3. A dimensão vertical de oclusão na prótese total sobre implantes: como fazer em pacientes com extrações dentárias recentes? 4. Qual é o aspecto correto dos modelos de gesso para planejar uma prótese total sobre implantes? 5. Pacientes jovens que usam prótese total e não podem receber implantes dentários: o que fazer para controlar as forças oclusais? 6. Que tipo de articulador devo usar para montar os modelos de gesso do meu caso clínico? 7. Como facilitar a montagem de um caso para estudo no articulador semiajustável em pacientes com dentes? 8. Como trabalhar melhor com o garfo de mordida e o plano de cera superior em prótese total sobre implantes? 9. Para uma prótese total segmentada ou unida, quais são as sugestões de posicionamento dos implantes dentários se eu não precisar de algum tipo de enxerto? 10. Como avaliar se o paciente que usa uma prótese parcial removível na zona estética é candidato aos implantes dentários? 11. Como avaliar pacientes que já possuem implantes unitários em casos com poucas perdas dentárias? 12. Como avaliar na radiografia periapical o osso ao redor dos implantes dentários? 13. Como avaliar o espaço interproximal disponível e a sua relação com a futura prótese dentária sobre implantes? 14. O que eu preciso saber no planejamento de uma prótese ANTES de instalar os implantes dentários? 15. Porque próteses totais imediatas sobre implantes precisam de reforço metálico interno? 16. O que preciso saber sobre os tipos de conexões para implantes dentários existentes no mercado? 17. Como transferir os pilares protéticos não convencionais (preparados e fundidos) sobre implantes, do modelo de gesso para a boca com precisão? 18. Como localizar facilmente o canal do parafuso de uma prótese unitária sobre implantes na consulta de retorno ou numa emergência? 19. Como avaliar se o paciente vai precisar do flange (base artificial) na prótese total sobre implantes dentários? 20. A quantidade de espaço intermaxilar determina o desenho e a natureza do material usado na prótese total fixa sobre implantes? Clique no link abaixo e adquira o seu e-book:
- Revisão sistemática da literatura: 10 passos importantes
Identificar e quantificar os vieses: a função da revisão sistemática da literatura. Revisão de literatura. Quantas vezes você já leu uma revisão? Várias. Mas todas as revisões são iguais? Não. Uma revisão narrativa da literatura é a mais comum. Possui uma Introdução, e depois vai direto aos tópicos. Por exemplo, se você está lendo sobre pilares de zircônia, é possível que os tópicos sejam resistência, tipos de zircônia, cor. Os resumos dos artigos são colocados diretamente sob os tópicos. Na revisão narrativa, todos os trabalhos encontrados são colocados. Não há identificação do grau de vieses. O que é um viés (em inglês, bias)? É uma tendência para algum aspecto. Todo trabalho tem algum grau de viés. Se a tendência for além do esperado, ela prejudica a ciência contida nesse trabalho. Revisão sistemática da literatura 10 passos importantes: como funciona? A revisão sistemática identifica o grau de viés nos artigos selecionados, através das escalas de qualidade. As mais comuns são NOS (New Castle Ottawa para estudos caso controle e coorte, e a ferramenta ROBINS-II para estudos RCTs. Além disso, a concordância entre os revisores (artigos que entram e não entram, ou artigos que passam para a fase seguinte do processo) é feita usando-se o índice kappa. Entre revisores, o nível mínimo de concordância geralmente fica na faixa dos 0,70 e 0,90. Ainda, há programas disponíveis no mercado (por exemplo, Rayyan) que deixam esse processo de coleta e seleção mais fácil e rápido. Confira no vídeo abaixo os 10 passos importantes de uma revisão sistemática da literatura científica: Paulo Rossetti apresenta um modelo para revisão sistemática da literatura odontológica.







