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- Chega de dor de cabeça: a fórmula do resumo na sua monografia
A fórmula do resumo: fazer o "elefante" caber no carro. Pelo que se ouve nos corredores, o tal de "resumo" incomoda muita gente. Mas você já viu esse tal de "resumo" por aí? O resumo é a arte de caber entre 250-300 palavras todo o seu artigo científico, sua monografia, seu TCC, sua tese. Stephen King, autor de diversos livros (mistério, terror, ficção científica) que se tornaram filmes (Carrie, a estranha, por exemplo), traz uma definição genial do papel do editor no seu livro Sobre a Escrita (no Brasil, publicado pela Editora Suma): "escrever é humano, editar é divino". Na verdade, editores não se acham deuses, mas facilitam o processo para entender. Fazer caber é simplesmente encontrar espaço, remover o que não serve, sem ignorar a essência do seu trabalho. O resumo é uma vitrine: desperta interesse. Para alguém que nunca leu o seu trabalho, pode ser a primeira e última chance. Abaixo, seis dicas para montar a fórmula do resumo: corte os excessos: no resumo, tudo pode ser cortado, seja um adjetivo, sujeito, ou verbo. faça frases curtas: três verbos podem ser transformar em dois verbos, a palavra mais longa na mais curta. abrevie sempre: por exemplo, você pode escrever "Grupo 1", mas é melhor escrever "G1-" ou "G-1:" para economizar caracteres. vá direto ao ponto: não "alugue" a cabeça do leitor. escreva os fatos em ordem: oriente o leitor com a sequência mais simples que você puder. um resumo para cada tipo de estudo: há elementos mínimos obrigatórios. Se for de uma revisão de literatura, por exemplo, contêm dados sobre a estratégia de busca, artigos escolhidos, etc. Se é um trabalho de laboratório/pesquisa clínica, dados mínimos sobre os grupos e o resultado da estatística. A dica de ouro: se você nunca fez um resumo, peça para alguém ler e ver se realmente entendeu. Depois, peça para outras duas pessoas ler e ver se entenderam também. Dica importante: O ajuste final do seu resumo passa obrigatoriamente pelo(a) seu orientador(a).
- Estatística essencial para dentistas: Parte 2
Gêmeos: semelhantes, mas com pequenas diferenças. Seria a estatística capaz de encontra-las? Voltamos aos nossos posts da estatística essencial para dentistas. "Não consigo entender o valor p". Essa talvez seja a frase mais repetida nas salas de aula. O "p" é uma probabilidade. No dia a dia, trocamos esta palavra por "chance". Então, fica "qual é a chance disso ou daquilo ocorrer"? No caso, a nossa chance (probabilidade) de dois grupos serem realmente diferentes entre si, ou seja, um nada tem a ver com o outro. Essa é a situação mais simples. Exemplo: no Congresso de número 41 do CIOSP, você percebe que os estandes das empresas estão cheios de novidades. O seu foco está nos lançamentos em resinas flow. Bem, um dos fabricantes diz que a resina flow lançamento tem um desempenho clínico melhor que a resina flow clássica do mercado. E, por coincidência, você tem uma grande chance de usa-la no seu consultório ou projeto, por ter pacientes com cavidades classe I (são amálgamas antigos) nos dentes pré-molares superiores. E para a sua sorte, as cavidades possuem quase as mesmas dimensões! Bem, de um lado, você trabalha com a resina flow convencional, e do outro lado com a resina flow clássica, dando os mesmos toques no acabamento e polimento. O seu propósito, por exemplo, é comparar a diferença de cor após um ano, algo que é perceptível aos nossos olhos clínicos. Estatística essencial para dentistas: a média e o desvio-padrão atacam novamente! Chegou o grande dia: você usa uma escala de cores, um espectrofotômetro ou algo parecido. Anota todos os valores, encontra a média e o desvio padrão para cada grupo, e finalmente, aplica o teste de comparação. O famoso teste t de Student, cuja resposta é o valor p. Por convenção, usamos um limite de referência: se o nosso valor p for menor que o nível de significância 0,05 , teremos uma diferença estatisticamente significativa. Encontrei a diferença: como ler o valor p? Pronto: eu já sei que existe uma diferença, e ela é menor que 0,05 . O que isso significa? Em termos bem simples, a chance desta diferença estar errada é menor do que 1 em 20 , ou podemos escrever p < 0,05. Em termos mais simples, a cor final na resina flow convencional é diferente da cor final na resina flow lançamento. E quando o valor de referência for diferente? Mas e se o valor de referência for 0,01 ? A interpretação fica: a chance desta diferença estar errada é menor do que 1 em 100 (muito pequena mesmo), ou podemos escrever p < 0,01 .
- Estatística essencial para dentistas: parte 1
A área sob o centro da curva: a maior chance de ocorrer o evento está aqui. Não sei porque as pessoas têm problemas com números. Aliás, eu sei. Nem todo mundo gosta, mas sabe que precisa deles. Os números são importantes no cotidiano porque definem quantidades, datas, horários, quase tudo. Imagine você dizendo ao paciente para vir ao seu consultório: "olha, venha qualquer hora dessas aí, eu fico de bobeira o dia todo, olhando para o céu". Hilariante. Ou, no dia do seu pagamento: "ah, pague alguma coisa aí que eu me viro". Caos! Bem, mas tem uma categoria de números que é muito mais... "chatinha". A estatística essencial para dentistas. Sim, o estado das coisas, tipo: quantas vezes você chegou antes do horário no seu trabalho, quantos copos de água você bebeu por dia, ou quantas vezes ficou chateado porque o seu time não ganhou a partida. Tudo isso gera uma estatística. Também, não sei para que complicar a coisa. Mas nunca me esqueço da cara de enterro dos alunos e alunas quando falo que chegou a hora da estatística. Silêncio monumental. Ok, e junto da estatística, sem você entender patavinas de nada, cai no seu colo uma tal de "média" e "desvio padrão", que teimam em acabar com o seu dia (e com a suavidade daquele capuccino sabor menta). Chega desse lero-lero e vamos ao que você precisa saber sobre os números dentro da estatística, com um exemplo "dentuço": Depois de uma semana de trabalho intenso na clínica, você percebe que atendeu 20 pacientes, e cada um tinha uma quantidade diferente de lesões cariosas. Daí, com a maior paciência do mundo, você preenche uma tabela com a sequência de números abaixo: 0, 2, 1, 9, 3, 5, 1, 6, 12, 3, 8, 1, 3, 0, 2, 1, 2, 7, 8, 2 Agora, imagine que você tem um(a) colega, que trabalha com prevenção, e está interessada nos perfis dos pacientes que você atendeu. Olha, são 20 pacientes com 76 cáries. O máximo são 12 cáries. Mas no geral, a média de cárie por paciente é quase quatro. Entretanto, nem todo paciente tem a mesma quantidade de cáries. E para você não ser pega de surpresa e ficar sem material durante o atendimento e ainda otimizar o seu tempo, é certeza que 68% deles vão apresentar entre zero e sete cáries. Prepare os seus kits. Mas como você tirou esses números da cartola? A média: some todas as cáries e divida pelo número de pacientes, ou seja, 76 cáries/20 pacientes = 3,8 cáries por paciente, ou seja, está bem perto de quatro cáries. E os 68%: aliás, o que é isso? É o desvio padrão. Para ser bem franco, é o primeiro intervalo do desvio padrão. Esse primeiro intervalo contem 68% de chance dos seus pacientes terem cárie. Esse é o intervalo que você precisa saber. O desvio padrão é a distância de cada valor de cárie até à média de cárie. É a forma de medir a dispersão das cáries em relação à média de cárie. Na fórmula, essas distâncias são elevadas ao quadrado, somadas, divididas pelas chances de variação (os famosos graus de liberdade). Então, o computador finalmente aplica uma raiz quadrada (para que os quadrados voltem a ser números), e encontra que o desvio padrão vale 3,4 cáries. Para calcular o começo esse intervalo de 68%, pegue a média (3,8) e subtraia dele 3,4 = 0,4 cáries. Depois, para calcular o final desse intervalo, pegue a média (3,8) e some com ele 3,4 = 7,2 cáries. Pronto: 68% dos pacientes entre 0,4 e 7,2 cáries. Volte na tabela: veja os números 7, 8 e 12. Como não representam a maioria, a chance de aparecerem é menor.
- Chega de dor de cabeça: a fórmula da referência bibliográfica
A fórmula da referência bibliográfica possui um componente especial: o treino. Qual é, na opinião dos estudantes, a maior "dor de cabeça" quando estão perto de terminar a faculdade? Resposta: terminar a monografia ou a tese. Em qual ponto? Porque se for em tudo, essa dor de cabeça vira uma enxaqueca sem fim. Afinal, para que arrumar mais encrenca na sua vida? Todos nós sabemos: é a tal da lista de referências bibliográficas. É uma tarefa tediosa, maçante, chatice total, ou qualquer nome que você quiser, que deixa a sua musculatura glútea quadrada e dolorida. Mas saiba que ela é muito importante. primeiro, porque os números que você cita ao longo do seu trabalho de conclusão de curso devem ser compatíveis com os números na lista de referências. segundo, a digitação dos conteúdos. Claro, você pode usar o famoso recurso de copiar e colar ( Ctrl + C e Ctrl + V ). Sem isso, como alguém, que lê o seu trabalho, vai encontrar a referência correta na biblioteca física ou virtual? Bem, digitar corretamente a tal lista já foi muito pior. Na época da máquina de escrever, os erros eram corrigidos depois (uma tira de papel colada sobre a página). Mais tarde, surgiu o corretor líquido (top prime dos anos 1980 e começo dos anos 1990). E finalmente, graças à Deus, os programas de edição de texto para computadores. Mas qual é mesmo a fórmula da referência bibliográfica? Leia as recomendações da sua universidade Cada faculdade tem o seu manual particular para compilar a lista de referências, com pequenas variações. Entenda o sistema Vancouver Esta padronização universal cria uma forma rápida para economizar espaço e tempo na preparação da sua lista. Treine todos os dias Apenas 10 minutos do seu tempo Siga o modelo abaixo sobrenome e iniciais do nome: coloque até o sexto autor (na sequência que aparecem no artigo), depois escreva et al. E separe um autor do outro colocando uma vírgula depois das iniciais dos nomes; título do artigo, título abreviado da revista: somente a primeira palavra começando com letra maiúscula. O título abreviado da revista pode ser consultado no site PubMed. ano, volume, fascículo, página inicial, página final: coloque o ano, coloque ponto e vírgula, o número do fascículo entre parênteses, coloque dois pontos, escreva o número da página inicial, coloque um hífen, escreva o número da página final, digite o ponto final. Agrupando os itens acima e gerando a referência bibliográfica Linuxides FG, Grandel ERT, Chulow JK, Abcheip AB, Fenowpop DD, Triptsasde LM et al. The future is digital. Arch Dig Fut Comut. 2024 Jan-Mar;1(1):3-6. https://doi.org/12.345/2025.04.08 E chega de enxaquecas com a fórmula da referência bibliográfica. Para sempre.
- Osteoimunologia - Parte 3 : a origem do fenômeno
Osteoimunologia - Parte 3 : a origem do fenômeno. Atenção: se você chegou aqui sem ler a Parte 1 e a Parte 2, por favor, volte e perca mais cinco minutinhos do seu dia. Agora, vamos em frente. E afinal, não é porque você "está na cena do crime" que o cometeu, concorda? No mínimo, você é "suspeito", mesmo que não seja "pego no ato". Então, precisamos de uma "prova física" de comunicação entre as células do sistema imune e as células do sistema ósseo. Temos os meios para isso? Sim, existem moléculas (sondas) conhecidas como imunomarcadores. Vamos aplica-las. Melhor, vamos relatar o que aconteceu nos anos 2000: Por exemplo, o sistema imune trava combate em diversas áreas do corpo. Inclusive no sistema ósseo, se for necessário. Um dos tipos de leucócitos encontrados no exame de sangue (linfócito T) é capaz de conversar com os osteoclastos, ao ponto de ativa-los, gerando reabsorção óssea. Mas todo mecanismo biológico tem seu controle: os mesmos linfócitos T também secretam outra molécula, o interferon-gama, impedindo que esta "conversa" funcione bem, e assim a reabsorção óssea é reduzida. Essa é a origem do termo osteoimunologia.
- Osteoimunologia - Parte 2 : mas de onde vem o seu sangue?
Osteoimunologia - Parte 2 : mas de onde vem o seu sangue? Por que osteoimunologia? Como sempre, a reposta está na origem. Se você chegou agora e pegou o assunto andando, recomendo que volte para a Parte 1. A maioria dos componentes identificados no exame de sangue é produzida na medula óssea. Ela é uma fábrica com diversas linhas de produtos, partindo de duas fontes básicas: as células hematopoiéticas e as células mesenquimais. O que vem das células hematopoiéticas? Duas linhagens: mieloide (neutrófilos, monócitos/macrófagos, basófilos, eosinófilos, megacariócitos (plaquetas)) linfoide (linfócitos T, linfócitos B) O que vem das células mesenquimais? pericitos, adipócitos, fibroblastos, condrócitos, osteócitos, osteoblastos Agora, três fatos importantes sobre a osteoimunologia o sistema imune, em sua maioria, se origina no sistema ósseo, e seria um completo absurdo se ambos os sistemas não "conversassem". os macrófagos estão numa linhagem, enquanto os osteoblastos estão em outra linhagem, e isto vai fazer essas células se comunicarem no controle da massa óssea. é muito provável que os macrófagos vistos no tecido ósseo se tornem osteoclastos. Essa fábrica é o que mantém o seu corpo "de pé".
- Osteoimunologia - Parte 1 : o que tem no seu sangue?
Osteoimunologia - Parte 1 : o que tem no seu sangue? Qualquer pessoa que se sinta mal, ou necessite de uma cirurgia, estará nesse minuto diante de um médico, cirurgião-dentista, ou outro profissional de saúde. E o movimento seguinte, na maioria dos casos, será deixar o consultório com um pedido de exame, o popular hemograma completo, aquele onde retirarmos 1 ou 2 tubos de sangue circulante venoso. Mas, caso vocês acreditem ou não, esses tubos preciosos contêm uma amostra do que é necessário para suas células respirarem e se defenderem. Quando nosso organismo é afetado/invadido, são esses elementos que entram em ação. Troquem a palavra "afetado" por "intervenção": o implante dentário entrará em contato com o seu sangue. E o que isso tem a ver com a tal da Osteoimunologia? Vamos devagar: o que tem no tubo? Você não vê, mas o profissional do laboratório de análises clínicas sim. Usando um protocolo de centrifugação (os tubos rodam em velocidades de 2 mil a 3 mil rpm) , ele/ela conseguem separar os conteúdos em duas fases básicas: uma é mais clara (45% em volume, plasmática) e a outra é a mais escura (55% em volume, células). O que tem na fase plasmática? albumina, uma proteína que controla a pressão (ela é produzida pelo fígado) transferrina: a proteína que transporta ferro e também está envolvida no mecanismo de controle do açúcar pela insulina imunoglobulinas (IgG, IgA, IgM) que se ligam aos agentes invasores formando os complexos antígeno anticorpos anti tripsina lipoproteínas (proteínas que ligam aos lipídeos) glóbulos brancos e plaquetas (defesa e fatores de crescimento) O que tem numa das fases celulares circulantes? hemácias (transporte de oxigênio) Se você leu cuidadosamente o texto acima, percebeu que temos "metais" que participam de funções importantes em nosso organismo. Entretanto, não são os únicos. Ainda, que as células de defesa também podem ser identificadas e quantificadas. O conteúdo do tubo só diz o que existe nele, mas não mostra a sua origem dos seus elementos e porque estariam conectados à Osteoimunologia. É o que veremos na Parte 2.
- Implantes zigomáticos: o que é consenso na literatura?
Representação esquemática de uma maxila atrófica recebendo quatro implantes zigomáticos Os implantes zigomáticos foram criados para reabilitação de pacientes com maxilas severamente atróficas. Isto significa que o osso da arcada superior, sem os elementos dentários, não possui mais altura e largura suficiente comparada ao seu tamanho original. Nas TCFCs (imagens tomográficas de feixe cônico), é como se a maxila tivesse a espessura de uma folha de papel sulfite. No diagnóstico desta situação, é importante que o grau de atrofia seja identificado e, quando indicado, implantes zigomáticos serão utilizados. Ainda, só profissionais extremamente capacitados (a maioria possui residência ou especialização em Cirurgia/Traumatologia Buco Maxilofacial) devem executar esse tratamento, pela complexidade anatômica e os riscos envolvidos. Ao longo dos anos, com diversas modalidades/técnicas cirúrgicas publicadas sobre os implantes zigomáticos, era natural em algum momento haver uma reunião tentativa de consenso. E ela aconteceu, inclusive com a participação de três cirurgiões-dentistas do Brasil: Dr. André Sakima, Dr. Eduardo José de Moraes, e Dr. Waldemar Polido. Esta reunião contou com 63 participantes, e foi comandada pelos Drs. Carlos Aparicio, Tomas Albrektsson, Rubén Davó, David Pastorino, e Dra. Chantal Malevez. Aqui, foi utilizado o Método Delphi, onde um questionário é composto com diversas perguntas divididas por tópicos. Nas respostas, se o nível de concordância entre participantes atingir 70% ou mais, tem-se um consenso sobre determinado assunto. Leia mais: Fraturas na zircônia monolítica Abaixo, os principais pontos e o resultado deste consenso sobre implantes zigomáticos: Indicação quando a altura da crista óssea for menor/igual a 4mm largura mínima da crista óssea: 6mm se a situação acima ocorrer nos setores anteriores e posteriores ao mesmo tempo, quatro implantes zigomáticos são possíveis dentes comprometidos devem ser extraídos 4 meses antes a condição do seio maxilar deve ser examinada antes e depois da cirurgia se houver patologias, um otorrino deve ser ativado Planejamento abertura bucal suficiente é necessária TCFC mandatória (altura, espessura, localização) tecnologia para planejamento virtual 3D Trajetória do implante respeitar a integridade da membrana do seio na zona crítica de comunicação bucosinusal o uso de guias de perfuração não deve ser sistemático Medicação prescrição de antibióticos antes da cirurgia antibióticos, corticosteroides, e AINEs depois da cirurgia Cirurgia incisões relaxantes para preservar os tecidos moles preservar a membrana do seio ao nível da crista óssea usar o motor cirúrgico para começar a inserir o implante torque mínimo de 25Ncm para carga imediata Desenho do implante superfície lisa e sem roscas nas regiões coronal e média superfície rugosa e com roscas na região apical Prótese carga imediata apenas se a estabilidade inicial for atingida prótese imediata entregue dentro de 24 horas da cirurgia excursões laterais suaves ausência de cantiléver para distal perfil gengival adequado para higienização Acompanhamento mais de uma vez ao ano, usando TCFCs e panorâmicas radiografias periapicais não tão úteis neste sentido Acesse o trabalho original no link abaixo: https://bit.ly/delphi-consensus
- Clindamicina para pacientes alérgicos à penicilina?
Clindamicina: opção à penicilina nos casos de alergia? A Penicilina é um antibiótico prescrito com regularidade na Odontologia. Normalmente, usamos amoxicilina, uma penicilina de amplo espectro e da 2ª geração. A penicilina atua na parede celular. Já a clindamicina é recomendada para pacientes alérgicos à penicilina. A clindamicina atua no bloqueio da síntese proteica bacteriana. Uma revisão sistemática recente envolvendo quatro estudos respectivos coorte, ou seja, um grupo homogêneo de partida com as mesmas características, diferenciado apenas pela prescrição de clindamicina aos alérgicos à penicilina, mostra que a falha dos implantes dentários no grupo com clindamicina se aproxima dos 11%, enquanto no grupo com penicilina chega apenas aos 3,8%. No total, são mais de 10 mil implantes dentários investigados. Outro tipo de análise estatística dentro da revisão, a meta-análise, também mostra que a prescrição de clindamicina (nos casos de alergia) gera uma chance 3,3 vezes maior de perda de implante dentário do que nos casos com penicilina. Esse número corresponde ao OR (odds ratio ou razão das chances), ou seja, são as proporções de alérgicos por não alérgicos nos grupos teste (clindamicina) e controle (penicilina). Todo valor OR maior do que 1 é considerado chance de ocorrência provável para o fenômeno estudado. A principal hipótese aventada para as falhas nos casos de uso de clindamicina seria sua interferência na atividade dos osteoblastos (2 estudos in vitro, 1 estudo clínico). Entretanto, este trabalho também serviu para uma preocupação crescente: no dia a dia, colhemos apenas os relatos dos pacientes que se dizem alérgicos à penicilina, e automaticamente, os programamos para receber clindamicina. Então, será que não estaríamos “aumentando” o número de falhas nos implantes? Para isso, os autores sugerem que seja realizado um protocolo conhecido como “delabeling”, ou seja, aplicar o teste de laboratório para confirmar se realmente estes pacientes possuem alergia à penicilina, excluindo essa designação dos seus prontuários. Lembrando: esta revisão, mesmo que sistemática, trouxe apenas quatro estudos na tabela de meta-análise, de natureza retrospectiva, o que deve ser visto com restrições na transposição destes dados para a prática clínica.
- As "leis da Osseointegração" sendo reescritas?
Osseointegração: uma nova interpretação para o fenômeno? Foto. I.A. Um assunto de interesse geral: a osseointegração é uma reação de corpo estranho? Desde 2014, essa "polêmica" está nos periódicos, na mídia, nos consultórios. Afinal, o paciente pode perder o implante dentário porque seu sistema imune não está em equilíbrio? De lá para cá, mais uma dezena de trabalhos, testes em animais, comprovações histológicas, melhor compreensão das células do sistema imune. Finalmente, chegamos ao local que esse assunto merece: uma revista de imunologia. E, quem sabe, isso estimule os dentistas ao estudo da osteoimunologia. O sistema imune nasce do osso. Há um bom motivo para isso A interface osso e implante seria um mecanismo onde o osso "isola" o implante dentário de maneira funcional. Conforme o artigo gratuito, sete pontos sobre a osseointegração a osseointegração é necessária na função do implante dentário avanços recentes sugerem que a osseointegração é uma reação de defesa imune, mais do que um simples reparo ósseo esse processo de ancoragem ao osso seria melhor descrito como "processo imunoinflamatório" em vez de apenas "inflamatório" mecanismos osteoimunológicos são subjacentes à perda óssea marginal como condição, e não como doença o sistema imune causa a perda óssea marginal controlando a relação osteoblasto/osteoclasto até onde sabemos, bactérias podem afetar os implantes, dado que a reação imunológica tenha começado primeiro; reações locais bacterianas, que não afetam a estabilidade do implante, poderiam ocorrer pela infiltração na interface implante-pilar fatores dos pacientes, como as partículas de agentes cimentantes, corrosão primária, e fraturas, poderiam causar a perda óssea marginal, monitorada pelo sistema imune; a corrosão secundária pode aumentar o desafio de sobrevivência dos implantes, passando de uma reação de exclusão/envelopamento (shield-off) para uma reação de rejeição Clique abaixo e leia o artigo gratuitamente: https://doi.org/10.3389/fimmu.2022.1056914
- Tipo de parafuso, liga e cilindro na adaptação marginal das infraestruturas com solda a laser
Adaptação marginal: parafuso, liga metálica, cilindro: o que muda? The influence of screw type, alloy and cylinder position on the marginal fit of implant frameworks before and after laser welding A influência do tipo de parafuso protético, liga metálica e posição do cilindro na adaptação marginal antes e após solda a laser Autores: Daniela Castilio Ana Paula Ribeiro do Vale Pedreira Paulo Henrique Orlato Rossetti Leylha Maria Nunes Rossetti Wellington Cardoso Bonachela Objectives: To evaluate the influence of screw type, alloy, and cylinder position on marginal fit of implant frameworks before and after laser welding. Methods: After Estheticone-like abutments were screwed to the implants, thirty plastic prosthetic cylinders were mounted and waxed-up to fifteen cylindrical bars. Each specimen had three interconnected prosthetic components. Five specimens were one-piece cast in titanium and five in cobalt-chromium alloy. On each specimen, tests were conducted with hexagonal titanium and slotted gold screws separately, performing a total of thirty tested screws. Measurements at the interfaces were performed using an optical microscope with 5mm accuracy. After sectioning, specimens were laser welded and new measurements were obtained. Data were submitted to a four-way ANOVA and Tukey's multiple comparisons test (alpha=0.05). Results: Slotted and hexagonal screws did not present significant differences regarding to the fit of cylinders cast in titanium, either in one-piece casting framework or after laser welding. When slotted and hexagonal screws were tested on the cobalt-chromium specimens, statistically significant differences were found for the one-piece casting condition, with the slotted screws presenting better fit (24.13 microm) than the hexagonal screws (27.93 microm). Besides, no statistically significant differences were found after laser welding. Conclusions: 1) The use of different metal alloys do exert influence on the marginal fit, 2) The slotted and hexagonal screws play the exclusive role of fixing the prosthesis, and did not improve the fit of cylinders, and 3) cylinder position did not affect marginal fit values.
- Associação entre a atividade mastigatória muscular rítmica no sono e a dor miofascial mastigatória
Dor miofascial e atividade rítmica mastigatória no bruxismo do sono. Association between rhythmic masticatory muscle activity during sleep and masticatory myofascial pain: a polysomnographic study Associação entre a atividade rítmica mastigatória durante o sono e a dor miofascial mastigatória: estudo polisomnográfico Autores: Leylha Maria Nunes Rossetti Caros Dos Reis Pereira de Araujo Paulo Henrique Orlato Rossetti Paulo César Rodrigues Conti Aims: To test for an association between rhythmic masticatory muscle activity during sleep, as assessed according to polysomnographic criteria for sleep bruxism (RMMA-SB), and myofascial pain (MFP), as well as the chance of occurrence of MFP in patients with RMMA-SB. Methods: Thirty MFP patients (diagnosed according to the Research Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders) and 30 age- and gender-matched asymptomatic controls underwent a polysomnographic examination. Also, any self-reporting of daytime clenching (DC) was registered in 58 of these subjects. Results: Most MFP patients reported mild or moderate pain (46.67% and 43.33%, respectively), and only 3 (10%) reported severe pain. Pain duration ranged from 2 to 120 months (mean 34.67 +/- 36.96 months). Significant associations were observed between RMMA-SB and MFP as well as between DC and MFP. Conclusions: (1) RMMA-SB is significantly associated with MFP; (2) although RMMA-SB represents a risk factor for MFP, this risk is low; and (3) DC probably constitutes a stronger risk factor for MFP than RMMA-SB.












