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  • Tecnologias Produtivas na Reabilitação Oral com implantes

    Capa do livro: Tecnologias produtivas na Reabilitação Oral com implantes Na reabilitação oral com implantes, o retorno do IN2022. Tecnologias Produtivas na Reabilitação Oral com implantes (ISBN 978-65-5872-293-9) Capítulo 1. O potencial das ferramentas digitais na Implantodontia guiada e orientada. Bottino MA, Faria R, Viegas D, Saavedra G Capítulo 2. Preservação de contorno alveolar: um diferencial em reabilitação de maxila com dentes periodontalmente condenados. Relato de caso Sartori IAM, Kraft B Capítulo 3. Fluxo digital em implantodontia estética através de processos terceirizados Giordani G, Giordani A, Martini C, Nhoncance W Capítulo 4. Cirurgia de implantes por navegação Dinâmica Todescan FF, Giugni LR, Hayashi MM. Capítulo 5. Planejamento virtual – ferramenta essencial para reabilitação oral Mallaguti FI, Malaguti JG. Capítulo 6. A face e o sorriso: fluxo de trabalho digital para tratamento de casos complexos em Implantodontia Bezerra FJB, Ghiraldini B, Araújo FM, Oliveira GJPL Capítulo 7. Reabilitações implantossuportadas dentais ou dentogengivais: o que considerar no planejamento? Hiramatsu DA, Silva EVF, Silva GAF, Consenza HB, Moreira NCF, Stapani NPC, Sanchez RSL, Santos VR Capítulo 8. Influência de material, geometria do corpo, perfil das roscas e superfície no sucesso dos implantes dentários Elias CN, Soares FMS Capítulo 9. Alterações da macrogeometria dos implantes e sua influência na resposta biológica Gehrke SA Capítulo 10. Como as novas tecnologias impactaram na eficiência da Implantodontia contemporânea? Tunchel T, Blay A, Santos Jr. JA, Iurovschi R, Son A, Nagasawa MA, Saska -Specian S, Shibli JA Capítulo 11. Aplicação da tecnologia digital na resolução de casos complexos na Implantodontia Zimmermann D, Groisman M, Paulinelli I, Matuck C, Groisman E Capítulo 12. Mudando as perspectivas da reabilitação oral total imediata com implantes Dias SC, Ávila GB, Alcantara BAR, Avila EVA, Souza KJ, Faria SSR, Vito SJCO. Capítulo 13. Importância dos componentes protéticos para a estabilidade dos tecidos peri-implantares: caso clínico Adolfi D, Adolfi MC, Orth CC, Mourelo JP Capítulo 14. Cirurgia guiada: indicações e aplicabilidades Dinato JC, Dinato TR, Sczepanik FSC Capítulo 15. Avanços e aplicações da técnica de cirurgia guiada na implantodontia moderna Ferreira EJ, Kopp G, Kopp FCT, Weiss SG Capítulo 16. Envelhecimento precoce bucal: diagnóstico e reabilitação funcional com resina composta – relato de caso Soares PV, Soares MPCM, Caixeta AB, Jesus JV

  • Prótese dentária sobre implante: os pilares são imprescindíveis?

    Prótese sobre implante: surge o movimento "abutment-free"? Uma prótese dentária precisa de pilares como meio de fixação e biomecânica de retenção, não é? Tudo bem, é claro que você já ouviu falar da famosa coroa de jaqueta: quando o espaço interoclusal é reduzido, e o núcleo/pino metálico praticamente está unido ao recobrimento estético. Nas prótese dentária sobre implante, usamos o mesmo princípio dos pilares, quer elas sejam parafusadas ou cimentadas. O pilar estará lá sendo o elemento de transição entre o implante e a restauração, havendo um parafuso Esse pilar sobre o implante tem diversos nomes clássicos: munhão, manga, luva, transmucoso, intermediário. Ao longo dos anos, também adotamos a sua versão não traduzida da língua inglesa: abutment. Esses pilares, com e sem elementos anti rotacionais, são pré-fabricados ou podem ser modificados a partir de materiais de estoque. Por exemplo, quando fazemos o enceramento e uma sobre fundição). Alguns pilares ficaram famosos, como o UCLA, o CeraOne, o Estheticone, o MirusCone, e o CerAdapt. Uma fase de descobertas na prótese sobre implantes. A tecnologia CAD/CAM facilitou ainda mais esse processo de customização dos pilares: atualmente, podemos escolher a forma básica em uma biblioteca virtual, modificar o que for necessário, e selecionarmos o material de fabricação (polímero, metal, cerâmica) Mas é possível confeccionar a prótese sobre implantes sem usar um pilar como elemento de transição, ou seja, colocar a porção basal da prótese em contato direto com a região cervical dos implantes dentários? E seus parafusos de fixação: serão capazes de suportar os mesmos esforços mecânicos? Estudo em evidência na prótese dentária sobre implante Na proposta recente, tanto a zircônia quanto o titânio foram usados na confecção das próteses, sendo que um dos grupos testados não possui os abutments (pilares) como nós os conhecemos. Para isso, o implante dentário tem características internas que permitem à futura prótese ser conectada diretamente, já que os seus contornos finais são desenhados e usinados pela tecnologia CAD/CAM: O sistema TRI: a base da prótese é customizada para a conexão do implante. Assim, como é de costume, esse tipo de ensaio biomecânico é feito com alguma fadiga térmica e depois mecânica para verificar o quanto da capacidade de retenção (torque) ainda existe nos parafusos e, também, que tipo de falhas são observadas (adesivas, coesivas, ou mistas). Os resultados iniciais são interessantes: a redução nos torques de remoção chega à 70% dos valores originais, independente da presença ou não de um pilar (Ti-base ou multi-unit) as PPFs de zircônia monolítica confeccionadas sem os pilares mostram cargas de falha comparáveis aos outros grupos com pilares as PPFs de titânio mostram maior capacidade de carga após a fadiga os diversos tipos de pilares usados (ausência de pilar, Ti-base, multi-unit) não afetam as cargas de falha nos casos de falha em PPFs de zircônia, elas se iniciam no ponto de aplicação de carga e migram para a área do conector nos casos de falha em PPFs de titânio, elas são coesivas no material de recobrimento Outra proposta desse sistema é variar o tipo de material do parafuso (metal, cerâmica, ou polímero) em função do tipo de prótese a ser usinada. Entretanto, seus autores reforçam: vencida a fase do comportamento laboratorial, é chegada a hora dos estudos clínicos com essa inovação na prótese sobre implante.

  • PPR: aposentada e passando bem?

    PPR: uma solução válida em casos limites Próteses Parciais Removíveis: aposentadas e passando bem? O que você diria no caso da foto acima? Longe disso. Acredito que as próteses parciais removíveis não estão aposentadas, apenas foram ofuscadas pela introdução dos implantes dentários, usados há muito tempo como “remédios” para todos os males do edentulismo parcial ao total. Para quem não sabe, dentro do ranking as próteses, as PPRs são as mais difíceis de serem planejadas e executadas. Mas quando nos esforçamos, elas funcionam bem. Se você tem vergonha em dizer que faz PPR no seu consultório, não se preocupe: a maioria dos profissionais têm, mas também faz. Imagine o que é colocar um modelo de gesso num dispositivo chamado delineador e encontrar uma possível direção de inserção para a futura restauração. Leva tempo até para os mais experientes. Sem contar que em alguns casos as classificações de Kennedy podem mudar em função do risco de perda dentária ao longo do tempo, e o nosso planejamento deverá incluir elementos como a “placa distal” e "ganchos de ação de ponta". Tudo bem, agora você me diz que existe uma bolacha de cromo-cobalto e a armação metálica pode ser criada e fresada no computador. Eu concordo. Mesmo assim, o profissional deveria saber qual elemento digital adicionar (apoio, gancho, conector), suas posições corretas em função das áreas retentivas e expulsivas, e ainda fazer as compensações. Levaria tanto tempo quanto até que o botão da fresadora fosse acionado. Teoricamente, implantes dentários na região posterior resolveriam as Classes I e II de Kennedy (desdentados posteriores bilaterais e unilaterais). Mas na mandíbula, por exemplo, é preciso ter osso em altura, justo na área onde passa o canal do nervo alveolar inferior. E, se houver altura e não tivermos largura, e o aumento horizontal não for realizado, o seu paciente terá, além da relação coroa-implante excessiva (fator de força suspeito), o desenvolvimento de uma recessão no tecido mole periimplantar ao longo do tempo, que poderá ou não ser contrabalanceada por um enxerto de tecido gengival livre (EGL). Você conhece muitos pacientes nesta situação ou não? Lembrando: conforme a 7ª Conferência de Consenso ITI, EGL para regiões posteriores e enxerto de tecido conjuntivo (ETC) nas regiões anteriores. Ainda nos restam as Classes III e IV. A primeira situação parece menos problemática? Ledo engano. Excesso de dentes, muitas vezes fora das suas posições originais mesio-distais e vestíbulo-linguais. Ortodontia com pequenos movimentos primeiro: seu paciente acha que é muito tempo de tratamento? Que tal fazer os preparos e “expor acidentalmente” a polpa: endodontia! Ou vamos para os implantes dentários? Colocados fora de posição, criarão os famosos espaços escuros, problemas de transferência na moldagem, e na higienização. E finalmente, a Classe IV (desdentado anterior): o reino da estética. Com toda a evidência acumulada sobre a distância entre dente-implante e/ou implante-implante, o menor erro no posicionamento das fixações “matará” o desenvolvimento das papilas de tecido mole, sem falar na fonética e higienização. Seu paciente deseja uma prótese sem gengiva artificial e por isso quer os implantes dentários, não é? Examine a linha de sorriso e se há um tecido queratinizado com volume suficiente para ser condicionado. Outro aspecto comum nesses casos é uma deficiência na altura intermaxilar quando os pacientes possuem seus dentes anteriores inferiores naturais extruídos pela falta de contenção com o antagonista: não há espaço para colocar os implantes dentários caso a ameloplastia incisal (desgaste no esmalte) não seja realizada. Não caia nessa firula pseudocientífica de "vamos remover esses dentes porque...". Nada substitui a propriocepção do ligamento periodontal. Diante de tais observações, nunca me pareceu que a PPR estivesse aposentada. Certamente, o mais correto seria dizer que ela passou por uma evolução quando começou a ser associada às próteses parciais fixas e aos encaixes extra coronários (próteses híbridas), na real impossibilidade de colocarmos implantes dentários. Ou na forma do seu “upgrade” mais recente, quando os implantes dentários são usados como apoios distais (e encaixes tipo botão) nos casos de Classe I e II de Kennedy, que garantem boa sobrevivência da PPR. E para que eu não seja injusto, há profissionais que trabalham maravilhosamente a gengiva artificial acrílica ou cerâmica, deixando-as praticamente indistinguíveis no rebordo do seu paciente.

  • PROMs: os resultados relatados pelos pacientes importam!

    PROMs: a opinião do paciente é um ativo poderoso. PROMs: você já ouviu ou leu esta palavra? É um acrônimo para Patient Reported Outcomes. Ou talvez você os conheça como Patient Centred Outcomes ou Patient Centered Outocomes? Sim, são os resultados relatados pelos seus pacientes. Opiniões. Do ponto de vista acadêmico (Bader e Ismail, 1999), os PROMs podem ser divididos em: percepção preferências satisfação saúde bucal relacionada à qualidade de vida As origens dos PROMs provavelmente se encontram na análise psicométrica, a ciência que estuda, dentre tantas coisas, a opinião ou as respostas. Rensus Likert (em 1932) talvez tenha criado a escala mais famosa de avaliação, aquela de 5 pontos, onde você passa do “não estou satisfeito” para o “plenamente satisfeito”. Em sua maioria, são escalas onde o ponto intermediário representaria a neutralidade. Ela também é conhecida como escala discreta. Toda vez que você responde à uma pesquisa pela internet, na maior parte das vezes, está “clicando” em algum tipo de escala de Likert. São as famosas "pesquisas de satisfação" ou "de opinião". E essa não é a única possibilidade por exemplo, você pode usar a famosa Escala de Análise Visual (Huskisson, 1974); pacientes com Desordens Temporomandibulares podem marcar numa linha horizontal o local onde “acreditam” que se encontra o nível atual de dor. Esse é um tipo de escala contínua. Ou, se você faz Periodontia, pode usar uma escala de 0-100% para determinar o quanto seu paciente passaria novamente pelo mesmo tratamento (depois que ele já passou, é claro) ou o quanto ele acredita que a gengiva melhorou (mesmo não sendo especialista no assunto). Há também o que chamamos de escalas dicotômicas, onde nossos pacientes respondem perguntas de "sim" e "não". Por exemplo, você está satisfeito com a cor da sua gengiva? ( ) sim ( ) não Para fechar, há outras avaliações psicométricas populares utilizadas, como o OHIP-14 (Slade, 1997), que definem o impacto do tratamento na saúde bucal. São ferramentas contendo domínios (áreas das perguntas). Em cada domínio, temos o uso de uma das escalas citadas acima. Claro, essas escalas têm sido aplicadas e a maioria está validada por pesquisa de alto impacto. Entretanto, do ponto de vista clínico, quais seriam as maiores utilidades de uma escala? Na relação entre a opinião do seu paciente (leigo) e a constatação do especialista (você): o grau de assimetria entre “aquilo que seu paciente pensa que é” e “aquilo que você sabe como é”. No consultório, fotografias e vídeos (especialmente com as câmeras dos nossos celulares) são as nossas principais ferramentas no “ANTES” e “DEPOIS”. No cruzamento desses dados psicométricos com os valores financeiros dispendidos no consultório: qual é a relação da terapia oferecida x seus honorários x resultados obtidos? Por exemplo, se na região posterior você fizesse uma prótese fixa de três elementos e não o implante unitário para um molar, os custos ao longo do tempo seriam iguais? Esse é um ponto importante que todo paciente pergunta, e possui algumas indicações na literatura. Na busca pela diferença minimamente importante (MID) entre terapias: chegamos ao Santo Graal do PROMs. Até que ponto é possível saber o quanto do benefício é real na terapia que você usou para os seus pacientes? Por exemplo, você usa um laser de 60 mil dólares e consegue regenerar 1mm de osso num paciente com peri-implantite. Esse é um tratamento que valeu à pena nesse caso? Em quantos pacientes eu deveria fazer o mesmo tratamento para ter um benefício significativo? Essa foi uma boa relação custo-benefício? Outro exemplo: você coloca um implante imediato e faz o condicionamento gengival com uma coroa provisória: depois de quantas semanas as mudanças nos níveis das papilas e na coloração da gengiva começam a passar "despercebidas" pelo seu paciente? Ela ou ela está satisfeito? Se você precisar fazer uma enxertia de tecido conjuntivo, o quanto a terapia irá melhorar o aspecto final? Se você leu todo o post, percebeu que a tendência em se preocupar com a opinião do paciente, especialmente no mundo das redes sociais, só tende ao crescimento. Que tal exercitar essas ferramentas no seu consultório?

  • Protocolos de carga em prótese parcial fixa sobre implantes

    Protocolos de carga imediata em prótese parcial fixa: quais as taxas de sobrevivência? “Porque não...” é uma pergunta que deve ser feita em ciência quando vamos comparar algo com o que é clássico, já estabelecido, padrão ouro ou grupo controle. Controle significa ter uma referência. Por exemplo, quando estamos na Terra, o valor da força gravitacional em nossos corpos é quase 9,8m/s2. Se pegarmos uma carona e formos para a Lua, esse valor chega aos 1,6 m/s2. O efeito será uma sensação de leveza. Ou, se você quer saber se está andando ou parado, precisa olhar para um referencial bem longe. A sensação de movimento é visual desde que você não esteja ligado a ela. No avião, consigo saber que estamos em movimento observando a paisagem pela janela, mas não sentimos a velocidade da aeronave (em média 600 quilômetros por hora). Na Implantodontia, quando falamos em protocolos de colocação, há três chances: imediato, precoce, tardio. Esses protocolos também são acompanhados (ou não) pela ativação (carga) na restauração, seguindo a mesma linha: imediato, precoce, convencional. Na clínica, multiplicando o número de combinações entre colocações e ativações, temos nove possibilidades de protocolos de carga. Diante desse cenário, é fundamental discutirmos o que está validado na clínica e ou na ciência. Afinal, quais são as taxas de sobrevivência desses protocolos de carga? Quando são selecionados apenas estudos clínicos com pelo menos 1 ano de acompanhamento e 10 pacientes, é possível gerar as taxas de sobrevivência. Lembrete: taxas de sucesso na implantodontia são obtidas quando conseguimos medir os níveis ósseos ao longo do tempo. Na correria da clínica, é muito difícil. Agora, vamos combinar dar nomes às combinações e as taxas obtidas conforme a revisão sistemática mais recente: 1A – colocação imediata / carga imediata = 98% 1B – colocação imediata / carga precoce = 91% 1C – colocação imediata / carga convencional = 95% 2-3A – colocação precoce / carga imediata = 97,8% 2-3B – colocação precoce / carga precoce = 100% 2-3C – colocação precoce / carga convencional = 94% 4A – colocação tardia / carga imediata = 97,2% 4B – colocação tardia / carga precoce = 97,9% 4C – colocação tardia / carga convencional = 97,5% Estamos falando de qual tipo de prótese mesmo? Da prótese parcial fixa num conjunto de mais de 10 mil implantes avaliados, sendo que não existem implantes curtos (< 6mm de comprimento). Critérios anatômicos e procedimentos práticos: o que é comum? Características como a altura e espessura adequadas, bem como uma parede óssea vestibular intacta. Além disso, o torque de inserção final (sendo os valores 25 Ncm, 35Ncm e 40Ncm bem estabelecidos em cada protocolo), muitas vezes acompanhado do quociente de estabilidade (ISQ 60). Como fica a validação nos protocolos de carga? Protocolos clinicamente bem documentados e cientificamente validados: 1A, 1C 2-3A, 2-3C 4A, 4B, 4C Protocolos clinicamente documentados (e algumas ressalvas): 1B – há necessidade de selecionar bem os casos 2-3B – ainda não possui evidência suficiente Leia mais: protocolos de carga em implantes unitários - clique aqui

  • A Gnatologia morreu: será mesmo?

    Gnatologia: os movimentos mandibulares sendo traduzidos para a mecânica dos articuladores. Centenária, polêmica, controversa! Segundo o Glossário de Termos em Prótese, em tradução livre para a língua portuguesa, Gnatologia é "um termo geral para o estudo da biologia do sistema mastigatório e registro cinemático da posição mandibular". Essa biologia e função compreendem os músculos da mastigação, as articulações temporomandibulares, e a dentição, dentro do pacote dos mecanismos de propriocepção que fazem com que tudo o que falamos, comemos, ou deglutimos tenha sentido, sem considerar que um dos seus "produtos finais mais interessantes" é o sorriso. Os "pais" da Gnatologia Beverly B. McCollum, Harvey Stallard, Charles E. Stuart, cirurgiões-dentistas dos EUA formam a trinca que inaugura essa filosofia. A Sociedade de Gnatologia foi fundada em 1926. Em 1930, o Dr. McCollum desenvolveu o primeiro instrumento mecânico capaz de duplicar os movimentos mandibulares. Dr. Beverly. B. McCollum, fundador da Escola de Gnatologia. Foto: I.A. Quatro anos mais tarde, em parceria com o Dr. Stuart, em 1934, produziu o primeiro instrumento mecânico capaz de registrar esses movimentos. Dr. Charles E. Stuart. Foto: I.A. Gnatologia: os registros mecânicos! Sim, é fato que os primeiros dispositivos eram peças extremamente complicadas e delicadas, com os profissionais dependendo muito da cooperação e destreza dos seus pacientes. Batizado de "gnatógrafo", essa façanha da engenharia tinha por objetivo ser o verdadeiro "escritor da mandíbula": O gnatógrafo: mal sabia como os chips de computador o transformariam. Foto. I.A. Gnatologia: os registros digitais! Mas enquanto nos perguntamos sobre as circunstâncias do "obituário", nesse exato segundo, centenas de startups e empresas ligadas em tecnologia de rastreamento óptico concentram seus esforços para "trazer à vida" essa formidável ciência. Abaixo, um dos exemplos mais recentes, onde o rastreamento de toda a movimentação mandibular pode ser feito pela captura com uma câmera intraoral e uma câmera extraoral em poucos minutos de atendimento: MetiSmile, da Shinning 3D: o paciente vê e entende o que acontece. É como naquela famosa frase de Mark Twain: "as circunstâncias sobre a minha morte foram um pouco exageradas". Bons trabalhos gnatológicos para vocês!!! Leia mais: O que é melhor no esquema oclusal: guia canino ou em grupo?

  • Bactérias da boca, circulação sanguínea e disfunção erétil

    Higiene oral e disfunção erétil: a doença cardiovascular como elo de ligação. Homens, atenção! Precisamos falar disso! Vocês sabiam que a saúde da boca pode ter um impacto direto em áreas inesperadas do seu corpo, como a circulação sanguínea e até mesmo a função erétil? Parece improvável, mas a ciência tem revelado uma ligação cada vez mais clara entre as bactérias que habitam a nossa cavidade bucal e as condições sistêmicas. O universo bacteriano da sua boca A cavidade bucal é um ecossistema complexo, onde vivem centenas de espécies de bactérias, fungos e vírus. Só as bactérias somam mais de 800 classificações. Você não vê, mas elas estão lá. Basta rolar um cotonete pela mucosa da boca, sob a língua, ou coletar a saliva. Quando esse material é levado para análise de um microscópio ou equipamentos mais potentes, esses "monstrinhos" ficam visíveis. Esse microbioma oral cresceu significativamente nos últimos anos com auxílio da bioinformática. Em resumo geral, temos o CPF e o RG, e podemos saber o que essas bactérias fazem quando estão em bando. Entretanto, a maioria desses microrganismos também vive em harmonia conosco, desempenhando papéis importantes na digestão e na proteção contra outros patógenos. No entanto, um desequilíbrio nesse ecossistema (o nome contemporâneo para isso é disbiose), muitas vezes causado pela má higiene bucal, pode levar ao crescimento excessivo de bactérias nocivas. A escovação dentária serve para desorganizar a placa dento bacteriana (biofilme). Todos os dias, pelo menos três vezes após as refeições, é o que nós podemos fazer de melhor. É uma luta infinita. A doença periodontal, ou periodontite, é um exemplo clássico desse desequilíbrio. Caracterizada pela inflamação das gengivas e, em estágios avançados, pela destruição dos tecidos de suporte dos dentes (perda óssea), a periodontite é causada principalmente por bactérias específicas. Quando o seu dentista faz ou refaz o exame periodontal nas consultas de manutenção, ele ou ela procuram exatamente por locais onde esse sangramento e a quantidade de placa sejam excessivos. Se você tem implantes dentários, esse cuidado deveria ser redobrado, com pelo menos duas ou três consultas por ano. O problema é que a ação dessas bactérias e a resposta inflamatória do corpo não se limitam apenas à boca. Outros órgãos serão afetados. No contexto atual entre Odontologia e Medicina, a palavra "inflamação" significa a chance de pelo menos três doenças de grande impacto na saúde pública: diabetes, hipertensão, e obesidade. Vamos à circulação sanguínea. Bactérias orais e o Impacto na circulação sanguínea Quando as gengivas estão inflamadas e sangram, as bactérias presentes na boca podem entrar na corrente sanguínea (bacteremia). Uma vez no sistema circulatório, essas bactérias e as toxinas que elas produzem podem desencadear uma série de eventos que afetam a saúde vascular: inflamação sistêmica: a presença constante dessas bactérias e seus subprodutos na corrente sanguínea pode ativar uma resposta inflamatória crônica em todo o corpo. Essa inflamação sistêmica é um fator conhecido no desenvolvimento e progressão de doenças cardiovasculares. disfunção endotelial: o endotélio é o revestimento interno dos vasos sanguíneos, crucial para a regulação do fluxo sanguíneo e da pressão arterial. A inflamação crônica e a presença de patógenos orais podem danificar o endotélio, levando à sua disfunção. Isso significa que os vasos sanguíneos perdem sua capacidade de dilatar e contrair adequadamente, comprometendo o fluxo sanguíneo para várias partes do corpo. formação de placas: algumas pesquisas sugerem que as bactérias orais podem até mesmo contribuir para a formação de placas ateroscleróticas nas artérias, um processo conhecido como aterosclerose. Essas placas endurecem e estreitam as artérias, restringindo ainda mais o fluxo sanguíneo. Em seu posicionamento mais recente, a American Heart Association destaca que a doença crônica vascular aterosclerótica continua sendo a causa líder de óbitos nos EUA, e que o tratamento periodontal reduziria esse risco. A ligação com a disfunção erétil A disfunção erétil (DE) é a incapacidade de obter ou manter uma ereção firme o suficiente para uma relação sexual satisfatória. A causa mais comum da DE é a insuficiência do fluxo sanguíneo para o pênis. Para uma ereção ocorrer, os vasos sanguíneos do pênis precisam se dilatar e permitir um influxo significativo de sangue. Considerando o impacto das bactérias orais na circulação sanguínea, uma possível conexão com a DE torna-se mais clara: disfunção endotelial e vasos sanguíneos: se as bactérias orais contribuem para a disfunção endotelial e a aterosclerose, isso afeta diretamente a capacidade dos vasos sanguíneos de se dilatarem, incluindo aqueles que suprem o pênis. Um fluxo sanguíneo comprometido é um dos principais fatores para o desenvolvimento da DE. inflamação crônica: a inflamação sistêmica crônica, impulsionada por patógenos orais, também pode ter um papel na DE, pois a inflamação pode danificar os tecidos e os vasos sanguíneos envolvidos no mecanismo da ereção. Embora mais pesquisas sejam necessárias para estabelecer a causalidade definitiva, a correlação é cada vez mais evidente, mas a ponte é a sua circulação sanguínea. Cuide bem dela. Leituras sugeridas em artigos científicos: Gualtero DF. Oral microbiome mediated inflammation, a potencial inductor of vascular diseases: a comprehensive review. https://doi.org/10.3389/fcvm.2023.1250263 Loos BG. The link between periodontitis and erectile dysfunction: a review. https://doi.org/10.1038/s41415-019-0724-6 Singh VP et al. Oral health and erectile dysfunction. https://doi.org/10.4103/jhrs.jhrs_87_17

  • Doença periodontal, perdas dentárias futuras, déficits cognitivos

    Déficits cognitivos: qual é o papel das perdas dentárias? Entendendo a função dos dentes em menos de 1 minuto Seres humanos nascem com a possibilidade de duas dentições: uma primária (decídua) e outra secundária (permanente). Embora uma venha depois da outra, com períodos de transição (dentição mista) ambas são importantes nas diversas fases da vida. Uma dentição natural no adulto, se contarmos até os segundos molares em ambas as arcadas, tem pelo menos 28 dentes. Os outros quatro são os dentes do siso, que frequentemente não irrompem ou são extraídos. Além disso, dentes posteriores são feitos para triturar (moedor), enquanto os dentes anteriores são feitos para cortar (tesoura). Ainda, os dentes fornecem o que chamamos de suporte oclusal. Essa sustentação é dada pelos contatos dentários, que são mais fortes na região posterior (molares até os caninos) do que na região anterior (entre os dentes incisivos). Assim, as forças que mantêm os dentes da maxila em contato com os da mandíbula são oclusais. As forças que mantêm os dentes em contato apenas dentro da mesma arcada são de natureza proximal (ponto de contato). Nessa equação, ainda existe a ação das bochechas e da língua garantido que o formato das fileiras de dentes seja mantido. Pelos motivos acima, quando perdemos uma unidade oclusal, é possível que os dentes posteriores migrem em direção anterior, fechando o espaço. Finalmente, existe o detalhe funcional: nossos dentes precisam dos guias de desoclusão (canino, função em grupo) para evitar que forças não ideais sejam colocadas sobre eles, restaurações (amálgama, resina), ou próteses sobre dentes e implantes. Quando a quantidade de dentes é “menor do que o ideal” Ao longo da vida de uma pessoa, é possível perder dentes. Os motivos são variados: cárie, doença periodontal, infiltração, problemas endodônticos, fraturas não reparáveis, traumas avulsivos. Por exemplo, os primeiros molares, uni ou bilateralmente, são dentes frequentemente lesionados, daí a Ortodontia (para fechar o espaço) ou a Implantodontia (para reposição da unidade perdida). Entretanto, é possível que o paciente tenha uma doença periodontal agressiva. Assim, mais dentes entram nessa conta. Se o tratamento for bem-sucedido e a manutenção feita de forma constante, os dentes remanescentes ficam no que chamamos de “estado saudável com suporte periodonto reduzido”. Um exemplo clássico é ter todos os dentes anteriores e pelo menos, os quatro pré-molares de cada lado na maxila e na mandíbula: 24 dentes. As superfícies dos pré-molares possuem uma área superficial menor para trituração. Além disso, teremos um espaço gengival maior livre outrora ocupado pelos dentes molares, influenciando o desempenho mastigatório O estágio seguinte: 20 dentes quando perdemos mais um pré-molar de cada lado. Possíveis problemas estéticos surgirão em função da altura da linha do sorriso. Desta forma, com os arcos dentários reduzidos, muitos pacientes simplesmente não procuravam tratamento porque se adaptavam ou porque as próteses parciais removíveis (PPRs) de extremidade livre eram desconfortáveis, especialmente aquela região rosa de acrílico que se assentava sobre a mucosa residual. As perdas dentárias e a doença periodontal Conforme a classificação mais recente sobre as doenças periodontais e peri-implantares, dentro do estágio da periodontite, há dois caminhos possíveis explicando as perdas dentárias: aquelas incomuns ou as causas pela própria periodontite. São quatro estágios, sendo que o número de dentes remanescentes é considerado nos estágios III e IV, justamente nos contextos mais severos, conforme a imagem abaixo: Estágios da Periodontite As perdas dentárias e o suporte oclusal remanescente O suporte oclusal remanescente dita o número de dentes antagonistas, conforme a classificação abaixo: Classificação de Eichner para as perdas dentárias. Modificado de: Nakamura et al. doi: 10.3390/jcm14248939. Em resumo, a pergunta clínica seria: o quanto do suporte oclusal remanescente é capaz de impedir perdas dentárias futuras? Por exemplo, um estudo retrospectivo com 225 pessoas mostra que pacientes da categoria B podem perder até 3 dentes ou mais ao longo de 21 anos de acompanhamento quando comparados aos que se encontram na categoria A, mesmo que implantes dentários tenham sido colocados. A chance (Odds Ratio) dessa ocorrência é 1,83 vezes maior. As perdas dentárias e o declínio cognitivo Vamos colocar o cérebro em questão: desordens cognitivas são uma questão de saúde mental afetando a memória, aprendizado, e a execução de tarefas diária. Nos casos extremos, podem ser representadas pelo Alzheimer ou demência. Não é de hoje: existe uma forte suspeita que o número de dentes remanescentes está ligado ao declínio cognitivo. Na revisão sistemática mais recente contendo 20 meta-análises, envolvendo pessoas na faixa dos 50 anos de idade ou mais, os seguintes achados foram publicados em relação à chance (Odds Ratio) de desenvolvimento: em geral, pessoas com periodontite tiveram mais risco de desenvolver todos os tipos de déficits cognitivos do que pessoas sem periodontite. A chance aqui é 1,64 vezes maior. pessoas com periodontite tiveram mais risco de desenvolver demência do que pessoas sem periodontite. A chance aqui é 1,23 vezes maior. pessoas com periodontite tiveram mais risco de desenvolver impedimento cognitivo do que pessoas sem periodontite. A chance aqui é 1,31 vezes maior. pessoas com periodontite tiveram mais risco de desenvolver Alzheimer do que pessoas sem periodontite. A chance aqui é 1,20 vezes maior. pessoas com periodontite tiveram mais risco de desenvolver impedimento cognitivo leve. A chance aqui é 1,98 vezes maior. Mesmo que com os dados acima ainda não seja possível estabelecer uma relação de causa e efeito, a doença periodontal deve ser tratada como um problema de saúde sistêmico, já que seus mecanismos inflamatórios são multifatoriais. É possível impedir as perdas dentárias? Com a Odontologia e a Medicina conversando mais, os próximos anos devem ser de grandes descobertas na prevenção das perdas dentárias. Por enquanto, continuamos com a lista básica: reforço na higienização (escovação e fio dental) flúor tópico terapia de suporte periodontal e peri-implantar higiene do sono exercícios físicos e mentais

  • Cirurgia guiada no alvéolo de extração recente: qual é a tolerância?

    Cirurgia guiada para implante dentário: precisão angular como os ponteiros de um relógio. Dezembro chegou e como é que a gente está? Procurando aquela chave de fenda, o alicate, e o martelo para fazer alguns concertinhos caseiros básicos. Ou tem aquela parede que você esperou um momento de paz esse ano todo para furar e colocar um quadro? Ferramenta em posição, broca nova, o interfone tocando com a orelha do vizinho doendo...e no final das contas o furo ficou torto! Tudo bem, agora vai um quadro na parede, você coloca uma fita...ninguém está vendo mesmo...para quê tanta hipocrisia. Tudo resolvido. A solução aplicada na parede é mascarada pelo quadro. Entretanto, na boca, as coisas são um pouco diferentes quando falamos em cirurgia guiada e implante dentário imediato. Aliás, essa “aura de mistério” em torno da cirurgia guiada já acabou: uma tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC), o software de planejamento. Seu laboratório envia um guia impresso 3D; existe um conjunto de anilhas a serem trocadas para cada diâmetro de broca, e finalmente o seu implante está em posição. O que realmente muda é a densidade óssea e a posição do alvéolo após a extração dentária. Fazendo uma analogia: furar uma parede lisa (alvéolo cicatrizado), à primeira vista, é completamente diferente de trabalhar numa parede com um furo previamente existente (alvéolo de extração). Além disso, as furações podem estar perpendiculares, mais para cima ou mais para baixo, certo? E lá vai você, muito feliz da vida, sentindo-se o robô dos robôs, achando que o seu prego ficará na posição 100% correta. Alvéolo cicatrizado, alvéolo de extração recente O alvéolo de extração recente também é conhecido como alvéolo fresco. O alvéolo cicatrizado é aquele onde a entrada do rebordo está tecnicamente fechada, ou seja, à grosso modo, é a parede. O ponto é que esse alvéolo fresco segue a anatomia e posicionamento da raiz dentária, com dezenas de combinações. Atualmente, a imagem por TCFC auxilia não só na verificação da espessura das tábuas ósseas, mas também facilita nessa verificação do posicionamento radicular: mais para vestibular, mais para palatino, no centro do rebordo. Diversos estudos clínicos mostram que essa espessura da tábua óssea, especialmente na região vestibular, é muito fina (perto de 1mm) na região da crista óssea. Aqui mora o perigo para uma futura recessão peri-implantar. Na cirurgia guiada estática, qual é o melhor tipo de alvéolo para se trabalhar? O conceito de “melhor” aqui lembra outro termo: a acurácia. Todas as vezes que falamos em precisão e veracidade, estamos falando de acurácia. Na cirurgia estática guiada por computador, essa acurácia mede o desvio entre o que é planejado virtualmente no software e o que é obtido nos modelos físicos. A ideia é que esses desvios (angulares ou lineares), do ponto de vista global, sejam os menores possíveis. Estamos falando de posicionar um implante dentário no espaço edêntulo de um incisivo central superior onde qualquer desvio além do limite pode impedir que uma papila peri-implantar se desenvolva ou que o contorno da gengiva vestibular fique comprometido do ponto de vista estético. Também, é por isso que o seu professor (ou a sua professora) vivem dizendo: cuidado com a inclinação do implante para não prejudicar o desenvolvimento do perfil de emergência na restauração protética. No experimento in vitro mais recente, 40 modelos de uretano da arcada maxilar, faltando apenas um incisivo central superior, são divididos em quatro grupos; - alvéolo cicatrizado - alvéolo deslocado para vestibular (1mm de espessura nessa cortical) - alvéolo centralizado (2mm de espessura em cada tábua óssea vestibular e palatina) - alvéolo deslocado para palatino (1mm de espessura nessa cortical) É logico: independente da morfologia do alvéolo, os implantes foram colocados para palatino. A disparidade entre o perímetro do alvéolo e do implante traz mais uma dificuldade. Os implantes testados aqui são réplicas de 4 x 10mm, e as suas posições finais nos modelos de uretano capturadas com ajuda dos scanbodies: o modelo de alvéolo cicatrizado mostra os maiores desvios globais médios, tanto na região coronal (0,83 mm) quanto no ápice (0,98 mm) o modelo do alvéolo para palatino mostra os menos desvios globais médios, tanto na região coronal (0,38 mm) quanto no ápice (0,49 mm) o desvio angular é maior no grupo do alvéolo cicatrizado (2,9 graus) e menor no grupo do alvéolo centralizado (1,87 graus); entretanto, quando o alvéolo estava centralizado ao rebordo, os implantes dentários exibiram a menor acurácia na região do que seria a crista óssea. a morfologia do alvéolo realmente afeta todos os tipos de desvios lineares e angulares o grupo do alvéolo para vestibular mostra maior acurácia no posicionamento apical do implante dentário Ocorre que o rebordo cicatrizado mostra desvio do implante para palatino, enquanto os alvéolos de extração mostram desvio mais para vestibular. Também, conforme o estudo, é a presença do alvéolo, e não sua morfologia específica, que gera as tendências acima. Uma análise mais profunda desses desvios na cirurgia guiada estática Sim, temos as médias. Mas como a acurácia, por definição, envolve a precisão e a veracidade, a média fica representando o primeiro fator, e o desvio padrão segue responsável pelo segundo fator. Por exemplo, os valores totais de média e desvio padrão no grupo do alvéolo cicatrizado são 2,91 e 1,37 graus. Isto significa que há um intervalo onde existe a maior chance desses desvios acontecerem, que vai de 1,54 graus até 4,28 graus. No grupo do alvéolo centralizado, essa “chance” fica entre 0,76 graus e 2,98 graus. Vale ressaltar: os implantes foram guiados do começo ao final da cirurgia e feitos por um operador experiente, atingindo 35Ncm de torque final de inserção. Diante de toda essa padronização, se podemos estar sujeitos aos valores extremos como mostrado acima, imaginem o que acontece quando um implante dentário, na zona estética, é colocado sem a ajuda do guia cirúrgico, seja este um para o incisivo central, incisivo lateral ou canino? Leitura complementar: E se as anilhas forem abertas parcialmente, a precisão da cirurgia guiada melhora? Clique no link abaixo e descubra! https://doi.org/10.1111/clr.13957

  • Seu implante dentário "afundou"? O grande desafio funcional e estético

    Extrusão dentária e o implante adjacente. Uma das situações mais significativas na implantologia moderna é a compreensão e o manejo do crescimento craniofacial tardio. Acreditava-se que a face parava de crescer. Bem, isto não é verdade. Diferentemente dos dentes naturais, que são capazes de se adaptar e erupcionar passivamente ao longo da vida, os implantes são estruturas fixas ao tecido ósseo. Esta diferença fundamental pode gerar complicações: uma delas é a extrusão relativa, ou infraoclusão, alterando a estética dentária e a função, justamente porque a face cresce, e os implantes ficam parados sempre na mesma posição em que foram colocados. A dinâmica do crescimento craniofacial e a estabilidade do implante dentário O crescimento craniofacial não cessa completamente na adolescência. Estudos demonstram que mudanças sutis, mas clinicamente relevantes, continuam ao longo de toda a vida adulta. Este crescimento tardio, juntamente com a erupção dentoalveolar contínua dos dentes adjacentes, cria um ambiente em constante transformação. Enquanto os dentes naturais respondem a essas mudanças através de mecanismos de erupção passiva e remodelação óssea adaptativa, os implantes dentários, uma vez osseointegrados, permanecem em uma posição fixa em relação à base óssea. Essa disparidade pode resultar em uma extrusão relativa do implante dentário, onde ele parece “afundar” em comparação com os dentes vizinhos e o tecido mole circundante. O problema é: detectar com precisão quando isto ocorre. Infraoclusão em implantes dentários: impacto estético e funcional A infraoclusão de implantes dentários é uma condição onde a coroa protética do implante se encontra em um plano oclusal inferior ao dos dentes adjacentes. Esteticamente, isso se manifesta como uma discrepância no nível gengival e na altura da coroa, criando um “degrau” que compromete a harmonia do sorriso. Parece até que você caiu e quebrou um pedacinho do dente, mas não é. Além do impacto visual, a infraoclusão também acarreta consequências funcionais. Pode levar a uma oclusão patológica, com sobrecarga nos dentes naturais remanescentes ou no próprio implante, potencialmente afetando a saúde periodontal dos dentes adjacentes e a estabilidade da prótese dentária. A erupção dentoalveolar contínua dos dentes naturais agrava essa discrepância ao longo do tempo. Sim, os dentes "andam". Não percebemos, mas eles se mexem no sentido vertical com o tempo. Esse mecanismo é considerado como uma compensação fisiológica. A presença de infraoclusão pode dificultar a higiene oral adequada ao redor do implante, aumentando o risco de mucosite peri-implantar e peri-implantite, comprometendo a saúde periodontal a longo prazo. A remodelação óssea ao redor do implante, embora essencial para a osseointegração, não confere a mesma capacidade de adaptação vertical que os dentes naturais possuem. Ou a coroa do implante parece encurtada, ou o ponto de contato entre a coroa do dente e a coroa do implante dentário fica mais frouxo ao longo do tempo. Fatores de risco e estratégias para solucionar a infraoclusão Conforme uma revisão recente, os fatores de risco que podem aumentar a chance de infraoclusão nos implantes dentários são: idade e sexo do paciente: segue como um dos mais críticos, onde pacientes mais jovens, especialmente aqueles que ainda apresentam crescimento craniofacial ativo, estão mais suscetíveis/ as mulheres são mais suscetíveis do que os homens. localização do implante: a maxila e a região anterior superior têm maior tendência às mudanças do que a mandíbula e a região posterior, assim como os dentes incisivos laterais e caninos em relação aos dentes incisivos centrais. padrão de crescimento craniofacial: pacientes ortodônticos tipo "face longa" têm maior risco do que pacientes ortodônticos tipo "face curta" força mastigatória: locais com baixa força mastigatória têm maior risco do que regiões com alta carga mastigatória protocolo de colocação do implante: casos com colocação tardia possuem maior risco do que os casos de colocação imediata. contato dentário: ausência tem maior risco do que a presença de contato. Alternativas terapêuticas e perspectivas futuras Para pacientes jovens ou aqueles com alto risco de infraoclusão de implantes dentários, em vez dos implantes, pode-se considerar o fechamento ortodôntico de espaços, o autotransplante de dentes (quando viável) ou o uso de próteses parciais removíveis ou próteses fixas adesivas como soluções temporárias até que o crescimento craniofacial esteja completo. Essas abordagens permitem que a erupção dentoalveolar natural continue, mantendo a estética dentária e a função sem o risco de extrusão relativa. A decisão deve ser individualizada, considerando as necessidades e expectativas do paciente, bem como o prognóstico a longo prazo. A importância do consentimento informado e comunicação Dada a complexidade do crescimento craniofacial tardio e das contínuas mudanças dento alveolares, o consentimento informado e a comunicação transparente com os pacientes são de suma importância na implantologia moderna. É essencial que os pacientes compreendam que, embora os implantes dentários sejam uma excelente solução, eles não são idênticos aos dentes naturais em sua capacidade de adaptação. A discussão deve abordar o conceito de infraoclusão, os fatores de risco envolvidos e a possibilidade de que o implante possa parecer “afundado” ao longo do tempo em relação aos dentes adjacentes devido à erupção dentoalveolar contínua. Os profissionais devem explicar as implicações para a estética dentária e a função, bem como a potencial necessidade de revisões protéticas futuras ou tratamentos adicionais para manter o sucesso dos implantes e da saúde periodontal.

  • Reosseointegração em Implantes Dentários: difícil ou impossível?

    Reosseointegração: uma "luz no final do túnel"? A falha do implante dentário, seja de titânio ou zircônia, pode ocorrer por diversos motivos, muitas vezes pela sobrecarga mecânica ou trauma. A possibilidade de reverter essa falha, induzindo a “reosseointegração”, tem sido um campo de intensa pesquisa. A Promessa da Reosseointegração: Lições dos Modelos Pré-Clínicos O estudo mais recente (Jolic et al., 2025) trouxe uma perspectiva animadora ao demonstrar a capacidade de implantes de titânio comercialmente puro grau 4 de “re-osseointegrar” após um rompimento mecânico controlado (giro de 90 graus com uma chave mecânica após 28 dias de osseointegração) em um modelo padrão com ratas. Utilizando implantes modificados com álcali (NaOH), que promovem uma superfície bioativa, a pesquisa observou resultados notáveis: Recuperação da Estabilidade Mecânica: O torque de remoção (RTQ) dos implantes que passaram por disrupção e cicatrização se mostrou comparável, e por vezes superior, ao de implantes não rompidos, indicando uma restauração completa da ancoragem óssea. Reconstituição do Contato Osso-Implante (BIC): As análises histomorfométricas revelaram um alto percentual de contato osso implante (acima de 75%), evidenciando a capacidade do osso de se readaptar à superfície do implante. Normalização do Volume e da Qualidade Óssea: O volume ósseo dentro das roscas do implante (BV/TV) e a área óssea recuperaram-se a níveis equivalentes ou ligeiramente superiores aos dos implantes controle. Adicionalmente, análises espectroscópicas indicaram uma melhoria na qualidade mineral do osso neoformado, com aumento da cristalinidade. Remodelação Óssea Eficaz: A dinâmica de remodelação óssea demonstrou que o osso danificado foi removido por osteoclastos e substituído por osso novo, depositado por osteoblastos, de forma coordenada e eficiente. Esses achados, obtidos sob condições estritamente assépticas fornecem a prova de conceito de que a reosseointegração é um processo biológico possível e altamente eficiente (em ratos) No entanto, é fundamental compreender as profundas diferenças entre esse modelo experimental e o cenário clínico humano. Da Bancada do Laboratório ao Consultório: A Complexidade do Metabolismo Humano A principal ressalva ao transpor os resultados de estudos com animais para humanos reside nas diferenças metabólicas e fisiológicas intrínsecas entre as espécies. O modelo de rato, embora valioso, possui características que otimizam a cicatrização e o reparo tecidual de uma forma que não se replica fielmente em pacientes humanos: Taxa de Remodelação Óssea: O rato tem um ciclo de remodelação óssea extremamente acelerado, estimado em 5-7 dias, em contraste com os 90-120 dias em humanos. Isso significa que os 28 dias de reosseointegração aqui equivaleriam a aproximadamente 4 ciclos completos de remodelação no rato, mas seriam necessários 6-8 meses para observar um processo comparável em um paciente humano. Essa diferença temporal de 8 a 10 vezes na escala de cicatrização é o primeiro grande desafio. Metabolismo Basal Acelerado: O metabolismo basal do rato é cerca de 7 vezes mais rápido que o do ser humano (por unidade de massa corporal), o que se traduz em uma maior disponibilidade de recursos energéticos e celulares para o reparo. Sistema Imunológico Robusto: Os ratos utilizados em estudos são geralmente jovens, saudáveis e com um sistema imunológico no auge de sua capacidade. Em humanos, fatores como idade, comorbidades e uso de medicamentos podem comprometer significativamente a resposta imune. Homogeneidade Genética: A homogeneidade genética dos ratos de laboratório minimiza a variabilidade individual, algo que é uma constante em populações humanas. Essas diferenças metabólicas implicam que a janela de tempo necessária para uma reosseointegração bem-sucedida em humanos é substancialmente mais longa, expondo o sítio do implante a riscos por um período estendido. O Campo de Batalha: Da Tíbia Estéril à Cavidade Oral Colonizada Outro ponto crítico de divergência é o ambiente em que a re-osseointegração ocorre. O estudo em ratos foi realizado na tíbia, um osso sistêmico em um ambiente cirurgicamente estéril e controlado. Esta é uma condição ideal, livre de contaminação bacteriana. Em contraste, a reosseointegração de implantes dentários em humanos ocorre na cavidade oral, um dos ambientes mais complexos e desafiadores do corpo humano: Ecossistema Polimicrobiano: A boca abriga mais de 700 espécies bacterianas, formando um biofilme que se adere constantemente às superfícies. Este biofilme é dinâmico, complexo e pode ser altamente patogênico. Exposição Contínua: O implante está em contato permanente com saliva, detritos alimentares, líquidos e variações de pH e temperatura. Estresses Mecânicos: A mastigação impõe forças oclusais e estresses mecânicos contínuos, que, embora parte da função normal, podem comprometer uma interface óssea em cicatrização. Risco de Infecção: O ambiente oral apresenta um risco intrínseco de infecção, seja por patógenos endógenos (flora residente) ou exógenos. A formação de biofilme na superfície do implante (peri-implantite) ou na área de cicatrização é uma ameaça constante. A combinação do prolongado tempo de cicatrização em humanos com a natureza infecciosa da cavidade oral eleva drasticamente o risco de invasão bacteriana. Durante os 6-8 meses estimados para a "reosseointegração", há uma janela extensa para que bactérias colonizem o sítio cirúrgico, formem biofilmes e iniciem processos infecciosos que podem levar à falha total do implante. O que era um ambiente asséptico e controlado no modelo animal, transforma-se em um campo de batalha microbiológico em humanos. A Imperatividade da Vigilância: Por Que o Monitoramento Periódico é Crítico Diante desses desafios, a translação bem-sucedida da reosseointegração para a clínica humana não pode ser passiva. Pelo contrário, exige uma abordagem proativa, rigorosa e sistemática de monitoramento periódico. A vigilância contínua é a principal estratégia para mitigar o risco bacteriano e otimizar as condições para a formação óssea. Sem uma intervenção precoce em caso de desvios, o processo de reosseointegração, por mais biologicamente viável que seja, estará fadado ao insucesso. O Controle Periódico como Pilar Fundamental O estudo de Jolic et al. (2025) representa um avanço significativo, oferecendo uma esperança real de que implantes dentários com falha mecânica possam, de fato, serem beneficiados pela reosseointegração. Contudo, a translação dessa promessa para a realidade clínica humana está intrinsecamente ligada à superação de desafios monumentais. Portanto, para o profissional da implantodontia, a mensagem é clara: o controle periódico e exaustivo de todos os fatores que podem afetar a osseointegração, com um foco especial na mitigação do risco bacteriano, não é apenas uma recomendação, mas um pilar fundamental para o sucesso. Somente através de uma vigilância implacável, um protocolo de monitoramento sistemático e uma seleção criteriosa de pacientes, poderemos transformar a reosseointegração de uma proeza laboratorial em uma realidade clínica previsível e segura, oferecendo novas esperanças para a longevidade dos implantes dentários. O caminho é longo, mas os primeiros passos promissores já foram dados, exigindo de nós, clínicos, uma dedicação renovada à ciência e à arte do cuidado odontológico.

  • Implantes dentários: Entenda a Percepção Estética de Pacientes e Dentistas

    Percepção estética: quando o implante dentário está bom para o seu paciente? A perda de um dente pode ser uma experiência desafiadora, impactando não apenas a funcionalidade da mastigação, mas também a autoestima e a estética do sorriso. No entanto, o verdadeiro sucesso de um implante dentário vai além da sua estabilidade mecânica; ele reside na sua capacidade de se integrar de forma indetectável ao sorriso, como se fosse um dente natural. Aqui, surge o conceito de percepção estética. Em princípio, uma análise subjetiva (feita por pessoas leigas) ou objetiva (realizada por dentistas). Para facilitar esse processo, existem diversos índices, sendo que um deles é o mais validado ao longos dos anos e pode ser usado de forma simples pela comunidade odontológica no dia a dia da profissão. O índice Pink / White Esthetic Score (PES/WES) Desenvolvido para avaliar a estética das restaurações com implantes dentários, o PES/WES tornou-se uma referência para profissionais que buscam a excelência em resultados. O Que é o Índice PES/WES e Por Que Ele é Importante? O índice PES/WES é uma ferramenta de avaliação que permite mensurar a qualidade estética de um implante dentário, considerando dois aspectos fundamentais: a estética dos tecidos moles (gengiva, papilas) e a estética da restauração protética. Cada aspecto é dividido em cinco parâmetros, e cada um é pontuado de 0 a 2, com o valor 2 indicando ausência de discrepância em comparação com o dente adjacente, e 0 indicando uma grande discrepância. Os cinco parâmetros PES avaliados são: Papila Mesial Papila Distal Curvatura da Mucosa Vestibular Nível da Mucosa Vestibular Cor e Textura da Gengiva Peri-implantar Os cinco parâmetros WES avaliados incluem: Forma Geral do Dente Contorno e Volume Cor Textura da Superfície Translucidez e Caracterização Juntos, o PES e o WES somam um total máximo de 20 pontos (10 em cada índice), fornecendo uma avaliação abrangente e objetiva da estética do implante dentário estético. Limiares de Aceitabilidade e Detecção: Qual a Percepção Estética de Pacientes e Dentistas? Uma pesquisa recente mergulhou profundamente na avaliação desses scores, buscando estabelecer limiares clinicamente aceitáveis para implantes dentários de dente único. O estudo, que envolveu protesistas, leigos (pacientes em potencial) e dentistas, revelou insights cruciais sobre as expectativas e percepções da estética dental. Um dos objetivos principais era determinar o sucesso estético das restaurações sobre implantes unitários na região estética (entre os caninos superiores). Dessa forma, 100 pessoas leigas e 60 dentistas examinaram 38 fotografias previamente calibradas por três protesistas. O Limiar da Aceitação vs. o Limiar da Detecção A pesquisa estabeleceu dois limiares distintos para leigos: Limiar Clinicamente Aceitável: Um score PES/WES de 12. Neste ponto, 80% dos leigos aceitaram o implante, mesmo que pudessem identificá-lo. Isso sugere que a aceitação é mais subjetiva e que um implante pode ser "tolerável" mesmo que não seja "perfeito". Limiar de Detecção: Um score PES/WES de 17. Com este score, 71% dos leigos não conseguiram identificar corretamente o implante como uma restauração. Este é o ponto onde o implante é considerado "indetectável" ou possui um "resultado estético excepcional". Diferenças entre Dentistas e Leigos na Detecção de Implantes Como esperado, o estudo confirmou que os dentistas são significativamente mais hábeis na detecção de implantes do que os leigos. Enquanto os dentistas identificaram corretamente o implante em 82% das ocasiões, os leigos o fizeram em apenas 46%. Esta disparidade sublinha a visão "treinada" dos profissionais versus a visão "geral" dos pacientes. Para o planejamento de tratamento, essa diferença é fundamental, pois o que um dentista pode considerar uma pequena falha estética, um paciente pode nem notar ou, se notar, ainda assim aceitar. Deficiências em Tecidos Moles vs. Tecidos Duros: O Que Chama Mais Atenção? Para os leigos, as deficiências brancas (relacionadas à coroa dentária) foram mais influentes (57%) do que as deficiências rosas (relacionadas à gengiva) (42%). Isso sugere que os pacientes tendem a focar mais na cor, forma e textura do dente em si. Critérios Mais Influentes para Ambos os Grupos Curiosamente, para ambos os grupos (leigos e dentistas), alguns critérios se destacaram como os mais importantes na avaliação estética: PES 5 (Cor e Textura dos Tecidos Moles/Convexidade Radicular): A cor e a textura da gengiva ao redor do implante foram o critério PES mais focado. WES 3 (Cor do Dente): A cor da coroa do implante foi o segundo critério mais focado. Isso significa que, para um sorriso estético e natural, a atenção à cor da gengiva e à cor do dente é fundamental. É importante que os pacientes entendam sobre as dificuldades estéticas nas próteses sobre implantes unitários. Explicar que um implante com score PES/WES 12 é aceitável, mas um score de 17 é o que realmente o torna "invisível", pode ajudar os pacientes a entender o esforço e a complexidade envolvidos na busca pela estética dental de alta qualidade. Mesmo que um implante seja detectável, se ele atingir o score PES/WES 12, ele será amplamente aceito. A cor do dente e a cor do tecido mole são os critérios mais influentes para o sucesso estético de um implante. A diferença na capacidade de detecção entre dentistas e leigos ressalta a necessidade de uma comunicação clara. O que para um dentista experiente pode ser uma "falha" técnica, para o paciente pode ser um detalhe imperceptível. Discutir abertamente esses pontos e as metas estéticas desde o início do tratamento é fundamental para a saúde bucal e a satisfação geral do paciente. Conclusões Um score PES/WES de 12 é o mínimo para um implante ser considerado aceitável. Para um resultado verdadeiramente indetectável e excepcional, o objetivo é um score de 17. Leigos tendem a focar mais na cor do dente (WES 3) e na cor da gengiva (PES 5) ao avaliar a estética. Sua aceitação pode ser alta, mesmo que o implante seja detectável. A implantodontia moderna busca não apenas a substituição de um dente, mas a restauração completa da confiança e da beleza do seu sorriso. Ao entender os critérios que definem um implante "natural", você estará mais preparado para conversar com seu dentista e garantir que sua jornada para um sorriso perfeito seja bem-sucedida. Leia mais: A perda de contato entre dente e implante: ficha de exame gratuita

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