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- Doze passos para dominar seu articulador semiajustável
Modelos de gesso montados no articulador semiajustável. Se você acabou de concluir o seu curso, já sabe o quanto esse dispositivo é importante nos seus trabalhos de prótese dentária. Não dá para viver sem. Mas é preciso ter domínio básico desse aparelho caso contrário podemos tirar conclusões apressadas. Como tudo o que se fala sobre oclusão requer cuidado, aprender a controlar o seu articulador semiajustável será um passo importante e diário na sua jornada clínica. Um dispositivo mecânico fantástico Articuladores sem ajustáveis são dispositivos criados para relacionar os modelos maxilares e mandibulares de gesso. Isto dá uma ideia da quantidade e da intensidade dos contatos prematuros, interferências, e das relações oclusais, entre outros fatores. O olho humano não é capaz de “enxergar” as relações oclusais tridimensionais automaticamente na boca, sejam estáticas ou dinâmicas em ambos os lados simultaneamente. Então, fica melhor transporta-las para um dispositivo auxiliar e trabalhar com mais calma. Daí o papel seminal do articulador. Na prática, o articulador resolve aquelas situações famosas de “tem ou não tem espaço para fazer a prótese”, além de funcionar como elemento de comunicação entre você e o seu laboratório, especialmente quando entramos naquela acalorada discussão do "vou não vou alterar a dimensão vertical de oclusão". Seus pacientes também irão curtir o visual do seu belo enceramento diagnóstico feito com todo carinho: será como abrir a porta de um carro novo e sentir o cheirinho do estofado. Lembrete final: o articulador semiajustável só faz o que você manda. Se a programação estiver errada... Passo 1: revise todas as peças antes de começar Como não é “plug and play”, use o manual de instruções para aprender os termos técnicos e conferir se o que você comprou veio corretamente. Passe uma fita com seu nome no articulador e no arco facial porque são as peças mais fáceis de serem trocadas em consultório ou no laboratório. Passo 2: bolachas – um par é pouco, dois é bom, três é excelente! Se você puder, compre mais bolachas e use as magnéticas, especialmente no começo quando parece que o seu articulador deve resolver todas as montagens. Passo 3: só o articulador não basta – use o seu arco facial Para transportar as relações oclusais ao articulador, precisamos fazer alguns registros em boca. O primeiro é do arco facial que vai transportar a posição espacial (tridimensional) da arcada maxilar. Motivos: - no seu desenvolvimento, uma das metades da arcada maxilar pode crescer (descer) mais do que a outra - os dentes nem sempre estão com suas cúspides completamente alinhadas em forma de curvatura (de Spee). Há diversos modelos de arcos faciais. Uma regra simples é usar aquele que vem na compra do seu sistema preferido. A outra é dar manutenção nos parafusos e nas partes plásticas, especialmente as olivas que ficarão dentro dos condutos auditivos por alguns segundos durante o uso do arco facial. Passo 4: só o articulador não basta – use um registro de mordida O segundo é um registro de mordida. Esse registro é o botão “pausar” do seu controle remoto, onde você consegue ver exatamente o que está acontecendo no momento em que seu paciente encosta os dentes. Caso contrário, começa o processo de adivinhação (perder tempo) para encontrar “qual dente está conversando com qual dente”. Pode ser feito com uma placa de cera número 7 dobrada e reforçada por um palito de madeira, um silicone de laboratório, ou combinação de outros materiais. O mais importante é entender que alguns materiais distorcem mais rápido que os outros. Guarde em local longe da luz e do calor (uma cuba de água gelada é suficiente para a cera, por exemplo). Passo 5: o pino incisal fica na marca do zero Certifique-se de enviar ao laboratório sua montagem no articulador com o pino incisal programado no zero. Assim, você não erra nunca a altura do seu enceramento (e nem o seu técnico). Passo 6: o ramo superior se encaixa bem nas olivas metálicas? Nos dias de hoje, esse problema está superado. Entretanto, caso o seu articulador seja um modelo clássico, verifique sempre o assentamento dos estojos condilares e se houver defeito, faça a troca. Passo 7: a mesa incisal é plástica – cuidado! A mesa incisal é o ponto onde o pino incisal repousa. Em poucas palavras, é o que mantem a altura correta de montagem. Cuidado para não perder ou danifica-la. Passo 8: programe o seu articulador semiajustável para fazer a montagem dos modelos Há dois números famosos aqui: 30 e 15. O primeiro refere-se ao ângulo do guia condilar. O segundo ao ângulo de Bennett. Nos modelos atuais, esses números já vêm prontos, mas se o seu modelo for clássico, tem que fazer a programação. Passo 9: observe a distância intercondilar (pequena, média, grande) Novamente, os modelos mais novos apresentam valores médios. Os modelos clássicos possuem três graduações (S, L, M) que normalmente estão na região anterior (topo) do seu arco facial. Depois, faça os ajustes dessa distância no ramo inferior do seu articulador. Passo 10: atenção ao montar o modelo superior O nível de habilidade exigido aqui é simples: não derrubar muito gesso (especial) fora da área da base do modelo maxilar. No começo, nem todo mundo consegue fazer uma bola de pingue-pongue na viscosidade correta. Para começar com o pé direito, use a dica abaixo e tempo (aprenda em menos de 1 minuto): https://www.youtube.com/shorts/ij82pqtjabk Passo 11: coloque o registro interoclusal e fixe o modelo inferior Essa etapa pode ser feita com palitos de madeira (abaixadores de língua), godiva de baixa fusão, pistola de cola quente, fio metálico, um clip longo e grosso. O importante é que o seu articulador estará sob a bancada de trabalho, totalmente invertido, com o registro interoclusal em posição. Passo 12: faça a conferência da oclusão Quando os primeiros desenhos de articuladores foram criados (bem antes da Escola de Gnatologia), imaginava-se que reproduziriam em 100% todos os movimentos mandibulares. Isso não é possível. Entretanto, é necessário conferir se os contatos oclusais que temos na boca são os mesmos que temos agora com os modelos de gesso. Além disso, é bom verificar os guias de desoclusão que o seu paciente tem. Lembrando: não é obrigatório ter guia canino e nem tão pouco desoclusão em grupo em ambos os lados e ao mesmo tempo. Leia mais: Clássicos em Oclusão: a Esfera de Monson
- A altura da sua prótese unitária sobre implante importa?
Coroa alta e pilar baixo comparado à coroa baixa e pilar baixo: a segunda situação é melhor. Desde cedo, todo protesista escuta que é fundamental fazer algumas "continhas de cabeça". Por exemplo, na futura restauração (prótese sobre dente ou prótese unitária sobre implante), é preciso ter espaço interoclusal. Vamos nos concentrar na categoria Classe IV de Kennedy (desdentado anterior). Alguns pacientes têm muito espaço e outros nem tanto, não é? Agora que temos a imagem em mente, vamos imaginar também as perdas unitárias: é a mesma situação. Quando um implante reabilita um dente anterior, a relação entre altura da coroa e altura do abutment (pilar) não é apenas uma questão de espaço protético. É uma questão de alavanca. Imagine uma haste fixa na base. Quanto mais longa, maior o torque gerado por qualquer força aplicada na ponta. A física é simples: a flexão (M) é produto da força (F) pelo braço de alavanca (d): M = F × d Cada milímetro extra na altura do conjunto coroa/pilar multiplica a tensão transmitida ao parafuso e ao implante a cada ciclo mastigatório. Imagine também que seja possível testar isso do ponto de vista prático. No estudo mais recente, 40 corpos de prova simulando um incisivo central superior foram divididos em quatro grupos: coroa curta (13 mm), abutment Ti-base curto (3,5 mm) coroa longa (16 mm), abutment Ti-base curto (3,5 mm) coroa curta (13 mm), abutment Ti-base longo (5,5 mm) coroa longa (16 mm), abutment Ti-base longo (5,5 mm) O protocolo incluiu ciclagem térmica e carga cíclica incremental até a falha para simular a mastigação. O resultado que surpreende — e o que ele não diz sozinho Os números brutos são claros: O grupo coroa curta + abutment curto suportou em média 493 N e resistiu a cerca de 43.630 ciclos. O grupo coroa longa + abutment curto foi o pior, com apenas 339 N e cerca de 23.200 ciclos. A análise estatística confirmou que a altura da coroa foi o fator dominante — coroas de 13 mm superaram as de 16 mm com diferença significativa. Mas aqui vem a pergunta que o artigo não responde diretamente: como se explica que 2 mm de diferença na altura do abutment (3,5 mm vs. 5,5 mm) tenham qualquer efeito relevante? A física dos 2 mm: braço de alavanca e fadiga cíclica A resposta está na natureza acumulativa da fadiga. Na região anterior, as forças mastigatórias são oblíquas. Incisivos cortam, rasgam e desviam, gerando cargas excêntricas que transformam qualquer ganho de altura num problema de momento fletor (M). Dois milímetros extras no abutment deslocam o ponto de aplicação da força para mais longe do centro de rotação do implante. Com forças de 200 N a 400 N típicas da região anterior, esse acréscimo gera um momento adicional de 0,4 N·m a 0,8 N·m por ciclo. Isoladamente, parece pouco. Mas multiplicado por dezenas de milhares de ciclos, o dano acumulado torna-se substancial. É o mesmo princípio de uma ponte que suporta milhões de caminhões leves, mas rompe com alguns milhares de caminhões pesados. A diferença não está na carga de um único evento, mas no somatório de tensões repetidas ao longo do tempo. O efeito combinado que os dados revelam O estudo mostra algo ainda mais sutil: a altura do abutment não atua sozinha. Ela interage com a altura da coroa: coroa curta + abutment longo: desempenho intermediário. O abutment longo adiciona braço de alavanca, mas a coroa curta ainda mantém o conjunto dentro de um limite favorável coroa longa + abutment longo: também intermediário. Aqui, ambos os fatores somam-se, mas de forma previsível coroa longa + abutment curto: o pior resultado. Isso indica que, com uma coroa já longa, o abutment curto não consegue compensar o braço extra — a coroa longa domina o comportamento mecânico, e o abutment curto, em vez de ajudar, parece concentrar tensão de forma desfavorável Assim, a relação entre as duas alturas não é puramente aditiva. Existe uma interação não linear que merece investigação adicional. A área de superfície e a distribuição de tensão Há ainda um fator geométrico frequentemente negligenciado. Um abutment de 3,5 mm teria cerca de 36% menos área superficial que um de 5,5 mm. Isso reduz a área de contato para cimentação e, mais importante, concentra as tensões numa região menor da interface coroa-abutment. Com menos área para distribuir a mesma carga, os picos de tensão localizados são maiores. Então, a falha por fadiga tende a iniciar exatamente nesses pontos de concentração. A análise complementar por imagens confirma esse padrão: nas coroas curtas, predominaram fraturas do abutment e do parafuso (78%), enquanto nas coroas longas houve mais fraturas completas da zircônia (65%). São mecanismos de falha diferentes, governados pela distribuição de tensão em cada configuração geométrica. Implicações clínicas do raciocínio biomecânico na prótese unitária sobre implante Os achados reforçam que o planejamento protético não pode tratar altura da coroa e altura do abutment como variáveis independentes. Quando a reabilitação exige uma coroa longa (acima de 13 mm), o clínico deve assumir que o risco de falha por fadiga aumenta, e considerar estratégias compensatórias, como materiais de maior tenacidade ou redução de cargas excêntricas. Para coroas de altura convencional, a escolha entre abutment curto ou longo parece menos crítica isoladamente, mas a combinação coroa curta + abutment curto oferece a melhor margem de segurança mecânica. Em todos os cenários, os 2 mm de diferença no abutment não devem ser ignorados — especialmente quando o paciente apresenta carga mastigatória elevada, bruxismo ou prótese em cantilever. Leia mais sobre:
- IN26 - A Hora das Conferências - Dia 24
Congresso IN26 - A Hora das Conferências - Dia 24 A contagem regressiva continua! Com menos de 60 dias para o maior congresso do planeta em Reabilitação Oral sobre dentes e implantes, analógica e digital, envolvendo Prótese Dentária, Periodontia e Implantodontia, o Congresso IN26 apresenta a sua grade de conferências para o dia 24 de setembro: Então, anote na sua agenda e aproveite todos esses grandes momentos inesquecíveis! Adriana Lira 9:30 às 10:10h Adriana Lira Atualidades científicas na abordagem do paciente com bruxismo Diego Pita Guilherme Viudes João Manoel Nemitz 9:30 às 11:30h Diego Pita & Guilherme Viudes & João Manoel Nemitz PF1 Concept Karina Olivieri 9:30 às 10:10h Karina Olivieri A essência do sorriso: reabilitação oral com propósito e inovação Gustavo Salomão 9:30 às 10:10h Gustavo Salomão Explorando o fluxo digital em implantodontia: onde pequenos erros comprometem grandes resultados? Francis Lima 9:30 às 10:10h Francis Lima Reabilitação de sucesso: como construir autoridade profissional e previsibilidade clínica Gustavo Seabra 10:20 às 11:00h Gustavo Seabra Bruxismo e oclusão na Odontologia contemporânea: como avaliar e controlar Rafael Moraes 10:20 às 11:00h Rafael Moraes Inteligência Artificial: como o dentista pode usar hoje Eduardo Dias 10:20 às 11:00h Eduardo Dias Implantes curtos em pacientes edêntulos totais: quando e porque indicar Filipe Polese 10:20 às 11:00h Filipe Polese Como melhorar a experiência do paciente durante a anestesia local Cesar Benfatti 11:30 às 12:10h Cesar Benfatti Precisão, tecnologia e simplicidade: o novo paradigma da Implantodontia de alta performance Luis Rogério Duarte 11:30 às 12:10h Luis Rogério Duarte Maxila severamente atrófica: ciência, inovação e a evolução do design dos implantes zigomáticos na tomada de decisão clínica Eduardo J. de Moraes 11:30 às 12:10h Eduardo J. de Moraes Além da técnica: decisões críticas na reabilitação de rebordos atróficos Thais Nogueira 12:00 às 12:40h Thais Nogueira Fraturas em Protocolos: Falha do Paciente ou do Planejamento? Bruno Mello 12:20 às 13:00h Bruno Mello Manejo em área estética com reconstrução óssea e cirurgia guiada Leandro Nunes 12:20 às 13:00h Leandro Nunes Osseodensificação além da estabilidade primária: otimizando abordagens cirúrgicas com menor invasividade Ronaldo Fabiano 12:20 às 13:00h Ronaldo Fabiano Planejamento virtual cirúrgico e protético - qual o melhor caminho para resultados de alto nível e previsibilidade? Igor Brum 12:20 às 13:00h Igor Brum Análise das evidências clínicas e científicas sobre a eficácia dos nanobiomateriais no processo de remodelação óssea Diego Zimmermann 12:50 às 13:30h Diego Zimmermann Implantodontia Digital ao alcance do clínico: fluxo completo com softwares abertos e baixo custo Mariana Zangrando 13:10 às 13:50h Mariana Zangrando Implantodontia no paciente periodontal: preservação dentária ou substituição por implantes? Vagner Ortega 13:10 às 13:50h Vagner Ortega Vantagens e desvantagens do fluxo digital na confecção de coroas unitárias sobre implantes Felipe Araujo 13:10 às 13:50h Felipe Araujo Arcos totais: planejamento inteligente, enxertos previsíveis Bruna Ghiraldini 13:40 às 14:20h Bruna Ghiraldini Tecnologia a favor do paciente: como a Odontologia digital potencializa o cuidado, individualiza planejamentos e aumenta a previsibilidade clínica Letícia Pitol Palin 14:00 às 14:40h Letícia Pitol Palin Reparo ósseo e Diabetes Tipo 2: desafios reais, evidências científicas e implicações para a conduta clínica Nidia Castro 14:00 às 14:40h Nidia Castro Imunomodulação na periodontite para a construção da estabilidade tecidual Elisa Sartori 14:00 às 14:40h Elisa Sartori Cirurgia guiada em casos complexos: quando e por que usar guias empilháveis Carolina Martini 14:30 às 15:10h Carolina Martini Planejamento digital: do implante aos tecidos moles Graça Najar 14:50 às 15:30h Graça Najar Desafios para recobrimento de recessões vestibulares e linguais Luis Fernando Naldi 14:50 às 15:30h Luis Fernando Naldi O design labial por meio do cimento ósseo na estética do sorriso: Por que mudar o lábio? Rafael Metropolo 14:50 às 15:30h Rafael Metropolo Implantes em área estética: como evitar complicações Raquel Chiari 15:20 às 16:00h Raquel Chiari Ferramentas digitais que simplificam a rotina clínica Ana Claudia Carbone 16:00 às 16:40h Ana Claudia Carbone Reabilitação orofacial: harmonização como complemento as demais disciplinas odontológicas Paulo A. Saad 16:00 às 16:40h Paulo A. Saad Novas perspectivas nas reabilitações de maxilas atróficas Marcio Conz 16:00 às 16:40h Marcio Conz Aplicações clínicas de biomateriais sintéticos na Implantodontia Paulo Domingos 16:50 às 17:30h Paulo Domingos Reconstrução maxilar minimamente invasiva. Protocolo clínico Renato Ferreira 16:50 às 17:30h Renato Ferreira Aplicando na clínica os conhecimentos obtidos em pesquisa. Estamos fazendo o correto? Esteban Arroyo 17:20 às 18:00h Esteban Arroyo Implantes osseointegrados: um upgrade para o cérebro adulto. Da estética à preservação da reserva cognitiva Marco Guedes 17:40 às 18:20h Marco Guedes Gestão para ajudar na qualidade e produtividade Caio Carinhena 17:40 às 18:20h Caio Carinhena O novo comercial da Odontologia: como estruturar vendas High Ticket Nelson Pinto 17:40 às 18:20h Nelson Pinto Sinergia regenerativa: a interação entre L-PRF e superfícies de implantes na otimização da osseointegração Fabiano Capato 18:10 às 18:50h Fabiano Capato Instalação de implantes concomitante a enxertia óssea: segurança e previsibilidade com biomateriais Intraoss Leia mais sobre:
- A Inteligência Artificial na Odontologia: a maior revolução na prática clínica
Procedimentos Clínicos com Inteligência Artificial na Odontologia, escrito por Arthur Cortes e colaboradores. Santos Publicações Ltda. Todos os direitos reservados. O livro Procedimentos Clínicos com Inteligência Artificial na Odontologia, escrito por Arthur Rodriguez Gonzalez Cortes e colaboradores, em fase de preparação pela Santos Publicações Ltda., será lançado em setembro de 2026, no maior evento de Reabilitação Oral analógica e digital sobre dentes e implantes dentários (IN26). Esta obra, que agora chega ao Brasil em tradução para a língua portuguesa, tem sido apontada como a mais completa na área de inteligência artificial. Ela está dividida em 11 capítulos, trazendo a base teórica e exemplos de casos clínicos: Capítulo 1 - Avaliação Anatômica dos Maxilares com IA Capítulo 2 - Detecção Automatizada de Cáries e Desgaste Dentário Capítulo 3 - Detecção Automatizada de Lesões Orais Capítulo 4 - IA no Diagnóstico Periodontal Capítulo 5 - Limitações e Considerações Atuais Capítulo 6 - Ferramentas de IA para Clínicas Odontológicas Capítulo 7 - Segmentação Automatizada de Tecidos Capítulo 8 - IA em Ortodontia Capítulo 9 - IA em Planejamento Cirúrgico Oral Capítulo 10 - IA em Prótese Dentária Capítulo 11 - IA em Tratamentos Odontológicos Robóticos Por enquanto, os leitores do blog podem conferir, com exclusividade, uma amostra do Capítulo 10 - Inteligência Artificial na Prótese Dentária, escrito por José Lincoln de Queirós Jr., Ji Yong Han, Newton Sesma, Lisya Vizotto de Barros, Sergio Candido Dias, Bruno B. R. Matias, Marcelo Lucchesi Teixeira, Laura Althea Cuschieri, Arthur Rodriguez Gonzalez Cortes, Guilherme Saavedra, Tatiana Cursino Pereira, Fernando Antonio Reis Laurino, Roberto Adrian Markarian, e Jorge Alonso Perez-Barquero. Estudo de Caso Clínico: uso da Inteligência Artificial na Reabilitação Estética (Caso feito pelo Dr. Lincoln Queirós) A paciente buscou tratamento para as fases finais do tratamento ortodôntico. O exame clínico inicial mostrou um incisivo lateral superior direito conoide (dente 12), perda parcial do guia canino, e pequenas fraturas incisais nos dentes 11 e 21. Aspecto clínico inicial intrabucal. Procedimentos Clínicos com IA na Odontologia. Capítulo 10. IA na Prótese Dentária. Santos Publicações Ltda. Todos os direitos reservados. O uso inicial da inteligência artificial (IA) nesse caso foi para avaliar a oclusão. Através do app Medit Occlusion Analyzer (Medit), foi possível analisa-la do ponto de vista estático e dinâmico. Análise automática da oclusão (app Medit Occlusion Analyzer) em cêntrica (esquerda, topo) e excursão lateral (esquerda, inferior; direita, topo) e protrusão (direita, inferior). Capítulo 10. IA na Prótese Dentária. Santos Publicações Ltda. Todos os direitos reservados. Os movimentos naturais da paciente registrados com o escâner intraoral i900 (Medit), permitiram a avaliação da ausência de contato parcial na movimentação lateral esquerda, contato total do lado direito, e contato em protrusão. Os dados 3D foram registrados seguindo a técnica do paciente virtual já descrita, e o enceramento diagnóstico virtual feito no DentalCAD (Exocad, Align Technology), considerando o movimento mandibular específico como o ponto de partida, corrigindo-o pela reanatomização dos dentes 13–23. Simulação digital (Exocad). Capítulo 10. IA na Prótese Dentária. Santos Publicações Ltda. Todos os direitos reservados. Depois da simulação (mock-up em resina bisacrílica) ser aprovada, os preparos e o escaneamento intrabucal foram realizados. A técnica usada foi a do escaneamento duplo com uso de filtros inteligentes em IA. Teste da simulação. Capítulo 10. IA na Prótese Dentária. Santos Publicações Ltda. Todos os direitos reservados. Preparos e uso do filtro de IA (Medit i900). Capítulo 10. IA na Prótese Dentária. Santos Publicações Ltda. Todos os direitos reservados. Um detalhe importante é que o arquivo do enceramento diagnóstico original foi importado como complemento, e alinhado com o modelo de referência (escaneamento do mock-up), sendo usado no desenho final no DentalCAD (Exocad) como modelo de referência. Isto gerou precisão na etapa seguinte feita pela IA: a segmentação dentária digital para cópia da anatomia do enceramento. Segmentação automática com o enceramento digital (Exocad). Capítulo 10. IA na Prótese Dentária. Santos Publicações Ltda. Todos os direitos reservados. Dentro do Exocad, isto permite a segmentação assistida por IA da anatomia do enceramento, e o software possibilita o uso dessa segmentação como a anatomia da restauração definitiva. Desenhos digitais finais. Capítulo 10. IA na Prótese Dentária. Santos Publicações Ltda. Todos os direitos reservados. Após o desenho das restaurações, a fresagem, acabamento, e pigmentação das facetas de dissilicato de lítio são obtidos. Primeiras restaurações CAD-CAM no modelo impresso 3D. Capítulo 10. IA na Prótese Dentária. Santos Publicações Ltda. Todos os direitos reservados. Após os testes e cimentação, resultados melhorados foram obtidos com IA, assim como uma diminuição no número de consultas de ajuste oclusal e uma melhor adaptação da paciente ao trabalho realizado. Resultado clínico final do caso. Capítulo 10. IA na Prótese Dentária. Santos Publicações Ltda. Todos os direitos reservados. Para garantir o seu exemplar na pré-venda, basta clicar no botão abaixo e receber mais informações:
- Livro Oficial IN24 : Nunes, Dinato e Buser com o estado da arte na regeneração, prótese e implantodontia
Leandro Nunes, Cícero Dinato, Daniel Buser - livro oficial IN24 Faltam menos de 60 dias para o Congresso IN24, que reunirá mais de 200 especialistas e temas em Prótese, Periodontia, Cirurgia, Implantodontia, dentre outros assuntos. "Da Regeneração à Reabilitação Bucal Implantossuportada: Estado da Arte e Perspectivas Futuras", é o Livro Oficial do Congresso IN24, organizado pelos profs. Drs. Leandro Soeiro Nunes, José Cícero Dinato e Daniel Buser, sendo lançado no Brasil pela Santos Publicações Ltda., durante o Congresso IN24, em setembro, no recém redesenhado Distrito Anhembi, da Avenida Olavo Fontoura, em São Paulo. Ainda, a tradução dos capítulos dos autores internacionais (sim, participações e parcerias fundamentais) e a revisão científica desta obra contam com a participação do prof. Dr. Paulo Rossetti Siga nas redes: @santospub @in.laoc
- 50 Anos de Osseointegração: reflexões e perspectivas
Capa do livro: 50 Anos de Osseointegração: reflexões e perspectivas Por ocasião dos seus 50 anos comemorativos, a VM Cultural lançou o livro "50 Anos de Osseointegração: reflexões e perspectivas (ISBN 978-85-64671-10-0), contendo os seguintes capítulos e temas: 50 Anos de Osseointegração CAPÍTULO 1: Diálogos ilustrados entre pacientes e clínicos sobre a necessidade de transição e reposição com modalidades de próteses implantossuportadas na maxila: ferramentas objetivas para avaliação Paulo H. O. Rossetti. Wellington C. Bonachela CAPÍTULO 2: Metodologias odontológicas e médicas empregadas na recuperação da atratividade facial Sérgio Cândido Dias, Gisseli Bertozzi Ávila, Fabiano Perez, Juliano de Alencar Vasconcelos, Bárbara Albertini Roquim Alcantara, Danilo Flamini Oliveira, Eduardo Buozi Moffa, Marco Túlio Junqueira Amarante, Ricardo Bertozzi de Ávila CAPÍTULO 3: Próteses sobre dentes e implantes: materiais e resultados clínicos Renata Faria, Marco Antonio Bottino CAPÍTULO 4: Overdenture retida por implante unitário: uma abordagem menos invasiva para melhorar a prótese total inferior Cláudio Rodrigues Leles, Túlio Eduardo Nogueira, Roberto Hartmann, José Luiz Rodrigues Leles CAPÍTULO 5: Eficiência no tratamento com implantes: uma introdução aos métodos de análise econômica em saúde Cláudio Rodrigues Leles, Túlio Eduardo Nogueira CAPÍTULO 6: Prótese sobre implante: implicações clínicas do tipo de conexão e forma de fixação Fábio S. M. Tunes, Paulo G. Coelho, Luiz Fernando Pegoraro, Ronaldo Hirata, Vinicius P. Fardin, Ana Lucia Pompéia Fraga Almeida, Estevam A. Bonfante CAPÍTULO 7: Influência do design dos implantes e da instrumentação cirúrgica na resposta dos tecidos peri-implantares a curto e longo prazo Sergio Alexandre Gehrke CAPÍTULO 8: Regeneração óssea alveolar no seio maxilar – consenso clínico Franck Renouard, David Nisand, Eric Rompen, Pascal Valentini, Hadi Antoun, Gilles Durif, Jean Pierre Gardela CAPÍTULO 9: Preservação e regeneração do rebordo alveolar com o uso de biomateriais Sérgio Luís Scombatti de Souza, Sérgio Henrique Lago Martins, Fábio José Barbosa Bezerra, Jamil Awad Shibli, Rafael Verleigia Mantovani, Leandro Fabiano Alves da Costa, José Augusto Barbanti Gabarra Júnior CAPÍTULO 10: Blocos autógenos combinados ao xenoenxerto particulado para melhorar o volume ósseo. Princípios, evidências e previsibilidade Zvi Artzi CAPÍTULO 11: Tratamento do complexo mucoso alveolar imediato à extração dental Vicente de Souza Pinto, Karina Chaves Couy, Midori Nozaki de Souza Pinto, Pedro Paulon CAPÍTULO 12: Estado atual do uso de enxertos homógenos provenientes de banco de tecidos em Implantodontia Wilson Roberto Sendyk, Daniel Isaac Sendyk, André Antonio Pelegrine, Carlos Eduardo Sorgi da Costa, Luis Guilherme Macedo, Luiz Mazzucchelli Cosmo
- IN26 - A Hora das Conferências - Dia 23
IN26 - A hora das conferências - dia 23. O Congresso IN26 se aproxima. Você já fez a sua inscrição? Veja abaixo as conferências em Prótese Dentária, Periodontia e Implantodontia programadas para o dia 23 de setembro: Andrea Tolentino 9:30 às 10:10 Andrea Tolentino Estilo de vida, desgastes precoces, e o atleta amador: o que precisamos saber sobre exercício e a saúde bucal Karen Egger 9:30 às 10:10 Karen Egger Limites e possibilidades da elevação profunda da margem: uma abordagem multidisciplinar que pode salvar dentes Renan Dalla 9:30 às 10:10 Renan Dalla Fundamentos biológicos da estabilidade peri-implantar: a construção da mucosa queratinizada espessa por meio do enxerto gengival livre Arthur Cortes 9:30 às 10:10 Arthur Cortes Aplicações clínicas da Inteligência Artificial no fluxo digital de trabalho Leia mais sobre o livro de IA na Odontologia que será lançado no IN26 Cristian Higashi 10:20 às 11:00 Cristian Higashi Planejamento e digitalização de processos para laminados cerâmicos Ginger Mello 10:20 às 11:00 Ginger Mello Diretrizes clínicas para reabilitação anterior em resina composta Tininha Gomes 10:20 às 11:00 Tininha Gomes Possibilidades clínicas de facetas de resina sobre implante Flávio Manzi 10:20 às 11:00 Flávio Manzi A visão além da clínica: critérios tomográficos para a avaliação da osseointegração de implantes e enxertos ósseos Letícia Kreutz 10:20 às 11:00 Letícia Kreutz Ajuste fino do contorno gengival com manobras restauradoras Roberto Cruz 11:30 às 12:10 Roberto Cruz Por que a osseodensificação deve fazer parte do dia a dia de nossas clínicas? Últimas atualizações sobre esta técnica Paulo Perri 11:30 às 12:10 Paulo Perri Uso do enxerto bovino IntraOSS em cirurgias para elevação do assoalho de seio maxilar Marcelo Lucchesi 11:30 às 12:10 Marcelo Lucchesi Além da reabilitação: identificando os fatores aceleradores e potencializadores do colapso bucal para a longevidade clínica José Alfredo Mendonça 12:20 às 13:00 José Alfredo Mendonça O formidável alcance estético com o pequeno notável: o implante 2,9 Sergio Charifker 12:20 às 13:00 Sergio Charifker Utilização do fluxo digital como auxiliar na previsibilidade estética em implantes precoces e imediatos Marcelo Hayashida 12:20 às 13:00 Marcelo Hayashida Esculpindo tecidos peri-implantares: técnicas de condicionamento gengival do caso simples ao complexo Igor Paulinelli 12:20 às 13:00 Igor Paulinelli A zona de transição estética: integração entre Periodontia, Implantodontia e Prótese na era digital Bernardo Passoni Edwin Ruales 13:00 às 13:50 Bernardo Passoni & Edwin Ruales Implantes em área estética: a construção da naturalidade Renato Voss 13:00 às 13:50 Renato Voss Resina composta em dentes anteriores: um protocolo simples e replicável Aldrin Huamán-Mendoza 13:00 às 13:50 Aldrin Huamán-Mendoza Influência do fenótipo peri-implantar sobre a estabilidade biológica dos implantes dentários Maurício Adolfi 13:00 às 13:50 Maurício Adolfi Utilização de pilares transmucosos na preservação das estruturas peri-implantares Paula Corvello 13:00 às 13:50 Paula Corvello Implantar agora ou esperar? O melhor momento para cada caso! Thays Crosara 13:00 às 13:50 Thays Crosara Sono: o elo perdido da Reabilitação Oral Gisele Maffei 14:00 às 14:40 Gisele Maffei A longevidade da reabilitação oral em atletas de alto rendimento e pacientes fisicamente ativos Izabella Sol 14:00 às 14:40 Izabella Sol A Biologia por trás dos substitutos ósseos: evidências científicas que sustentam a prática clínica Daniel Sendyk 14:00 às 14:40 Daniel Sendyk Inovações na reconstrução óssea vertical: quando as técnicas funcionam - e por que falham Marcelo Manso 14:00 às 14:40 Marcelo Manso Como simplificar o tratamento cirúrgico de defeitos alveolares críticos através da Técnica do Sachê de Colágeno: evidências clínicas, manejo e análises digitais Cecília Aguiar 14:50 às 15:30 Cecília Aguiar Saliva na Implantodontia: repercussões cirúrgicas e protéticas Luiz Fernando André 14:50 às 15:30 Luiz Fernando André Soluções estéticas simples mesmo nos casos mais complexos Fernanda Faot 14:50 às 15:30 Fernanda Faot Implantes por manufatura aditiva e planejamento digital: impacto na longevidade de overdentures mandibulares em pacientes idosos Juliana Ramacciato 16:00 às 16:40 Juliana Ramacciato O que o implantodontista precisa saber sobre anestésicos locais e controle de dor? Nathalia Stapani 16:00 às 16:40 Nathalia Stapani Reabilitação de implantes cone Morse com utilização de pilares protéticos Elcio Marcantonio Jr. 16:00 às 16:40 Elcio Marcantonio Jr. Peri-implantite: do diagnóstico ao tratamento: o que realmente funciona? Daniel de Almeida 16:00 às 16:40 Daniel de Almeida Implantodontia Digital em 2026: IA, cirurgia guiada e fluxo protético em arcos totais Dennis Guimarães 16:50 às 17:30 Dennis Guimarães Enxertos gengivais em arcos totais: como e por quê Juliana Napimoga 16:50 às 17:30 Juliana Napimoga Das células às conexões humanas: como a percepção molda decisões em um mundo hiper conectado Luis Eduardo M. Padovan 16:50 às 17:30 Luis Eduardo M. Padovan Ancoragem remota com implantes osseointegrados para reabilitação de maxilas atróficas Tatiana Deliberador 17:40 às 18:20 Tatiana Deliberador Peri-implantite: diagnóstico e tomada de decisão clínica para obtenção de resultados previsíveis com terapias ressectivas e reconstrutivas Adriano Lima 17:40 às 18:20 Adriano Lima Pilares híbridos em implantes unitários: entre biologia, materiais e estética Cláudia Tambeli 17:40 às 18:20 Cláudia Tambeli Dor Orofacial e DTM: o desafio na reabilitação Reginaldo Migliorança 17:40 às 18:20 Reginaldo Migliorança Os paradigmas dos implantes zigomáticos Luiz Castellano 17:40 às 18:20 Luiz Castellano Provisórios imediatos sobre implantes cone Morse em áreas estéticas: 20 anos evoluindo a técnica Leia mais sobre:
- Revista ImplantNews número 1! Acesso gratuito!
Capa da revista ImplantNews número 1, ano 2026. A revista ImplantNews, em função dos 60 anos de Osseointegração, abre seu conteúdo para acesso gratuito! Dentre seus destaques, esta edição apresenta na sua matéria de capa a influência da longevidade nas próteses e os implantes na reabilitação oral, uma entrevista com Roberto Garanhani falando do uso e sobreuso da Oclusão, Matheus Costa e colaboradores demonstrando um protocolo 100% digital full-arch, cinco artigos científicos nas áreas de Prótese Dentária, Periodontia e Implantodontia, dicas de vídeos e de leituras internacionais selecionadas, e 12 colunistas líderes de opinião (Diego Klee, Nivaldo Vanni Filho, Khalila Cotrim, Marco Bianchini, Elcio Marcantonio Júnior, Plínio Tomaz, Guaracilei Maciel Vidigal Junior, David Morita, Andrea Son, Julio Joly, Maristela Lobo, Fábio Bezerra). E não se esqueça: o Suplemento 60 anos de Osseointegração está chegando! Suplemento 60 Anos de Osseointegração: em quatro volumes. Para ter acesso ao conteúdo da edição da revista ImplantNews número 1, basta clicar no botão abaixo: Aproveite e marque na sua agenda: faça a sua inscrição no congresso IN26. Leia mais sobre:
- 60 Anos de Osseointegração: o legado permanece vivo
60 anos da Osseointegração de P-I Branemark: a história que transformou o mundo. A VM Cultural, editora da revista ImplantNews, publicação há mais de 20 anos no mercado brasileiro trazendo artigos científicos, líderes de opinião, dicas de literatura e vídeos, começa nesse 2026 o resgaste mais histórico e desafiador de toda a sua trajetória. Ela vai contar a história singular e em ordem cronológica das transformações ocorridas desde o nascimento de Per-Ingvar Brånemark, passando pela descoberta acidental da Osseointegração, a visão mundial, e como essa montanha avassaladora de fatos impactou de maneira significativa os rumos da Odontologia e da Medicina no mundo todo. Segundo as informações oficiais disponíveis, a coletânea com o título "60 Anos da Osseointegração de Brånemark", inicialmente planejada como uma série de quatro suplementos especiais, estará disponível nos formatos impressos e digitais, a partir do mês de julho. 60 anos da Osseointegração de Branemark: coletânea fundamental e inédita, produzida pela VM Cultural Editora. Ainda, a equipe do projeto 60 anos de Osseointegração, que inclui diversos designers (Eduardo Amaral, Cristina Sigaud, Silvio Patez), produção gráfica (Fabio Gomide), jornalistas e biógrafa (Aline Souza Hotta, João de Andrade Neto, Inahiá Castro), gerente de contas (Erika de Carvalho), e o coordenador de conteúdo (Paulo H. O. Rossetti) têm se desdobrado desde o ano de 2025 para reunir todos os tipos de mídias disponíveis. Dentre os materiais adquiridos (artigos de jornais, revistas, periódicos, e fotos de arquivos), há centenas de documentos históricos que esmiúçam detalhes até então não revelados ou que merecem uma nova interpretação. Nesses 60 anos da Osseointegração, todas as fronteiras do conhecimento foram ultrapassadas. Uma nova oportunidade se abriu quando o metal titânio entrou "por acaso" na vida de um médico ortopedista que enxergava que o aumento da longevidade na saúde humana estaria no conhecimento das células do sangue. Entretanto, nem só de sucessos se constrói uma jornada: os leitores dessa série especial poderão finalmente entender como cientistas empreendedores também enfrentam dificuldades até chegarem ao topo dos seus desenvolvimentos. "Acredito que mesmo os implantodontistas mais experientes vão se entusiasmar e ter surpresas agradáveis ao ler os suplementos. Não só porque muitos participaram dessa história em momentos diferentes (como será relatado ao longo dos quatro suplementos), mas também porque ao colocarmos esses materiais em ordem, criamos um compêndio inédito e eternizamos essa nossa singela contribuição." "Outra faceta importante desse projeto é que ele também cumpre seu papel didático, servindo como referência para as próximas gerações de professores, alunos de graduação e pós-graduação que precisam conhecer como eram os contextos da época", segundo Paulo H. O. Rossetti, editor científico da revista ImplantNews. Ainda, a expectativa é que esse resgaste seja o mais completo possível e explique aos colegas de profissão porque o implante dentário contemporâneo firmou-se como uma das opções mais revolucionárias na reabilitação oral e ortopédica de todos os tempos. Nas palavras do Diretor Executivo da VMCom, Haroldo J. Vieira, "Este registro também foi concebido para que as novas gerações saibam como resiliência, perseverança e obstinação mudaram o destino da Odontologia." A VM Cultural continua o seu pioneirismo levando aos lares de centenas de profissionais o que há de melhor na odontologia brasileira. É importante ressaltar: esta série tem o apoio e o investimento de empresas que acreditam que cirurgiões-dentistas bem informados prestam melhores serviços para a sociedade. Marque na sua agenda: 60 anos da Osseointegração de Per-Ingvar Branemark vem aí. Não perca essa oportunidade! Entre em contato pelo WhatsApp e garanta os seus exemplares clicando no botão abaixo!
- Reosseointegração em Implantes Dentários: difícil ou impossível?
Reosseointegração: uma "luz no final do túnel"? A falha do implante dentário, seja de titânio ou zircônia, pode ocorrer por diversos motivos, muitas vezes pela sobrecarga mecânica ou trauma. A possibilidade de reverter essa falha, induzindo a “reosseointegração”, tem sido um campo de intensa pesquisa. A Promessa da Reosseointegração: Lições dos Modelos Pré-Clínicos O estudo mais recente (Jolic et al., 2025) trouxe uma perspectiva animadora ao demonstrar a capacidade de implantes de titânio comercialmente puro grau 4 de “re-osseointegrar” após um rompimento mecânico controlado (giro de 90 graus com uma chave mecânica após 28 dias de osseointegração) em um modelo padrão com ratas. Utilizando implantes modificados com álcali (NaOH), que promovem uma superfície bioativa, a pesquisa observou resultados notáveis: Recuperação da Estabilidade Mecânica: O torque de remoção (RTQ) dos implantes que passaram por disrupção e cicatrização se mostrou comparável, e por vezes superior, ao de implantes não rompidos, indicando uma restauração completa da ancoragem óssea. Reconstituição do Contato Osso-Implante (BIC): As análises histomorfométricas revelaram um alto percentual de contato osso implante (acima de 75%), evidenciando a capacidade do osso de se readaptar à superfície do implante. Normalização do Volume e da Qualidade Óssea: O volume ósseo dentro das roscas do implante (BV/TV) e a área óssea recuperaram-se a níveis equivalentes ou ligeiramente superiores aos dos implantes controle. Adicionalmente, análises espectroscópicas indicaram uma melhoria na qualidade mineral do osso neoformado, com aumento da cristalinidade. Remodelação Óssea Eficaz: A dinâmica de remodelação óssea demonstrou que o osso danificado foi removido por osteoclastos e substituído por osso novo, depositado por osteoblastos, de forma coordenada e eficiente. Esses achados, obtidos sob condições estritamente assépticas fornecem a prova de conceito de que a reosseointegração é um processo biológico possível e altamente eficiente (em ratos) No entanto, é fundamental compreender as profundas diferenças entre esse modelo experimental e o cenário clínico humano. Da Bancada do Laboratório ao Consultório: A Complexidade do Metabolismo Humano A principal ressalva ao transpor os resultados de estudos com animais para humanos reside nas diferenças metabólicas e fisiológicas intrínsecas entre as espécies. O modelo de rato, embora valioso, possui características que otimizam a cicatrização e o reparo tecidual de uma forma que não se replica fielmente em pacientes humanos: Taxa de Remodelação Óssea: O rato tem um ciclo de remodelação óssea extremamente acelerado, estimado em 5-7 dias, em contraste com os 90-120 dias em humanos. Isso significa que os 28 dias de reosseointegração aqui equivaleriam a aproximadamente 4 ciclos completos de remodelação no rato, mas seriam necessários 6-8 meses para observar um processo comparável em um paciente humano. Essa diferença temporal de 8 a 10 vezes na escala de cicatrização é o primeiro grande desafio. Metabolismo Basal Acelerado: O metabolismo basal do rato é cerca de 7 vezes mais rápido que o do ser humano (por unidade de massa corporal), o que se traduz em uma maior disponibilidade de recursos energéticos e celulares para o reparo. Sistema Imunológico Robusto: Os ratos utilizados em estudos são geralmente jovens, saudáveis e com um sistema imunológico no auge de sua capacidade. Em humanos, fatores como idade, comorbidades e uso de medicamentos podem comprometer significativamente a resposta imune. Homogeneidade Genética: A homogeneidade genética dos ratos de laboratório minimiza a variabilidade individual, algo que é uma constante em populações humanas. Essas diferenças metabólicas implicam que a janela de tempo necessária para uma reosseointegração bem-sucedida em humanos é substancialmente mais longa, expondo o sítio do implante a riscos por um período estendido. O Campo de Batalha: Da Tíbia Estéril à Cavidade Oral Colonizada Outro ponto crítico de divergência é o ambiente em que a re-osseointegração ocorre. O estudo em ratos foi realizado na tíbia, um osso sistêmico em um ambiente cirurgicamente estéril e controlado. Esta é uma condição ideal, livre de contaminação bacteriana. Em contraste, a reosseointegração de implantes dentários em humanos ocorre na cavidade oral, um dos ambientes mais complexos e desafiadores do corpo humano: Ecossistema Polimicrobiano: A boca abriga mais de 700 espécies bacterianas, formando um biofilme que se adere constantemente às superfícies. Este biofilme é dinâmico, complexo e pode ser altamente patogênico. Exposição Contínua: O implante está em contato permanente com saliva, detritos alimentares, líquidos e variações de pH e temperatura. Estresses Mecânicos: A mastigação impõe forças oclusais e estresses mecânicos contínuos, que, embora parte da função normal, podem comprometer uma interface óssea em cicatrização. Risco de Infecção: O ambiente oral apresenta um risco intrínseco de infecção, seja por patógenos endógenos (flora residente) ou exógenos. A formação de biofilme na superfície do implante (peri-implantite) ou na área de cicatrização é uma ameaça constante. A combinação do prolongado tempo de cicatrização em humanos com a natureza infecciosa da cavidade oral eleva drasticamente o risco de invasão bacteriana. Durante os 6-8 meses estimados para a "reosseointegração", há uma janela extensa para que bactérias colonizem o sítio cirúrgico, formem biofilmes e iniciem processos infecciosos que podem levar à falha total do implante. O que era um ambiente asséptico e controlado no modelo animal, transforma-se em um campo de batalha microbiológico em humanos. A Imperatividade da Vigilância: Por Que o Monitoramento Periódico é Crítico Diante desses desafios, a translação bem-sucedida da reosseointegração para a clínica humana não pode ser passiva. Pelo contrário, exige uma abordagem proativa, rigorosa e sistemática de monitoramento periódico. A vigilância contínua é a principal estratégia para mitigar o risco bacteriano e otimizar as condições para a formação óssea. Sem uma intervenção precoce em caso de desvios, o processo de reosseointegração, por mais biologicamente viável que seja, estará fadado ao insucesso. O Controle Periódico como Pilar Fundamental O estudo de Jolic et al. (2025) representa um avanço significativo, oferecendo uma esperança real de que implantes dentários com falha mecânica possam, de fato, serem beneficiados pela reosseointegração. Contudo, a translação dessa promessa para a realidade clínica humana está intrinsecamente ligada à superação de desafios monumentais. Portanto, para o profissional da implantodontia, a mensagem é clara: o controle periódico e exaustivo de todos os fatores que podem afetar a osseointegração, com um foco especial na mitigação do risco bacteriano, não é apenas uma recomendação, mas um pilar fundamental para o sucesso. Somente através de uma vigilância implacável, um protocolo de monitoramento sistemático e uma seleção criteriosa de pacientes, poderemos transformar a reosseointegração de uma proeza laboratorial em uma realidade clínica previsível e segura, oferecendo novas esperanças para a longevidade dos implantes dentários. O caminho é longo, mas os primeiros passos promissores já foram dados, exigindo de nós, clínicos, uma dedicação renovada à ciência e à arte do cuidado odontológico.
- Seu implante dentário "afundou"? O grande desafio funcional e estético
Extrusão dentária e o implante adjacente. Uma das situações mais significativas na implantologia moderna é a compreensão e o manejo do crescimento craniofacial tardio. Acreditava-se que a face parava de crescer. Bem, isto não é verdade. Diferentemente dos dentes naturais, que são capazes de se adaptar e erupcionar passivamente ao longo da vida, os implantes são estruturas fixas ao tecido ósseo. Esta diferença fundamental pode gerar complicações: uma delas é a extrusão relativa, ou infraoclusão, alterando a estética dentária e a função, justamente porque a face cresce, e os implantes ficam parados sempre na mesma posição em que foram colocados. A dinâmica do crescimento craniofacial e a estabilidade do implante dentário O crescimento craniofacial não cessa completamente na adolescência. Estudos demonstram que mudanças sutis, mas clinicamente relevantes, continuam ao longo de toda a vida adulta. Este crescimento tardio, juntamente com a erupção dentoalveolar contínua dos dentes adjacentes, cria um ambiente em constante transformação. Enquanto os dentes naturais respondem a essas mudanças através de mecanismos de erupção passiva e remodelação óssea adaptativa, os implantes dentários, uma vez osseointegrados, permanecem em uma posição fixa em relação à base óssea. Essa disparidade pode resultar em uma extrusão relativa do implante dentário, onde ele parece “afundar” em comparação com os dentes vizinhos e o tecido mole circundante. O problema é: detectar com precisão quando isto ocorre. Infraoclusão em implantes dentários: impacto estético e funcional A infraoclusão de implantes dentários é uma condição onde a coroa protética do implante se encontra em um plano oclusal inferior ao dos dentes adjacentes. Esteticamente, isso se manifesta como uma discrepância no nível gengival e na altura da coroa, criando um “degrau” que compromete a harmonia do sorriso. Parece até que você caiu e quebrou um pedacinho do dente, mas não é. Além do impacto visual, a infraoclusão também acarreta consequências funcionais. Pode levar a uma oclusão patológica, com sobrecarga nos dentes naturais remanescentes ou no próprio implante, potencialmente afetando a saúde periodontal dos dentes adjacentes e a estabilidade da prótese dentária. A erupção dentoalveolar contínua dos dentes naturais agrava essa discrepância ao longo do tempo. Sim, os dentes "andam". Não percebemos, mas eles se mexem no sentido vertical com o tempo. Esse mecanismo é considerado como uma compensação fisiológica. A presença de infraoclusão pode dificultar a higiene oral adequada ao redor do implante, aumentando o risco de mucosite peri-implantar e peri-implantite, comprometendo a saúde periodontal a longo prazo. A remodelação óssea ao redor do implante, embora essencial para a osseointegração, não confere a mesma capacidade de adaptação vertical que os dentes naturais possuem. Ou a coroa do implante parece encurtada, ou o ponto de contato entre a coroa do dente e a coroa do implante dentário fica mais frouxo ao longo do tempo. Fatores de risco e estratégias para solucionar a infraoclusão Conforme uma revisão recente, os fatores de risco que podem aumentar a chance de infraoclusão nos implantes dentários são: idade e sexo do paciente: segue como um dos mais críticos, onde pacientes mais jovens, especialmente aqueles que ainda apresentam crescimento craniofacial ativo, estão mais suscetíveis/ as mulheres são mais suscetíveis do que os homens. localização do implante: a maxila e a região anterior superior têm maior tendência às mudanças do que a mandíbula e a região posterior, assim como os dentes incisivos laterais e caninos em relação aos dentes incisivos centrais. padrão de crescimento craniofacial: pacientes ortodônticos tipo "face longa" têm maior risco do que pacientes ortodônticos tipo "face curta" força mastigatória: locais com baixa força mastigatória têm maior risco do que regiões com alta carga mastigatória protocolo de colocação do implante: casos com colocação tardia possuem maior risco do que os casos de colocação imediata. contato dentário: ausência tem maior risco do que a presença de contato. Alternativas terapêuticas e perspectivas futuras Para pacientes jovens ou aqueles com alto risco de infraoclusão de implantes dentários, em vez dos implantes, pode-se considerar o fechamento ortodôntico de espaços, o autotransplante de dentes (quando viável) ou o uso de próteses parciais removíveis ou próteses fixas adesivas como soluções temporárias até que o crescimento craniofacial esteja completo. Essas abordagens permitem que a erupção dentoalveolar natural continue, mantendo a estética dentária e a função sem o risco de extrusão relativa. A decisão deve ser individualizada, considerando as necessidades e expectativas do paciente, bem como o prognóstico a longo prazo. A importância do consentimento informado e comunicação Dada a complexidade do crescimento craniofacial tardio e das contínuas mudanças dento alveolares, o consentimento informado e a comunicação transparente com os pacientes são de suma importância na implantologia moderna. É essencial que os pacientes compreendam que, embora os implantes dentários sejam uma excelente solução, eles não são idênticos aos dentes naturais em sua capacidade de adaptação. A discussão deve abordar o conceito de infraoclusão, os fatores de risco envolvidos e a possibilidade de que o implante possa parecer “afundado” ao longo do tempo em relação aos dentes adjacentes devido à erupção dentoalveolar contínua. Os profissionais devem explicar as implicações para a estética dentária e a função, bem como a potencial necessidade de revisões protéticas futuras ou tratamentos adicionais para manter o sucesso dos implantes e da saúde periodontal. Leia mais sobre:
- Próteses totais: CAD/CAM resolve as fraturas nos dentes artificiais?
QuickPick 08/2026 - Fraturas em dentes artificiais: CAD/CAM, impressão 3D ou convencional? Objetivo comparar os valores de fratura (base/dentes artificiais) em função dos métodos de confecção para próteses totais: convencional, CAD/CAM (monolítico e cimentação), e impressão 3D (monolítico e cimentação) Material e Métodos dente 11 escolhido como modelo apenas uma marca comercial sete grupos testados: prensagem convencional da base + dentes artificiais fresagem convencional com disco único base e de dentes fresagem da base + dentes artificiais fresagem da base + dentes fresados impressão 3D monolítica base e dentes base impressa + dentes artificiais base impressa + dentes impressos carga de fratura em 90 graus e na superfície palatina microscopia eletrônica de varredura análise do tipo de falha Resultados há diferenças significativas entre os 7 métodos de fabricação (p < 0,001) fresagem monolítica gerou a maior carga de fratura (504 N) bases impressas 3D com dentes cimentados geraram altos valores de carga de fratura (361 e 348N, respectivamente), superando a prensagem convencional (p < 0,001 ; p = 0,002) bases fresadas com dentes cimentados e impressões monolíticas geraram cargas de fratura moderadas prensagens convencionais e bases fresadas com dentes pré-fabricados cimentados geraram os menores valores de fratura (251 e 232N, respectivamente) fraturas coesivas nos valores de carga mais altos fraturas adesivas ou mistas nos valores de carga mais baixos Conclusão método de fabricação da prótese total tem efeito significativo na carga de fratura prótese total fresada CAD/CAM monolítica superou todos os outros grupos na resistência à fratura impressões 3D com adesão otimizada nos dentes artificiais também geraram alta resistência à fratura em comparação ao método de prensagem convencional Leia mais no link abaixo sobre próteses totais CAD/CAM: https://doi.org/10.1111/jopr.70187












