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- Férias e esportes radicais: os seus dentes estão protegidos?
Esportes radicais: diversão garantida e sem complicações odontológicas. A prática de esportes radicais, sem os devidos cuidados, pode colocar seu sorriso em risco. Quedas, impactos e até mesmo a exposição a ambientes específicos podem causar desde pequenos traumas até lesões mais sérias. Por Que Seus Dentes Precisam de Atenção Extra? Esportes de contato ou com alto risco de impacto, como mountain bike, skate, surf, escalada, ou até mesmo esportes aquáticos como o wakeboard, aumentam a chance de: Fraturas dentárias: um impacto direto pode quebrar ou lascar um dente. Avulsão (perda) de dentes: em casos mais graves, o dente pode ser completamente arrancado do alvéolo. Lesões nos tecidos moles: lábios, língua e bochechas podem sofrer cortes ou lacerações. Problemas na articulação temporomandibular (ATM): a tensão e o impacto podem afetar a mandíbula. Protegendo o seu sorriso na aventura Revisão Odontológica antes de viajar Antes de embarcar em sua aventura, uma visita ao dentista pode ser muito útil. Ele pode identificar e tratar problemas existentes, como cáries ou restaurações antigas, que poderiam se tornar uma emergência durante a viagem. Protetor Bucal Este é, sem dúvida, o item mais importante. Um protetor bucal personalizado oferece a melhor proteção. Ele absorve o impacto, distribuindo a força e protegendo dentes, gengivas e mandíbula. Ainda, é um investimento pequeno comparado ao custo e ao desconforto de tratar uma lesão dentária. Esse dispositivo é usado em esportes como basquete, hóquei, futebol americano, e outros tipos onde o contato físico é frequente. Hidratação Constante Muitos esportes radicais são praticados ao ar livre, sob o sol, o que pode levar à desidratação. A boca seca (xerostomia) diminui a produção de saliva, que é fundamental para neutralizar ácidos e remineralizar o esmalte. Beba bastante água antes, durante e depois da atividade. Nutrição Equilibrada e Lanches Inteligentes Para manter a energia, é comum recorrer a barras energéticas ou bebidas esportivas. Fique atento ao teor de açúcar e acidez desses produtos, que podem contribuir para a erosão do esmalte e o desenvolvimento de cáries. Opte por lanches mais saudáveis, como frutas, castanhas e água. Se consumir bebidas esportivas, tente enxaguar a boca com água logo depois. Cuidado com a Higiene Bucal em Viagens Mesmo em meio à correria das férias, não descuide da sua rotina de higiene. Escove os dentes pelo menos três vezes ao dia e use fio dental diariamente logo após as refeições. Leve um kit de higiene bucal compacto e prático para onde quer que você vá. A intervenção precoce: o que o dentista precisa saber? Nem todos os profissionais da Odontologia ficam de férias ao mesmo tempo. Ainda, podemos contar com os serviços de urgências e emergências locais, estejam eles em unidades remotas (Centro de Especialidades Odontológicas, Unidade Básica de Saúde) ou na lista dos serviços hospitalares. Mas se você é o(a) dentista que está em posição de resolver alguma urgência/emergência no período de férias, saiba que existem diretrizes padronizadas que poupam o seu tempo e aumentam a expectativa de vida dos dentes naturais ou dos tratamentos artificiais. Trincas dentárias Trincas dentárias são parciais ou totais, e podem causar sensibilidade dolorosa. Para fazer o diagnóstico correto, clique no link abaixo: Para saber mais sobre os possíveis tratamentos, clique no link abaixo: Dentes trincados: quando e o que fazer na clínica para aumentar sua longevidade? Traumatismos dentários que envolvem fraturas Os traumatismos vão desde um simples lascamento até à avulsão dentária. Do ponto de vista prático, usa-se uma sequência conforme a gravidade das lesões. Como a lista é extensa, basta clicar no link abaixo, já traduzido, para diagnosticar o tipo de lesão e fornecer o tratamento adequado: Portuguese_IADT_Guidelines_FULL2020.pdf Implantes imediatos na zona estética: 10 regras básicas Um artigo publicado em 2017 lista quais seriam as 10 regras fundamentais quando lidamos com a colocação imediata de implantes na zona estética: Avaliação de risco estético: O risco deve ser analisado usando-se uma ferramenta padrão. Em resumo, os casos mais favoráveis são aqueles onde: - o paciente tem boa saúde e bom sistema imune - não fumante - a linha de sorriso é baixa - o biótipo gengival é plano ou levemente ondulado - não há infecção local (complicado em casos de acidentes) - o nível ósseo adjacente está há 5mm do ponto de contato interdentário - dentes vizinhos sem restaurações - a largura do espaço edêntulo é de 7mm - o tecido mole (gengiva, mucosa alveolar) está intacto - anatomia óssea intacta (complicado em casos de acidentes) Planejamento com imagens: A tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) tornou-se popular no planejamento tridimensional dos implantes dentários. Entretanto, em situações de emergência, a única saída seria uma radiografia periapical e talvez uma imagem panorâmica. Extração dentária minimamente traumática: Alavancas convencionais não deveriam ser a primeira escolha já que essa área é bem delicada e possui espessura óssea mínima. Devemos escolher lâminas de bisturi para desinserir as fibras gengivais circulares e as fibras do ligamento periodontal e depois os famosos periótomos com tamanhos variados. Colocação do implante em 3D em osso disponível, apical e palatalmente ao longo da parede palatina: Essa regra é o que garante uma boa estabilidade inicial do implante dentário e evita que a tábua óssea vestibular seja prejudicada. Uso de implante mais estreito (3,3 mm a 4,3 mm) em vez de um de diâmetro mais largo (4,5 mm ou maior): Aprendemos ao longo dos anos que o corpo do implante não deve ocupar o espaço interno do alvéolo por completo. O coágulo agradece. Enxerto ósseo no gap vestibular: Um material de reabsorção lenta. Essa manobra pode ser feita depois do cicatrizador estar conectado ao implante dentário. Enxerto de tecido mole por vestibular: A modificação do biótipo gengival com prevenção à reabsorção ou alterações no contorno dos tecidos moles e duros. Gerenciamento imediato do perfil de emergência do implante: A sustentação aos tecidos deve ser feita ajustando-se o contorno cervical (crítico e subcrítico) nas coroas provisórias, sem esquecer de um bom polimento antes da mesma ser instalada. Técnica de moldagem com transferente personalizado: É uma complementação ao formato da coroa provisória, garantindo que essa informação chegue ao laboratório com grande precisão e que o componente protético realmente esteja personalizado em função dos tecidos moles e duros remanescentes. Restauração final com coroa parafusada: Além do fator reversibilidade e ausência de uma linha de agente cimentante, o componente protético com sua linha de término cervical ao nível gengival ou levemente abaixo ajudaria na manutenção do perfil de emergência.
- Próteses totais digitais: uma questão de expectativa versus realidade?
Próteses totais digitais: uma questão de expectativa versus realidade? Levantamentos epidemiológicos são esforços coordenados para se obter a situação atual de algum aspecto. É a “foto” do momento. Daqui, tiramos frequências, estimativas, prevalências. É o que o IBGE deve fazer de tempos em tempos para conhecer como a nossa população muda (ou é alterada) pelas influências cotidianas. A Odontologia digital está por aí. O problema é conhecer essa tal de “realidade”. Para isso, volte no parágrafo de abertura desse post, que contém a solução para o problema. Ou, uma tentativa de resolver o problema. Essa dificuldade é fato em qualquer país, mesmo quando as perguntas são de múltipla escolha. E o que deveria funcionar bem dentro de uma classe odontológica...não funciona. Motivos? Falta de curiosidade? Falta de interesse? Ninguém sabe. Vamos ao exemplo do American College of Prosthodontics: uma classe dentro de uma classe, que paga anuidade, faz suas reuniões e tudo mais, certo? Sim. Agora, imaginem que desejamos conhecer o comportamento de cada membro sobre o uso de próteses totais digitais. Cria-se um projeto, aprova-se no Comitê de Ética, faz-se uma comunicação inicial por e-mail, associa-se uma empresa especializada em pesquisas eletrônicas, e aguarda-se cuidadosamente no sofá da sala, entre uma série e outra do seu programa favorito, a estatística pronta desta pesquisa porque “você acredita”, ou melhor “você idealiza”, como em qualquer outra entidade, que todo mundo está totalmente “comprometido” em esclarecer o cenário. Mas deveria estar mesmo? Que fique claro, nada contra o ACP, é direito deles de não participar. E o mundo não funciona como as engrenagens do seu celular, que às vezes “trava na atualização”, “não descarrega as fotos”, mas a vida continua. Bem, o levantamento era sobre os hábitos digitais no que tangia à prótese total. Essencial, porque estamos num processo de transição (especialmente no Brasil), e as próteses totais digitais estão pelo menos há 8 anos no mercado norte-americano. Dos 1820 membros ACP, apenas 16,8% (são 305 profissionais) responderam. Se você acha que é pouco, pergunte a qualquer funcionário(a) de um call center: para quantas pessoas ele(a) deve ligar no dia e cumprir a meta de atendimento? Um trabalho de paciência. Nos levantamentos online, não seria diferente. E agora, um pequeno resumo desse comportamento, considerando mais de uma resposta para a mesma pergunta: 31% estavam implantando as próteses totais digitais 36% interessados em aprender ou incorpora-las no dia a dia 37% disseram que não haviam experimentado 12% que haviam testado, mas não estavam interessados Sobre os fatores a serem considerados na implantação dessa rotina digital: 55% = custos laboratoriais 77% = tempo clínico de atendimento 81% = satisfação do paciente Quando perguntados sobre os laboratórios, 46% ofereciam serviços digitais contra 49%. Os formandos em décadas recentes (começo dos anos 2000) demonstraram mais interesse na aquisição de conhecimento digital em prótese total. Nas respostas escritas, frases como “a velocidade de atualização deixa os equipamentos obsoletos cada vez mais rápido”, “...deficiência de cor e individualização na estética”, “mais custos laboratoriais em função de procedimentos adicionais no computador”, e “a evidência científica que precisa se tornar mais robusta” foram identificadas. Curiosidade: o custo de “uma prótese total convencional”, neste levantamento, variou entre 500 e 3 mil dólares. Leia mais sobre próteses totais digitais: Fluxo de trabalho digital x convencional: e os custos?
- Biotintas: a nova estratégia regenerativa
Biotintas: uma nova estratégia regenerativa chega ao mercado. A engenharia tecidual não é um conceito novo: em 1993, Robert Langer e Joseph P. Vacanti a definiram como a aplicação dos princípios da biologia e engenharia no desenvolvimento de substitutos funcionais para o tecido lesionado. Esta abordagem é tradicionalmente conhecida como top-down, onde a junção do arcabouço com células e fatores de crescimento cria o material engenheirado. Trinta anos depois, este campo se mostra ainda mais versátil com a abordagem bottom-up: agora, células, camadas celulares ou células nas biotintas geram módulos que se tornam o novo biomaterial engenheirado. Sim, também há impressoras e, desta vez, na forma de uma biomáquina 3D, quer seja por jato de tinta, extrusão, acústica, laser assistida ou estereolitografia. Uma biotinta é diferente de um biomaterial em formato de tinta. Motivo: a presença de células. A formação de um arcabouço 3D funcional contendo células, matrizes extracelulares e outros constituintes é o grande objetivo desta tecnologia. Não deixe de ver no link abaixo: Como funciona a bioimpressão? Mas o que a ciência estuda neste momento para opções de reposição funcional em osso e cartilagem na composição das biotintas? agarose: material de alta compatibilidade e estabilidade colágeno: material popular que favorece o surgimento de cartilagem e osso gelatina: mantém a viabilidade de células-tronco alginato: nosso velho conhecido; apesar de favorecer o microambiente, ainda precisa de um ajuste na sua resistência mecânica hidroxiapatita: quimicamente similar ao osso ácido hialurônico: componente natural da matriz extracelular seda: material robusto com boa fiabilidade quitosana: usada na cicatrização de ferimentos E quais são os novos candidatos? matriz extracelular fibrina celulose Aumente o seu conhecimento:
- Dentinogênese Imperfeita: Calcanhar de Aquiles na Prótese Dentária?
Dentinogênese imperfeita: quando a "casca do ovo" esfarela. Eu vou usar o ovo como analogia no meu raciocínio: sua casca é resistente e precisa proteger os conteúdos internos até o momento final. Biologicamente, essa solução elegante (como tudo o que existe na natureza) cumpre a sua finalidade. Na Odontologia, por trás do esmalte dentário responsável em parte por sorrisos atraentes, há outra camada vital, menos conhecida, e mais amarelada: a dentina. Além de ser o verdadeiro responsável pela cor, este tecido desempenha um papel crucial na força, sensibilidade e longevidade da dentição. Na prática Odontológica, o esmalte também cumpre o seu papel. Entretanto, ele é só a primeira camada de proteção, não resistindo aos ácidos produzidos pelas bactérias que abrem caminho para a dentina à medida que o mesmo se esfarela (como a casca do ovo). Um lembrete: a dor não começa no esmalte e sim pela dentina, na grande maioria dos casos de atendimento odontológico. Dentinogênese: uma sinfonia fisiológica A formação da dentina (dentinogênese), é uma orquestra precisa de eventos biológicos. Parece muito estranho quando falamos em células para tecidos duros? Sim. Mas existem. São os odontoblastos, as células localizadas na periferia da polpa dentária (a terceira camada interna), lançando uma matriz não mineralizada e rica em colágeno tipo I. À medida que os odontoblastos continuam a depositar essa matriz, eles recuam lentamente, deixando para trás prolongamentos celulares microscópicos, chamados processos odontoblásticos, que ficam imersos em pequenos canais dentro da dentina – os túbulos dentinários. É como se fosse um cano de PVC feito de dentina que distribui essa fiação (os processos). Mas o colágeno também é um tecido mole, e melhorar a sua resistência é o próximo passo. Afinal, as forças de mastigação estarão sobre o esmalte, que tem menos chance de “dobrar sob pressão” do que a dentina. Essa etapa se chama mineralização. O mesmo princípio de proteção aos ossos. Então, os íons de cálcio e fosfato se organizam ao redor de uma cadeia de carbono para formar os famosos cristais de hidroxiapatita, que por sua vez se associam às fibras de colágeno. Este processo confere à dentina sua força e rigidez inerente. Durante o processo, há os mestres de obras: proteínas não colagenosas, controlando a iniciação e o crescimento desses cristais de hidroxiapatita. É o reforço na construção. Importante: diferente da polpa dentária, após sua formação, a dentina é um tecido não vascularizado, mantendo seus processos odontoblásticos, que são vitais para a transmissão dos estímulos. A Arquitetura da Dentina: Microestrutura e Composição Complexa A dentina não é um material homogêneo; sua microestrutura é complexa e hierárquica, influenciando diretamente suas propriedades mecânicas. Os túbulos dentinários são envoltos por uma dentina altamente mineralizada e mais rígida, com um fluido no seu interior, hidratando-a e contribuindo para suas propriedades viscoelásticas, resistência à fratura, e carga funcional Dentinogênese Imperfeita: atenção protesistas Apesar da notável engenharia da dentina saudável, existem condições genéticas que podem comprometer sua formação, resultando em dentes frágeis e vulneráveis. São aquelas situações no consultório onde tudo o que fazemos não dá muito certo. Por exemplo, é complicado fazer preparos dentários em pacientes com dentinogênese imperfeita. Diante de uma dentina frágil, as pontas diamantadas têm sua ação de corte prejudicada. Aspectos clínicos de uma paciente com dentinogênese imperfeita. Arquivo pessoal. Ainda, os dentes afetados geralmente apresentam uma coloração azulada/acinzentada ou amarronzada, opalescente. O esmalte se despega facilmente da dentina (como na situação da casca do ovo) Radiograficamente, os dentes exibem coroas bulbosas, raízes curtas e finas, e obliteração rápida da câmara pulpar após a erupção do dente. Abscessos periapicais podem ocorrer mesmo sem lesões cariosas, possivelmente devido à penetração bacteriana através de rachaduras anormais na dentina. Tudo isso pode deixar a dentina até cinco vezes mais macia. As anormalidades da dentina também podem dificultar a adesão de materiais restauradores. A Dentinogênese Imperfeita é genética? Antes, entenda que essa é uma doença rara. Ela se manifesta como uma alteração do desenvolvimento da dentina, podendo ser isolada ou fazer parte de síndromes maiores, como a Osteogênese Imperfeita, que é caracterizada por fragilidade óssea. A causa mais frequente da dentinogênese imperfeita isolada é uma variante do gene DSPP. Em contrapartida, no caso da osteogênese imperfeita, são as variantes nos genes que codificam os colágenos tipo I (COL1A1 e COL1A2). A Busca por Tratamentos Mais Eficazes Continua Os tratamentos atuais para a dentinogênese imperfeita visam principalmente restaurar a função, a estética e prevenir danos adicionais aos dentes, como as coroas pediátricas e restaurações em resina composta para dentes decíduos, coroas protéticas para dentes permanentes, e os tratamentos ortodônticos para corrigir a oclusão.
- Revista ImplantNews 2026 - número 1
Revista ImplantNews: os 60 anos de Osseointegração no suplemento especial. Por ocasião dos 60 anos de Osseointegração, o conteúdo completo da revista ImplantNews, volume 11, número 1, está disponível. Confira os destaques da primeira edição do ano de 2026 da revista ImplantNews: Volume 11 - número 1 Jan-Mar - ano 2026 ISSN 2675-5610 @revistaimplantnews Suplemento - 60 Anos de Osseointegração - Tomo I A história colossal e inédita que traça a vida e a obra de Per-Ingvar Brånemark na conjuntura mundial da Osseointegração. Não perca! Artigos científicos - ImplantNews Reabilitação com próteses totais fixas com infraestrutura de compósito reforçado por fibra de vidro CAD/CAM sobre implantes transinusais longos: um ano de acompanhamento Alexandre Marcelo de Carvalho Liliane Pacheco de Carvalho Laura Firmo de Carvalho Ernesto Byron Benalcázar-Jalkh Elisa S. Fermino Larissa M. M. Alves Vinicius C. Conceição Estevam A. Bonfante Reabilitação do primeiro molar superior direito com cirurgia guiada e carga imediata sob uma coroa provisória impressa em PMMA: relato de caso clínico Fernanda de Souza Ttommé Welson Pimentel Flávia Ventura Nicolau Melhem Rodrigo Tiossi Danilo Cleife Sampaio Barcellos Implante imediato com cirurgia guiada e enxerto conjuntivo – relato de caso clínico com cinco anos de acompanhamento Luis Paulo Diniz Barreto Plinio Mendes Senna Marcela Melo dos Santos Estudo microscópico do vidro bioativo associado à membrana biológica absorvível de pericárdio bovino para regeneração óssea em defeitos ósseos críticos de calvárias de ratos Gustavo Luis Veroneze João Paulo Schmitt Lopes Marcos Eduardo Gomes Alves Ynara Maria Gomes de Sousa Daniela Ponzoni Paulo Perri de Carvalho Abordagem regenerativa para tratamento da delaminação do cemento radicular utilizando derivados da matriz do esmalte: relato de caso clínico com um ano e cinco meses de acompanhamento Letícia Cunha Ramos Luciana Barros Sant'Anna Fábio da Silva Matuda Cinco perguntas para: Roberto Garanhani Oclusão Esse caso eu faço assim Protocolo full digital: otimizando a reabilitação total por meio do fluxo 100% digital e referências prévias Matheus Souza Campos Costa Luis Fernando Ferraz Basílio Soares José Carlos de Castro e Costa Neto Vinícius Carvalho Porto Brunna Mota Ferrairo Ana Lúcia Pompéia Fraga de Almeida Cindy Ruiz Garcia Literatura Internacional Pequenos resumos diretos para atualizar os seus conhecimentos em prótese, periodontia, implantodontia, tecnologia, com QRCodes para acesso aos artigos originais Seleção de vídeos 12 profissionais consagrados em dicas relevantes no mundo da implantodontia, com QRCodes para acesso aos vídeos originais Colunistas Guaracilei Maciel Vidigal Júnior Implantes imediatos em áreas estéticas: Parte 4: a saga da busca pelo implante perfeito Andrea Son Quando a impressão 3D encontra próteses dentárias: perspectivas Nivaldo Vanni Filho THC e seu potencial antimicrobiano contra Streptococcus mutans David Morita Sem equipamento necessário ou sem domínio da técnica? Khalila Chéquer Cotrim A evolução dos materiais regenerativos na Implantodontia: onde está a regeneração óssea hoje? Julio Cesar Joly, Paulo Fernando Mesquita de Carvalho, Robert Carvalho da Silva Recobrimento radicular como estratégia pré-ortodôntica em incisivo inferior com comprometimento severo Fábio Bezerra Comportamento do paciente: o fator mais subestimado no sucesso dos implantes Plínio Tomaz Essas maravilhosas classes populares Elcio Marcantonio Jr. Fenótipo tecidual e a saúde peri-implantar Maristela Lobo Mucointegração sob a ótica da Periodontia: três pilares para o sucesso peri-implantar Marco Bianchini Manutenção do tratamento periodontal conservador Diego Klee Dentes posteriores: qual a sua importância?
- Revista ImplantNews 2025 - volume 10 - número 4: confira os destaques
Revista ImplantNews 2025 - volume 10 - número 4 : confira os destaques Revista ImplantNews 2025 - volume 10 - número 4 Reabilitação Oral de A a Z @revistaimplantnews Matéria de Capa: Biomateriais: protagonistas desta nova era da Reabilitação Oral. Uma visão geral sobre todas as classes existentes, as novas interpretações sobre biocompatibilidade, e o futuro promissor destes dispositivos no Brasil. Com as sensacionais participações especiais do Prof. José Mauro Granjeiro (INMETRO, RJ) e da Profa. Elizabeth Martinez (Faculdade SLMandic, Campinas, SP) Entrevista (Cinco Perguntas para) Franco Villela - Reflexões sobre sua experiência na Itália, tecnologia de registro oclusal com o sistema ITACA, e o currículo ideal para formar técnicos de laboratório em prótese dentária Esse Caso eu Trato Assim Igor Paulinelli - Reabilitação estética de extrusão dentoalveolar anterior com implantes, utilizando ferramentas digitais: relato de caso clínico Literatura Internacional Consenso em peri-mucosite e peri-implantite - duas páginas especiais com o resumo dos lances mais importantes sobre a reunião mais recente Colunistas Guaracilei Maciel Vidigal Junior Como instalar implantes imediatos nas áreas estéticas de forma segura e previsível Elcio Marcantonio Júnior Uso da magnificação: o que a literatura diz? Nivaldo Vanni Filho Os canabinoides na regulação do sono que impactam as DTM Roberta Okamoto Produtos naturais e osteoporose: novas perspectivas para o reparo ósseo eficiente Fábio Bezerra Novas tecnologias para prevenção de doenças peri-implantares: EMS Airflow®, Woodpecker PT-B® e Mectron Combi Touch® Diego Klee Nova abordagem no posicionamento de implante em incisivos laterais superiores Ivete Sartori Fluxo digital: prótese total de maxila e implantossuportada de mandíbula de caráter definitivo Andrea Son Imagens de qualidade na cirurgia guiada: critérios e recomendações Khalila Cotrim Anatomia oculta: o desafio do canalis sinuosus na Implantodontia Julio Joly, Paulo Mesquita, Robert Silva Uma abordagem multidisciplinar no tratamento de transposição dentária em maxila Marco Bianchini Medicina periodontal: impacto direto na saúde Mandic News Impressão de modelos de trabalho para Implantodontia David Morita A fase branca precisa de cuidados Maristela Lobo O diagnóstico assertivo da gengivite iatrogênica Plinio Tomaz O marketing tradicional está mais vivo do que nunca Marco Bianchini Medicina periodontal: impacto direto na saúde Oswaldo Scopin O que significa a Odontologia digital? Sérgio Scombatti Quanto tempo esperar para instalar implantes após a reconstrução óssea com biomateriais? Artigos científicos Eficácia dos enxertos de tecido mole e substitutos teciduais em procedimentos de recobrimento radicular: revisão da literatura Roberta Michels Giuliano Zorzo Ana Clara Kuerten Gil Kelly Batista Maier Cesar Augusto Magalhães Benfatti Ricardo de Souza Magini Gabriel Leonardo Magrin Implantes de titânio e zircônia na reabilitação oral: um panorama geral das evidências científicas - revisão de literatura Miqueias Santos Bispo Matheus Menezes da Silva Rafael Fidêncio de Lima Natallia Cristina Roberto Tiago Erika Larissa Andrade Martinez Venâncio José Carlos Felix Lucia Beatriz Belluomini Lilian Hasimoto Julia Lima Sidaoui Paulo Victor Guedes de Carvalho Peleteiro Julia de Almeida Smanio Rafael Ortega Lopes A importância da macrogeometria e da morfologia de superfície no sucesso a longo prazo de implantes osseointegráveis – estudo in vitro José Henrique Cavalcanti de Lima Beatriz Fernandes de Azevedo Pinheiro Patrícia Cristina Matos Robbs Carlos Nelson Elias Análise tridimensional por elementos finitos da deflexão mandibular medial Luana Cristina Gasparetto Luis Eduardo Schneider Antonio Flavio Aires Tiago Pinto Carvalho Kalinka Crivellaro Crusius Schneider Ricardo Smidt Implante dentário imediato em área estética com enxerto de tecido conjuntivo e restauração provisória imediata: relato de caso após 6 meses Aldir Nascimento Machado Alexandre Montenegro Camila Saggioro de Almeida Diogo Elias Miquilito Gabriel Pereira Rosalem Bruna Ghiraldini Michel Aislan Dantas Soares Lívia Ramalho Crescencio Lucas Viana de Oliveira Priscila Ladeira Casado Tratamento de agenesia do incisivo lateral superior com cirurgia guiada e regeneração óssea guiada em paciente jovem: relato de caso clínico com 4 anos de acompanhamento Shirley Oliveira Selvati Fabrício Dutra Tebaldi Khalila Chequer Cotrim Eduardo Cláudio Lopes de Chaves e Mello Dias Implante imediato com guia e provisório prototipados: relato de caso em área estética Amanda Piol Cardoso Gabriel Villas Bôas Casotti Simão Jefferson Trabach Pires Bruno Costa Martins de Sá Celson Domingo de Calais André Javarini Tárcio Hiroshi Ishimine Skiba Reconstrução óssea tridimensional em região posterior mandibular conforme a técnica de Khoury: 2 anos de acompanhamento Lucas Lima Barros Vanessa Molina Urteaga Gaddy Bonzano Salazar Wolmar Alberto Bruno Costa Martins de Sá Tárcio Hiroshi Ishimine Skiba Revista ImplantNews 2025 : Reabilitação Oral de A a Z @revistaimplantnews Leia mais sobre:
- PEEK e resina versus titânio e zircônia na maxila edêntula
PEEK/resina versus titânio/zircônia: o que acontece 1 anos depois na maxila edêntula. A prótese total aparafusada sobre implantes, desde a sua concepção, sempre buscou a melhor estratégia biomecânica entre o material da infraestrutura e o do recobrimento. Assim, em meados dos anos 1970, a escolha básica consistia de uma infraestrutura em liga de ouro e recobrimento com resina acrílica rosa e também os dentes artificiais de resina acrílica. Desta forma, esse tipo de prótese deveria funcionar como contraponto às cargas mastigatórias. Nesse sentido, sabia-se que a ausência do ligamento periodontal seria um fator complicador adicional à saúde do sistema. Afinal, a interface osso e implante não poderia sofrer mais do que a prótese em si do ponto de vista biomecânico, já que os seus módulos de elasticidade são bem diferentes. Ou seja: que se deforme/frature a prótese, ou que se soltem os parafusos, mas que não tirem o implante do seu alojamento no rebordo alveolar. Essa é a máxima percorre as mentes de todos os implantodontistas e protesistas. Na linha do tempo, um pouco depois, surgem as ligas alternativas de prata e paládio e em seguida de cobalto e crômio como opções ao custo do ouro que subia significativamente), até que o titânio fresado entra nessa corrida. Mesmo assim, a resina acrílica ainda permaneceu por muito tempo antes da zircônia monolítica juntar-se também ao grupo das possibilidades. PEEK e resina versus titânio e zircônia: 30 pacientes Num estudo clínico recente com acompanhamento de 1 ano, PEEK e resina (compósito) foram comparados ao titânio e zircônia: infraestrutura em PEEK recoberta com resina acrílica (compósito) e dentes artificiais (n=15) infraestrutura em titânio, recobrimento com resina rosa e coroas de zircônia cimentadas (n=15) Ainda, a média de espaço interoclusal maxilar é de 17mm de altura. Ambas as infraestruturas foram fresadas em CAD/CAM como forma de padronização, e as maxilas edêntulas receberam seis implantes dentários distribuídos bilateralmente (nas posições dos incisivos laterais, primeiros pré-molares, primeiros molares). Para fechar, a arcada antagonista mandibular era parcialmente desdentada (Classe I de Kennedy), e o esquema oclusal selecionado foi o balanceado bilateral. Um ano depois: quem "ganhou" essa corrida? Os resultados são preliminares e precisam ser analisados com cautela: escore de placa, profundidade de bolsa: os resultados foram melhores no grupo PEEK e resina satisfação do paciente: melhores no grupo titânio e zircônia limpeza e facilidade de mastigação: melhores respostas dos pacientes no grupo PEEK e resina complicações protéticas (soltura do recobrimento, afrouxamento dos parafusos: maiores no grupo titânio e zircônia perda de implantes: 2 unidades no grupo PEEK, 3 unidades no titânio e zircônia Perda óssea: o efeito PEEK e resina frente ao choque Importante: o grupo titânio e zircônia apresentou perda óssea significativamente maior que o grupo PEEK e resina em ambos os períodos avaliados (6 e 12 meses). Assim, enquanto o PEEK e resina ficam com 0,34 mm aos 12 meses, o titânio e zircônia chegam aos 1,3 mm. Isso ocorre porque o PEEK tem módulo de elasticidade mais próximo ao do osso, o que permite ligeira deformação sob carga e distribuição mais favorável das tensões. Lições para a clínica Mesmo assim, o balanço geral é que ambos os desenhos/combinações escolhidas podem ser usados com eficiência na clínica quando seis implantes são posicionados na maxila totalmente edêntula. Entretanto, resta saber se, com maior tempo de acompanhamento (por exemplo, aos 3 e 5 anos), as diferenças acima serão anuladas ou vão se intensificar. Próteses totais sobre implantes geram momentos de manutenção porque são como os veículos automotivos. Ou seja, quanto mais cedo nossos pacientes voltarem para as revisões, melhor, já que nenhum deles fica ileso dos problemas com o passar do tempo. Leia mais sobre:
- Nervo nasopalatino: o que diz a Implantodontia?
O nervo nasopalatino: é tudo uma questão de sensibilidade? Na clínica da Implantodontia, uma das maiores preocupações ouvidas nos corredores é: "E se eu mexer no canal do nervo nasopalatino (CNP) e o paciente ficar com dormência permanente?" O estudo mais recente revisou 29 artigos clínicos envolvendo a manipulação do canal nasopalatino durante a instalação de implantes dentários na região anterior da maxila. Ali, duas técnicas principais aparecem: a obliteração (remoção do feixe neurovascular) o reposicionamento (deslocamento preservando esse feixe). E é aqui que os números estão diferentes. Antes de tudo: como é o canal do nervo nasopalatino? O nervo nasopalatino é um dos ramos terminais do nervo maxilar, a segunda divisão (V2) do nervo trigêmeo, nosso grande amigo de todas as horas. Ele faz a inervação sensitiva na região anterior do palato, entre os dentes caninos superiores, emergindo justamente no canal de mesmo nome, bem atrás da papila incisiva. Até o momento, há quatro formações básicas desse canal quando usamos os cortes sagitais de tomografias computadorizadas de feixe cônico (TCFCs) para classificação: cilíndrico: paredes vestibular e palatina são paralelas funil: quando o canal se abre da parte nasal para a parte bucal ampulheta: quando sua porção média é mais estreita do que seus extremos nasal e bucal fusiforme: quando sua porção média é mais ampla do que as extremidades Técnica 1: Obliteração do canal do nervo nasopalatino Na obliteração do CNP, a incidência de distúrbios neurossensoriais foi de apenas 9,6% (8 em 83 pacientes). E todos os casos foram temporários — resolução completa em até 6 semanas. Isso significa que 90% dos pacientes não relatam qualquer alteração de sensibilidade. E os poucos que relatam, se recuperam totalmente. Técnica 2: Reposicionamento do nervo nasopalatino No reposicionamento do feixe neurovascular, o cenário é paradoxal. A taxa de distúrbios neurossensoriais sobe para 34,6% (9 em 26 pacientes). Ainda, os únicos casos de alteração persistente da sensibilidade palatina vieram desse grupo. Isso parece contradizer a lógica — afinal, reposicionar teoricamente preserva o nervo. Entretanto, a tração e manipulação necessárias para mobilizar o feixe podem gerar mais dano do que a secção cirúrgica controlada. O que explica essas diferenças? A explicação dos autores faz sentido: após a obliteração, a inervação colateral do nervo palatino maior compensa a perda sensorial. Já no reposicionamento, o estiramento do feixe pode lesar axônios de forma menos previsível. Outro dado que chama atenção: nenhum estudo relatou dor neuropática crônica ou neuralgia relacionada. Além disso, quando questionados, os pacientes toleravam bem as alterações, mesmo as persistentes — justamente pela sobreposição de inervação palatina. Os limites do conhecimento: amostras e avaliações Mas nem tudo são números positivos. A própria revisão reconhece limitações importantes: amostras pequenas, técnicas heterogêneas, avaliação sensorial inconsistente e viés de publicação. Ainda, a certeza da evidência, pela classificação GRADE, é muito baixa. Ou seja: os dados são animadores, mas ainda precisamos de mais estudos robustos, especialmente os de natureza prospectiva. O que se leva para a prática? A obliteração do CNP mostra baixa incidência de distúrbios neurossensoriais, quase sempre temporários. O reposicionamento, embora conceitualmente atraente, exige maior cautela na comunicação com o paciente. Se essa fora a opção, precisamos explicar claramente que a taxa de alteração sensorial é maior e que há risco de persistência. A boa notícia: nenhum caso de dor neuropática crônica foi reportado. Como posso fazer essa avaliação neurossensorial do nervo nasopalatino de forma simples? usando uma agulha de ponta romba, toque a superfície da mucosa bucal correspondente à cada dente anterior superior em seguida, classifique a resposta do paciente: 1) hipersensibilidade, 2) hiposensibilidade, 3) anestesia, 4) normal Para fechar: como ficou a taxa de sobrevivência dos implantes dentários em função da técnica cirúrgica? 95,6% na obliteração (88 dos 92 implantes) 100% no reposicionamento (57 dos 57 implantes)
- Prótese Total PMMA x 3D Impressa na Maxila: o Efeito no Mesmo Paciente
PMMA fresado ou resina impressa 3D: 1uando o paciente realmente decide? A reabilitação de maxilas totalmente edêntulas sobre implantes dentários exige decisões precisas. E uma das mais frequentes envolve o material da prótese total provisória: por exemplo, vamos fresar em resina de polimetilmetacrilato (PMMA) ou imprimir em resina híbrida 3D? A resposta é complexa: por exemplo, depende das preferências pessoais e custos laboratoriais. Entretanto, um ensaio clínico randomizado acompanhou 20 pacientes que usaram ambos os materiais — cada prótese por três meses — e comparou complicações mecânicas, adaptação passiva, comportamento óptico e qualidade de vida. O resultado pode ser precoce, mas o desenho do estudo faz toda a diferença. Por que o estudo crossover muda a leitura dos resultados? A grande força do estudo está no fato de cada paciente ter servido como seu próprio controle. No desenho paralelo tradicional, metade dos pacientes recebe PMMA e a outra metade recebe resina 3D. O problema: qualidade óssea, hábitos parafuncionais, dieta, composição salivar e higiene bucal variam de pessoa para pessoa. Assim, qualquer diferença observada pode ser fruto dessas variações, não do material. No crossover (sim, esse é o nome do modelo), a comparação acontece dentro do mesmo organismo. Por isso, o estudo precisou de apenas 20 participantes para detectar diferenças — um ensaio com dois grupos diferentes exigiria o dobro ou triplo de participantes. Além disso, o crossover também permitiu comparar os escores de qualidade de vida (OHIP-14) de forma pareada, revelando que a diferença entre os materiais, embora estatisticamente significativa, ficou abaixo do limiar de relevância clínica (MCID). Um estudo paralelo poderia amplificar ou mascarar esse dado. Complicações mecânicas: prótese total PMMA leva vantagem clara Fato: O PMMA fresado apresentou apenas 10% de complicações, contra 45% da resina impressa. Todavia, a maioria dos problemas no grupo 3D foi de complicações menores: lascas e pequenas fraturas resolvidas em consultório, sem remover a prótese. Apenas duas complicações foram graves (fratura completa), ambas na resina impressa. O PMMA só apresentou eventos menores durante todo o período. A explicação está na microestrutura. O PMMA industrial é denso e de baixa porosidade. A impressão 3D, apesar da eficiência de material e flexibilidade geométrica, pode introduzir imperfeições que comprometem a resistência sob cargas repetitivas — especialmente em próteses totais. Adaptação e estabilidade de cor: mais equilíbrio Na adaptação passiva, 100% das próteses em PMMA tiveram resultado passivo contra 90% das impressas. Com protocolos adequados, a impressão 3D entrega um encaixe clinicamente aceitável. Na estabilidade de cor, não houve diferença entre os grupos. Ambos ficaram dentro dos limites aceitáveis para provisionais de superfície extensa. Mas cada material mostrou um perfil cromático próprio: a resina 3D se manteve mais clara, enquanto o PMMA tendeu a tons mais amarelados. Qualidade de vida: melhora com ambos, leve vantagem para a resina impressa 3D Os pacientes relataram melhora significativa com os dois materiais — o que era esperado, já que sair do desdentado total para uma função fixa transforma a experiência. Na avaliação de três meses, a resina 3D apresentou escores ligeiramente melhores, mas a diferença ficou abaixo do limiar de relevância clínica. Sonho: e se o dentista pudesse oferecer os dois materiais na prática? O crossover faz na pesquisa exatamente o que a clínica não consegue fazer: isolar a variável "material". Imagine você dizendo: "Temos dois materiais para o provisório. Teste um por três meses, depois o outro, e escolha." Literalmente sonhando acordado com o melhor dos dois mundos. Para o paciente, o custo praticamente dobra. Seriam duas próteses em vez de uma, e poucos convênios cobrem dois jogos de materiais provisórios. Por outro lado, se o PMMA gera menos complicações (10% contra 45%), o paciente economiza consultas extras para reparos — quase metade dos usuários de resina 3D precisou de alguma intervenção. Por outro lado, para o dentista, é mais tempo de cadeira: duas entregas, dois ajustes oclusais, duas baterias de acompanhamento. O estudo exigiu seis visitas por paciente. O custo laboratorial também dobra — a menos que o dentista tenha a impressora 3D no consultório, o que reduz o custo incremental ao valor da resina e do pós processamento. Assim, oferecer os dois materiais como rotina não é viável. Entretanto, e dentro dos limites desse estudo, esse modelo fornece algumas respostas: sabendo que o PMMA fratura menos e que a resina 3D, embora tenha mais complicações, entrega adaptação, cor e satisfação comparáveis, teoricamente, o dentista já poderia recomendar o material certo para cada perfil: paciente com histórico de fraturas ou bruxismo: PMMA, pela resistência mecânica superior alta exigência estética, provisório prolongado: resina 3D, pela luminosidade e perfil cromático dentista com impressora própria: resina 3D, pelo menor custo incremental e flexibilidade Leia mais sobre:
- Antidepressivos SSRI e Falha de Implantes Dentários: os riscos
Antidepressivos SSRIs: os riscos de falha no implante dentário podem ser mitigados. A depressão é uma doença séria e com diversas hipóteses. Vamos pela parte química, que envolve a deficiência de uma substância chamada serotonina. Ela regula humor, sono, apetite, cognição, motricidade intestinal, coagulação sanguínea e, como veremos, o metabolismo ósseo. Ou seja, é a sua disposição que está em jogo. Além disso, há pelo menos três fatos interessantes: dois terços da serotonina estão armazenados nas plaquetas. A serotonina vem do triptofano (aminoácido natural da alimentação). pode ser produzida no intestino (90% periférica) ou no sistema nervoso central (5 a 10%). a serotonina que o cérebro produz fica no cérebro, e a do intestino fica no corpo. Em pacientes com depressão, o tratamento inclui os antidepressivos SSRI (por exemplo, fluoxetina, sertralina, escitalopram), que funcionam para aumentar a disponibilidade de serotonina. Assim, além da suplementação com vitamina K, magnésio e até probióticos (para o bem do seu intestino), é fundamental que terapeutas prescrevam exercícios musculares com carga e o monitoramento com o exame DEXA. Sim, está escrito no começo desse post que a serotonina também influencia o metabolismo ósseo. Entretanto, não é bem como a gente pensa. E aqui moram as nossas preocupações cada vez maiores com os implantes dentários. Por que a Serotonina Interessa ao Tecido Ósseo? Porque a serotonina periférica (essa do intestino) inibe a formação óssea. Quando o intestino produz menos serotonina, o osso se forma mais. Porém, quando produz mais, o osso sofre. Bem, se os antidepressivos SSRI aumentam a disponibilidade de serotonina, a massa óssea sofre, inclusive com risco de fraturas no quadril. O Osteoblasto Tem “Duas Portas” Vamos entender o impacto desses antidepressivos SSRI nos ossos. Pense no osteoblasto como uma célula com duas portas que lidam com serotonina: Porta 1 (SERT) - Esta porta captura a serotonina periférica e a transporta para dentro do osteoblasto, onde é degradada. Sua função é manter baixa a concentração de serotonina ao redor dessa célula. Porta 2 (5-HT1B) - Esta porta recebe sinais da serotonina. Quando a serotonina se liga a ela, o efeito final é “desligar” os genes mestres da formação óssea, ordenando que o osteoblasto pare de construir osso. Em condições normais, as duas portas trabalham em equilíbrio. Com a Porta 1 mantendo a serotonina baixa no ambiente, a Porta 2 (5-HT1B) recebe poucos sinais, e assim os osteoblastos voltam a fazer osso tranquilamente. Os antidepressivos SSRIs: Fechando uma Porta e Inundando a Outra Os SSRIs chegam e bloqueiam a Porta 1. Com isso, a serotonina se acumula. Com a Porta 1 fechada, a concentração externa sobe cada vez mais. Nesse momento, a Porta 2 é inundada por serotonina. O resultado é previsível: o osteoblasto recebe ordem constante de reduzir a formação óssea. Ele prolifera menos, diferencia-se pior e morre mais cedo. Antidepressivos SSRIs: o crescimento ósseo em crianças e adolescentes Há depressão não escolhe idade. Entretanto, é necessário saber que antidepressivos SSRIs, como já discutido acima, afetam a massa óssea. Então, é fundamental considerar seus efeitos nos pacientes em fases de crescimento. O Estudo Pioneiro em Implantes Dentários Em 2014, pesquisadores da Universidade de McGill, no Canadá, publicaram o primeiro estudo coorte associando SSRIs com falha de implantes dentários. Os números confirmaram a hipótese: 916 implantes em 490 pacientes (94 implantes em 51 usuários de SSRIs) taxa de falha em não usuários de SSRI: 4,6% taxa de falha em usuários de SSRI: 10,6% usuários de SSRIs tinham risco 6 vezes maior de perder o implante dentário Será que existe uma superfície de implante capaz de diminuir esse risco? As hipóteses levantadas pelo estudo acima, ao longo dos anos, estão se confirmando. No estudo mais recente em animais, pesquisadores do Brasil mostraram que essa é uma luta complexa. Ao usarem duas superfícies de implantes do mesmo fabricante, mas com tratamentos diferentes (nanohidroxiapatita e duplo ataque ácido), apenas uma delas (nanohidroxiapatita) ainda foi capaz de aliviar os efeitos provocados pelos antidepressivos (amitriptilina e sertralina), ou seja, manter uma porcentagem de contato osso e implante (BIC) maior. Mesmo assim, os autores ressaltam que o osso formado dentro das roscas pode não ter uma mineralização suficiente para suportar as cargas mastigatórias. Ou seja, se a osseointegração está em risco, a longevidade do seu implante dentário será menor.
- Maxila posterior atrófica: nova classificação para carga imediata
Maxila posterior atrófica: nova proposta de classificação para carga imediata. A maxila atrófica é uma situação clínica onde a perda estrutural, por diversos motivos, leva à reabsorção óssea em altura e espessura. No entanto, esse grau de atrofia varia em quantidade e qualidade, podendo ser leve, moderado ou severo. Na terceira situação, implantes zigomáticos e pterigoides estão indicados. Veja também a lista com 32 leituras sugeridas sobre implantes zigomáticos Na Implantodontia, quando estamos planejando as posições dos implantes dentários e lidando com uma maxila atrófica, as três preocupações fundamentais são: no design (diâmetro/comprimento/superfície) desses implantes na distribuição desses implantes (cantiléver) na estabilidade primária Maxila posterior atrófica e carga imediata: a nova classificação Ao longo dos anos, diversas possibilidades têm sido discutidas. Entretanto, a mais recente traz uma nova interpretação biomecânica sobre a anatomia (classificação PAM), visando a região posterior atrófica da maxila (dentes molares) e para obtenção de uma alta estabilidade primária. Ela progride de uma situação inicial branda (Classe I) para a atrofia óssea mais severa (Classe V): Classe I: 7mm de largura, 8mm de altura implante convencional e em posição axial, ancoragem local, não há necessidade de enxertia Classe II: 7mm de largura, 4-8mm de altura implante convencional ou longo, ancoragem local ou remota, posição axial ou inclinada, com enxertia no seio maxilar Classe III: 7mm de largura, 1-4mm de altura implante longo, posição axial ou inclinada, ancoragem remota, enxertia no seio maxilar Classe IV: < 7mm de largura, 1-4mm de altura implante longo ou zigomático, posição inclinada, ancoragem remota, enxertia no seio maxilar e aumento horizontal do rebordo alveolar Classe V: >1mm de largura, <1mm de altura implante zigomático, posição inclinada, ancoragem remota, sem enxertia Leia mais: Implantes dentários: o que é consenso na maxila edêntula?
- IN Congress 26 - Francesco Mintrone
Francesco Mintrone retorna ao IN Congress 26! Marque na sua agenda! Entre 22 e 25 de setembro de 2026, deixe marcado na sua agenda: O IN Congress está de volta no Distrito Anhembi, em São Paulo! Por enquanto, a organizadora desse evento, a VMCom, segue divulgando a lista dos primeiros convidados internacionais. Dentre os nomes já confirmados, temos o do Prof. Dr. Francesco Mintrone NOTA: O site do IN Congress está em construção, mas já aceita pré cadastro para ofertas especiais clicando aqui Francesco Mintrone: mini biografia Técnico em Prótese Dentária e Ceramista. Formado pela Universidade de Modena, Itália. Vencedor do Master Clinician em Implantodontia do gIDE/UCLA 2010, 2011, 2012, e do Concurso Caso em Prótese do Nobel Biocare Symposium de 2010. Membro e Diretor do gIDE/LLU Esthetic Implant Master Clinician Program na Europa, China e Vietnã Membro ativo da European Academy of Esthetic Dentistry. Clínica particular em estética, implantodontia, prótese dentária, Modena, Itália. Trabalhos científicos já publicados: Clique aqui e veja uma lista com links para os artigos sobre odontologia digital, implantodontia, e prótese dentária já publicados pelo Prof. Francesco Mintrone. Entrevista: Francesco Mintrone No botão abaixo, uma entrevista especial feita com o Prof. Francesco Mintrone:












