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Doenças peri-implantares: eu sou você amanhã? Parte 2

  • Foto do escritor: Paulo Rossetti
    Paulo Rossetti
  • há 11 minutos
  • 3 min de leitura
Doenças peri-implantares: os tratamentos são efetivos por quanto tempo?
Doenças peri-implantares: os tratamentos são efetivos por quanto tempo?


Em paralelo, será que foram só as porcentagens de publicações ou o número de soluções publicadas que também aumentou ao longo dos anos?


Quais tratamentos tiveram efeitos duradouros contra as doenças peri-implantares?


Essa não é uma resposta fácil, então vamos raspar um pouco mais esse assunto, o que nos transporta literalmente para dentro da biblioteca e ressalta o poder que os dados têm em fornecer novas perspectivas

 

O que é uma análise bibliométrica e porque as doenças peri-implantares surgem nesse contexto?


Estudos bibliométricos são modalidades de investigação que traçam mapas de conexões. Ou seja, apresentam as contribuições geográficas e acadêmicas de pesquisadores ao redor do mundo sobre determinados temas.


Assim, além de sabermos quais são os autores mais citados em determinadas épocas, descobrimos quais são os assuntos.


 

O que traz a revisão de Sabri e Wang (2023)?


Na revisão bibliométrica de 2023 consultando a Web of Science, dentre os 100 mais citados, apenas um terço dos artigos se concentra no tratamento e prevenção da peri-implantite.


Por outro lado, os primeiros 10 artigos mais citados abordam a epidemiologia dessa doença entre revisões sistemáticas e relatos de consensos.


Peri-implantite: existe um tratamento mais efetivo e duradouro?


Abaixo, a lista parcial, com estudos prospectivos e/ou randomizados, quantidade de citações, e o que podemos aprender com eles para trocarmos ideias com profissionais que estão na linha de frente contra essa doença.


  • Dörtbudak O et al., 2001: em 15 pacientes com implantes IMZ recebem laser diodo 680nm por 60 segundos, as contagens de A.a, P. gingivalis, and P. intermedia mostram redução significativa (p<0,0001), mas sua eliminação completa não é alcançada (posição 58, 168 citações).

 

  • Schwarz F et al., 2005: em 20 pacientes com peri-implantite moderada e avançada, o uso do laser de érbio/YAG fez o nível de sangramento cair de 83% para 31%, comparado à cureta plástica e clorexidina 0,2% (81% para 58%) em 6 meses de acompanhamento (posição 65, 160 citações).

 

  • Schwarz F et al., 2010: em 27 pacientes com peri-implantite, defeitos circunferenciais possuem tratamento promissor com osso e membrana colágena, enquanto defeitos com deiscência vestibular semi circunferencial ou circunferencial são os mais desfavoráveis (posição 66, 159 citações).

 

  • Schwarz F et al., 2011: estudo RCT com 32 pacientes sofrendo de peri-implantite avançada, o método de descontaminação (laser ou curetas e soro fisiológico) não tem impacto no resultado clínico após o tratamento cirúrgico (osso e membrana colágena) (posição 69, 154 citações).

 

  • Mombelli A et al., 2001: em 25 pacientes, o tratamento com tetraciclina teve efeitos clínicos positivos e radiográficos aos 6 meses, reduzindo apenas as quantidades de P. intermedia/nigrescens, Fusobacterium sp., B. forsythus, e C. rectus. (posição 76, 156 citações).

 

  • Renvert S et al., 2006: nesse estudo randomizado com 32 pacientes, o uso de um antibiótico local sistêmico auxiliar ao tratamento mecânico da peri-implantite gerou melhorias nas profundidades de sondagem sustentadas ao longo de 1 ano (posição 78, 144 citações).

 

  • Máximo MB et al., 2009: em 35 pacientes, terapias mecânicas isoladas foram efetivas no tratamento da mucosite e peri-implantite por um período de 3 meses (posição 80, 143 citações).

 

  • Romeo E et al., 2007: em 10 pacientes com 20 implantes, num período de 6 anos, a implantoplastia mostrou-se efetiva contra a infecção e progressão da peri-implantite (posição 81, 143 citações).

 

  • Renvert S et al., 2011: nesse RCT com 21 pacientes portadores de peri-implantite severa, as efetividades do laser Er:YAG e jato abrasivo foram limitadas e similares após 6 meses de acompanhamento (posição 82, 142 citações).

 

  • Renvert S et al., 2009: nesse outro RCT com 37 indivíduos, não houve diferenças entre instrumentos de titânio e um dispositivo de ultrassom, com os níveis de placa e sangramento melhorando, mas sem efeitos nas profundidades de sondagem 6 meses depois (posição 85, 137 citações).

 

  • Bassetti M et al., 2014: nesse RCT, 40 pacientes com peri-implantite inicial mostraram reduções nos índices periodontais após fototerapia dinâmica ou minociclina em 12 meses de acompanhamento (posição 86, 136 citações).

 

  • Renvert S et al., 2008: nesse RCT com 32 indivíduos, o antibiótico local repetido junto da raspagem melhora as profundidades de sondagem aos 6 meses. A minociclina é benéfica, mas o tratamento pode precisar de repetição. (posição 89, 132 citações).

 

  • Karring ES et al.,2005: nesse estudo com 11 pacientes e 22 implantes, mesmo com redução significativa no nível de sangramento, não houve diferenças entre o ultrassom e as curetas de fibra de carbono (posição 94, 129 citações).

 

  • Schwarz F et al., 2006: em 20 pacientes com 40 implantes (peri-implante moderada/avançada), a efetividade do laser Er:YAG se mostrou maior do que das curetas no fator sangramento, mas limitou-se aos 6 meses, especialmente nos defeitos avançados (posição 98, 122 citações).


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