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  • Decisões e avaliações na Reabilitação Oral: segurança e previsibilidade

    A experiência de participar dos seminários sobre planejamento em tratamentos odontológicos complexos é singular. O ápice do momento? Quando temos as radiografias periapicais/panorâmicas, TCFCs, as fotos de todos os ângulos, os modelos de gesso em oclusão (física ou virtual). Somente a partir deste momento é que poderemos realmente dizer, sobre os elementos dentários, se eles podem contribuir no desenvolvimento da futura prótese ou se realmente deveriam ser extraídos. Chamávamos de Reabilitação Oral, onde a tríade Perio-Prótese-Implante era soberana, logicamente com apoio das outras disciplinas para condução dos casos. Entretanto, lá se vão belos 22 anos da minha época de seminário na pós-graduação. O tempo passou, e o número de informações acumuladas sobre a biologia dos tecidos moles e duros é significativa. Algumas revistas científicas estão fazendo meio centenário. Neste período, as publicações começaram a trazer os famosos "guidelines". Hoje, temos diretrizes para quase tudo. Melhor, estas diretrizes nos impedem de "ver aquilo que nossos cérebros ainda não conseguem ver", por exemplo, pelo pouco tempo de graduação ou pelos impulsos de resolver "problemas biológicos de longa data". Os dentes e os tecidos gengivais são estruturas belas, complexas, e podem suportar muitos desaforos. Ao mesmo tempo, a ortodontia nos diz que podemos "melhorar o complexo dentogengival" se intruirmos ou extruirmos usando forças controladas. A endodontia e a periodontia nos apontam caminhos para cuidar das lesões endoperiodontais. A dentística restauradora e a prótese conseguem prever se a estrutura dentária remanescente será capaz de suportar ou não uma restauração definitiva. Existem tratamentos periodontais e periimplantares capazes de devolver normalidade aos tecidos correspondentes. O conhecimento está disponível e precisamos fazer o melhor uso dele para que a nossa prática seja mais segura e previsível. Nesta edição, a revista ImplantNews traz em sua matéria de capa cinco fatores que influenciam na tomada de decisão para a reabilitação oral: manter ou extrair o dente? fatores a serem considerados o que fazer com os defeitos ósseos nos alvéolos de extração? quando (e o que usar) para fazer aumento horizontal no rebordo cicatrizado? quando (e o que usar) para fazer aumento vertical no rebordo cicatrizado? o que fazer se o implante dentário protruir no seio maxilar? Acesse o site da revista: https://revistaimplantnews.com.br Confira a programação científica do IN24 clicando no link abaixo: https://www.incongress.com.br/programacao

  • Reabilitação Implantossuportada: o passo a passo da cirurgia à prótese

    Reabilitação Implantossuportada. Foto: Santos Publicações Ltda. Reabilitação Implantossuportada Sumário 1. Planejamento Integrado em PSI Planejamento Reverso Avaliação Inicial Planejamento Protético Ensaio Restaurador  2. Componentes Básicos na Prótese sobre Implantes • Parafusos de Cobertura • Cicatrizadores Pré-fabricados • Transferentes de Moldagem • Análogos • Parafusos Protéticos • Cilindro ou Coifa Provisória • Coifa Plástica e Coifa com Base Metálica  3. Principais Chaves Utilizadas na Prótese sobre Implantes • Hexagonais • Quadradas • Fenda • Hexagonal Interna (Mini pilar) • Unigrip e Torqx • Fricção • Chave Extratora Cone Morse  4. Tipos de Conexões Protéticas • Classificação dos Implantes Endósseos • Macrogeometria dos Implantes • Conexões Externas – Vantagens, Desvantagens e Indicação • Conexões Internas – Vantagens, Desvantagens e Indicação • Conexões Cônicas – Vantagens, Desvantagens e Indicação  5. Critérios para Seleção do Pilar Protético • Por que Utilizar Pilares Protéticos na PSI? • Prótese Unitária ou Múltipla? • Profundidade de Sulco • Angulação do Implante • Espaço Livre Interoclusal • Prótese Parafusada ou Cimentada  6. Pilares Protéticos • Para Prótese Unitária • Pilar Personalizado • Base T • Implacil Ideale • Para Prótese Múltipla • Mini Pilar • Micro Pilar • Sistema UCLA • Pilares Estreitos 3.0  7. Reabertura: Segundo Estágio Cirúrgico • Quando Planejar Cirurgias em 2 Estágios • Técnicas para Reabertura • Opções de Componentes Protéticos • Cicatrizador Personalizado ou Provisório na Reabertura • Perfil de Emergência  8. Cicatrizadores Personalizados • Cicatrizadores Personalizados: • Região Posterior • Impressos 3D • Preservação Alveolar • Sobre Rebordos Cicatrizados • Técnica da Personalização do Transfer de Moldagem  9. Moldagem para Prótese sobre Implantes • Materiais de Moldagem • Moldeiras para PSI • Tipos de Transferentes • Técnicas de Moldagem • Personalização do Transferente • Confecção de Modelos e Gengiva Artificial  10. PSI em Áreas Estéticas • Reabilitações Unitárias • Perfil de Emergência com Provisório Imediato • Perfil de Emergência com Cicatrizador Personalizado • Pilar Personalizado em Zircônia • Cimentação sobre Pilar  11. Reabilitações Complexas: PSI e Laminados Cerâmicos • Casos de Reabilitação com Próteses sobre Implantes e Laminados Cerâmicos • Fragmentos Cerâmicos para Próteses Parafusadas  12. Reabilitações Implantossuportadas Dentais (PF1) • Reabilitações Implantossuportadas Dentais ou Dentogengivais: O que Considerar no Planejamento?  13. Técnicas de Registro Oclusal na PSI • 9 Regras para Registro Oclusal em Próteses Fixas sobre Dentes e Implantes  14. Próteses Protocolo • Planejamento para Reabilitação de Arcos Totais • Conceitos de Estabilidade Primária e Secundária • Critérios para Carga Imediata • Espaço Protético para os Protocolos • Osteotomia para Protocolos • Guia Cirúrgico Multifuncional • Carga Imediata com Definitivo Imediato • Carga Imediata com Provisório Imediato • Obtenção dos Modelos de Trabalho e Registro Oclusal • Confecção do Protocolo a Partir do Provisório • Perfil de Emergência • Protocolos Fresados  15. Biomecânica do Cantiléver para Próteses Fixas Implantossuportadas • Como Definir Quantidade e Posição dos Implantes Baseado em Critérios Biomecânicos • Como Calcular o Tamanho do Cantiléver • Por que Inclinar os Implantes Distais? • Cantiléver Anterior e Cantiléver Posterior • Deflexão da Mandíbula e a Distribuição dos Implantes  16. Osteotomia para Obtenção de Espaço Protético para Protocolos • A Importância da Linha do Sorriso no Planejamento dos Protocolos • Como a Osteotomia Pode Facilitar a Prótese • Sutura Trans Alveolar  17. Sistemas Digitais na Prótese sobre Implante • Escaneamento Inicial • Transferente Digital • Desenho • Impressão • Fresagem • Prótese Unitária • Prótese Múltipla  18. Protocolos Cerâmicos • Protocolos Cerâmicos • Com Estrutura Metálica CAD/CAM • Com Estrutura em Zircônia CAD/CAM • Retido com Parafusos Horizontais • Com Dentes Individualizados Siga nas redes abaixo para mais detalhes sobre o livro de reabilitação implantossuportada: @_santospub @santospublications

  • Reconstrução alveolar proteticamente guiada

    Reconstrução Alveolar Proteticamente Guiada. Foto: Santos Publicações Ltda. Uma nova forma de entender a reconstrução alveolar atinge a sua maturidade. Parte 1 – FUNDAMENTOS BÁSICOS Capítulo 1 – A Técnica da RAPG Capítulo 2 – Evoluções da RAPG: Fases 1, 2 e 3 Capítulo 3 – Preparo do Modelo e Design do Pôntico para RAPG Capítulo 4 – Fundamentos Biológicos da Reconstrução Alveolar Proteticamente Guiada (RAPG) Capítulo 5 – Biocompatibilidade dos Materiais Constituintes da Prótese para RAPG Capítulo 6 – A Importância dos Exames de Imagem Parte 2 – RAPG CONVENCIONAL Capítulo 7 – Exodontia Tradicional e Exodontia sem Retalho Capítulo 8 – Resultados Estéticos com a RAPG Capítulo 9 – RAPG na Região Anterior da Maxila Capítulo 10 – RAPG na Região Anterior da Mandíbula Capítulo 11 – RAPG na Região Posterior da Maxila Capítulo 12 – RAPG na Região Posterior da Mandíbula Parte 3 – RAPG EM CASOS AVANÇADOS Capítulo 13 – Tratamento Envolvendo Dois Dentes Seguidos com a RAPG Capítulo 14 – Estratégias para RAPG em Segmentos com Três Dentes ou Mais Capítulo 15 – RAPG Associada à Cirurgia Guiada Capítulo 16 – RAPG após Remoção de Implante Capítulo 17 – RAPG em Extremo Livre Capítulo 18 – RAPG com Implantes Imediatos Capítulo 19 – RAPG com Aspirado de Medula Óssea Parte 4 – AJUSTE DE PRÓTESE, INTERCORRÊNCIAS E FLUXO DIGITAL Capítulo 20 – Cimentação Adesiva da Prótese para RAPG Capítulo 21 – Ajustes na Prótese Fixa Adesiva Provisória para RAPG Capítulo 22 – Limitações e Intercorrências na RAPG Capítulo 23 – Regeneração Óssea Guiada (ROG): Dificuldades Técnicas e Complicações em Cirurgias Capítulo 24 – Enxertos de Tecido Conjuntivo na Finalização do Tratamento da RAPG Capítulo 25 – RAPG em Ambiente Digital Siga nas redes : @_santospub @santospublications

  • Lendo um artigo científico - o significado clínico é real? Parte 8

    A diferença é estatística, mas será que tem significado clínico? Foto: I.A. Se você está chegando agora nessa seção do blog, não se preocupe. Há uma lista de posts comentando a leitura da estatística. Comece pelo número 1 . Existem duas perguntas frequentes ao refletirmos sobre o resultado de uma análise estatística em meta-análise: primeiro, deu diferença, mas será que tem algum significado clínico? segundo: se tem impacto clínico, qual é a sua intensidade? Vamos ao exemplo de uma situação clínica comum em pesquisa: um biomaterial para ser colocado dentro de um alvéolo porque o dente será extraído e isso representa uma tentativa de atenuar o grau de remodelamento ósseo vertical e horizontal. Você não sabe se isso é bom ou não é. Não leu ainda os estudos publicados. Para preservar a saúde do seu paciente você vai até à biblioteca (eletrônica ou não), coleta informações, e monta um gráfico de bosque /floresta ( forest plot ) com alguns estudos tentando entender o que também está acontecendo do ponto de vista clínico. Gráficos de floresta possuem dois elementos comuns: os intervalos de confiança 95% e os effect sizes . Quando falamos em tecido ósseo, é bem provável que o nosso effect size seja a diferença entre os valores de perda e ganho ósseo provocados pela inserção do biomaterial. Então, como de costume, montamos um gráfico onde o valor zero é o nosso indicador de referência no eixo X: assim, tudo o que estiver à esquerda do valor zero é considerado perda, e tudo o que estiver à direita do valor zero é considerado ganho, como no exemplo abaixo: O esqueleto do gráfico de floresta: perda e ganho ósseo. Intervalos de confiança = o valor da diferença estatística é significativo? Agora, se você lembra bem, no gráfico de floresta, colocamos linhas horizontais que representam esses intervalos de confiança 95%. Entretanto, no exemplo abaixo, vou colocar apenas os as linhas horizontais (intervalos de confiança 95%), observando se esses intervalos cruzam ou não cruzam o valor de referência zero (seta escura): Os intervalos de confiança são analisados primeiro. No gráfico acima, cada letra maiúscula representa um estudo e seu intervalo de confiança 95%: veja que os estudos A, D, E cruzam a linha do zero. Então, podemos considerá-los não estatisticamente significantes. Já os estudos B e C não cruzam essa linha do zero, e assim podem ser considerados estatisticamente significantes. O intervalo de confiança, no gráfico de floresta, indica o aspecto da estatística (ser ou não a diferença entre ganho e perda óssea estatisticamente significativa). Effect size: o valor do significado clínico seria real? Vamos continuar: no gráfico abaixo, vamos posicionar os effect sizes ( riscos verticais coloridos) para observamos outro aspecto: será que o effect size de cada estudo tem alguma importância clínica? Observe que o limite clínico minimamente importante em relação à remodelação óssea, definido no gráfico abaixo imaginário, tem valor 0,2 mm. Os effect sizes e suas relações com o limite clínico mínimo importante (seta). No gráfico acima, comparamos a posição de cada risco vertical colorido com o valor de referência 0,2mm: os riscos dos estudos A e D estão posicionados antes do valor referência 0,2mm e são considerados clinicamente não importantes. Já os riscos verticais dos estudos B, C, e E estão posicionados á direita do valor de referência (0,2mm) sendo considerados clinicamente importantes e em graus variados de importância. O effect size, no gráfico de floresta, mostra se a diferença entre ganho e perda óssea é ou não clinicamente importante. Unindo a estatística ao significado clínico Agora, agrupando todos os dados (intervalos de confiança 95% e effect sizes ) no mesmo gráfico de floresta, teremos o aspecto abaixo: O gráfico de floresta final: diferenças estatísticas e seus impactos clínicos. No gráfico final acima, conseguiremos finalmente perceber que, nem sempre o que é estatisticamente significante, também tem importância clínica. Um dos grandes problemas, especialmente nos estudos clínicos, consiste em definir o que é clinicamente importante. Bons estudos!!!

  • Clássicos em Oclusão: a Esfera de Monson

    A esfera de Monson em perfil. Foto: álbum da Família Bocão. Dados vitais: esfera de Monson Nome de batismo? uma esfera imaginária de oito polegadas de diâmetro (4 polegadas de raio) com centro na glabela (ponto anatômico) e extensão de sua superfície externa tocando as bordas incisais e as pontas das cúspides. Qual o tamanho desse bebê? 1 polegada = 2,54 centímetros 4 polegadas de raio = 10,16 centímetros 8 polegadas de diâmetro = 20,32 centímetros Quem é o pai? George S. Monson, dentista de Minnesota, Estados Unidos da América. Onde estão as certidões de nascimento e batismo? Monson GS. Occlusion as applied to crown and bridgework. J Nat Dent Assoc 1920;7:399-417. Monson GS. Some important factors which influence occlusion. J Nat Dent Assoc 1922;9:498-503. Qual sua missão na Terra? Proposta mecânica de alinhamento das características oclusais (pontas das cúspides), gerando a curvatura de Monson. Qual a semelhança com seus amigos e parentes? em Chinesas jovens adultas (18-22 anos) o raio da esfera de Monson é menor do que o existente na literatura original, quando mensurado após a digitalização . esse fato também foi comprovado em japoneses adultos jovens de ambos os sexos , sendo o raio obtido maior do que as 4 polegadas. finalmente, em indivíduos coreanos jovens (de ambos os sexos) o raio da curvatura também foi maior do que o valor original. Clique aqui e saiba mais sobre os 100 anos da Gnatologia.

  • Dentes trincados: quando e o que fazer na clínica para aumentar sua longevidade?

    Dentes trincados e sem dor: monitorar até que ponto? Dentes trincados são comuns nas regiões posteriores da maxila e mandíbula, com uma chance muito grande de serem vistos em elementos com tratamento de canal e restaurações amplas e antigas (amálgama, por exemplo). Dentes com grandes desgastes nas cúspides e/ou perda da anatomia nas superfícies oclusais, ou dentes com "ilhas" de restaurações antigas também são grandes candidatos às trincas. Sem falar no bruxismo e nas outras parafunções. Todos fatores de risco. Muitas vezes, dentes trincados estão assintomáticos, respondendo de forma diferente aos testes de provocação (frio, calor ) Ao mesmo tempo, os pacientes ficam muito preocupados quando nós, profissionais da Odontologia, detectamos que esses dentes apresentam trincas e o que vamos fazer deste ponto em diante. O "sonho comum", tanto do dentista quanto do paciente, é que esses dentes tenham salvação. Uma trinca não é uma fratura, não é? Especialmente quando a polpa dentária respondem bem, ou seja, ainda tem vitalidade. Mas esse processo de decisão não é simples: acompanhar o dente se ele não apresenta sintomatologia? Fazer restaurações de cobertura parcial ou cobertura total (coroas)? Que tal darmos uma olhada num artigo com uma meta-análise bem consistente? Quais são os dados desse estudo que precisamos considerar? Dentes trincados, mas com vitalidade pulpar a taxa de sobrevivência dentária, nesses casos, vai de 92% à 97% (acompanhamento de 1 - 6 anos) a taxa de sobrevivência pulpar, nesses casos, vai de 85% à 90% (acompanhamento de 1 - 3 anos) Aqui, a taxa geral de sucesso dentário, em dentes com vitalidade pulpar, fica entre 80% e 89% (entre 1 e 3 anos de acompanhamento) Dentes trincados, mas com tratamento do canal radicular a taxa de sobrevivência dentária, nesses casos, vai de 90% à 91% (acompanhamento de 1 - 2 anos) Aqui, a taxa geral de sucesso dentário, em dentes com vitalidade pulpar, fica entre 83% e 91% (entre 1 e 4 anos de acompanhamento) Em dentes vitais, fazer as restaurações sem cobertura de cúspide ou partir para as coroas totais? O risco de complicações pulpares , quando fazemos apenas a cobertura das cúspides, é 3 vezes maior do que na opção coroas totais O risco de extração dentária , quando fazemos apenas a cobertura das cúspides, é 8 vezes maior do que na opção coroas totais Em dentes com tratamento de canal, fazer as restaurações sem cobertura de cúspide ou partir para as coroas totais? O risco de extração dentária , quando fazemos apenas a cobertura das cúspides, é 11 vezes maior do que na opção coroas totais Quais condutas clínicas poderemos adotar pelo estudo publicado? dentes sem sintomas: monitoramento apenas, sem restaurações dentes com sintomas e/ou tratamento de canal: coroas totais Mas qual é o motivo de tanta insistência na preservação dentária? Os dentes, é claro, são únicos. Não existe nada melhor do que manter os dentes em posição, quando ainda for possível. É o que toda a literatura disponível mostra . Outro motivo, e talvez o mais crucial: a manutenção da espessura da tábua óssea vestibular, especialmente nas regiões estéticas . Quando o tratamento dentário é considerado irracional? Além das trincas. Segundo um dos grupos mais especializados em taxas de sucesso e sobrevivência para dentes e implantes ( Pjetursson et al. , 2018 ) , o tratamento dentário com finalidade de manutenção seria desconsiderado nas situações abaixo: lesões cariosas extensas caminhando para o canal radicular lesões cariosas extensas atingindo a região da furca perda de inserção periodontal chegando ao terço apical radicular abscessos periapicais recorrentes lesões endo periodontais extensas fraturas verticais fraturas horizontais no terço médio radicular retratamento endodôntico ou cirúrgico recorrente e sem sucessos Leia mais aqui no blog: raízes remanescentes e a gengiva na região estética Implantes dentários em sítios cicatrizados e com tábua vestibular fina  terão resultados clínicos menos favoráveis  se não receberem aumento ósseo simultâneo a espessura crítica do osso na maxila

  • Esquemas oclusais em prótese fixa: existe um melhor do que o outro?

    Oclusão: qual o melhor esquema em próteses parciais fixas? O grau de curiosidade em torno da oclusão é nítido entre os amantes da Odontologia. Também, quem mandou o projeto do ser humano ter 28 dentes com anatomias oclusais em forma de pirâmide, sulcos de escape, e cristas marginais, contatos interproximais? Ou isso ou uma boca sem dentes! Você passaria o resto da sua vida com um canudinho de plástico, sorvendo líquidos, sem sequer mastigar um belo filé? Isso sustenta o metabolismo energético de um adulto de 75kg? É claro que não. Podemos passar anos estudando Oclusão. Entretanto, será difícil compreendermos toda a sua plenitude. A maior prova disso é que não conseguimos desenhar pesquisas (por mais simples que sejam) para comprovarmos alguns dos postulados oclusais mais famosos. O único consenso é que os dentes estão aí para cortar e triturar, ajudados pela musculatura correspondente. Pelo menos é o que detalha a tentativa mais recente ao revisar os aspectos significativos, especialmente sobre dois pontos: a desoclusão pelos caninos e a desoclusão com função em grupo. Assim, haveria um esquema oclusal melhor do que o outro na movimentação mandibular excêntrica? Quantas vezes, ao abrir e fechar o seu articulador semiajustável, e deslizar o ramo inferior em todas as direções, você fez essa pergunta? Quantas vezes, temendo que a superfície da sua porcelana trincasse prematuramente, você fez essa pergunta? Abaixo, as considerações principais sobre os esquemas oclusais em prótese fixa . E não estamos falando de gente com "cinco minutos" de vivência no assunto. Coloque esse bilhete no cantinho da sua agenda não existem estudos clínicos mostrando as diferenças entre os esquemas oclusais para a reabilitação oral de dentes através de PPFs. na maioria dos estudos, a função em grupo ocorre mais do que o guia canino; entretanto, não há como comprovação de um ser melhor do que o outro há dois esquemas oclusais básicos: cúspide/fossa e cúspide/crista marginal o número ideal de contatos oclusais para a estabilidade oclusal ainda é incerto Repita o texto abaixo até esses esquemas oclusais em prótese fixa entrarem na sua cabeça na protrusão, a desoclusão pelos incisivos sem contato nos dentes posteriores é o tipo mais comum na Classe I de Angle, comparado às Classes II e III o contato dentário posterior pode ocorrer na protrusão, sendo mais comum na Classe III e menos comum na Classe II de Angle os caninos podem fazer contato durante os movimentos protrusivos os contatos do lado de balanceio não devem estar presentes nos dentes posteriores durantes os movimentos mandibulares laterais na posição de máxima intercuspidação, as forças devem ser direcionadas no longo eixo dos dentes não há evidência clínica de que tripodismo ou o contato oclusal numa superfície plana melhora a estabilidade da posição ou a função mastigatória há necessidade de muita pesquisa sobre os movimentos excursivos e a posição de máxima intercuspidação em próteses parciais fixas sobre dentes naturais. Boas análises oclusais para vocês! Saiba mais em Goodacre C, Goldstein G. What occlusal scheme should be used for tooth-supported fixed partial dentures? J Prosthodont. 2025;1–13. https://doi.org/10.1111/jopr.14048

  • Lesão endo-periodontal: ficha gratuita de decisão de tratamento

    Lesão endo-periodontal: o fluxo do diagnóstico e tratamento mais recente. Protesistas lidam frequentemente com canais radiculares porque precisam fazer núcleos ou reconstruções. Antes disso, convém uma bela radiografia periapical (usando o posicionador de paralelismo) já que o comprimento do pino e o selamento apical (guta-percha) possuem relações matemáticas consagradas na literatura.   Entretanto, às vezes pode haver uma lesão / patologia apical ou lateral ao periodonto nesse tipo de exame, muitas vezes assintomática. Ainda, nem sempre é possível identificar o início dessa situação.   Em outras circunstâncias, essas lesões são vistas em próteses extensas e há muito tempo em função bucal. Não estamos falando de algo que é puramente um problema da polpa dentária ou do diagnóstico da doença periodontal isolada.   Então, é fundamental que o protesista tome uma decisão com base na ciência: o dente pode ser tratado como futuro pilar de uma prótese dentária? o dente vai ser extraído ? o diagnóstico é inconclusivo e o risco é assumido em conjunto com o seu paciente?   Bem, depois de 60 anos de implantodontia contemporânea , a máxima continua de pé: o cirurgião-dentista tem que entender o ciclo de vida de um dente até esgotar todos os seus recursos de tratamento. E para saber o que fazer, basta pegar a sua ficha gratuitamente . Lesão endo-periodontal: o consenso mais recente O consenso mais recente estabelece as bases do diagnóstico e indica quais são as situações que precisam de "voz ativa". Em princípio, vamos considerar se, na presença de uma lesão endo-periodontal, existe ou não dano radicular, bem como a sua natureza: com dano radicular (fratura, trinca, malformação) sem dano radicular (grau de destruição periodontal) A partir desse ponto, cria-se uma árvore com ramificações envolvendo aspectos em Periodontia e Endodontia, que no final resultam em quatro possibilidades de decisão: tentativa de tratamento (chance de salvamento) manter o dente (tratamento conservador) diagnóstico inconclusivo (observar) extração dentária (fim do ciclo de vida) Fluxo de tratamento na presença de lesão endo-periodontal. É claro, no fluxograma acima, temos situações de dúvida, especialmente nos casos de comprometimento periodontal. E esse é o momento de grande decisão com nossos pacientes. Clique no documento a seguir e baixe a ficha de decisão sobre o tratamento da lesão periodontal:

  • Dor de dente aumenta o risco de Alzheimer? Entenda (e acalme-se)

    Dor de dente: ela aumenta o risco de Alzheimer? Calma. Não sou daqueles que gostam de ver o circo pegar fogo. Mas a informação deste post está publicada numa revista de grande tradição na comunidade científica odontológica. Publicada significa que foi revisada por pares, passou pelo editor da revista, sofreu correções e finalmente ficou perto dos 5% de erros ( flaws ) que todos os artigos possuem. Voltando: uma leitura apressada fatalmente termina em conclusões apressadas, especialmente quando não é a estatística do dia a dia (média e desvio padrão, por exemplo). A pergunta central: a dor de dente é apenas um problema local — ou pode sinalizar pior saúde geral, inflamação sistêmica e maior vulnerabilidade neurológica? O Estudo do UK Biobank sobre dor de dente e Alzheimer: como foi feito Um estudo com dados do UK Biobank acompanhou cerca de 490 mil pessoas  sem Alzheimer no início por aproximadamente 14 anos. Esse desenho de investigação (chama-se coorte porque eram os grupos que marchavam em conjunto nas guerras) é útil porque ajuda a estabelecer temporalidade: primeiro o relato de dor, depois o desfecho (diagnóstico de doença de Alzheimer em registros de saúde). Por que o desenho de coorte importa? Como os participantes são seguidos ao longo do tempo, o estudo reduz a chance de interpretar um evento tardio (Alzheimer) como “causando” a exposição medida antes. Ainda assim, isso não elimina confundimento nem garante uma relação de causalidade. Quais dores orais foram avaliadas (dor de dente e gengiva dolorida) A exposição foi baseada em autorrelato em questionários, principalmente: dor de dente gengivas doloridas O artigo também avalia subgrupos (dor de dente apenas, gengivas doloridas apenas, e ambas). Isso descreve sintomas, não um diagnóstico odontológico detalhado (como pulpite, abscesso, trinca, ou hipersensibilidade.). O que não foi medido clinicamente no Biobank Não há, como regra, um exame odontológico padronizado com a “causa” da dor e também não existe um protocolo típico de dor orofacial com palpação sistemática da musculatura mastigatória e critérios formais (como DC/TMD) para separar dor odontogênica de dor muscular/ATM. Resultados do estudo: dor oral e maior risco relativo de Alzheimer Os autores observaram que participantes com dor oral (dor de dente e/ou gengivas doloridas) apresentaram maior risco relativo de diagnóstico de Alzheimer em análises ajustadas por múltiplos fatores. Além disso, o estudo descreve essa associação com pior desempenho em testes de cognição  e algumas diferenças em neuroimagem em subamostras, o que sugere um padrão convergente dentro desse banco de dados. Risco relativo vs risco absoluto: como interpretar corretamente Mesmo quando um aumento relativo é estatisticamente significativo, o Alzheimer pode ser relativamente raro em parte do seguimento. Por isso, um HR acima de 1 pode corresponder a uma mudança absoluta pequena dependendo da idade, tempo de acompanhamento e risco basal de cada pessoa. Dor de dente é neuroinflamação? Hipóteses e limites Dor de dente não é sinônimo de neuroinflamação. Na maioria das vezes, ela reflete inflamação/infeção local e ativação do sistema trigeminal (a via da dor facial). A conexão com Alzheimer surge como hipótese: dor persistente e processos inflamatórios periféricos podem se associar a sinalização imune e a estados pró inflamatórios sistêmicos que, ao longo do tempo, poderiam influenciar o SNC. O caminho biológico mais plausível (em termos gerais) Em linhas gerais, a hipótese envolve: inflamação periférica/dor → mediadores inflamatórios e sinalização imune → possível impacto neuroimune (por exemplo, microglia) e em circuitos vulneráveis. O estudo ajuda a levantar essa possibilidade, mas não prova que “dor de dente causa neuroinflamação cerebral”. Dor de dente autorrelatada pode misturar causas diferentes Um ponto clínico relevante: “dor de dente” relatada em questionário pode incluir desde pulpite até dor referida muscular/ ATM . Essa mistura pode diluir associações ou dificultar a interpretação do mecanismo. Força estatística do estudo: por que a amostra grande dá robustez A potência estatística é um grande ponto porque combina: amostra muito grande, seguimento longo, capacidade de detectar efeitos modestos com boa precisão. O que potência alta resolve (e o que não resolve) Ela melhora a chance de detectar um sinal real e reduz incerteza estatística, mas não elimina problemas de medida (autorrelato) nem o risco de confundimento residual. Limitações e validade: o que dá para concluir com segurança O estudo tem boa validade para associação populacional, mas a inferência causal é limitada por fatores típicos de coortes observacionais com autorrelato. Classificação errônea da exposição (dor de dente) Sem exame clínico, não é possível garantir que todos os casos de “dor de dente” sejam realmente dor odontogênica, nem distinguir dor aguda, crônica ou recorrente. Confundimento residual (principal ameaça) Dor de dente pode ser marcador de menor acesso a cuidado odontológico, pior condição socioeconômica, hábitos de saúde, sono e saúde mental — e esses fatores também se ligam ao risco de demência. Diagnóstico de Alzheimer por registros O desfecho vem de códigos em registros de saúde, o que pode trazer sub diagnóstico e erros de classificação entre Alzheimer e outras demências. Causalidade reversa Mudanças iniciais de cognição podem piorar o autocuidado e saúde bucal, aumentando dor e infecções. Isso pode fazer a dor parecer causa quando pode ser um marcador do processo em curso. Conclusão: dor de dente causa Alzheimer ou é um marcador de risco? A leitura mais responsável é: o estudo sustenta uma associação entre dor oral e risco de Alzheimer, com grande força estatística, mas não prova causalidade . Dor de dente/dor oral pode funcionar como marcador de risco e de vulnerabilidade (biológica e social). Para avançar, são necessários estudos com: exame odontológico (causa e gravidade), fenotipagem de dor orofacial (incluindo musculatura/ATM), desfechos com avaliação clínica e/ou biomarcadores.

  • Cursos de imersão no IN Congress 26 - parte 8

    IN Congress 26 : Cursos de imersão formatados para uma audiência selecionada. Entre 22 e 25 de setembro de 2026, deixe marcado na sua agenda: O IN Congress está de volta ao Distrito Anhembi, em São Paulo! E a sua programação oficial já está no ar! Os cursos de imersão no IN Congress 26 têm uma hora e 30 minutos de duração estimada e estão distribuídos em salas especialmente formatadas para uma audiência selecionada. Cursos de Imersão no IN Congress 26 - o maior evento de reabilitação oral do mundo é aqui Dia 25 de setembro Ricardo Mitrani Dentição terminal: o fluxograma atual de tratamento em reabilitação oral Robert Carvalho Implante imediato versus preservação alveolar: árvore de decisão Juan Sánchez Santos Análise comparativa de regeneração óssea guiada (ROG) e placas ósseas: critérios de seleção, princípios comuns e principais diferenças Rafael Ortega Reconstruções ósseas em Implantodontia: uso racional dos biomateriais Roberto Garanhani Oclusão: uso e sobreuso Khalila Cotrim Osteoporose, drogas antirreabsortivas e implantes dentários: manejo clínico de risco Assis Filipe Albuquerque Como ter previsibilidade nas reconstruções em área estética Rogério Romeiro All-on-four: do analógico ao digital

  • IN Congress 26 - Ricardo Mitrani

    Ricardo Mitrani pela primeira vez no IN Congress 26! Marque na sua agenda! Entre 22 e 25 de setembro de 2026, deixe marcado na sua agenda: O IN Congress está de volta no Distrito Anhembi, em São Paulo! Por enquanto, a organizadora desse evento, a VMCom, segue divulgando a lista dos primeiros convidados internacionais. Dentre os nomes já confirmados, temos o do Prof. Dr. Ricardo Mitrani NOTA: O site do IN Congress está no ar! Clique aqui Ricardo Mitrani: mini biografia Cirurgião-dentista formado pela UNITEC, Cidade do México Certificado em Prótese Dentária. Mestre em Odontologia pela Universidade de Washington, sendo professor assistente em 2001. Membro - Spear Resident Faculty, Diretor Executivo do Spear Digest Instrutor - Spear Seminar. Mais de 400 aulas em 26 países. Filiação acadêmica à Universidade Nacional do México (UNAM) Professor associado afiliado à Universidade de Washington. Clínica particular em prótese e implantes, México. Membro - American Academy of Esthetic Dentistry (AAED), American Academy of Restorative Dentistry (AARD), International College of Dentistry (ICD), Revisor científico dos periódicos: Journal of Esthetic and Restorative Dentistry (JERD), Compendium of Continuing Education in Dentistry (CCED) and Journal of Cosmetic Dentistry (JCD). Trabalhos científicos já publicados: Clique aqui e veja uma lista com links para os artigos já publicados pelo Prof. Ricardo Mitrani. Ricardo Mitrani: criando momentos - TED TALKS Como fazer um esforço consciente para vencer o "piloto automático" da comunicação com nossos pacientes? Assista abaixo: A arte de criar momentos - palestra de Ricardo Mitrani no TED TALKS

  • IN Congress 26 - Tara Aghaloo

    Tara Aghaloo pela primeira vez no IN Congress 26! Marque na sua agenda! Entre 22 e 25 de setembro de 2026, deixe marcado na sua agenda: O IN Congress está de volta no Distrito Anhembi, em São Paulo! Por enquanto, a organizadora desse evento, a VMCom, segue divulgando a lista dos primeiros convidados internacionais. Dentre os nomes já confirmados, temos o da Profa. Dra. Tara Aghaloo NOTA: O site do IN Congress está em construção, mas já aceita pré cadastro para ofertas especiais clicando aqui Tara Aghaloo: mini biografia Cirurgiã-dentista formada pela Universidade do Missouri, Kansas Residência e MD em Cirurgia Oral e Maxilofacial PhD em Biologia Oral, UCLA Professora - Cirurgia Oral e Maxilofacial - Faculdade de Odontologia UCLA Diplomada, American Board of Oral and Maxillofacial Surgery Editora Associada - Journal of Oral and Maxillofacial Surgery (JOMS) Ex-Presidente, Academy of Osseointegration (AO). Trabalhos científicos já publicados: Clique aqui e veja uma lista com links para os mais de 150 artigos científicos sobre osso, regeneração tecidual, implantodontia com foco em complexidades médicas e cirúrgicas já publicados pela Profa. Tara Aghaloo.

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