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  • IN26: Sascha Jovanovic junta-se ao time!

    IN26: Sascha Jovanovic - abordagem 360 graus na zona estética. Sim, agora vocês já sabem! Sascha Jovanovic volta com força total ao IN26. Atuante há mais de três décadas nas regenerações óssea e tecidual guiadas (ROG e RTG), fez parte do grupo inicial formado por Daniel Buser, Massimo Simion, James Mellonig, William Becker, entre outros nomes consagrados da Periodontia. Agora, ele retorna ao IN26 para uma atividade especial, totalmente livre para congressistas. Imperdível! Só no IN26! Confira na programação abaixo o tema de Sascha Jovanovic: Dia 23 - QUARTA - 9:30 horas - 11:30 horas Dominando a zona estética: uma abordagem 360 graus para a terapia com implantes, desde dente único até arco total. Aproveite e confira uma lista com as principais publicações de Sascha Jovanovic: Peri-implantitis-Is it mainly a clinician-initiated complication of implant therapy? Chen ST, Monje A, Strauss FJ, Schwarz F, Roccuzzo A, Sailer I, Tarnow D, Lambert F, Jovanovic S, Buser D. Periodontol 2000. 2026 Jun 8. https://doi.org/10.1111/prd.70051 Horizontal ridge augmentation using GBR with a native collagen membrane and 1:1 ratio of particulate xenograft and autologous bone: A 3-year after final loading prospective clinical study. Meloni SM, Jovanovic SA, Urban I, Baldoni E, Pisano M, Tallarico M. Clin Implant Dent Relat Res. 2019 Aug;21(4):669-677. https://doi.org/10.1111/cid.12808 One-stage horizontal guided bone regeneration with autologous bone, anorganic bovine bone and collagen membranes: Follow-up of a prospective study 30 months after loading. Meloni SM, Jovanovic SA, Pisano M, De Riu G, Baldoni E, Tallarico M. Eur J Oral Implantol. 2018;11(1):89-95. Horizontal Ridge Augmentation using GBR with a Native Collagen Membrane and 1:1 Ratio of Particulated Xenograft and Autologous Bone: A 1-Year Prospective Clinical Study. Meloni SM, Jovanovic SA, Urban I, Canullo L, Pisano M, Tallarico M. Clin Implant Dent Relat Res. 2017 Feb;19(1):38-45. https://doi.org/10.1111/cid.12429 Sinus lift grafting with anorganic bovine bone vs 50% autologous bone mixed with 50% anorganic bovine bone: 2 years after loading results from a randomised controlled trial. Meloni SM, Jovanovic SA, Pisano M, Xhanari E, De Riu G, Tullio A, Tallarico M. Eur J Oral Implantol. 2017;10(4):425-432. Platform switching versus regular platform implants: 3-year post-loading results from a randomised controlled trial. Meloni SM, Jovanovic SA, Pisano M, Tallarico M. Eur J Oral Implantol. 2016;9(4):381-390. Postextraction socket preservation using epithelial connective tissue graft vs porcine collagen matrix. 1-year results of a randomised controlled trial. Meloni SM, Tallarico M, Lolli FM, Deledda A, Pisano M, Jovanovic SA. Eur J Oral Implantol. 2015 Spring;8(1):39-48. Partial lateralization of the nasopalatine nerve at the incisive foramen for ridge augmentation in the anterior maxilla prior to placement of dental implants: a retrospective case series evaluating self-reported data and neurosensory testing. Urban I, Jovanovic SA, Buser D, Bornstein MM. Int J Periodontics Restorative Dent. 2015 Mar-Apr;35(2):169-77. https://doi.org/10.11607/prd.2168 Prevalence of peri-implantitis in patients with implant-supported fixed prostheses. Schuldt Filho G, Dalago HR, Oliveira de Souza JG, Stanley K, Jovanovic S, Bianchini MA. Quintessence Int. 2014 Nov-Dec;45(10):861-8. https://doi.org/10.3290/j.qi.a32566 Platform switching vs regular platform implants: nine-month post-loading results from a randomised controlled trial. Meloni SM, Jovanovic SA, Lolli FM, Pisano M, De Riu G, De Riu N, Lugliè PF, Tullio A. Eur J Oral Implantol. 2014 Autumn;7(3):257-65. The "All-on-4" concept for implant rehabilitation of an edentulous jaw. Ho CC, Jovanovic SA. Compend Contin Educ Dent. 2014 Apr;35(4):255-9; quiz 260 Vertical ridge augmentation with titanium-reinforced, dense-PTFE membranes and a combination of particulated autogenous bone and anorganic bovine bone-derived mineral: a prospective case series in 19 patients. Urban IA, Lozada JL, Jovanovic SA, Nagursky H, Nagy K. Int J Oral Maxillofac Implants. 2014 Jan-Feb;29(1):185-93. https://doi.org/10.11607/jomi.3346. Horizontal guided bone regeneration in the posterior maxilla using recombinant human platelet-derived growth factor: a case report. Urban IA, Lozada JL, Jovanovic SA, Nagy K. Int J Periodontics Restorative Dent. 2013 Jul-Aug;33(4):421-5. https://doi.org/10.11607/prd.1408. Definitive abutment-driven stage-two surgery as a means to reduce peri-implant soft tissue changes: introduction of a new concept. Pelekanos S, Ntounis A, Jovanovic SA, Euwe E. Int J Periodontics Restorative Dent. 2013 Mar-Apr;33(2):193-9. https://doi.org/10.11607/prd.1458. Vertical ridge augmentation using guided bone regeneration (GBR) in three clinical scenarios prior to implant placement: a retrospective study of 35 patients 12 to 72 months after loading. Urban IA, Jovanovic SA, Lozada JL. Int J Oral Maxillofac Implants. 2009 May-Jun;24(3):502-10. An esthetic solution for single-implant restorations - type III porcelain veneer bonded to a screw-retained custom abutment: a clinical report. Magne P, Magne M, Jovanovic SA. J Prosthet Dent. 2008 Jan;99(1):2-7. https://doi.org/10.1016/S0022-3913(07)00313-7. Bone rehabilitation to achieve optimal aesthetics. Jovanovic SA. Pract Proced Aesthet Dent. 2007 Oct;19(9):569-76. Bone reconstruction following implantation of rhBMP-2 and guided bone regeneration in canine alveolar ridge defects. Jovanovic SA, Hunt DR, Bernard GW, Spiekermann H, Wozney JM, Wikesjö UM. Clin Oral Implants Res. 2007 Apr;18(2):224-30. https://doi.org/10.1111/j.1600-0501.2006.01324.x. Esthetic therapy with standard and scalloped implant designs: the five biologic elements for success. Jovanovic SA. J Calif Dent Assoc. 2005 Nov;33(11):873-80. Long-term functional loading of dental implants in rhBMP-2 induced bone. A histologic study in the canine ridge augmentation model. Jovanovic SA, Hunt DR, Bernard GW, Spiekermann H, Nishimura R, Wozney JM, Wikesjö UM. Clin Oral Implants Res. 2003 Dec;14(6):793-803. https://doi.org/10.1046/j.0905-7161.2003.clr140617.x The Management of Peri-implant Breakdown Around Functioning Osseointegrated Dental Implants. Jovanovic SA. J Periodontol. 1993 Nov;64 Suppl 11S:1176-1183. https://doi.org/10.1902/jop.1993.64.11s.1176

  • Gesso na Medida Certa: Monte seu Modelo no Articulador

    Gesso na medida certa: montando o seu modelo no articulador (em vídeo). Gesso na medida certa: montando seu modelo no articulador No vídeo abaixo, você aprende como se livrar dos excessos e ainda economizar gesso na hora de montar o seu modelo superior no articulador semiajustável: Gesso na medida certa para montar seu modelo no articular! Aprenda em 1 minuto!

  • Cirurgia Estética Orofacial: a resolução do CFO ponto a ponto

    Cirurgia Estética Orofacial: resolução CFO ponto a ponto Harmonização Orofacial? Cirurgia Bucomaxilofacial? Qual é a sua especialidade de atuação? O que fazer frente à Cirurgia Estética Orofacial? Reserve 5 minutos do seu tempo para entender os novos caminhos dessa especialidade no Brasil. Cirurgia Estética Orofacial: a nova especialidade Odontológica Em março de 2026, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) promoveu uma das maiores transformações históricas na odontologia brasileira. O órgão regulamentador publicou um conjunto de resoluções que redefine os limites de atuação do cirurgião-dentista e eleva a estética facial a um novo patamar profissional. A partir desse marco, a Cirurgia Estética Orofacial (CEOF) passa a figurar como uma especialidade odontológica oficial. Essa mudança não apenas atende a uma demanda antiga da categoria, mas também reorganiza o mercado de trabalho, estabelece critérios de formação extremamente rigorosos e reacende debates jurídicos e corporativos com a classe médica. Abaixo, veja ponto a ponto as novas diretrizes, o impacto prático para os profissionais e os desafios legais que cercam essa decisão histórica. O Fim da Era de Restrições: A Revogação da Resolução 230/2020 Para compreender a magnitude da mudança atual, precisamos analisar o cenário normativo anterior. Até o início de 2026, a Resolução CFO nº 230/2020 impunha limites severos aos cirurgiões-dentistas brasileiros. O Impacto da Resolução CFO-SEC-285/2026 A Resolução CFO-SEC-285/2026 alterou diretamente o artigo 1º e revogou o artigo 3º da antiga norma de 2020. Anteriormente, o texto proibia de forma expressa a realização de cirurgias puramente estéticas na face, como a rinoplastia, a blefaroplastia e a ritidoplastia. Essa barreira gerava grande insegurança jurídica, além de fiscalizações intensas e processos éticos contra profissionais que buscavam expandir sua atuação na harmonização facial. Com a nova redação, o CFO removeu esse bloqueio absoluto. A autarquia entendeu que a proibição anterior conflitava com a evolução científica da odontologia e com o próprio amadurecimento técnico dos profissionais da área. Assim, a nova resolução abre caminho para que o cirurgião-dentista execute procedimentos cirúrgicos estéticos com respaldo legal e ético, desde que possua a devida habilitação de especialista. Resolução CFO-SEC-286/2026: Estruturando a Nova Especialidade Se a Resolução 285/2026 removeu os obstáculos, a Resolução CFO-SEC-286/2026 construiu as fundações da nova especialidade. Ela estabelece as regras do jogo para quem deseja se consolidar como especialista em Cirurgia Estética Orofacial (CEOF). O Escopo de Atuação da Cirurgia Estética Orofacial no Brasil A resolução define a Cirurgia Estética Orofacial como a especialidade que envolve a avaliação, o planejamento e o tratamento cirúrgico com finalidade estética das estruturas da face e anexos. O texto normativo autoriza o cirurgião-dentista a realizar procedimentos cirúrgicos avançados na região orofacial. Os dentistas agora podem realizar procedimentos cirúrgicos como o lip lifting (encurtamento do lábio superior), o corner lifting (elevação dos cantos da boca) e outras intervenções que visam harmonizar a estética do terço inferior e médio da face. Essa definição de escopo confere clareza sobre onde o profissional pode atuar. O CFO delimita a área de intervenção à região anatômica de competência do cirurgião-dentista, respeitando os limites da cavidade oral e das estruturas faciais correlatas. Os Parâmetros Formativos e a Exigência de 3.000 Horas Para garantir a segurança dos pacientes e a excelência dos resultados, o CFO adotou um padrão de exigência educacional sem precedentes. A Resolução 286/2026 determina que, para obter o registro de especialista, o cirurgião-dentista deve concluir um curso de especialização com carga horária mínima de 3.000 horas. Essa exigência coloca a especialização em CEOF em um nível de profundidade e dedicação comparável aos grandes programas de pós-graduação e residências. O curso deve ter autorização e reconhecimento do Ministério da Educação (MEC) e ser ministrado por Instituições de Ensino Superior (IES) qualificadas. Com essa carga horária robusta, o conselho visa assegurar que o profissional domine não apenas as técnicas cirúrgicas, mas também a anatomia complexa da face, o manejo de intercorrências e o planejamento estético integrado. Ponto a Ponto: O Caminho para Obtenção do Título A regulamentação estabelece critérios claros para que o profissional consiga registrar seu título de especialista junto ao Conselho Regional de Odontologia (CRO). Cursos Iniciados Após a Publicação O CFO registrará os títulos obtidos em cursos de especialização que iniciaram suas atividades após a publicação da Resolução 286/2026, desde que cumpram as 3.000 horas obrigatórias e possuam o aval do MEC. Essa regra incentiva a criação de novas grades curriculares totalmente alinhadas às exigências modernas da cirurgia estética. Regras de Transição para Profissionais Atuais O conselho também desenhou regras de transição para os cirurgiões-dentistas que já atuavam intensamente na área de Harmonização Orofacial (HOF) e que já possuem títulos correlatos. A resolução prevê prazos e critérios técnicos específicos para que esses profissionais solicitem o aproveitamento de estudos ou realizem a complementação de carga horária para atingir o patamar exigido. Esse mecanismo protege o direito dos profissionais experientes, ao mesmo tempo em que garante o nivelamento técnico por cima. O Embate de Competências: Odontologia versus Medicina A decisão do CFO de regulamentar a Cirurgia Estética Orofacial não ocorreu em um vácuo político. Ela imediatamente reacendeu a histórica disputa corporativa entre a odontologia e a medicina pelo controle dos procedimentos estéticos invasivos na face. A Reação do Conselho Federal de Medicina (CFM) O Conselho Federal de Medicina (CFM) e diversas sociedades médicas reagiram de forma contundente à publicação das resoluções. A classe médica argumenta que a realização de cirurgias estéticas invasivas na face constitui ato privativo do médico, conforme a Lei do Ato Médico (Lei nº 12.842/2013). Os médicos alegam que a formação do cirurgião-dentista não contempla o treinamento clínico e cirúrgico necessário para lidar com as complexidades sistêmicas dessas cirurgias, apontando riscos à segurança do paciente. O Contraponto na Câmara Legislativa: O PDL 177/2026 O embate rapidamente migrou para o campo legislativo. Desta forma, o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 177/2026 foi apresentado para sustar os efeitos da Resolução CFO nº 286/2026. Esse projeto segue em tramitação para consulta pública. Os argumentos são que o CFO extrapolou suas atribuições legais ao autorizar dentistas a realizarem procedimentos que os médicos consideram invasivos e de sua exclusiva competência. Esse movimento demonstra que a batalha pela consolidação da CEOF ainda passará por intensos capítulos nos tribunais e no Congresso Nacional. O Futuro da Odontologia Estética no Brasil Apesar das disputas judiciais e políticas, a criação da especialidade em Cirurgia Estética Orofacial consolida a odontologia brasileira como uma das mais avançadas e inovadoras do mundo. O Fortalecimento do Mercado e a Valorização Profissional A nova especialidade valoriza o cirurgião-dentista que investe em educação continuada de alto nível. Ao criar uma barreira de entrada alta (as 3.000 horas de curso), o CFO protege o mercado contra a atuação de profissionais sem o devido preparo técnico, elevando a percepção de valor da odontologia perante a sociedade. Os pacientes passam a contar com profissionais altamente especializados e focados especificamente na harmonia do sorriso e da face. A Harmonização Orofacial e a CEOF como Áreas Complementares O CFO reafirma que a Harmonização Orofacial (HOF) e a Cirurgia Estética Orofacial (CEOF) são áreas complementares, mas com focos distintos. Enquanto a HOF foca majoritariamente em procedimentos minimamente invasivos (como preenchedores e toxina botulínica), a CEOF avança para o campo cirúrgico definitivo. Essa distinção permite que o dentista ofereça um plano de tratamento completo, combinando técnicas temporárias e cirurgias definitivas para entregar o melhor resultado estético e funcional ao paciente.

  • Anosmia e hiposmia: Covid-19

    Anosmia e hiposmia: Covid-19. Em 7 de abril de 2020, pedi ao nosso médico de família, o Dr. Rodrigo Bizeli, para escrever sobre a pandemia que estávamos enfrentando, neste blog que acabara de nascer: "A sensação olfativa e a Covid-19" "Boa tarde a todos! Eu sou Rodrigo Bizeli, médico otorrinolaringologista formado pela Faculdade de Medicina da USP-SÃO PAULO, e vou fazer um breve comentário sobre hiposmia como sinal clínico da Covid-19." "Sabe-se que quando há um processo gripal qualquer, um resfriado, nosso nariz fica congestionado, com saída de secreção hialina ou catarral e não surpreende que nosso olfato seja prejudicado por conta do próprio edema de mucosa decorrente do processo infeccioso." Porém, notou-se com o advento da pandemia por coronavírus, um aumento repentino de casos de hiposmia e anosmia isolada, ou seja, não havia obstrução nasal, rinorreia ou qualquer outro sintoma exceto a queda na sensação olfativa." "A aposta dos especialistas britânicos é que a Covid-19 afete os filetes nervosos olfativos do nariz, impedindo-os de funcionar como deveriam." Isso é extremamente importante pois muitos pacientes não apresentam sintomas e sinais gripais e apenas a hiposmia e já possuem alta carga viral e são transmissores em potencial e são de certa forma deixados de lado em relação às testes de confirmação diagnóstica." "Nosso conselho é na eventualidade de termos um sintoma como diminuição ou ausência de olfato ou paladar, procure uma orientação médica adequada independente de qualquer outro sintoma respiratório como os já amplamente difundidos: dispneia (falta de ar), tosse e febre." "Um grande abraço a todos.” Dr. Rodrigo Bizeli explica a anosmia e hiposmia na Covid-19. Dr. Rodrigo Bizeli Médico Otorrinolaringologista Formado pela Faculdade de Medicina da USP - SP e-mail: rbizeli@uol.com.br Mais de um ano depois, só posso dizer muito obrigado ao Rodrigo, porque seu alerta salvou as vidas de milhares de pessoas!

  • Doenças respiratórias: saúde e guia de triagem no consultório

    Doenças respiratórias - guia de prevenção e triagem na Odontologia. O Fenômeno "Super El Niño" e as Doenças Respiratórias: qual é a relação? O ano de 2026 consolidou-se como um marco climático devido à intensidade do fenômeno Super El Niño. As alterações atmosféricas globais resultaram em um padrão de calor extremo e, principalmente, em uma queda drástica nos índices de umidade relativa do ar em grande parte do território brasileiro, frequentemente atingindo níveis críticos abaixo de 20%. Para o sistema respiratório humano, a baixa umidade provoca o ressecamento das mucosas nasais e orais, comprometendo a função dos cílios epiteliais e a viscosidade do muco, que atuam como a primeira linha de defesa contra patógenos. Neste contexto, as vias aéreas tornam-se portas abertas para doenças respiratórias. O ar seco não apenas fragiliza o hospedeiro, mas também favorece a suspensão de partículas virais e bacterianas por períodos mais longos na atmosfera. Para o cirurgião-dentista, entender essa dinâmica climática não é mais uma questão de curiosidade meteorológica, mas um imperativo de sobrevivência profissional e segurança clínica. O Risco na Odontologia: Aerossóis e a Realidade de 2026 A prática odontológica é intrinsecamente geradora de aerossóis. O uso de canetas de alta rotação, seringas tríplices e aparelhos de ultrassom cria uma nuvem de partículas microscópicas que mistura água, saliva, sangue e secreções respiratórias. Em 2026, os dados epidemiológicos são alarmantes: registrou-se um aumento de 26% nos casos de Influenza A e Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em comparação ao ano anterior. A proximidade física — muitas vezes inferior a 30 centímetros da cavidade oral do paciente — coloca o dentista no epicentro da dispersão desses patógenos. Diferente das gotículas, que precipitam rapidamente, os aerossóis podem permanecer suspensos no ar do consultório por horas, sendo transportados por correntes de ar para áreas comuns e recepções. Em um ano de El Niño, onde a ventilação natural é muitas vezes sacrificada pelo uso intensivo de ar-condicionado devido ao calor, a concentração desses aerossóis atinge níveis de saturação perigosos, exigindo protocolos de barreira muito mais rígidos. Doenças em Foco: Patógenos que Rondam o seu Consultório A identificação precoce de patologias respiratórias é o pilar da prevenção. Assim, algumas condições merecem destaque absoluto no cenário atual: Sinusite Aguda Frequentemente subestimada, a sinusite em fase purulenta é uma fonte rica de bactérias e vírus. Durante o procedimento odontológico, a vibração dos instrumentos e a pressão do spray podem facilitar a drenagem de secreções dos seios maxilares para a orofaringe, onde são imediatamente lançadas contra a face do profissional. Tuberculose Com o aumento da vulnerabilidade imunológica da população, a tuberculose mantém-se como um risco latente. O sinal de alerta é a tosse persistente por mais de três semanas, muitas vezes acompanhada de sudorese noturna. A carga em aerossóis odontológicos é extremamente infectante. Influenza e COVID-19 As variantes de 2026 apresentam alta taxa de escape vacinal. Sintomas como febre súbita, mialgia e coriza devem ser tratados como impeditivos para o atendimento eletivo, dado o potencial de contaminação cruzada em larga escala dentro da estrutura clínica. Proteção Respiratória: A Supremacia das Máscaras N95/PFF2 No ambiente saturado de aerossóis, a máscara cirúrgica convencional é insuficiente. A proteção efetiva exige o uso de respiradores de alta eficiência, como as máscaras N95 ou PFF2. Estes dispositivos são projetados para filtrar pelo menos 95% das partículas transportadas pelo ar, incluindo os núcleos de gotículas que carregam vírus. É fundamental que o profissional realize o teste de vedação a cada colocação, garantindo que não haja escape de ar pelas laterais, o que anularia a proteção contra os patógenos dos aerossóis durante o preparo cavitário ou profilaxia. Guia de triagem no consultório odontológico A triagem eficiente começa antes mesmo do paciente entrar na clínica. Este protocolo visa identificar o risco e interromper a cadeia de transmissão na recepção. Questionário Pré Consulta (Aplicado via WhatsApp ou Telefone 24h antes) Você apresentou febre, calafrios ou dores no corpo nas últimas 48 horas? Está com tosse, dor de garganta ou dificuldade para respirar? Apresenta secreção nasal intensa ou dor na região dos seios da face (maçãs do rosto/testa)? Teve contato próximo com alguém diagnosticado com Influenza, COVID-19 ou Tuberculose recentemente? (Para pacientes crônicos) Houve piora na sua falta de ar ou uso de bombinhas de resgate nos últimos dias? Fluxo de Decisão Clínica Risco Baixo Paciente assintomático. Proceder com atendimento utilizando EPIs padrão e bochecho pré-operatório. Risco Moderado Sintomas alérgicos leves ou sinusite crônica controlada. Atender apenas se necessário, utilizando obrigatoriamente isolamento absoluto e sucção de alta potência. Risco Alto Febre, tosse produtiva, suspeita de infecção viral aguda ou tuberculose. Adiar o atendimento eletivo por 7 a 14 dias ou até a remissão total dos sintomas. Em casos de urgência inadiável, utilizar paramentação completa nível 3 e sala com pressão negativa (se disponível). Orientações para a Recepção A equipe de recepção deve estar treinada para observar sinais visuais (palidez, cansaço ao falar, tosse). Deve-se disponibilizar álcool em gel 70% e máscaras cirúrgicas para todos os pacientes que apresentarem qualquer sintoma respiratório leve ao chegar, mantendo o distanciamento social na sala de espera. Checklist de Verificação Final Questionário de triagem respondido e arquivado. Temperatura aferida na entrada (limite de 37,5°C). Higienização das mãos do paciente confirmada. Verificação da vedação da máscara N95 do profissional. Janelas abertas ou purificador de ar HEPA ligado.

  • Cinco fatores que põem em risco a cirurgia de recobrimento radicular

    Cinco fatores que põem em risco o recobrimento radicular Recobrimento radicular: 100 anos A cirurgia original para recobrimento radicular, conhecida como retalho posicionado coronalmente (RPC), faz aniversário. Essa personagem centenária foi descrita por Norberg em 1926. Desde então, sofreu diversas modificações, passando pela inclusão do enxerto de tecido conjuntivo (ETC). Atualmente, essa associação RPC + ETC confere excelente estabilidade marginal aos tecidos gengivais. Entretanto, quando se fala em biologia, há limitações. Embora a combinação de Retalho Posicionado Coronalmente (RPC) com Enxerto de Tecido Conjuntivo (ETC) seja o padrão-ouro periodontal, cinco fatores críticos ameaçam sua estabilidade, como relatado na revisão narrativa conduzida por Zucchelli e colaboradores que analisou estudos entre 5 e 20 anos de acompanhamento. 1. Fenótipo Periodontal Fino e Delicado O fenótipo do paciente dita o comportamento dos tecidos após a cicatrização. Indivíduos com gengiva fina e pouco tecido queratinizado sofrem maior risco de recidiva apical. O cirurgião utiliza o ETC justamente para modificar essa biologia, transformando um fenótipo frágil em um biótipo robusto. Ignorar a necessidade de espessamento tecidual em pacientes delicados condena a margem gengival à migração tardia. A ciência comprova que a espessura gengival superior a 1mm protege o recobrimento radicular contra as agressões do tempo. 2. Proeminência Radicular Acentuada A posição do dente no arco influencia diretamente a tensão sobre o retalho. Raízes proeminentes criam uma convexidade que dificulta a manutenção da margem na posição correta. Essa arquitetura desfavorável atua como um fator mecânico de pressão constante contra o tecido mole. O clínico deve compensar essa proeminência com um enxerto de volume adequado para mascarar a raiz. Sem essa compensação volumétrica, a escovação e o movimento labial empurram a gengiva de volta para a posição da recessão original. 3. Presença de Lesões Cervicais Não Cariosas (LCNC) A condição da superfície radicular determina a qualidade da adesão do tecido. Lesões de abrasão ou erosão alteram a anatomia da junção cemento-esmalte, criando degraus que prejudicam o selamento biológico. A revisão destaca que restaurações prévias em resina podem interferir na estabilidade do retalho se o acabamento for deficiente. Assim, o(a) cirurgião (a) dentista precisa planejar a interface entre o material restaurador e a margem gengival com perfeição. Qualquer irregularidade nessa zona de transição favorece o acúmulo de placa e a inflamação tecidual. 4. Tensão Excessiva no Retalho e Profundidade do Vestíbulo A estabilidade do RPC depende de um posicionamento passivo sobre a raiz. Um vestíbulo raso ou freios tracionando a margem geram tensões que comprometem a vascularização inicial. O cirurgião deve realizar liberações musculares precisas para garantir que o retalho não sofra tração durante a fala ou mastigação. A literatura analisada demonstra que a tensão excessiva causa a deiscência da sutura e a exposição precoce do enxerto. O controle da mecânica tecidual define se o resultado permanecerá intacto após o primeiro ano de acompanhamento. 5. Trauma Mecânico e Higiene Oral Inadequada O comportamento do paciente após a cirurgia decide a longevidade do tratamento. Técnicas de escovação traumáticas destroem o ganho de espessura alcançado com o ETC. Finalmente a revisão feita por Zucchelli e colaboradores enfatiza que o controle profissional periódico evita a inflamação crônica que leva à perda de inserção. O paciente deve adotar métodos de higienização não traumáticos para preservar a barreira biológica reconstruída. A estabilidade de 20 anos reportada na pesquisa reflete uma parceria rigorosa entre o clínico e o paciente no controle dos fatores ambientais. Leia mais: Recobrimento radicular – 20 anos de transformações.

  • IN26: quais cursos estão esgotados? Contagem regressiva!

    IN26: quais são os cursos de imersão esgotados? Há quase 100 dias do maior evento de Reabilitação Oral analógica e digital da América Latina (e do mundo), o IN26 revela quais cursos de imersão (CI) estão esgotados! Veja abaixo e não perca nenhum lance desse evento que já entrou para a história da Implantodontia em 2026! Sidney Kina - zircônia - Congresso IN26 Sidney Kina (22 de setembro no IN26) Restaurações cerâmicas em zircônia – da força estrutural à estética controlada: o que realmente mudou Marcela Kahn - perioimplantodontia - IN26 Sérgio Kahn - perioimplantodontia - IN26 Marcela Kahn / Sérgio Kahn (22 de setembro) Como prevenir e tratar complicações e pesadelos na perioimplantodontia Alexandra Dias - regeneração óssea e tecidos moles - IN26 Marcelo Nunes - regeneração óssea e tecidos moles - IN26 Andrés Landázuri - regeneração óssea e tecidos moles - IN26 Alexandra Dias / Marcelo Nunes / Andrés Landázuri (22 de setembro) Complicações em regeneração óssea e tecidos moles: entre o limite biológico e a tomada de decisão clínica Ronaldo Hirata - analógico e digital - IN26 Ronaldo Hirata (23 de setembro no IN26) Na interface entre do “Feito a mão” com o digital: onde estamos? Heitor Cosenza - implante, perio, prótese - IN26 Heitor Cosenza (23 de setembro) Implantodontia estética multidisciplinar: implante, perio, prótese Maurício Araújo - implantes imediatos - IN26 Maurício Araújo (23 de setembro) Principais motivos para falhas na execução de implantes imediatos Marcelo Calamita - oclusão em reabilitação oral - IN26 Marcelo Calamita (24 de setembro no IN26) As dimensões da Reabilitação Oral: quais fatores oclusais são realmente críticos no planejamento? Julio Joly - reconstruções teciduais periodontais e peri-implantares - IN26 Julio Joly (24 de setembro) A versatilidade da técnica minimamente invasiva do envelope modificado nas reconstruções teciduais periodontais e peri-implantares

  • A resina para impressão 3D em Odontologia pode ser tóxica? Parte 2

    Resina para impressão 3D: a qualidade no processo laboratorial é fundamental. A impressão 3D de bases de próteses totais oferece velocidade quando comparada aos métodos convencionais. No entanto, a segurança biológica desses materiais depende de um fator crítico: seu grau de conversão (GC). Vamos a continuação do primeiro post sobre esse assunto, agora com uma nova revisão da literatura. O Desafio da Citotoxicidade na resina para Impressão 3D As resinas para impressão 3D utilizam monômeros que o sistema polimeriza através da luz. Quando o grau de conversão é baixo, monômeros residuais permanecem na estrutura da prótese. Esses componentes químicos migram para o meio bucal e causam reações tóxicas nas células gengivais e fibroblastos. A biocompatibilidade não é uma característica estática do material. Ela depende diretamente do protocolo de pós processamento. Resinas que apresentam alta toxicidade logo após a impressão tornam-se seguras após ciclos adequados de lavagem e pós cura com luz ultravioleta (UV). Na literatura científica, uma viabilidade celular acima de 70% indica um material biocompatível, nível que a maioria das resinas comerciais atinge quando processadas corretamente. Resinas Investigadas e Tecnologias de Impressão Essa revisão encontrou resinas à base de Polimetilmetacrilato (PMMA), Poliuretano (PU) e Polioximetileno (POM). Quanto às tecnologias de impressão, foram três métodos principais: DLP (Digital Light Processing): utiliza um projetor de luz para curar a resina camada por camada. SLA (Estereolitografia): emprega um laser ultravioleta para desenhar e solidificar o material. FDM (Fused Deposition Modeling): baseia-se na extrusão de filamentos termoplásticos. Validação Biológica: Células e Métodos de Medição Para garantir a segurança clínica, os cientistas colocam essas resinas em linhagens celulares (fibroblastos de camundongo e gengivais humanos), que são o padrão-ouro para testes de biocompatibilidade. Em alguns casos, os pesquisadores também incluíram queratinócitos humanos (células da pele) para simular a resposta da mucosa bucal ao contato direto com a prótese total. A medição da viabilidade celular ocorreu através de três ensaios laboratoriais rigorosos padrão ISO: Ensaio MTT: quantifica a atividade metabólica mitocondrial; quanto mais intensa a cor roxa, maior o número de células vivas. Alamar Blue: um indicador fluorescente que monitora a saúde celular de forma contínua e não destrutiva. Ensaio LDH: mede a liberação da enzima lactato desidrogenase, um sinal claro de ruptura da membrana e morte celular. A Biologia do Grau de Conversão (GC) O grau de conversão mede a porcentagem de ligações duplas de carbono que se transformam em ligações simples durante a polimerização. Um GC elevado cria uma rede polimérica densa e estável. Em contrapartida, um GC baixo resulta em uma matriz porosa que facilita a liberação dessas substâncias tóxicas. O estudo destaca que o uso de unidades de pós cura específicas, como a LC-3DPrint Box (NextDent) ou FormCure (Formlabs), otimiza o GC. Ainda, a aplicação de calor adicional durante a luz UV acelera a mobilidade molecular, permitindo que mais monômeros participem da reação. Esse processo reduz drasticamente a presença de substâncias irritantes no produto final. Conexões Sistêmicas e Resposta Inflamatória A liberação de monômeros residuais não causa apenas danos locais. A citotoxicidade persistente gera um estado de inflamação crônica nos tecidos de suporte (mucosa bucal). O que se pretende evitar é a criação de novos problemas, já que existe uma relação entre a saúde bucal e condições sistêmicas, como diabetes e doenças cardiovasculares. Assim, materiais com baixo grau de conversão (GC) exacerbam a resposta inflamatória em pacientes com a saúde geral comprometida. A presença desses resíduos altera o metabolismo, gera estresse e morte celular. Portanto, garantir a conversão máxima protege a saúde geral do paciente, indo além da simples adaptação mecânica da base da prótese total nos tecidos mucosos. Implicações Clínicas e o Futuro da Prótese Digital É fundamental que o clínico exija transparência sobre os protocolos de pós processamento dos laboratórios. Toda nova tecnologia vem com um selo de controle de qualidade, de boas práticas laboratoriais. Por exemplo, alguns artigos encontrados nessa revisão citam que o uso de atmosferas de nitrogênio durante a pós cura aumenta significativamente o grau de conversão. Esse processo elimina a camada de inibição pelo oxigênio, similar ao que já existe nos processos de cimentação adesiva em restaurações. Ainda, o futuro aponta para o desenvolvimento de resinas com iniciadores mais eficientes e processos de impressão que garantam 100% de biocompatibilidade. Vamos continuar de olho.

  • Copa do Mundo 2026 e Odontologia: o sorriso no futebol de elite

    Protetor bucal nos esportes de contato: tecnologia 3D a serviço do futebol. A bola começou a rolar oficialmente no dia 11 de junho para a Copa do Mundo FIFA 2026. E o sorriso no futebol? Também é saúde! Enquanto bilhões de torcedores concentram seus olhares na precisão dos passes e na velocidade das arrancadas nos gramados dos Estados Unidos, México e Canadá, as comissões técnicas das 48 seleções monitoram variáveis que vão muito além do condicionamento cardiovascular. Nas últimas décadas, a Odontologia do Esporte deixou de ser um serviço de emergência para se tornar um pilar estratégico da medicina esportiva. O que antes era visto apenas como estética ou alívio de dor, hoje configura-se como uma peça fundamental na engrenagem que define o campeão mundial. O Impacto da Saúde Bucal na Performance Física e Recuperação Para um atleta de elite, qualquer processo inflamatório na cavidade oral atua como um dreno de energia e um catalisador de lesões sistêmicas. O departamento médico das seleções mais avançadas agora integra o cirurgião-dentista como um analista de performance biológica. Bacteremia e Lesões Musculares Infecções bucais silenciosas, como a periodontite ou abscessos crônicos, representam um perigo invisível para o jogador de futebol. O estudo publicado pelo British Dental Journal (2026), intitulado "The influence of oral health on sports performance: an interdisciplinary perspective", demonstra que a bacteremia de origem oral dissemina mediadores inflamatórios pela corrente sanguínea. Essas substâncias atingem os tecidos musculares, retardando a cicatrização de microlesões e aumentando significativamente o risco de estiramentos. Em um torneio de tiro curto como a Copa do Mundo, onde o intervalo entre jogos é mínimo, a presença de um foco infeccioso pode ser a diferença entre ter um craque em campo ou no departamento médico. Biomecânica, Oclusão e o Equilíbrio do Atleta A relação entre a mandíbula e o restante do corpo humano é uma das áreas mais fascinantes da odontologia contemporânea. A oclusão dentária não serve apenas para a mastigação; ela é um componente crítico do sistema estomatognático que influencia a postura e o equilíbrio dinâmico. A Relação entre ATM e Postura Desequilíbrios na Articulação Temporomandibular (ATM) ou maloclusões severas podem gerar compensações musculares na cadeia descendente. Estudos discutidos no 43º Simpósio Global da Academy for Sports Dentistry (ASD 2026) indicam que o desalinhamento dentário altera a propriocepção e o centro de gravidade do atleta. Para um jogador de futebol, isso se traduz em perda de milésimos de segundo na mudança de direção e menor precisão no momento do chute, onde o equilíbrio postural é exigido ao limite. Proteção Orofacial e Concussões O trauma orofacial é um risco constante em esportes de contato. O uso de protetores bucais customizados, fabricados sob medida para cada atleta, vai além da proteção dos dentes. Esses dispositivos estabilizam a mandíbula e ajudam a dissipar a energia de impactos craniofaciais, reduzindo o risco de concussões cerebrais. O Conselho Federal de Odontologia (CFO) reforça que o protetor personalizado permite a comunicação clara e a respiração adequada, funções prejudicadas por protetores genéricos do tipo "ferve e morde". Gestão Farmacológica e o Rigor do Antidoping A responsabilidade do dentista em uma Copa do Mundo estende-se à farmacologia clínica. A prescrição de um simples analgésico ou anti-inflamatório para tratar uma dor de dente súbita exige conhecimento profundo das normas da WADA (World Anti-Doping Agency). Substâncias comuns em consultórios odontológicos podem conter componentes proibidos que resultariam na desclassificação imediata do atleta. Conforme destacado por Caio Captani, o dentista do esporte atua como um filtro de segurança, garantindo que o tratamento clínico não comprometa a carreira do jogador nem a integridade da seleção. O Legado do Pioneirismo Brasileiro: sorriso no futebol é obrigação O Brasil detém o título de pioneiro na integração da odontologia ao futebol de elite. Na Copa do Mundo de Futebol de 1958, a Seleção Brasileira incluiu o Dr. Mário Trigo em sua comissão técnica. Naquela ocasião, o dentista realizou mais de 100 intervenções, removendo focos de infecção que drenavam a vitalidade dos jogadores. Dr. Mário Trigo, o cirurgião-dentista que levou a Odontologia para a Seleção Brasileira, explica a origem da expressão "é preciso combinar com os russos". Fonte: site da ACDBS. Esse cuidado preventivo é frequentemente citado pela Associação de Cirurgiões Dentistas da Baixada Santista (ACDBS) como um dos segredos do vigor físico que levou o Brasil ao seu primeiro título mundial. O modelo estabelecido pelo Dr. Trigo serve, até hoje, como a base científica para todas as seleções que disputam o torneio em 2026. Boas partidas para vocês! Vamos torcer pelo nosso Brasil!

  • Prótese Total Analógica x Digital: a satisfação dos pacientes em análise

    Prótese total: convencional, impressa 3D ou fresada? A substituição dos métodos tradicionais por fluxos de trabalho digitais (CAD-CAM) promete revolucionar a confecção das dentaduras (próteses totais). No entanto, há opiniões divergentes: a tecnologia realmente entrega um resultado superior na percepção de quem usa e de quem faz esse tipo de prótese? Por um lado, todo processo de aceitação carrega algum grau de subjetividade. Por outro, há dois desafios para os quais a ciência psicométrica tenta encontrar respostas: medir e interpretar. Abaixo, as reflexões sobre uma revisão sistemática que tenta capturar essas impressões. Existe ciência por trás da escolha: a Satisfação do Paciente que usa prótese total O sucesso de uma prótese total depende, em última instância, da aceitação do paciente, especialmente se as experiências prévias não foram reconfortantes. Os dados revelam que a maioria dos usuários não percebe uma diferença estatisticamente significativa na satisfação geral entre próteses digitais e analógicas. Ambos os métodos entregam resultados funcionais e estéticos que atendem às expectativas básicas. Entretanto, há nuances importantes. Pacientes que utilizam próteses digitais fresadas (subtrativas) tendem a apresentar índices de satisfação ligeiramente superiores quando comparados aos que utilizam próteses impressas (aditivas). A fresagem de blocos de resina pré-polimerizada oferece propriedades mecânicas e de adaptação que a impressão 3D ainda busca igualar em termos de longevidade e conforto imediato. Qualidade de Vida e Impacto Oral Ferramentas psicométricas como o OHIP-EDENT (Oral Health Impact Profile) demonstram que o fluxo digital melhora a qualidade de vida relacionada à saúde bucal de forma equivalente ao método convencional. O paciente valoriza a retenção, a estabilidade e a capacidade mastigatória. Se o fluxo digital garante esses pilares com menos consultas, ele se torna uma opção extremamente atrativa no cenário clínico atual. Eficiência Clínica: O Grande Trunfo do Digital Se para o paciente os resultados são equivalentes, para o cirurgião-dentista o cenário muda drasticamente. O fluxo de trabalho digital vence a corrida da eficiência com folga. Clínicos relatam uma redução drástica no tempo de cadeira e no número de consultas necessárias para finalizar o caso. Enquanto o método analógico exige moldagens complexas, bases de prova em cera e múltiplos ajustes, o sistema CAD-CAM simplifica o processo. O uso de escâneres intraorais e softwares de design permite que o dentista pule etapas laboratoriais morosas. Essa economia de tempo não apenas aumenta a rentabilidade do consultório, mas também diminui o cansaço físico e mental do paciente edêntulo, geralmente idoso. Desafios Técnicos no Fluxo CAD-CAM Apesar da eficiência, o clínico enfrenta barreiras tecnológicas. A captura precisa dos tecidos moles (rebordos com topografias irregulares e o fundo de sulco) e das áreas das bordas (selado periférico) ainda desafia os escâneres intraorais em casos de edentulismo total. Além disso, estabelecer a dimensão vertical (DVO) e a relação central (RC) sem o auxílio dos planos de cera analógicos exige uma curva de aprendizado acentuada. O estudo reforça que a tecnologia não substitui o conhecimento anatômico e protético do profissional; ela o potencializa. Fresagem x Impressão 3D: Qual Caminho Seguir? Essa revisão sistemática destaca uma distinção clara entre as tecnologias de manufatura. Atualmente, a fresagem domina os resultados clínicos positivos. As próteses fresadas utilizam discos de resina de alta densidade, o que resulta em menor porosidade, maior resistência à fratura e melhor estabilidade de cor ao longo do tempo. A impressão 3D, embora promissora e mais barata em termos de desperdício de material, ainda apresenta desafios em relação à rugosidade superficial e à precisão dimensional a longo prazo. Assim, o clínico deve ponderar se a economia de material da impressão compensa a previsibilidade superior da fresagem para casos definitivos. Visualizando melhor a percepção dos pacientes: o que falta? Heterogeneidade dos Estudos Incluídos A revisão analisou 15 estudos com metodologias muito distintas entre si. Essa variação abrange desde o desenho do estudo até os critérios de inclusão de pacientes. Essa falta de padronização dificulta a realização de uma meta-análise robusta, impedindo uma conclusão definitiva sobre qual sistema digital é o "padrão-ouro" absoluto. Variabilidade das Tecnologias de Manufatura O termo "fluxo digital" é amplo e engloba tecnologias com desempenhos diferentes. O estudo destaca que misturar dados de próteses fresadas (subtrativas) com próteses impressas 3D (aditivas) pode mascarar limitações específicas. Como a tecnologia de impressão 3D evolui rapidamente, muitos estudos incluídos podem ter utilizado impressoras ou resinas que já estão obsoletas, não refletindo o estado atual da arte. Curto Tempo de Acompanhamento A maioria dos estudos analisados focou em desfechos de curto prazo (geralmente entre 6 meses a 1 ano). Para próteses totais, limitações como estabilidade de cor, desgaste dos dentes e perda de retenção por reabsorção óssea costumam manifestar-se após períodos mais longos de uso. A ausência de dados longitudinais (5 a 10 anos) limita a compreensão sobre a longevidade real das próteses CAD-CAM. Subjetividade nos Instrumentos de Medição Embora tenham sido utilizados índices validados (como OHIP-EDENT e GOHAI), a percepção de satisfação é inerentemente subjetiva. Fatores psicológicos, a adaptação prévia do paciente a próteses antigas e a expectativa gerada pela "novidade tecnológica" podem influenciar os resultados, criando um viés que as métricas quantitativas nem sempre conseguem isolar. Captura de Tecidos Dinâmicos Como muitos estudos não descreveram detalhadamente como lidaram com essa limitação (se usaram moldagem híbrida ou apenas digital), a precisão da base da prótese nessas áreas críticas permanece uma variável incerta.

  • Table tops: dissilicato de lítio vs. zircônia Multicamada

    Table tops: dissilicato ou zircônia multicamada? No começo, parecia uma febre passageira. Mas só parecia. A odontologia restauradora vive uma época em que a preservação do esmalte é a prioridade absoluta. Nesse cenário, as facetas oclusais (occlusal veneers), popularmente conhecidas como "table-tops", surgem como a solução padrão para tratar o desgaste dentário severo. No entanto, uma questão crucial permanece: qual material oferece a melhor longevidade mecânica quando a espessura é reduzida ao limite, pelo menos do ponto de vista laboratorial? Um estudo recente traz as primeiras respostas ao comparar o desempenho à fadiga e a carga de fratura do Dissilicato de Lítio (LDS) e da Zircônia Multicamada com Gradiente de Composição (Z) em diferentes espessuras. O Desafio da Espessura "Ultrafina" O desgaste dentário multifatorial, além de interferir na dimensão vertical, muitas vezes deixa pouco espaço interoclusal para restaurações convencionais. Assim, para evitar desgastes ainda maiores no dente saudável, os profissionais buscam restaurações "ultrafinas" de 0,5 mm. Assim, 72 restaurações fabricadas via CAD-CAM foram testadas em três espessuras: 0,5 mm, 1,0 mm e 1,5 mm. Em seguida, as peças foram submetidas a um rigoroso teste de envelhecimento: 1,2 milhão de ciclos de mastigação, simulando aproximadamente 5 anos de uso clínico funcional, sob uma carga de 50 N, em ambiente úmido e com variações térmicas. Resultados Surpreendentes: O Domínio do Dissilicato de Lítio Contrariando a percepção comum de que a zircônia, por ser uma cerâmica policristalina, seria sempre mais resistente, os resultados mostraram um cenário diferente para espessuras finas: Taxa de Sucesso na Fadiga das table tops O Dissilicato de Lítio (LDS) obteve 100% de sucesso em todas as espessuras (0,5 mm a 1,5 mm). Nenhuma peça fraturou durante a simulação de 5 anos de mastigação. A Zircônia Multicamada (Z) apresentou falhas críticas na espessura de 0,5 mm. Duas das doze amostras (16,7%) desenvolveram trincas durante o teste de fadiga, indicando uma vulnerabilidade do material quando levado ao limite da finura. Carga de Ruptura (Resistência Final) das table tops O LDS superou significativamente a zircônia em todas as categorias. O dado mais impressionante: o LDS de 0,5 mm (ultrafino) apresentou uma carga de ruptura média de 3194 N, enquanto a zircônia na mesma espessura suportou apenas 1529 N. Mesmo na espessura de 1,5 mm, o LDS manteve uma superioridade robusta (3713 N versus 2382 N da zircônia). Por que o Dissilicato de Lítio “venceu”? A explicação reside na natureza da união e na estrutura do material. O Dissilicato de Lítio é uma cerâmica vítrea que permite o condicionamento ácido, criando uma união micromecânica e química extremamente forte com o cimento resinoso e o dente. Essa integração cria um "complexo dente-restauração" monolítico. Quando a restauração é fina (0,5 mm), a capacidade de adesão do LDS compensa sua menor resistência intrínseca em comparação aos blocos maciços de zircônia. A zircônia, embora resistente, possui uma união adesiva menos previsível e uma maior rigidez (módulo de elasticidade), o que pode levar a uma concentração de tensões na interface quando a espessura é reduzida, resultando em trincas. Implicações Clínicas: O que isso significa para o seu consultório? Para o clínico, os dados deste estudo oferecem segurança na tomada de decisão baseada em evidências: Para restaurações de 0,5 mm: O Dissilicato de Lítio é a escolha padrão-ouro. Sua performance superior sob fadiga e carga de ruptura o torna o material mais confiável para casos de erosão ácida ou bruxismo leve onde o espaço é mínimo. Zircônia multicamada: Embora seja um material excelente para coroas posteriores e pontes devido à sua estética e resistência em espessuras convencionais, ela deve ser usada com cautela em espessuras abaixo de 1,0 mm para facetas oclusais. Adesão é a chave: A superioridade do LDS depende diretamente de um protocolo de cimentação adesiva impecável. Sem a adesão ao esmalte/dentina, a cerâmica vítrea perde sua capacidade de distribuir as cargas mastigatórias. Lembrando: até o momento, esse pode ser o primeiro estudo laboratorial dessa natureza. Que venham os próximos capítulos.

  • Congresso EAO 2026: Lisboa recebe a SOBRAPI em grande estilo

    Congresso EAO 2026 - Lisboa O Congresso da Associação Europeia de Osseointegração (EAO) acontece entre os dias 24 e 26 de setembro em Lisboa, Portugal. Nesse ano, a Sociedade Brasileira de Periodontologia e Implantologia (SOBRAPI) tem destaque em duas sessões. Confira abaixo a programação: DIA 24 - EAO CONGRESS - LISBOA Estratégias interdisciplinares para otimizar os resultados dos implantes Moderadores: Irena Sailer (Suíça), Mariano Sanz (Espanha) Sinergia entre ortodontia e prótese em casos complexos: Galip Gürel (Turquia) Gestão de casos de agenesia de incisivos laterais – a perspectiva do Protesista / Implantologista: Stefano Gracis (Itália) Gestão de casos de agenesia de incisivos laterais – a perspectiva do Ortodontista: Nuno Sousa Dias (Portugal) Além da Osseointegração: gerindo expectativas dos pacientes, saúde mental e casos difíceis Moderadores: Nadja Nänni (Suíça), Franck Renouard (França) O impacto psicológico da terapia com implantes: Compreender e apoiar os pacientes: Shervin Shahnavaz (Suécia) Gerindo o paciente difícil: Estratégias para resultados de sucesso: Jose Nart (Espanha) Previsibilidade no cuidado ao paciente: Alinhando expectativas com a realidade: Sven Mühlemann (Suíça) Ontem, hoje e amanhã: a evolução na cirurgia de implantes Moderadores: Gil Alcoforado (Portugal), Hom Lay Wang (EUA) A mentalidade para a seleção de estratégias de tratamento com implantes mudou nos últimos 10 anos: Markus Hürzeler (Alemanha) Observações e soluções para o crescimento craniofacial, cirurgia na 4ª dimensão: Oded Bahat (EUA) Sessão SPPI: Estratégias de Ponta para Aumento de Rebordo Vertical e 3D Moderadores: Paulo Mascarenhas (Portugal), Inês Faria (Portugal) Aumento Vertical do Rebordo usando membranas de PTFE não reabsorvíveis reforçadas com titânio: Liliana Silva (Portugal) Aumento Vertical do Rebordo usando malha de titânio customizada: João Pedro Canta (Portugal) Aumento Tridimensional com osso autógeno intraoral: Fouad Khoury (Líbano) Desenvolvimento do sítio estético - o osso dita o tom Moderadores: Robert Haas (Áustria), Matteo Chiapasco (Itália) Otimizando o volume ósseo com regeneração óssea guiada: Moshe Goldstein (Israel) Enxertos em bloco no aumento ósseo: Uma abordagem passo a passo: Thomas Hanser (Alemanha) Malhas de titânio para reconstrução óssea: Desafios e soluções: Massimo Simion (Itália) A Odisseia das Complicações – Navegando pelo lado sombrio da implantologia Moderadores: Bjarni Pjetursson (Islândia), Iva Milinkovic (Sérvia) Estabilidade estética a longo prazo: A imediatez aumenta o risco de complicações estéticas? Paulo Fernando Mesquita (Brasil) Restaurações totalmente cerâmicas sobre implantes – o que podemos esperar nas próximas décadas? David Norré (Bélgica) Precisão não é suficiente: Quando os fluxos digitais falham na reabilitação de arco total com implantes: Luis Azevedo (Suíça) Sessão SPPI: Estratégias Modernas em Recobrimento Radicular e Preservação de Rebordo Moderadores: Helena Rebelo (Portugal), Ricardo Alves (Portugal) Técnica VISTA para Recobrimento de Recessões ao redor de dentes: Alfonso Gil (Espanha) Substitutos de Tecidos Moles – otimização clínica em procedimentos de recobrimento radicular: Sérgio Matos (Portugal) Podemos realizar com sucesso uma Preservação de Rebordo Alveolar apenas com componentes 100% autógenos? Marc Quirynen (Bélgica) DIA 25 - EAO CONGRESS - LISBOA Prevenção de falhas de tecidos moles – limitações biológicas, erros na tomada de decisão e o papel do clínico Moderadores: Otto Zuhr (Alemanha), Martina Stefanini (Itália) Equilibrando as expectativas do paciente e os resultados de tratamento realisticamente alcançáveis: Benjamin Cortasse (França) Tomada de decisão clínica entre a evidência científica e a experiência clínica: Lorenzo Tavelli (EUA) Desempenho cirúrgico e destreza manual: Joel Bastos (Portugal) O paciente com implantes dentários Moderadores: Björn Klinge (Suécia), Turker Ornekol (Turquia) Saúde peri-implantar e probióticos: Wim Teughels (Bélgica) Antibióticos e implantologia: Giulia Brunello (Itália) O paciente oncológico na implantologia: Henning Schliephake (Alemanha) Sessão SPCO: Implantes Dentários em Dois Contextos Desafiadores: Pacientes Medicamente Comprometidos e Lesões da Mucosa Oral António Mano Azul (Portugal) Resolvendo complicações de tecidos moles ao redor de implantes dentários Moderadores: Giovanni Zucchelli (Itália), Sofia Aroca (França) Cirurgia ao vivo realizada por: Massimo de Sanctis (Itália) Tópicos a serem abordados: Classificação de recessões ao redor de implantes: Gustavo Giordani (Brasil) Importância da prótese na gestão de tecidos moles: Carlo Monaco (Itália) Design de retalho, colheita de enxerto conjuntivo: Alfonso Gil (Espanha) Além da Adivinhação: dominando a previsibilidade com inovações Moderadores: Vincent Fehmer (Suíça), Mirela Feraru (Israel) O futuro é previsível: Tendências que moldam a implantologia e a tecnologia: Paul Leonhard Schuh (Alemanha) Abordagem interdisciplinar: A pedra angular de resultados previsíveis: Jorge André Cardoso (Portugal) O material importa: Inovações para soluções restauradoras confiáveis: Amélie Mainjot (Bélgica) Sessão SPCO: Implantologia de Longo Prazo em Maxilares Atróficos - Estratégias combinadas com Laser, Implantes Pterigoideos e Zigomáticos Fernando Duarte (Portugal) Instalação e carga imediata de implantes na zona estética: qual o benefício? Quão seguro? Como ter sucesso? Moderadores: France Lambert (Bélgica), Arndt Happe (Alemanha) Implantes imediatos: Vantagens e limitações: Sonia Leziy (Canadá) Considerações práticas fundamentais da instalação e carga imediata de implantes: Lukas Fürhauser (Áustria) Avaliando riscos na instalação imediata de implantes: Jan Cosyn (Bélgica) Sessão "Just Ask": o futuro da implantologia livre de metal - Forte e branca, a zircônia é a escolha certa? Moderadores: Ana Messias (Portugal), Stefan Fickl (Alemanha) Zircônia 3.0 – A próxima geração de implantes cerâmicos: Mutlu Ozcan (Suíça) Fugindo do metal: por que e quando? Ralf Kohal (Alemanha) Expandindo os limites dos implantes de zircônia – Versatilidade, desafios e perspectivas futuras: Michael Payer (Áustria) Sessão SOPIO: O que mudou na Implantologia nos últimos 15 anos? (parte 1) Moderadores: Pedro Nicolau (Portugal), André Moreira (Portugal) O que mudou na Implantologia nos últimos 15 anos: Conceitos Biológicos e Implicação Clínica: Mariano Sanz (Espanha) Tecnologias Digitais para Colocação de Implantes e Reabilitação Protética: 15 anos: Duarte Marques (Portugal) Batalha de conceitos: Dentes versus Implantes - Estamos extraindo dentes demais? Moderadores: Sérgio Kahn (Brasil), Juan Blanco (Espanha), Niklaus P. Lang (Suíça) Até onde podemos preservar os dentes naturais? Quais são os limites da regeneração periodontal? Serhat Aslan (Turquia) Até onde podemos preservar os dentes naturais? Quais são os limites dos tratamentos endodônticos, ortodônticos ou restauradores? João Carlos Ramos (Portugal) Qual é a verdadeira indicação para extrair um dente e colocar um implante? Alessandro Pozzi (Itália) Sessão SOPIO: O que mudou na Implantologia nos últimos 15 anos? (parte 2) Moderadores: Helena Francisco (Portugal), Jaime Jimenez (Espanha) O que mudou na Implantologia nos últimos 15 anos: Conceitos Biológicos e Implicação Clínica: Mariano Sanz (Espanha) Tecnologias Digitais para Colocação de Implantes e Reabilitação Protética: 15 anos: Duarte Marques (Portugal) O que mudou na Implantologia nos últimos 15 anos: Reabilitação de Arco Total: João Caramês (Portugal) Colocação de Implantes na Zona Estética: Lições dos últimos 15 anos: Dennis Tarnow (EUA) DIA 26 - EAO CONGRESS - LISBOA Revelando dilemas clínicos na terapia da peri-implantite Moderadores: Alberto Monje (Espanha), Frank Schwarz (Alemanha) Terapia sem retalho (flapless): é segura e eficaz? Ana Carrillo (Espanha) A descontaminação de superfície e a implantoplastia são opções de tratamento confiáveis? Andreas Stavropoulos (Suécia) Remoção do implante: quando, por que e como? Ricardo Faria Almeida (Portugal) Revolucionando a implantologia: inovações de ponta moldando o futuro do cuidado ao paciente Moderadores: José Manuel Navarro (Espanha), Tali Chackartchi (Israel) Aplicações da Inteligência Artificial na saúde e na implantologia: Aleksandar Milosavljevic (Suécia), Philip Arneryd (Suécia) Maximizando os resultados do tratamento em casos complexos com protocolos digitais: Stavros Pelekanos (Grécia) Tecnologia dinâmica magnética em cirurgia oral e de implantes: podemos moldar o osso sem consumi-lo? Domenico Baldi (Itália) Sessão SOBRAPI: Implantologia: Passado, presente e futuro (parte 1) Moderadores: Arthur Novaes Jr. (Brasil), Gil Alcoforado (Portugal) Cuidados periodontais pré-cirúrgicos antes da colocação de implantes: Ricardo Fischer (Brasil) Implantes imediatos vs implantes tardios: o que sabemos hoje: Mario Groisman (Brasil) Sessão para Higienistas Dentários: Dentes versus Implantes: mais do que os olhos podem ver Moderadores: Gonçalo Caramês (Portugal), Giulia Brunello (Itália) Diferenças biológicas e histológicas entre dentes e implantes: Andy Temmerman (Bélgica) O tratamento periodontal funciona! David Palombo (Itália) Fatores de risco na implantologia oral: Ausra Ramanauskaite (Alemanha) Reabilitação de arco total FP1 Moderadores: Jeffrey Ganeles (EUA), Luca Cordaro (Itália) Planejamento e sequência de tratamento: Krysztof Chmielewski (Polônia) A importância da gestão de tecidos moles e duros na reabilitação de arco total FP1: Hélder Moura (Portugal), Paulo Carvalho (Portugal) Atualizações para o design de próteses de arco total e precisão com considerações de materiais CAD/CAM: Eitan Mijiritsky (Israel) Oferecendo cuidados peri-implantares de suporte eficientes – Otimizando o cuidado peri-implantar: estratégias eficientes para o sucesso a longo prazo Moderadores: Nikos Donos (Reino Unido), Duygu Karasan (Suíça) Prevenção e gestão de doenças peri-implantares: David Herrera (Espanha) Perfil de risco e abordagem específica para o paciente: Marc Quirynen (Bélgica) Abordagem prática para manter implantes saudáveis: Elena Figuero (Espanha) Sessão SOBRAPI: Implantologia: Passado, presente e futuro (parte 2) Moderadores: Arthur Novaes Jr. (Brasil), Gil Alcoforado (Portugal) Cirurgia plástica peri-implantar: desafios e limitações: Sérgio Kahn (Brasil), Alexandra Dias (Brasil) Microcirurgia peri-implantar na solução de complicações de papila: Glécio Vaz de Campos (Brasil) Sessão para Higienistas Dentários: Supraestruturas de implantes: o que podemos fazer? Moderadores: Nele van Assche (Bélgica), Ferrucio Torsello (Itália) O design ideal da supraestrutura do implante: ele existe? Stefan Wolfart (Alemanha) Como as diferentes supraestruturas de implantes se comportam a longo prazo? Miguel de Araújo Nobre (Portugal) Qual é o papel do higienista oral no acompanhamento das supraestruturas? Anna Louropoulou (Grécia) A batalha mundial de conceitos de tratamento para oferecer o melhor cuidado ao paciente. Ausência de múltiplos dentes na área estética Moderadores: Helena Francisco (Portugal), Ronald Jung (Suíça) Daniel Buser (Suíça) Dennis Tarnow (EUA) Ye Lin (China) Sessão para Higienistas Dentários: Doenças Peri-Implantares: realmente um tratamento? Moderadores: Brenda Mertens (França), Henrique Luís (Portugal) Doenças peri-implantares: o que sabemos hoje: Eduardo Montero (Espanha) Trabalho em equipe na terapia não cirúrgica: Dagmar Slot (Holanda) Um protocolo de acompanhamento ideal para pacientes de implantes: como ele deve ser? Claire McCarthy (Reino Unido)

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