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  • Dia do dentista 2024 - o que nos dizem as revisões de literatura sobre implantes dentários? Parte 3

    Implantes dentários: a literatura em revisão. Como foram relatadas as principais descobertas sobre implantes dentários nos trabalhos de revisões publicados no ano de 2024 até o dia 25 de outubro? Melhor: isso pode impactar a sua vida clínica!!! Acompanhe os resultados dessas revisões de literatura sobre implantes dentários em ordem cronológica, clique nos links quando desejar, e bons estudos!!! A ozonoterapia pode ser um bom adjuvante na implantodontia, embora uma conclusão definitiva ainda não seja possível. Oral Maxillofac Surg. 2024 Mar;28(1):39-49. Implantes de diâmetro estreito geram os mesmos resultados que implantes de diâmetro regular na região estética da maxila que recebeu aumento ósseo. Clin Oral Investig. 2024 Mar 6;28(3):196. A enxertia bone ring com implante dentário simultâneo é efetiva mas não isenta de complicações. Medicine (Baltimore). 2024 Mar 15;103(11):e37471. Próteses sobre implantes deveriam receber limpeza profissional a cada 6 meses e serem removidas pelo menos uma vez por ano. Int J Oral Implantol (Berl). 2024 Mar 19;17(1):45-57. A osseodensificação melhora a frequência de ressonância e o torque de inserção dos implantes quando comparada à técnica convencional em seres humanos. Quintessence Int. 2024 Mar 27;55(3):212-222. Existe uma alta taxa de sobrevivência de implantes dentários em pacientes com doenças autoimunes. J Oral Maxillofac Res. 2024 Mar 31;15(1):e1. A perda de contato interproximal entre a prótese sobre implante e o dente natural é alta, especialmente no contato mesial. J Prosthodont. 2024 Apr;33(4):313-323. Embora os cigarros eletrônicos reduzam o nível de sangramento à sondagem, mas podem aumentar a profundidade de sondagem e a perda óssea ao redor dos implantes dentários. J Dent. 2024 Apr;143:104883. O aparelho de ultrassom pulsado de baixa intensidade pode promover a cicatrização óssea ao redor dos implantes dentários. J Prosthodont Res. 2024 Apr 8;68(2):215-226. Protocolos TCFC de baixa dosagem oferecem precisão e acurácia na mensuração linear para planejamento dos implantes dentários. Dentomaxillofac Radiol. 2024 Apr 29;53(4):207-221.

  • Dia do dentista 2024 - o que nos dizem as revisões de literatura sobre implantes dentários? Parte 2

    Implantes dentários: a literatura em revisão. Como foram relatadas as principais descobertas sobre implantes dentários nos trabalhos de revisões publicados no ano de 2024 até o dia 25 de outubro? Melhor: isso pode impactar a sua vida clínica!!! Acompanhe os resultados dessas revisões de literatura sobre implantes dentários em ordem cronológica, clique nos links quando desejar, e bons estudos!!! Nas situações de coroas unitárias ou PPFs, implantes curtos (6mm ou menos) são uma boa opção num período de 5 anos de acompanhamento. Eur J Dent. 2024 Feb;18(1):97-103. A preservação do rebordo ósseo alveolar com substitutos xenogênicos e materiais seladores não autógenos do alvéolo são eficazes na redução de mudanças pós extração na zona estética. Clin Implant Dent Relat Res. 2024 Feb;26(1):4-14. A lateralização do nervo alveolar inferior parece causar distúrbios neurossensoriais menos persistentes do que a sua transposição. J Stomatol Oral Maxillofac Surg. 2024 Feb;125(1):101631. Pilares protéticos mais longos sobre implantes bone level parecem uma escolha favorável na redução da perda óssea precoce independente do momento da sua conexão. Periodontol 2000. 2024 Feb;94(1):627-638. A terapia fotodinâmica antimicrobiana parece eficiente na redução da peri mucosite e peri-implantite. Mais estudos longitudinais são necessários. Photodiagnosis Photodyn Ther. 2024 Feb;45:103990. Um número maior de implantes dentários na maxila (seis ou mais) pode reduzir o risco de complicações técnicas e biológicas e nos níveis de perda óssea. Heliyon. 2024 Jan 20;10(3):e24365. Ainda não é possível saber se interromper o uso do cigarro antes da cirurgia melhora os resultados dos implantes dentários. BMC Oral Health. 2024 Feb 15;24(1):242. O aumento da altura do pilar protético pode reduzir a perda óssea marginal. Entretanto, mais estudos são necessários. Int J Prosthodont. 2024 Feb 21;37(1):95-102. A taxa de falha nos implantes dentários é pequena, tanto nas membranas do seios maxilares penetradas pelos mesmos ou nos sítios de aumento ósseo onde essas membranas já haviam sido perfuradas. J Clin Med. 2024 Feb 22;13(5):1253. Uma associação positiva é vista entre os diversos tipos de reabilitação protética sobre implantes e a função cerebral, podendo preservar e restaurar a saúde neurológica. J Prosthet Dent. 2024 Mar;131(3):403-409.

  • Dia do dentista 2024 - o que nos dizem as revisões de literatura sobre implantes dentários? Parte 1

    Implantes dentários: a literatura em revisão. Como foram relatadas as principais descobertas sobre implantes dentários nos trabalhos de revisões publicados no ano de 2024 até o dia 25 de outubro? Melhor: como isso pode impactar a sua vida clínica? Começa aqui a série comemorativa do dia do dentista 2024! Acompanhe os resultados dessas revisões de literatura sobre implantes dentários em ordem cronológica, clique nos links quando desejar, e bons estudos!!! Implantes colocados em prováveis bruxômanos têm maior risco de falha do que em não bruxômanos. Isto deveria ser considerado no plano de tratamento. J Oral Rehabil. 2024 Jan;51(1):202-217. Baixa densidade óssea e osso cortical fino podem diminuir a estabilidade primária do implante dentário. Clin Oral Implants Res. 2024 Jan;35(1):1-20. Inibidores da bomba de prótons diminuem a densidade óssea e aumentam o risco de perda de implantes. Entretanto, mais estudos clínicos são necessários. J Pak Med Assoc. 2024 Jan;74(1):108-113. Sobre pilares de zircônia, coroas parafusadas tem menor taxa de complicações biológicas e maior taxa de complicações técnicas comparadas às coroas cimentadas. Sem diferenças nos níveis ósseos marginais. J Indian Prosthodont Soc. 2024 Jan 1;24(1):25-35. Dispositivos que emitem um campo eletromagnético de baixa intensidade não ionizante podem ser auxiliares no sucesso da cirurgia de implantes. J Adv Periodontol Implant Dent. 2024 Jan 6;16(1):36-43. O uso da inteligência artificial na detecção de lesões da mucosa oral através de fotografias é válido. Os ganhos em acurácia e os futuros benefícios na saúde ainda são incertos Clin Oral Investig. 2024 Jan 13;28(1):88. Pacientes hipertensos não apresentam maior risco de falha nos implantes dentários se comparados aos saudáveis. entretanto, mais estudos são necessários usando critérios mais rigorosos na definição da hipertensão. J Clin Med. 2024 Jan 16;13(2):499. O custo de manutenção dos implantes dentários parece superar o custo do tratamento e manutenção de dentes periodontalmente tratados. Quintessence Int. 2024 Jan 23;55(1):76-85. Não se pode confirmar que o desenho da barra sobre implante dentário afeta a saúde peri-implantar. BMC Oral Health. 2024 Jan 28;24(1):138. Parece razoável esperar pelo menos 6 meses para se atingir a estabilidade da margem de tecido mole ao redor do implante dentário após a cirurgia de recobrimento. J Esthet Restor Dent. 2024 Feb;36(2):284-294.

  • Zircônia sinterizada no modo convencional ou rápido: tem diferença no desgaste?

    Zircônias 3Y-TZP e 5Y-TZP: para que tanta pressa no forno? Imagem: I.A. A história da prótese dentária é vasta. Você pode rastreá-la nas civilizações antigas. Em paralelo, a busca por novos materiais sempre foi constante, especialmente porque o dente é uma estrutura complexa: uma parte está responsável pela resistência, e a outra pelos aspectos estéticos. Criar materiais artificiais com essas proezas em equilíbrio não é uma tarefa fácil. Por exemplo, para simular essas propriedades, porcelanas têm sido desenvolvidas: feldspáticas, fluorapatitas, e mais tarde os minerais óxidos de alumina, espinélio, dissilicato de lítio e os policristais de zircônias tetragonais (TZP), esta última onde praticamente não há uma matriz vítrea, ou seja, os cristais estão firmemente compactados. Ponto para a Odontologia! Ganhamos em resistência. Ainda, essas formulações contêm óxido de ítrio (Y2O3) colaborando para a estabilização física desse material em temperatura ambiente, gerando também o efeito de tenacificação frente à transformação (onde possíveis trincas no material são "cicatrizadas"). Mais um ponto nesse placar! Afora os detalhes em ciência dos materiais, a zircônia precisa ser sinterizada. Sim, primeiro, os discos ou bolachas são fresados num estágio anterior considerando-se um volume maior. Depois, vão ao forno, onde as partículas se aproximam em função da temperatura e daí ocorre um "desconto" nesse volume para que a peça finalmente ganhe suas dimensões finais. Esse é um processo sensível e demorado. É o dilema número 1 e rotineiro nos laboratórios de prótese dentária. Junta-se ao fato acima à descoberta de que podemos mudar a fórmula do 3Y-TZP para 5Y-TZP para ganharmos estética. O dilema número 2 é tão importante quanto o número 1, especialmente quando verificamos as bulas: muitas zircônias 5Y-TZP são quase metade da resistência flexural de zircônias 3Y-TZP. É o preço da estética! Mas a curiosidade move a raça humana. Imagine quanta gente por aí (pesquisadores) está tentando equilibrar os dilemas 1 e 2 acima. Então: vale "dar uma rapidinha" no forno com a zircônia? A resposta por enquanto é...não, segundo o trabalho mais recente. A primeira observação: o desgaste nas zircônias 3Y-TZP e 5Y-TZP é considerado pequeno, tanto nos ciclos convencionais como rápidos, embora o salto seja maior nas zircônias 5Y-TZP (10 para 15 micrometros, em média). Considere que o melhor papel de articulação que você usa tem, em média, 12 micrometros de espessura. A segunda observação: acelerar o ciclo de queima da 3Y-TZP aumenta o desgaste no esmalte de 0,01mm para 0,5mm. Isso mesmo! Cinquenta vezes! Na 5Y-TZP, passamos dos 0,01mm para 0,6mm. Sessenta vezes mais! Considere que o processo de desgaste simulado nesse estudo, que se mostrou crítico quando a zircônia é obtida pelo ciclo rápido de sinterização, pode se agravar ainda mais quando outros fatores como alimentação e dieta são incluídos na superfície do esmalte. Se os dados acima forem confirmados em estudos clínicos, nossos pacientes precisarão retornar mais vezes aos consultórios para controle, especialmente das alterações nos pontos de contato e quem sabe, na dimensão vertical... Laboratórios de prótese dentária, vamos ficar de olho: apesar das amostras serem discos com geometria simples, os resultados preliminares são importantes. Leia mais: Fraturas na zircônia monolítica: 3300 unidades depois de 5 anos

  • A Ortodontia é um mecanismo de "inflamação controlada"?

    Ortodontia: "inflamação controlada"? Foto. I.A. Todos os dias, milhares de gengivas sangram um pouquinho. Todos os dias, milhares de escovas trabalham para desorganizar a placa dento bacteriana. E tudo se resume à uma palavra: reduzir o estado inflamatório, possivelmente dentro dos 25-30% de frequência de placa, algo que deve ser obtido com a cooperação dos pacientes. Entretanto, quando traduzimos a palavra "estado" por "condição", isso significa que ela é passageira, principalmente na condição aguda, quando os mecanismos corretos (internos e externos) são aplicados. Além disso, a forma como nosso organismo se defende e resolve esse desequilíbrio se reflete em sinais clássicos: calor, dor, rubor, inchaço; comuns e variáveis em intensidade, dependendo da gravidade da lesão, dano, cirurgia. É fácil esquecermos que dentes, assim como os rins, fígado, bexiga, a pele, são órgãos. A diferença é que ficam "metade para fora" e "metade para dentro". Nessa interface, temos o sulco gengival repleto de soldadinhos de defesa do sistema imune, prontos para entrar em ação. Ainda, aprendemos que o perfil das células de defesa pode mudar: por exemplo, os macrófagos podem ser células pró inflamatórios (M1) quando o ambiente exige, mas em algum momento dão lugar ao perfil anti-inflamatório (M2). Nesse aspecto, alguns biomateriais são capazes de entrar na fase anti-inflamatória diretamente, reduzindo seus efeitos no organismo. No rebordo alveolar, a contaminação bacteriana pode gerar perda óssea. Se você trabalha com regeneração óssea, sabe que uma membrana não absorvível, quando exposta por deiscência de sutura ou fenestração no tecido mole, é uma grande dor de cabeça. Da mesma forma, bolsas periodontais profundas e não tratadas possuem uma quantidade variada de microrganismos que terminam na ativação de citocinas e perda da crista óssea, causando problemas estéticos (muitos sem solução) nos tecidos moles sobrejacentes. Agora, vamos olhar nossos pacientes com fios, bandas e bráquetes ortodônticos: espessamento gengival, aumento do volume das papilas, retenção progressiva de placa, e as forças que induzem perda e aposição óssea em plena atividade: seria a Ortodontia um mecanismo de "inflamação controlada"? Inflamação ou "remodelamento ósseo induzido pela força" na Ortodontia? Se nós evoluirmos o termo "inflamação controlada" para "remodelamento ósseo induzido pela força" fará mais sentido? Toda remodelação implica em reabsorção e deposição, mas em algum momento ela apresentará um estado inflamatório. Remodelar é mudar a forma. Você muda os volumes de posição. Basicamente, é o que a Ortodontia faz, dentro de toda a complexidade mecânica prevista. Contrário ao que se pensa, os componentes de uma célula animal não se reduzem apenas à membrana, citoplasma e núcleo. Existem centenas de elementos que funcionam como engrenagens para que os estímulos externos cheguem ao núcleo e respostas efetivas (como a citocinas e quimiocinas da inflamação) sejam produzidas. No dia a dia, e imperceptível aos nossos olhos: mesmo que as forças ortodônticas sejam de poucas gramas, o menor movimento de tração / compressão no ligamento periodontal faz com que as células dos tecidos moles e duros liberem esses componentes sinalizadores. No trabalho mais recente publicado , as características inflamatórias da doença periodontal e da movimentação ortodôntica dentária são comparadas. Abaixo, alguns aspectos interessantes que comprovam os motivos do sucesso das forças ortodônticas: o epitélio juncional é rompido, mas se readapta em pouco tempo (10 dias em ratos) os queratinócitos (a gengiva) sofrem apenas hipertrofia células-tronco do ligamento periodontal atingem seu pico ao redor do terceiro dia, em ambos os lados (tração e compressão) no mesmo sentido, os fibroblastos do ligamento periodontal a partir do quarto dia os perfis pró inflamatório e anti-inflamatório, em cada um dos lados correspondentes, são mais ativos nos primeiros 15 dias E se você faz Ortodontia em pacientes periodontais ativos ou não, tenha cuidado. Finalmente, outro aviso importante oriundo desta revisão: a falta de higiene (inflamação crônica) em pacientes ortodônticos pode "pegar uma carona" nos mecanismos acima descritos, deixando o processo de reabsorção proeminente e suprimindo os mecanismos da nova formação óssea.

  • O implante dentário perde osso: é possível evitar?

    O implante dentário perde osso. Mas qual é a saída? A perda óssea marginal ao redor do implante dentário é identificada nas imagens radiográficas padronizadas. Isto porque para se falar em perda, é preciso ter um ponto de partida. Ou seja, uma referência, que normalmente é o ponto de instalação coronal do seu sistema: ao nível ou abaixo da crista óssea do rebordo alveolar, por exemplo. Obviamente, a radiografia pode nos dar uma pista da evolução do processo de perda, mas ela não diz quem ou quais são os causadores. Outro ponto interessante: em alguns momentos, é possível “ganhar osso”, mas não esperem uma altura vertical colossal. Estamos falando de décimos de milímetros e, provavelmente, relacionados aos erros de mensuração. É uma reação de corpo estranho sem fim, mas com seus momentos de equilíbrio. A perda óssea peri-implantar tem natureza multifatorial Em 2018, a revista International Journal of Prosthodontics publicou um suplemento especial marcando o começo da despedida do seu editor-chefe, George Zarb, professor da Universidade de Toronto, no Canadá Em meio às entrevistas com diversas personalidades científicas, uma lista contundente foi sugerida por outro contemporâneo, o Prof. Torsten Jemt, trazendo 86 fatores que poderiam explicar a natureza multifatorial dessa perda óssea marginal. Independentemente do tipo de sistema da sua preferência, vale à pena conferir e refletir porque é muito provável que os pacientes do seu consultório (ou das outras clínicas) talvez estejam em uma das categorias abaixo: reconexão do pilar protético estabilidade do parafuso do pilar idade na cirurgia idade na perda dentária reação alérgica ligas metálicas doença autoimune genótipo/fenótipo bacteriano biofilme qualidade óssea volume ósseo técnica de escovação bruxismo cálculo dentário cantilever corrosão colaboração do paciente restos de cimento odontológico escolha do cimento odontológico grau do titânio proporção coroa-implante diabetes dieta corpos estranhos desenho da infraestrutura material da infraestrutura rigidez da infraestrutura sobrecarga funcional funcionamento do sistema imune genética expressão gênica saúde sistêmica gênero material de enxertia procedimento de enxertia história de periodontite carga imediata colocação imediata angulação do implante conexão implante-pilar infiltração na interface implante-pilar nível da interface implante-pilar comprimento do implante sítio do implante superfície do implante distância dente-implante diâmetro do implante resposta inflamatória individual infecção distância entre implantes contíguos estabilidade inicial do implante eventos na vida cotidiana estilo de vida distribuição das cargas arcada maxilar arcada mandibular medicamentos número de implantes colocados, número de dentes perdidos oclusão implante (uma/duas peças) cirurgia (um/dois estágios) higiene oral parafunção película adquirida placa dentobacteriana platform switching sondagem desenho da prótese estabilidade do parafuso da prótese margens da prótese protocolos clínicos irradiação motivo para perda dentária restos infectados tabagismo estresse atitude do cirurgião experiência do cirurgião cirurgia protocolo cirúrgico colocação supra/subgengival tripodização dos implantes (offset) uso do cicatrizador grau de vascularização espessura da margem de cimento odontológico A extensa lista acima é a bula de remédio mais importante que você precisa ler com o seu paciente; nela, há “campeões internacionais” que jamais descem do pódio: história prévia de periodontite tabagismo presença/quantidade de placa Aqui, tiramos uma lição importante: a atualização sobre o diagnóstico e os fatores de risco para as doenças periodontais é fundamental e deve ser exercitada diariamente. Ademais, no dia a dia, o que mais se vê (ou se recebe) é o implante dentário em situações biomecânicas absurdamente incomuns: a largura no espaço edêntulo é maior do que a natural e o implante dentário está bem para distal gerando problemas de impacção alimentar e cantilever a quantidade de mucosa queratinizada é mínima ou inexistente, com bolsas profundas e sangramento recorrente o perfil de emergência da restauração é excessivo ou nulo São combinações periodontais e protéticas explosivas capazes de fazer qualquer potencial de remodelação óssea "despencar morro abaixo". A perda óssea no implante dentário: como medir nos dias atuais? Desde 2023, os trabalhos clínicos com implante dentário devem fornecer, como desfechos obrigatórios dentro da patofisiologia da saúde do implante, dois fatores segundo a iniciativa ID-COSM: status: saudável, peri-mucosite, peri-implantite (critérios de sondagem e supuração já estabelecidos na literatura) nível / perda óssea marginal: uma radiografia intrabucal feita de forma padronizada (técnica do paralelismo), com medidas nas regiões mesial e distal, a partir do nível horizontal da plataforma do implante dentário Ainda, é necessário medir a reprodutibilidade entre operadores e o nível de erro dessas medidas (entretanto, esses itens são mais frequentes apenas nas pesquisas). É normal perder osso na fase de cicatrização do implante dentário? Sim. As pesquisas mostram que os primeiros 6-12 meses são de "ajuste biológico", ou seja, alterações são vistas normalmente dentro de 1mm. Além disso, o ato subsequente, que é conectar a prótese ao implante, altera esse valor. Porém, a intensidade de remodelamento deve ser menor (< 1mm). A revisão mais recente mostra que 15-25% dos implantes acusam perda acima de 1mm, enquanto uma proporção menor desses implantes tem perda óssea exacerbada. Mas que não nos esqueçamos dos 86 itens. Perda óssea: quando é preciso ficar de olho? Quando os níveis ósseos pioram progressivamente apesar de todas as tentativas de tratamento (não cirúrgicas e cirúrgicas). Claro, isso implica em execução radiográfica de qualidade. Além disso, é perfeitamente possível sondar e desconectar as próteses para fazer uma higienização melhor, quando não estão cimentadas. Por fim, recomenda-se que novas radiografias iniciais sejam feitas todas as vezes que as próteses sobre implantes forem trocadas, e que os conteúdos internos das áreas de conexão com os implantes sejam limpos.

  • Implantes dentários: o que é consenso na maxila edêntula?

    Maxila edêntula: o primeiro consenso global para seu tratamento está publicado. A maxila edêntula difere muito da mandíbula edêntula. Na primeira, o sentido de reabsorção óssea é “de fora para dentro”, enquanto na segunda, é de “dentro para fora”.   Assim, quando um paciente totalmente desdentado abre a boca, parece que ele ou ela está "de ponta-cabeça"!   Entretanto, não só o sentido de reabsorção difere, mas também a quantidade e a qualidade óssea. O osso maxilar é o que chamamos de “folha de papel sulfite” devido à sua fragilidade. Tudo isso se agrava porque é a maxila (ou como você preferir, os ossos malares) que sustenta o terço médio da face e tem sua estética alterada com o passar dos anos também pela queda no volume de colágeno.   Há situações em que as próteses totais na maxila precisam de retenção e estabilidade adicional. Então, os implantes dentários entram em cena, com ou sem o uso adicional de enxertos e outros procedimentos cirúrgicos (por exemplo, levantamento no seio maxilar).   Sem sombra de dúvida, é mais simples tratar as arcadas mandibulares do que as arcadas maxilares. E talvez este tenha sido o motivo para mais uma reunião de consenso. Não se esqueça: clique e pegue o fluxo de tratamento da maxila edêntula no final desse post. O Primeiro Consenso Global sobre a Maxila edêntula Esse consenso para diretrizes clínicas é uma iniciativa de uma rede de organizações nacionais (SOBRAPI - Brasil) e internacionais (China, Japão, Coreia, Índia) liderada pela EAO, ITI e Osteology, num total de 105 delegados de 26 países, com a reunião presencial entre 16 e 18 de junho de 2025, na cidade de Boston, EUA.   Após aplicarem três rodadas de Metodologia Delphi, 34 COS (conjuntos de desfechos principais) foram definidos em seis áreas envolvendo: Seleção dos pacientes Diagnóstico Plano de Tratamento Cirúrgico e Protético Procedimentos para Tratamento Gerenciamento de complicações Manutenção Quais são os desfechos (COS) que atingem consenso? Na lista final, 24 desfechos atingem consenso (≥ 75% de concordância entre os participantes) e estão divididos da seguinte forma: Desfechos relatados pelos pacientes Satisfação estética Complicações no tratamento / manutenção Facilidade de limpeza/ eficácia na higiene oral Dor Satisfação geral do paciente com tratamento Desfechos verificados e documentos pelos clínicos (forma objetiva) Falha do implante Sucesso do implante Sobrevivência do implante Complicações técnicas/ mecânicas Índice de placa / higiene oral Falha da prótese Sucesso da prótese Complicações da prótese Complicações pós-operatórias Nível ósseo marginal radiográfico Perda óssea marginal radiográfica Complicações biológicas Saúde peri-implantar (ao nível do implante) Saúde peri-implantar (ao nível do paciente) Mucosite peri-implantar Supuração peri-implantar Peri-implantite Desfechos verificados pelo clínico que envolvem a interpretação ou julgamento geral (subjetiva) Sucesso do tratamento Eventos de manutenção/complicações protéticas Quais são os outros desfechos onde não há consenso? Apenas oito fatores se destacam, sendo: Desfechos relatados pelos pacientes Função/conforto/desconforto mastigatório Queixas dos pacientes Retenção/estabilidade da prótese Qualidade de vida Fala/fonética   Desfechos verificados e documentos pelos clínicos (forma objetiva) Estabilidade primária do implante Presença de mucosa queratinizada Complicações cirúrgicas/intraoperatórias Largura da mucosa queratinizada   Desfechos verificados pelo clínico que envolvem a interpretação ou julgamento geral (subjetiva) História de cooperação do paciente Além dos desfechos, qual é a árvore de decisão preconizada? Essa ferramenta é estruturada em 35 pontos ao longo das seis áreas citadas no começo desse post e pode ser obtida clicando-se no arquivo abaixo, em tradução livre:

  • Dia Mundial do Livro: Cinco Dicas de Estética em Reabilitação Oral

    Rogé, Musella, Raigrodski: dicas de estética em Reabilitação Oral Todos os anos, dezenas de livros técnicos científicos são lançados na Odontologia e em quase todas as especialidades. Especificamente, no âmbito da Reabilitação Oral, há clássicos, preferências, e aquelas maravilhas que a gente nunca esquece, especialmente quando o assunto é obter estética máxima, seja com prótese ou pela manipulação dos tecidos moles e duros. Assim, para comemorar essa data, segue uma lista com obras que você, cirurgiã ou cirurgião-dentista, quer tenha saído agorinha da universidade ou seja uma pessoa bem experiente, precisa ler para continuar encantando seus pacientes. Lembrando: não existe uma ordem específica. Dica 1: Condicionamento do tecido mole sobre dentes e implantes Ariel Raigrodski. Manejo do tecido mole nas restaurações funcionais e estéticas. Conceitos e Prática Passo a Passo. Quintessence Editora ano 2017 194 páginas Disponível em: https://amzn.to/42nfXFY Manejo do tecido mole. Ariel Raigrodski. Dica 2: Efeitos especiais na estética em prótese sobre dentes e implantes Michel Rogé. Análise estética facial em Odontologia. Santos Publicações ano 2018 620 páginas Análise Estética Facial. Michel Rogé. Dica 3: Um toque de classe para restaurações minimamente invasivas e altamente impactantes Vicenzo Musella. Odontologia Estética Contemporânea. Quintessence Editora ano 2018 456 páginas Disponível em: https://amzn.to/4mTybZq Odontologia estética contemporânea. Vicenzo Musella. Dica 4: Resolvendo casos complexos na região estética Mario Groisman. Estética em Implantes Santos Publicações Ltda. ano 2018 504 páginas Estética em Implantes. Mario Groisman. Dica 5: Resolvendo as restaurações posteriores adesivas no fluxo analógico e digital em dentes e implantes Marco Veneziani. Técnicas Restauradoras Adesivas e Procedimentos Cirúrgicos Integrados Santos Publicações Ltda. ano 2025 452 páginas Disponível em: https://santospublicacoes.com.br/produto/640/solutions-tecnicas-restauradoras-adesivas-e-procedimentos-cirurgicos-integrados-2-volumes-capa-dura Solutions. Marco Veneziani.

  • Dentes e longevidade: o Edentulismo total pode matar?

    Edentulismo e longevidade: redução na expectativa de vida? Será que ter dentes na boca pode realmente nos ajudar a viver mais? Será que existe uma conexão fascinante – e um tanto assustadora – entre a perda dentária (edentulismo) e a nossa expectativa de vida?   Perder um, dois, ou até todos eles, não é apenas uma questão estética ou funcional; pode ser um sinal de algo maior acontecendo no seu corpo.   É essa a linha de investigação que pesquisadores do CDC (Centers for Disease Control and Prevention) nos Estados Unidos e da Universidade de Pittsburgh exploraram em um artigo publicado em 2025.   Eles mergulharam fundo nos dados para entender como a perda dentária, especialmente o edentulismo (a perda total de dentes), se relaciona com o risco de morte. Os resultados são surpreendentes e nos fazem refletir sobre a importância de cuidar do nosso sorriso.    Quem participou? O estudo incluiu 8.710 adultos americanos com 30 anos ou mais. Esses participantes foram acompanhados por um longo período, com seus registros de mortalidade rastreados até 2006, o que totalizou um seguimento médio de 14,2 anos (variando de 12 a 18 anos).   Como estavam os dentes desses participantes no início do estudo (linha de base)?   A equipe classificou os participantes em quatro grupos com base no número de dentes ausentes, considerando um total de 28 dentes não molares (sem contar os dentes do siso):   28 dentes:                   22,3% (1941 pessoas) 1-5 dentes ausentes: 36,4% (3167 pessoas) 6-27 dentes ausentes: 28% (2437 pessoas) edêntulos totais:       13,3%  (1158 pessoas)    É importante notar que, mesmo há décadas, uma parcela significativa da população adulta já apresentava alguma perda dentária. Apenas cerca de um quarto dessas pessoas tinham a dentição completa, e mais de 13% já eram edêntulos. Durante o período de acompanhamento, o estudo registrou 2.385 óbitos entre os participantes. A questão era: a perda dentária influenciava esse número? E, se sim, como?   O Que é Hazard Ratio (HR)? Uma Explicação Simples Antes de mergulharmos nos resultados, vamos entender uma ferramenta estatística crucial que os pesquisadores usaram: o Hazard Ratio, ou HR (Razão de Risco, em português). Pense no HR como uma forma de comparar a "chance" com que um evento (neste caso, a morte) acontece entre dois grupos diferentes. Se o HR for igual a 1 (HR = 1): Significa que os dois grupos têm a mesma chance de experimentar o evento. Não há diferença de risco entre eles. Se o HR for maior que 1 (HR > 1): O grupo em questão tem uma chance maior de experimentar o evento. Por exemplo, um HR de 2 significa que o grupo tem o dobro da chance do grupo de comparação. Um HR de 1,5 significa 50% a mais de chance. Se o HR for menor que 1 (HR < 1): O grupo em questão tem uma chance menor de experimentar o evento. Por exemplo, um HR de 0,5 significa que o grupo tem metade da chance do grupo de comparação. Nesse estudo, o grupo de comparação foram os adultos totalmente dentados (aqueles com os 28 dentes). Os pesquisadores queriam saber se os edêntulos (sem dentes) ou aqueles com perda parcial de dentes tinham um risco de mortalidade diferente.   Veja mais sobre como entender estatística! Clique abaixo: Entenda Os Números do Estudo Explicados: O Risco Inicial frente ao Edentulismo Quando os pesquisadores fizeram a primeira análise, comparando os edêntulos com os totalmente dentados, os números pareciam alarmantes: Hazard Ratio (HR) ajustado apenas por idade: 2,58 O que isso significa? Significa que, inicialmente, apenas considerando a idade (já que pessoas mais velhas tendem a perder mais dentes e, naturalmente, têm maior risco de morte), os indivíduos totalmente edêntulos tinham um risco de morrer 2,58 vezes maior do que aqueles com todos os dentes.   Para simplificar: se um adulto com todos os dentes tivesse 10% de chance de morrer no período do estudo, um adulto edêntulo, na mesma faixa etária, teria uma chance de aproximadamente 25,8% (10% x 2,58). Isso é quase o triplo! Essa foi uma descoberta impactante que sugeria uma forte ligação entre a perda total de dentes e a mortalidade.   Por Que o Risco Caiu Após o Ajuste? A Magia da Estatística Os pesquisadores sabem que a vida é complexa, e muitas coisas podem estar interligadas. Eles se perguntaram: será que é a falta de dentes por si só que aumenta o risco de morte, ou será que as pessoas que perdem todos os dentes também têm outras características que as colocam em maior risco?   Foi aí que eles fizeram um "ajuste completo". Isso significa que eles refizeram a análise estatística, mas desta vez, levando em conta e "neutralizando" o efeito de várias outras variáveis que poderiam influenciar tanto a perda de dentes quanto a mortalidade.   Após esse ajuste completo, o HR para os edêntulos caiu significativamente: Hazard Ratio (HR) ajustado completo: 1,45 O que essa queda significa? Essa redução de 2,58 para 1,45 é crucial. Ela indica que uma grande parte da associação inicial entre o edentulismo e a mortalidade não era diretamente causada pela ausência de dentes, mas sim por outros fatores que estavam "escondidos" por trás dessa relação aparente. Em outras palavras, o risco de morrer para um edêntulo ainda é 45% maior do que para um dentado, mas a magnitude desse risco é bem menor do que parecia à primeira vista.   Fatores de Confusão: A História Completa por Trás da Perda Dentária A chave para entender por que o HR diminuiu está nos "fatores de confusão". Pense em um fator de confusão como um "intruso" que está influenciando sua observação e pode te levar a uma conclusão errada. Para ser um fator de confusão, uma variável precisa atender a três critérios: Estar associada ao que você está estudando (perda de dentes). Estar associada ao resultado que você está medindo (mortalidade). Não ser um resultado do que você está estudando. No caso do edentulismo e da mortalidade, os pesquisadores ajustaram para uma série de fatores de confusão que sabemos estar relacionados tanto à saúde bucal quanto à saúde geral e à longevidade. Quais são alguns desses fatores? Idade  Pessoas mais velhas têm maior probabilidade de perder dentes e, infelizmente, de morrer. Status Socioeconômico Indivíduos com menor renda e escolaridade tendem a ter menos acesso a cuidados odontológicos, alimentação saudável e, muitas vezes, vivem em condições que afetam negativamente a saúde geral e a longevidade. Comportamentos de Saúde Tabagismo: Fumar é uma das principais causas de perda dentária grave (periodontite) e também é um fator de risco enorme para uma série de doenças fatais. Consumo de Álcool: O abuso de álcool também pode afetar a saúde bucal e geral. Dieta  Uma dieta pobre pode levar à cárie e doenças gengivais, e também está ligada a doenças crônicas. Condições de Saúde Crônicas Diabetes: Diabéticos têm maior risco de doenças periodontais e também de complicações graves que levam à morte. Doenças Cardíacas: Problemas cardíacos estão ligados à inflamação sistêmica, que pode afetar as gengivas, e são uma das principais causas de mortalidade. Hipertensão: Pressão alta também impacta a saúde geral. Quando os pesquisadores "ajustaram" para esses fatores, eles estavam essencialmente perguntando: "Se compararmos duas pessoas – uma edêntula e outra com todos os dentes – que são da mesma idade, têm o mesmo nível socioeconômico, fumam o mesmo tanto, têm as mesmas doenças crônicas etc., qual a diferença no risco de morte entre elas?" Ao fazer isso, eles "removeram" a influência dessas outras variáveis, revelando o risco que o edentulismo por si só (ou o que ele representa além desses fatores) traz.    O Que Isso Significa na Prática: Seus Dentes como Espelho da Sua Saúde A conclusão mais importante deste estudo, após todos os ajustes, é que o edentulismo ainda é um indicador de risco aumentado de mortalidade, mesmo que não seja a causa direta. Um HR de 1,45 significa que, mesmo comparando pessoas em condições socioeconômicas e de saúde similares, ser edêntulo aumenta o risco de morrer em 45%. Então, o que podemos tirar disso? Seus dentes são um espelho da sua saúde geral: A perda de dentes não acontece do nada. Ela é frequentemente o resultado de doenças bucais negligenciadas (como cárie severa e doença periodontal), que por sua vez estão ligadas a hábitos de vida (dieta, higiene, tabagismo) e doenças sistêmicas (diabetes, doenças cardíacas). Se você perdeu muitos dentes, isso pode ser um sinal de que sua saúde geral precisa de atenção. O edentulismo como "bandeira vermelha": Mesmo que o HR não seja tão alto quanto parecia inicialmente, a associação persiste. Isso significa que, quando um médico ou profissional de saúde vê um paciente totalmente edêntulo, deve acender um alerta. Pode ser um indicativo de que esse paciente tem uma história de saúde mais complexa, fatores de risco não controlados ou dificuldades no acesso a cuidados de saúde. A importância da prevenção: Embora o estudo não diga que "perder um dente te mata", ele reforça a ideia de que manter sua saúde bucal em dia é parte de um cuidado integral com a saúde. Prevenir a perda de dentes significa, muitas vezes, prevenir ou controlar outras condições de saúde que realmente podem impactar sua longevidade. Atenção aos grupos de risco: Os dados do NHANES III mostram que o edentulismo era mais prevalente em grupos com menor acesso a recursos. Isso destaca a necessidade de políticas de saúde pública que garantam acesso a cuidados odontológicos preventivos para todos, especialmente para os mais vulneráveis.   Conclusões Este estudo nos lembra que a boca não é uma ilha. Ela faz parte de um ecossistema complexo que é o nosso corpo. A perda de dentes, especialmente o edentulismo completo, é mais do que um problema cosmético ou funcional; é um forte indicador de uma jornada de saúde que pode estar comprometida.   Embora o HR final de 1,45 não signifique que a falta de dentes é a causa direta da morte em si, ele nos alerta para a íntima relação entre saúde bucal e saúde geral. É um lembrete de que cuidar dos seus dentes – com boa higiene oral, visitas regulares ao dentista e tratamento de problemas bucais – é uma forma de cuidar de todo o seu corpo e potencialmente contribuir para uma vida mais longa e saudável.

  • Overdentures na maxila: tratamento ultrapassado? Preconceito?

    Overdentures na maxila: com ou sem cobertura palatina? Há 20 anos, o Consenso de McGill (24-25 maio de 2002) definiu como padrão de tratamento para mandíbulas totalmente edêntulas o uso de uma overdenture sobre dois implantes dentários. Por outro lado, nada ficou definido na arcada maxilar. Se você tem um paciente com grande pneumatização no seio maxilar, perda de suporte labial considerável (necessidade de flanges extensas) e distâncias intermaxilares acentuadas (na faixa dos 20mm), osso residual com retenção e estabilidade insuficientes, 99,99% do seu plano de tratamento caminhará para o desenho da prótese overdenture. Além disso, muitos pacientes não possuem destreza manual para cuidar de uma prótese fixa convencional, sofrem com os resquícios de fissuras labiopalatais, ou pelo enfraquecimento ósseo resultante de processos patológicos. Ainda, não são todos os pacientes que desejam/aceitam os enxertos ou implantes zigomáticos. Por fim, existem as restrições econômicas. Eu sei que nestas horas os colegas pensam: e o palato? E a barra metálica? E os encaixes (attachments)? Algumas considerações recentes podem ajudar no desenho da overdenture: Na situação de uso dos cicatrizadores como apoio com a overdenture apoiada sobre cicatrizadores, independente da distribuição dos implantes, a prótese sem palato sofre mais deformação do que a prótese com palato; a situação mais favorável é uma prótese com palato, suportada por mais de quatro implantes amplamente distribuídos; os implantes que sustentam próteses sem palato mostraram mais deformação do que nas próteses com palato; os implantes da região anterior mostraram mais deformação vestíbulo-lingual do que os outros implantes, independentemente da cobertura palatina ou distribuição das fixações; um reforço com liga de NiCr diminui o estresse nos implantes dentários, independente da prótese ter palato ou não. Se encaixes forem planejados na prótese com palato, encaixes tipo bola geram mais deformação do que os magnetos, mas as diferenças entre os três tipos se anulam quando existem quatro implantes de sustentação, especialmente na área dos molares; na prótese com palato, a deformação nos implantes continua maior quando encaixes tipo bola são usados, e independente do tipo de encaixe, não é recomendado que se use apenas dois implantes, especialmente os que estão na região anterior; nas próteses sem palato, a deformação varia conforme o tipo de encaixe e distribuição dos implantes, menos quando os implantes nas posições dos molares são utilizados; nas próteses sem palato, a maior redução na deformação ocorre com encaixes tipo magneto e quatro implantes nas áreas de pré-molares e molares Uma barra incorporada ao desenho da overdenture Se estas mesmas configurações forem testadas com os implantes esplintados por uma barra, o estresse nas próteses sem palato será menor com quatro ou seis implantes (regiões de incisivos e molares). Já o estresse nos implantes dentários da região anterior sempre será significativo em todas as configurações e independente da prótese ter ou não palato. Por fim, quando o foco do teste for a qualidade óssea (mas sem a prótese), uma barra fresada rígida e o sistema cônico semirrígido se comportam igualmente em osso de boa qualidade, mas de forma diferente (mais favorável ao sistema cônico) em osso de qualidade pobre, que parece receber maior transferência de estresse. Referências bibliográficas sobre overdentures na maxila 1. Takahashi T, Gonda T, Tomita A, Mizuno Y, Maeda Y. Influence of palatal coverage and implant distribution on denture strain in maxillary implant overdentures. Int J Oral Maxillofac Implants 2016;31:e43-e48. 2. Takahashi T, Gonda T, Mizuno Y, Fujinami Y, Maeda Y. Influence of palatal coverage and implant distribution on implant strain in maxillary implant overdentures. Int J Oral Maxillofac Implants 2016;31:e136-e142. 3. Takahashi T, Gonda T, Maeda Y. Can reinforcement of maxillary implant overdentures decrease stress on underlying implants? Int J Oral Maxillofac Implants 2017;32:63-69. 4. Nishimura Y, Takahashi T, Gonda T, Ikebe K. Influence of implant distribution and palatal coverage on the strain of splinted implant and overdenture in maxillary implant overdentures. Int J Oral Maxillofac Implants 2021;36:281-288. 5. Takahashi T, Gonda T, Maeda Y. Effect of attachment type on denture strain in maxillary implant overdentures: Part 1. Overdenture with palate. Int J Oral Maxillofac Implants 2017;32:815-821. 6. Takahashi T, Gonda T, Maeda Y. Effect of attachment type on implant strain in maxillary implant overdentures: comparison of ball, locator, and magnet attachments. Part 1. Overdenture with palate. Int J Oral Maxillofac Implants 2017;32:1308-1314. 7. Takahashi T, Gonda T, Maeda Y. Effect of attachment type on denture strain in maxillary implant overdentures: Part 2. Palateless Overdentures. Int J Oral Maxillofac Implants 2018;33:80-86. 8. Effect of attachment type on implant strain in maxillary implant overdentures: comparison of ball, locator, and magnet attachments. Part 2: palateless overdentures. Int J Oral Maxillofac Implants 2018;33:357-364. 9. Kimura T, Yang TC, Maeda Y. Influence of rigid bar and nonrigid double crown attachments on maxillary implant overdentures: an in vitro study with differential bone quality. Int J Oral Maxillofac Implants 2018;33:764-769. Leia mais no post abaixo: A avaliação psicológica do paciente com prótese total

  • Prótese total fixa individualizada ou esplintada sobre implantes na maxila?

    O rebordo maxilar edêntulo: opções de prótese e implantes. Foto: arquivo pessoal. Você já se pegou naquele grande dilema: Quantos implantes dentários posso colocar na arcada maxilar totalmente edêntula? Seis implantes? Oito implantes? Quatro implantes apenas? Quais os comprimentos? Quais os diâmetros? E o levantamento do assoalho do seio maxilar? É necessário? Qual o desenho da prótese? Veja abaixo as situações e opções, lembrando que não é uma regra fixa, já que muitas vezes necessitamos mudar a posição dos implantes em função da densidade óssea. A primeira situação é uma sugestão de um artigo de 2014, baseada em radiografias panorâmicas, para um comprimento mínimo de 8mm nos implantes dentários: Altura suficiente em ambos os lados Arcada maxilar com altura óssea bilateral suficiente No caso acima, com altura suficiente em ambos os lados, a quantidade de implantes não é um problema. Os implantes podem ser bem distribuídos ao longo da arcada. Prótese total fixa esplintada Prótese total fixa esplintada os implantes dentários estariam nas posições dos incisivos laterais, primeiro pré-molar, e primeiro molar toda a extensão da prótese total fixa estaria esplintada seis implantes (diâmetro convencional, 10mm de comprimento) seriam suficientes Prótese total fixa segmentada Prótese total fixa segmentada. nesta situação, os implantes estão nas posições de incisivo central, canino, primeiro pré-molar e primeiro molar. segmentos de prótese são construídos, funcionando como um espelho entre as hemi arcadas em caso de complicações, as próteses sobre implantes podem ser desmontadas de forma rápida aqui, temos quatro segmentos de próteses: dois anteriores e dois posteriores Altura suficiente apenas de um dos lados da maxila Arcada maxilar com altura apenas em um dos lados Na situação acima, é fato que o lado mais afetado precisará de um cantiléver. Prótese total fixa esplintada Prótese total fixa esplintada. os implantes são colocados nas posições de incisivo lateral, primeiro pré-molar e primeiro molar (lado com altura) os implantes são colocados nas posições de incisivo lateral, primeiro pré-molar e segundo pré-molar (lado sem altura) com um pequeno cantiléver Prótese total fixa segmentada Prótese total fixa segmentada. os implantes são colocados nas posições de incisivo central, canino, primeiro pré-molar e segundo pré-molar (lado sem altura) com um pequeno cantiléver os implantes são colocados nas posições de incisivo central, canino, primeiro pré-molar e primeiro molar (lado com altura) aqui, há quatro segmentos de prótese: dois anteriores e dois posteriores Altura suficiente apenas na região anterior da maxila Altura suficiente apenas na região anterior da maxila. Na situação acima, ambos os lados necessitarão de cantiléver. Lembrando que estamos trabalhando sem enxertia óssea. Prótese total fixa esplintada Prótese total fixa esplintada. os implantes são colocados nas posições de incisivo central, canino e primeiro pré-molar um pequeno cantiléver é feito bilateralmente Prótese total fixa segmentada Prótese total fixa segmentada. os implantes são colocados nas posições de incisivo lateral, canino e primeiro pré-molar cantiléveres são construídos bilateralmente aqui, há três segmentos: um anterior e dois posteriores A outra sugestão, nessa linha de altura óssea apenas na região anterior, segue por outro caminho, com um número menor de implantes (quatro no total) vindo de um conjunto de trabalhos publicados pela equipe do Prof.Dr. Ole Jensen et al. 2009. A técnica M: quatro implantes apenas. Foto: arquivo pessoal. aqui, a parede anterior do seio maxilar é rebatida bilateralmente, evitando-se a enxertia óssea e/ou com biomaterial os implantes distais são inclinados em direção medial o cantiléver na prótese seja ampliado bilateralmente, fechando o espaço do corredor bucal e mascarando a altura da linha do sorriso

  • IN Congress 26 - MasterClass - no ar!

    IN Congress 26 : programação MasterClass no ar! Confira! Entre 22 e 25 de setembro de 2026, deixe marcado na sua agenda: O IN Congress está de volta no Distrito Anhembi, em São Paulo! IN Congress 26: A Reabilitação Oral está em nosso DNA. A programação está no ar! Aqui, você confere quem estará nas sessões denominadas MasterClass. MasterClass - as estrelas que brilham na tarde Todas as MCs estão programadas no período da tarde, entre as 14h e 17h. MasterClass 1 - MC 01 - dia 22 de setembro Tema central: Integração Multidisciplinar em Reabilitação Oral na era digital Corpo docente: Marta Revilla-León Ronaldo Hirata German Gallucci Chairman: Oswaldo Scopin MasterClass 2 - MC 02 - dia 23 de setembro Tema central: O avanço das técnicas cirúrgicas em Implantodontia e o impacto na longevidade dos tratamentos Corpo docente: Isabella Rocchietta Gustavo Giordani Alejandro Lanis Chairman: Maristela Lobo MasterClass 3 - MC 03 - dia 24 de setembro Tema central: Integrando dentes e implantes em reabilitações orais mistas Corpo docente: Dario Adolfi Francesco Mintrone Margarida Henrique Chairman: Marcelo Calamita MasterClass 4 - MC 04 - dia 25 de setembro Tema central: Condutas atuais no manejo de complicações em Reabilitação Oral sobre dentes e implantes Corpo docente: Ricardo Mitrani Giacomo Fabbri Ivete Sartori Chairman: Ricardo Kern

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