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- A Saga dos 60 anos da Osseointegração de Brånemark
60 anos da Osseointegração de Brånemark: a evolução da ciência na interface entre osso e implante. Neste ano de 2026, a VM Cultural lança quatro suplementos contando a história dos 60 anos da Osseointegração de Brånemark. Os dois primeiros fascículos já estão disponiveis com as edições número 1 e 2 da revista ImplantNews (ISSN 2675-5610), que é filiada à ABEC e agora conta com os registros DOI nos seus artigos científicos. 60 anos da Osseointegração: necessário, mas em ordem cronológica! Segundo o time responsável, para colocar tudo em ordem, foi necessário fazer uma verdadeira revolução e em tempo reduzido. Não por falta de material, mas por excesso. O desafio foi ainda maior ao resgatar a memória nacional brasileira. Afinal de contas, Per-Ingvar Brånemark adotou nosso país como segunda residência oficial. Um fato raro, especialmente para uma língua com sonoridade tão diferente. Assim, além de começar novos desenvolvimentos (ABOC na Universidade Sagrado Coração e P-I Brånemark Institute Bauru), ele também desenvolveu amizades locais em todo o território nacional. Ao longo dos seus quatro volumes, os suplementos também retratam como foram essas interações, os primeiros grupos que foram à Suécia, os primeiros cursos locais de pós-graduação, os primeiros pacientes atendidos, as primeiras equipes voluntárias, bem como os periódicos científicos que surgiram para impulsionar centenas de desenvolvimentos. E toda essa história é cercada pelos fatos históricos de seis décadas que mostram como as transformações sociais moldaram e foram moldadas pelo fenômeno da Osseointegração. A década de 1960: Batman, Beatles, Bond, e Brånemark O quarteto mais fabuloso de Liverpool, o famoso seriado do Batman estrelado por Adam West, o agente secreto mais famoso do cinema, e um certo cidadão de Gotemburgo: esses são os componentes que formam os quatro "bs" dessa época de transformações. O ano de 1965 é histórico pelo primeiro implante de titânio em um paciente, mas a Osseointegração só vem a ser conceituada em 1976. Todavia, há dezenas de fatos que somente agora, em ordem cronológica, fecham as pontas para as gerações clássicas e atuais e apresentados nesses quatro suplementos: como foi a trajetória de Per-Ingvar Brånemark antes, durante, e depois dos fatos mundialmente conhecidos? como um médico ortopedista, interessado em microcirculação sanguínea, "tropeça acidentalmente" num dos materiais mais estratégicos da geopolítica mundial? como ele reúne uma equipe que resulta na criação da primeira empresa e expande esse conhecimento? como o Brasil fica sabendo disso? Quais foram os primeiros contatos? quais características fizeram do Brasil um lugar especial nessa história? osseointegração: o que o futuro nos reserva e o que pensam os profissionais sobre isso? A qualidade gráfica do suplemento também importa Nos bastidores, além da tentativa de eternizar a obra que beneficia milhares de pacientes (a filosofia da Osseointegração com o implante de titânio contemporâneo), a equipe editorial caprichou nos detalhes. Todos os suplementos possuem capa no melhor estilo pop-art (veja a imagem de capa desse post), com textura e orelhas estilizadas. O miolo é composto por papel couché de excelente gramatura. A lombada é quadrada e identificada. Além disso, a revista e o suplemento são enviados dentro de uma embalagem postal cartonada especial, que combina com as imagens das capas correspondentes. É a VM Cultural fazendo a lição científica e historiográfica para todos os brasileiros e brasileiras que trabalham ou vivem de alguma forma com o implante dentário no dia a dia dos seus consultórios. O Congresso IN26 e os 60 anos da Osseointegração: mais surpresas pela frente? O projeto editorial dos 60 anos da Osseointegração de Brånemark não para por aí. Guardadas à sete chaves, suspeita-se que a VM Cultural ainda esteja preparando uma série de surpresas relacionadas. Uma delas foi revelada no número 2 da revista ImplantNews: haverá uma cerimônia comemorativa com todos os ex-presidentes em Setembro, no Distrito Anhembi, durante o IN Congress. Entretanto, em conversas reservadas com a equipe de produção, estima-se que outra lembrança especial esteja disponível aos congressistas. Mistério. Leia mais sobre:
- Maratona IN26: agenda para protesistas
Maratona IN26: a agenda do protesista começa aqui. Como anda a expectativa do protesista frente aos novos desafios analógicos e digitais? Meus colegas Protesistas, vocês podem se preparar! Faltam menos de 20 dias para o IN26 e as opções de interação e novos conhecimentos estão muito bem variadas. Nesses quatro dias (22 - 25 de setembro, no Distrito Anhembi, São Paulo) teremos um desfile de próteses unitárias, parciais e totais, sobre dentes e implantes, abordando diversos materiais (dissilicato, zircônia), sistemas adesivos, resinas compostas, além de outros aspectos relevantes na prótese dentária, como planejamento e diagnóstico, dimensão vertical, bruxismo, oclusão e DTM. Afinal, chegou a hora de apreciarmos um dos congressos mais importantes de reabilitação oral do mundo, o IN26, e você, amigo(a) da prótese dentária, só ganha conhecimento nessa jornada! Confira abaixo a lista sugestiva, com as palavras-chave no destaque em cor amarela, para uma leitura mais rápida e intuitiva: Cursos de imersão-IN26 Dia 22 Sidnei Kina: Restaurações cerâmicas de Zircônia - da força estrutural à estética controlada: o que realmente mudou? Marta Revila-León: Oclusão digital e integração de pacientes virtuais Margarida Henrique: Busca estética: o papel da IA na seleção de cores dentárias e no planejamento do tratamento Dia 23 German Gallucci: Integração de implantes protéticos na área estética Dario Adolfi: Preservação dos tecidos peri-implantares em áreas estéticas Estevam Bonfante: Cerâmicas e resinas impressas sobre implantes: seleção baseada em evidências clínicas e científicas Marcelo Giordani: Uma nova visão de trabalho com restaurações impressas 3D Ronaldo Hirata: Na interface do “Feito a mão” com o digital: onde estamos? Raphael Monte Alto: Imersão em fluxo digital na rotina clínica Dia 24 Marcelo Calamita: As dimensões da Reabilitação Oral: quais fatores oclusais são realmente críticos no planejamento? Fábio Cabral/Luis Calicchio: Preparos dentais contemporâneos em reabilitação estética e funcional Jansen Ozaki: Zircônias adesivas translúcidas: passo a passo em restaurações minimamente invasivas Alexandre Marques: Passividade em arcos totais: fotogrametria e alternativas clínicas contemporâneas Dia 25 Ricardo Mitrani: Dentição terminal: o fluxograma atual de tratamento em Reabilitação Oral Giacomo Fabbri: Prótese e Implantodontia de última geração Daniel Hiramatsu: Parâmetros clínicos para utilização da zircônia monolítica nas reabilitações sobre implantes Roberto Garanhani: Oclusão: uso e sobreuso MasterClass-IN26 Dia 22 Marta Revilla-León, Ronaldo Hirata, German Gallucci, Oswaldo Scopin: Integração multidisciplinar em Reabilitação Oral na era digital Dia 24 Chandur Wadhwani, Francesco Mintrone, Margarida Henrique, Marcelo Calamita: Integrando dentes e implantes em reabilitações orais mistas Dia 25 Ricardo Mitrani, Giacomo Fabbri, Ivete Sartori, Ricardo Kern: Condutas atuais no manejo de complicações em Reabilitação Oral sobre dentes e implantes Conferências-IN26 Dia 22 Raquel Passos: Novidades e tendências em adesão & cimentação Frederico Gomes/Osmar Castro: Overdenture: sucesso clínico e laboratorial Dario Godinho/Jairo Sousa: Protocolo superior imediato: 20 anos de evidência científica aplicada à prática clínica Simone Alberton: Reabilitação full mouth: o material define o resultado? Messias Rodrigues: Ajuste da Dimensão Vertical de Oclusão, previamente ao tratamento multidisciplinar Valdir Muglia: Planejamento protético como determinante do sucesso em reabilitações implantossuportadas Alessandra Reis: Indicações para o sucesso nas restaurações diretas e indiretas de resina composta em dentes posteriores Carlos Sardenberg: Simplificando os componentes protéticos do fluxo digital Ariovaldo Stefani/Carlos Eduardo Pena/Sérgio Siqueira Júnior: Longevidade nas próteses sobre implante: a clínica real contando a história Camila Centenaro: Resina composta em áreas estéticas: planejamento, execução e manejo de falhas em abordagens conservadoras Dia 23 Cristian Higashi: Planejamento e digitalização de processos para laminados cerâmicos Karin Egger: Limites e possibilidades da elevação profunda de margem: uma abordagem multidisciplinar que pode salvar dentes Ginger Mello: Diretrizes clínicas para reabilitação anterior em resina composta Tininha Gomes: Possibilidades clínicas de facetas de resina sobre implante Letícia Kreutz: Ajuste fino do contorno gengival com manobras restauradoras Marcelo Lucchesi: Além da reabilitação: identificando os fatores aceleradores e potencializadores do colapso bucal para a longevidade clínica Renato Voss: Resina composta em dentes anteriores: um protocolo simples e replicável Maurício Adolfi: Utilização de pilares transmucosos na preservação das estruturas peri-implantares Gisele Maffei: A longevidade da reabilitação oral em atletas de alto rendimento e pacientes fisicamente ativos Nathalia Stapani: Reabilitação de implantes cone Morse com utilização de pilares protéticos Adriano Lima: Pilares híbridos em implantes unitários: entre biologia, materiais e estética Cláudia Tambeli: Dor Orofacial e DTM: o desafio na reabilitação Luiz Castellano: Provisórios imediatos sobre implantes cone Morse em áreas estéticas: 20 anos evoluindo a técnica Dia 24 Adriana Lira: Atualidades científicas na abordagem do paciente com bruxismo Diego Pita/Guilerme Viudes/João Manoel Nemitz: PF1 Concept Karina Olivieri: A essência do sorriso: reabilitação oral com propósito e inovação Francis Lima: Reabilitação de sucesso: como construir autoridade profissional e previsibilidade clínica Gustavo Seabra: Bruxismo e oclusão na Odontologia contemporânea: como avaliar e controlar Thais Nogueira: Fraturas em Protocolos: Falha do Paciente ou do Planejamento? Vagner Ortega: Vantagens e desvantagens do fluxo digital na confecção de coroas unitárias sobre implantes Pedro Vasconcellos: Metal-free e fluxo digital: 10 anos de experiência e acompanhamento clínico Dia 25 Carol Morsch: Além da estética: decisões protéticas na reabilitação anterior - uma perspectiva clínica Carol Rafael: Quando e como aumentar a dimensão vertical: um fluxo clínico para reabilitações previsíveis Roberta Basting: Menos passos, mais resultados: o poder dos sistemas adesivos universais Thaissa Calab: Diagnóstico e planejamento na Reabilitação Oral Welson Pimentel: Antes de escanear, decida: o pilar que o fluxo digital não escolhe por você José Geraldo Malaguti: Erupção passiva alterada: o que pode acontecer com seus implantes! Patrick Baltieri: Quando um dente chegou no limite Gustavo Tonolli: Zircônia ou Dissilicato? Estratégias adesivas na Odontologia Digital Alan Costa: Impressão 3D na Implantodontia: do planejamento digital à reabilitação personalizada Leia mais sobre esses assuntos no blog clicando nos botões abaixo:
- IN26 - Digital Lab
Congresso IN26 - Digital Lab - seções especiais. Nesse ano, o congresso IN26 também seções especiais no formato Digital Lab. Siga nas redes sociais: @in.laoc Agora, confira abaixo as primeiras confirmações: DIA 22 - Digital Lab - IN26 Gabriella Tavares Cledson Gonçalves 10:40 às 11:30 Gabriella Tavares & Cledson Gonçalves Fluxos digitais de trabalho: diferentes necessidades e semelhantes soluções Raquel Chiari 11:50 às 12:40 Raquel Chiari Impacto do digital na longevidade clínica Renata Vano Lincoln Queirós 13:00 às 13:50 Renata Vano & Lincoln Queirós Longevidade e previsibilidade clínica: a visão do laboratório Camila Faveri 14:10 às 15:00 Camila Faveri Reabilitação estética: estratégias digitais para um fluxo mais previsível, ágil e eficiente Ronen Horovitz Samy Tunchel 15:20 às 17:10 Ronen Horovitz & Samy Tunchel A Odontologia digital, global e estratégica Enzo Calgaro Ricardo Albino 15:20 às 17:10 Enzo Calgaro & Ricardo Albino O laboratório digital: oportunidades, conquistas e desafios Rodrigo Salazar 17:40 às 19:10 Rodrigo Salazar Tecnologias e oncologia DIA 23 - Digital Lab - IN26 Daniel Sendyk Maurício Adolfi 9:30 às 10:20 Daniel Sendyk & Maurício Adolfi Da regeneração à prótese: o fluxo digital que constrói longevidade Ana Paula Ayres 10:40 às 11:30 Ana Paula Ayres Planejamento digital em Periodontia: previsibilidade nas correções gengivais estéticas Karen Ayub Jorge Kabbach 11:50 às 12:40 Karen Ayub & Jorge Kabbach Ecossistema digital aplicado à Reabilitação Oral: decisões inteligentes para tratamentos mais previsíveis e duradouros Luciana Sargologos Wally Reis 13:00 às 13:50 Luciana Sargologos & Wally Reis Longevidade começa no planejamento: como a cirurgia guiada transforma previsibilidade em resultados duradouros Karina Megalhães Vitoria Germano 14:10 às 15:00 Karina Megalhães & Vitoria Germano A Odontologia digital rompendo fronteiras: diferentes modelos de negócio, semelhantes soluções Leonardo Araujo 15:20 às 16:10 Leonardo Araujo Fluxo digital com resina impressa e direta: uma abordagem conservadora e acessível para reabilitações Sergio Saraiva 16:30 às 17:20 Sergio Saraiva Aumentando a previsibilidade dos casos restauradores com o uso de ferramentas digitais Katherine Hidalgo 17:40 às 19:10 Katherine Hidalgo Moldando o futuro da reabilitação oral: segredos de longevidade de facetas e overlays digitais DIA 24 - Digital Lab - IN26 Andrea Sales Marília Dias 9:30 às 10:20 Andrea Sales & Marília Dias A Odontologia digital: pesquisa e clínica integradas Michelle Sendyk Elaine Nose 10:40 às 11:30 Michelle Sendyk & Elaine Nose Pequenos movimentos, grandes reabilitações: Ortodontia estratégica no fluxo digital. Diferentes modelos de negócio, múltiplas soluções Fernanda Vitalle Karina Nobrega 11:50 às 12:40 Fernanda Vitalle & Karina Nobrega Além do escaneamento: o novo ecossistema da Odontologia digital Sérgio Dias Giseli Ávila 13:00 às 13:50 Sérgio Dias & Gisseli Ávila C.I.A. o consultório do futuro Jessica Zambrana Chaiene Zago 14:10 às 15:00 Jessica Zambrana & Chaiene Zago Do diagnóstico à longevidade clínica: como o fluxo digital transforma decisões em resultados previsíveis Marcelo Giannini 15:20 às 16:10 Marcelo Giannini Avaliação de polímeros de impressão 3D para aplicações odontológicas Thiago Palmieri 16:30 às 17:20 Thiago Palmieri Maximizando o potencial das resinas com carga cerâmica na impressão 3D Marcelo Giordani Denilson Souza 17:40 às 19:10 Marcelo Giordani & Denilson Souza Do provisório à reabilitação definitiva: o novo ecossistema da impressão 3D DIA 25 - Digital Lab - IN26 Matheus Pinós Renan Dias Caldas 9:30 às 10:20 Matheus Pinós & Renan Dias Caldas Da tomografia ao paciente virtual: o próximo passo da Odontologia Andrea Sales Bruno Godoy 10:40 às 11:30 Andrea Sales & Bruno Godoy Do pioneirismo chairside à consolidação dos fluxos digitais João Paulo Douat Rafael Cortazzo 13:00 às 13:50 João Paulo Douat & Rafael Cortazzo Odontologia digital em diálogo: empresas e dentistas construindo novas conexões Alfredo Mikail Mesquita Jorge Kabbach 14:10 às 15:00 Alfredo Mikail Mesquita & Jorge Kabbach Reabilitação Oral em transformação: como a tecnologia expandiu limites e criou novas oportunidades Katherine Hidalgo Wesley Marques 15:20 às 16:50 Katherine Hidalgo & Wesley Vasques Longevidade das reabilitações orais à Odontologia digital estruturando novos paradigmas Leia mais sobre:
- Revista ImplantNews 2026! Número 2
Capa da revista ImplantNews - número 2 - ano 2026. revista ImplantNews Reabilitação Oral de A à Z volume 11 - número 2 Abril - Junho 2026 ISSN 2675-5610 filiada à Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC) artigos científicos com registros DOI (CrossRef) https://revistaimplantnews.com.br Agora, confira abaixo os destaques da edição número 2 da sua revista ImplantNews: Cinco perguntas para Ivete Mattias Sartori Esse caso eu trato assim Renata Cimões Tratamento da peri-implantite com estratégia regenerativa para reconstrução peri-implantar: relato de caso Colunistas Guaracilei Vidigal Jr. Como instalar implantes imediatos nas áreas estéticas. Parte 5: as sequelas dos eixos e angulações desfavoráveis entre dentes e rebordos ósseos Andrea Son Soluções digitais para escaneamento de pacientes desdentados: uma evolução contínua Nivaldo Vanni Filho Efeitos regenerativos do canabidiol: uma visão integrativa para a Odontologia e a Harmonização Orofacial Roberta Okamoto Osteoporose, terapias anabólicas e o futuro da osseointegração: uma mudança de paradigma David Morita Indiquei um material e a cimentação falhou. Quem é o responsável? Fábio Bezerra Probióticos em Odontologia: estamos diante de uma nova fronteira da Medicina periodontal? Khalila Cotrim Impressão 3D e materiais cirurgicamente implantáveis na Odontologia: entre a inovação digital e o rigor biológico Julio Joly Utilização de microenxertos personalizados para recobrimento radicular múltiplo em zona estética Sergio Scombatti Protocolo de controle da infecção para o uso de biomateriais na reconstrução tecidual Plínio Tomaz Preço alto afasta ou qualifica? Elcio Marcantonio Jr. Recobrimento radicular e substitutos mucosos: é hora de abandonar os enxertos autógenos? Maristela Lobo Mucointegração sob a ótica da Periodontia: três pilares para o sucesso peri-implantar Marco Bianchini Tratamento das lesões endoperiodontais Diego Klee Perda de contato interproximal entre próteses sobre implantes e dentes naturais adjacentes Ivete Sartori Preservação alveolar em área posterior: opção técnica com peças de linha comercial Artigos científicos Osseodensificação na elevação do seio maxilar – técnica cirúrgica, benefícios e aplicações clínicas: uma revisão integrativa Renato Cezar Boni Jefferson Ricardo Pereira Uso de parafusos tipo tenda, Stickybone, xenoenxerto e membrana em procedimentos regenerativos ósseos horizontais: relato de caso com acompanhamento de três anos Sheila Mayrink Sevegnani Ledjane Vieira Henschel Carla Leandro Demarchi Jonathan Maffezzolli Ricardo Hochheim Neto Estratégias e tecnologias digitais no treinamento de procedimentos periodontais manuais não cirúrgicos: uma revisão da literatura Gaspar Vinicius Girardi Percepção do paciente após cirurgias de recobrimento radicular em recessões múltiplas Juliana Cristina Peixoto Conceição Marcio Messias Rabelo Bruna Ferreira Soares Patrícia Schitini Pontes Ana Lívia Fileto Mazzoneto Marcela Di Moura Barbosa Leia mais sobre:
- Infecção na prótese de quadril por S. aureus: vancomicina ou cefazolina?
Infecção na prótese de quadril por S. aureus: vancomicina ou cefazolina? Ligas de titânio são usadas há muito tempo não só nos implantes dentários, mas também na fabricação de próteses de quadril. Ambos são procedimentos cirúrgicos invasivos onde o meio interno do nosso corpo fica exposto ao meio externo. E daí toda a preocupação com a possibilidade de contaminação, principalmente por uma bactéria conhecida como S. aureus. Se você conhece ou usa uma prótese de quadril, sabe o que é uma contaminação e o contratempo que ela causa dentro de um hospital. Em alguns casos, depois de algum tempo, a prótese de quadril passa pelo processo de revisão, ou seja, ela será trocada por uma prótese nova. Entretanto, escolher um antibiótico para tratar a contaminação por S. aureus pode ser uma tarefa desafiadora. Principalmente porque essas bactérias são capazes de mudar toda a sua estrutura externa quando aderidas à liga de Titânio-Alumínio-Vanádio. Essa mudança poderia representar a necessidade de adesão entre as células e consolidação do biofilme. Num artigo recente, uma cepa de S. aureus foi depositada sobre a superfície do titânio grau médico. Para se fixarem, as células modificaram seu meio interno, tornando sua superfície externa, antes carregada por cargas negativas, agora com mais cargas positivas do que negativas. Desta forma, essa bactéria mostrou uma tolerância maior à vancomicina (que tem mais cargas positivas da sua superfície) do que à cefazolina (que tem mais cargas negativas de superfície). Acesse o trabalho original sobre a prótese de quadril: https://doi.org/10.1016/j.actbio.2023.12.029
- Quais revistas precisamos ler na área da reabilitação oral?
O hábito da leitura é o coração da pós-graduação. Alunos e alunas dos cursos de especialização, mestrado ou doutorado (estrito e lato senso) precisam ler todos os dias. Embora não exista uma regra para isso, considerando a quantidade de informação disponível, um ou dois artigos para manter o ritmo. E mesmo que você seja um clínico geral, em algum momento, decidindo ou não fazer a sua pós-graduação, sentirá necessidade de ler assuntos específicos. O Brasil congrega essas revistas (os famosos periódicos científicos) em bases de dados, sendo o Portal de Periódicos CAPES a fonte principal. Ainda, alunos e ex-alunos das universidades públicas e federais, quando entram no programa Alumni, têm acesso remoto às revistas. Além disso, existem três especialidades odontológicas que, somadas, formam as bases da reabilitação oral no Brasil: a Prótese, a Periodontia e a Implantodontia. Uma dúvida frequente: o que ler na área da reabilitação oral? Para responder à primeira dúvida, deixo uma pequena lista de alguns periódicos nacionais e internacionais, com suas respectivas datas de criação, consideradas ferramentas importantes para quem trabalha na área da reabilitação oral: The Journal of Prosthetic Dentistry (1951): voltada aos temas em prótese e materiais relacionados, trabalhos clínicos, pesquisa básica e pesquisa clínica. Journal of Periodontal Research (1966): pesquisa básica em Periodontia. Journal of Periodontology (1970): pesquisa clínica, séries de casos, relatos de casos em Periodontia. Journal of Dentistry (1972): multidisciplinar. Journal of Oral Rehabilitation (1974): Prótese, ATM, oclusão. Journal of Clinical Periodontology (1974): Periodontia. Journal of Oral Implantology (1977): pioneira em temas da Implantodontia. The International Journal of Periodontics and Restorative Dentistry (1981): Pesquisa em Periodontia clínica. Dental Materials (1985): pesquisa básica em propriedades físicas e mecânicas dos materiais dentários. International Journal of Oral and Maxillofacial Implants (1986): pesquisa básica e clínica em Implantodontia. The International Journal of Prosthodontics (1988): pesquisa básica e clínica em Prótese convencional e sobre Implantes. Brazilian Dental Journal (1990): multidisciplinar. Clinical Oral Implants Research (1990): pesquisa básica e clínica em Implantodontia. Journal of Prosthodontics (1992): pesquisa básica em prótese convencional e sobre implantes. Implant Dentistry (1992): pesquisa básica e séries de casos em Implantodontia. Periodontology 2000 (1993): monografias em Periodontia e Implantodontia. Clinical Implant Dentistry and Related Research (1999): pesquisa básica e clínica em Implantodontia. Brazilian Oral Research (SBPqO) (2004): multidisciplinar em pesquisa básica. Revista ImplantNews (2004): prótese, periodontia, implantodontia. Outra dúvida frequente: quantos artigos eu preciso ler? Para responder à segunda dúvida: não existe uma quantidade ideal. Por exemplo, a lista acima tem mais de 20 sugestões. Entretanto, tudo depende da sua área de interesse e curiosidade. Boas leituras!
- Pasta de dente faz mal para implantes dentários?
Pasta de dente e implantes dentários: faz mal só se você escolher errado. Pasta de dente faz mal para implantes dentários? Não, pasta de dente não faz mal para implantes dentários — desde que você use a fórmula certa. O problema não é escovar os dentes, mas sim usar uma pasta com alta abrasividade ou concentração elevada de flúor em ambiente ácido. Esses fatores podem, ao longo do tempo, corroer a superfície do implante de titânio e favorecer complicações como a peri-implantite. A recomendação clínica é priorizar pastas de baixa abrasividade, com flúor em concentração moderada e pH neutro. Por que a pasta de dente pode afetar o implante de titânio? O implante dentário é feito de titânio ou ligas de titânio, material que se destaca pela resistência à corrosão graças a uma fina camada de óxido (TiO₂) formada naturalmente na superfície. Essa camada é responsável pela biocompatibilidade e pela osseointegração — a união do implante ao osso. Porém, essa camada protetora não é indestrutível. O flúor e os abrasivos presentes em pastas de dente podem causar corrosão e deterioração da superfície do titânio. A resistência à corrosão do titânio diminui na presença de flúor, especialmente em condições ácidas. Quando a camada de óxido é danificada, o implante fica mais vulnerável à liberação de partículas e íons metálicos nos tecidos ao redor. A corrosão do titânio é considerada um dos fatores desencadeantes da peri-implantite e está associada à falha do implante. Ainda, os produtos de corrosão podem acelerar a peri-implantite ao desencadear disbiose microbiana. Qual pasta de dente usar com implantes dentários? Três fatores definem se uma pasta é segura para quem tem implantes: Abrasividade (RDA) O índice RDA (Relative Dentin Abrasion) é uma escala padronizada que quantifica o quanto um dentifrício desgasta as superfícies. Pastas com RDA de até 250 são consideradas seguras e eficazes pela ADA. Para quem tem implantes, o ideal é escolher as de menor abrasividade, pois abrasivos agressivos (como carbonato de cálcio e alumina) aumentam o desgaste da superfície do titânio. Concentração de flúor O padrão ISO limita o flúor em pastas de dente a 1.500 ppm (partes por milhão). O flúor é benéfico para os dentes naturais, pois previne cáries, mas em altas concentrações combinadas a pH ácido pode modificar a superfície do implante. O titânio sofre corrosão quando o pH cai abaixo de 3,5 na presença de flúor. pH da pasta Soluções com flúor de baixa concentração e pH neutro (7,0) não danificam a superfície do titânio e podem ser usadas com segurança. A faixa segura de pH para uso de flúor em implantes fica entre 3,5 e 7,0. Existe pasta de dente inerte para implantes? Sim, existem pastas consideradas inertes ou de baixa reatividade para implantes. O estudo de Shuto et al. testou pastas desenvolvidas especificamente para pacientes com implantes, formuladas sem flúor e sem abrasivos. Os resultados mostraram que escovar com pasta sem flúor e sem abrasivos causou pouquíssima alteração na superfície do titânio, sugerindo que essas fórmulas são eficazes para manter a homeostase dos tecidos peri-implantares. Em contraste, pastas com flúor e abrasivos — especialmente as que contêm partículas abrasivas poliédricas — produziram as maiores diferenças de cor, arranhões e manchas escuras tipo corrosão na superfície do titânio. Corrosão do implante: o que você precisa saber A corrosão do titânio envolve a tribocorrosão — a combinação de desgaste mecânico (a escovação) com ataque químico (flúor, ácidos, abrasivos). Na cavidade oral, o implante está constantemente exposto a forças mastigatórias e substâncias corrosivas, então o processo é, em certa medida, inevitável. A corrosão não causa dor imediata, mas pode comprometer a longevidade do implante: superfícies corroídas ficam mais suscetíveis à adesão bacteriana e à perda óssea progressiva. Estudos in vivo mostraram maior concentração de partículas de titânio nos tecidos de pacientes com peri-implantite. Essas partículas podem desencadear respostas inflamatórias crônicas e reabsorção óssea. Dicas práticas de higiene para quem tem implantes Escolha uma pasta de baixa abrasividade (RDA baixo), de preferência indicada pelo seu dentista. Prefira fórmulas sem flúor ou com flúor de baixa concentração e pH neutro, especialmente as desenvolvidas para implantes. Evite géis de flúor acidulado (APF) e clareadores com peróxido em alta concentração. Use escova de cerdas macias e técnica suave, sem pressão excessiva. Complete a higiene com fio dental e escova interdental para remover o biofilme ao redor do implante. Faça manutenção periódica com o dentista para monitorar a saúde peri-implantar. Perguntas frequentes (FAQ) Posso usar pasta de dente comum com implantes? Sim, desde que seja de baixa abrasividade, com flúor em concentração padrão e pH neutro. Pasta de dente com flúor corrói o implante? O flúor em concentração padrão é seguro para a maioria dos pacientes. O risco aumenta com concentrações altas e pH ácido (abaixo de 3,5). Qual a melhor pasta para implantes dentários? Pastas de baixa abrasividade, com flúor moderado e pH neutro, ou fórmulas sem flúor e sem abrasivos desenvolvidas para implantes. Implante dentário pode enferrujar? Não, o titânio não enferruja como o ferro, mas pode sofrer corrosão química, que é diferente e igualmente prejudicial à longevidade do implante. Existe pasta de dente inerte para implantes? Sim. Existem pastas formuladas sem flúor e sem abrasivos, desenvolvidas para pacientes com implantes. Estudos mostram que essas fórmulas causam pouquíssima alteração na superfície do titânio. Conclusão A pasta de dente não é inimiga dos implantes dentários — a fórmula errada é. Priorize pastas de baixa abrasividade, com flúor em concentração moderada e pH neutro, ou fórmulas sem flúor e sem abrasivos desenvolvidas especificamente para implantes. Combine com técnica de escovação delicada e manutenção profissional regular para proteger tanto os dentes naturais quanto a superfície do implante. Referências Shuto T et al. Alterations to titanium surface depending on the fluorides and abrasives in toothpaste. RDH Magazine. Is fluoride varnish safe for dental implants? Dental Economics. The positive and negative effects of fluoride use on dental implants. Souza JCM et al. A comprehensive review on the corrosion pathways of titanium dental implants. American Dental Association: toothpastes Paulo Rossetti Cirurgião-dentista, Mestre e Doutor e Reabilitação Oral pela FOB-USP. Editor Cientifico, revista ImplantNews.
- Você precisa de implante dentário? O que o seu dentista faz primeiro?
Odontologia - o que fazer antes do implante dentário para um sorriso melhor? A lista de problemas que levam à extração dentária é grande: cárie extensa, gengivas muito inflamadas, traumatismos por esporte ou no trânsito. A solução atual para repor as perdas sem desgastar os seus dentes está na Implantodontia, mas nem sempre dentistas conseguem fazer esse tratamento na primeira consulta. Grande parte dos pacientes, e isso inclui os portadores de dentaduras (próteses totais) ainda não está totalmente pronta para procedimentos diretos porque faltam pequenos ajustes que deixam o implante funcional e melhoram o seu sorriso. Confira a lista com as especialidades, as perguntas e as respostas mais simples para entender por que é necessário fazer ajustes antes do seu dentista colocar um implante dentário. Porque precisa acertar a mordida (oclusão) antes da cirurgia de implante? A forma como você abre e fecha os seus dentes é importante não só pelos contatos existentes, mas porque existe um espaço vertical mínimo para falar, mastigar e engolir. Quando esse espaço está menor, os músculos da face e da garganta ficam doloridos, a aparência estética muda, e o risco de morder as bochechas aumenta. Ainda, tudo o que for feito como restauração nova quebra antes do tempo e dói bastante no seu bolso. Além disso, como a prótese sobre implante possui um pilar e parafuso, vai faltar espaço para acomodá-los corretamente, sem contar que a quantidade correta de metal e porcelana (ou apenas a porcelana) não proporcionará aquele efeito estético. Tempo estimado para ajustar a mordida: uma sessão inicial (mínimo de 2 horas boca toda) Profilaxia (limpeza profissional) Básico em qualquer atendimento. A limpeza existe para "bagunçar a vida" das bactérias. Além disso, para diminuir o risco de contaminar o osso e as gengivas ao redor do seu futuro implante dentário. A raspagem (uso de curetas) e o ultrassom são dois aparelhos que ajudam nessa tarefa. Tempo estimado: depende da quantidade de placa Troca/polimento das restaurações antigas Restaurações antigas têm manchas, infiltrações, trincas e excessos que favorecem o acúmulo de bactérias (placa, biofilme) e irritam as gengivas. Pense na revisão do seu carro: é como trocar as peças que estão velhas e não contribuem para o desempenho do seu motor. Tempo estimado: 1-2 restaurações por sessão Tratamento de canal (endodontia) Um dos pontos mais comuns de dores bucais e infecções recorrentes (aquelas que tiram o seu sono). O canal é o coração do seu dente e precisa daquela atenção, principalmente porque o implante que fica ao lado de um dente contaminado tem risco de perder osso e falhar precocemente. Tempo estimado: 1 sessão (por dente) Ortodontia (criação de espaços) Os implantes têm tamanho certo e não podemos mudar isso. Os bráquetes e fios na ortodontia, além de movimentar os dentes para as posições corretas, criam espaços para que os implantes sejam colocados. Assim, a sua futura restauração sobre implantes não ficará menor ou maior que a do dente vizinho. Tempo estimado: alguns meses para pequenos movimentos ortodônticos. Cirurgia periodontal (gengiva e osso) com forma correta antes do implante dentário Acertar o volume de osso e gengiva através de cirurgias é o que vai proporcionar estabilidade ao seu implante. Entretanto, há situações onde pacientes precisam aguardar o tempo de cicatrização até que o osso melhore e o implante seja colocado. Tempo estimado: depende do grau de perda de osso e/ou de gengiva O que dentistas fazem primeiro? Normalmente, profilaxia e ajuste das restaurações antigas, finalizando com a oclusão. É possível que mais de uma especialidade da Odontologia seja usada ao mesmo tempo? Sim, é comum haver duas ou três especialidades em paralelo. Por isso, se o tratamento não for direito, demora um pouco. Aqui, a paciência é fundamental. Paulo Rossetti Cirurgião-dentista CROSP 73.025 , Mestre e Doutor em Reabilitação Oral, FOB-USP. Editor científico, revista ImplantNews. Leia mais sobre:
- Exames por imagem na Odontologia: proteção na medida certa
Exames por imagem na odontologia: proteção na medida certa. Quantas vezes você vai ao seu cirurgião ou cirurgiã-dentista e faz uma radiografia? Nos exames por imagem de rotina, na suspeita de uma cárie ou problema endodôntico, ou se você precisa colocar um implante dentário, extrair os terceiros molares. Os motivos são tantos que não dá para enumerar aqui. Exames por imagem na Odontologia: qual a sua natureza? Eles são considerados diagnósticos complementares. Além disso, uma das preocupações é com a quantidade de radiação. Trabalhamos dentro das faixas de segurança, e a Odontologia é a especialidade da Saúde onde esse controle é rigoroso ao extremo. Entretanto, a tecnologia avança. Por exemplo, começamos com os tomógrafos volumétricos (de mesa) e passamos para os tomógrafos computadorizados de feixe cônico (TCFC - verticais) e essa modalidade de imagem se popularizou. Outro exemplo: as radiografias convencionais (periapical, bitewing), reveladas em câmera escura, deram espaço ao sensor de raio X digital, e mais tarde ao equipamento de raio X portátil. Mesmo assim, a segurança frente à radiação continua em foco. Novas regras de segurança: o que você precisa saber? A American Dental Association (ADA) acaba de liberar o documento do comitê que delega sobre o assunto. Dentre as mudanças, algumas muito interessantes para minimizar a dose de radiação e proteger ainda mais os pacientes: O uso de sensores digitais e não das películas radiográficas é fortemente recomendado; se não for possível, use apenas os filmes do grupo E e F; Aparelhos de radiografia intraoral devem ser operados com mínimo de 60Kv e não mais do que 80Kv; A TCFC não deve ser usada de rotina quando outra modalidade radiográfica e com menor quantidade de radiação for adequada para o diagnóstico; Se a TCFC for necessária, usar o menor FOV possível que não prejudique a qualidade da imagem e do diagnóstico; Protetores abdominais e para a tireoide nas imagens diagnósticas intraoral, panorâmica, cefalométrica, TCFC não são mais recomendados, e o uso desses protetores deveria ser descontinuado na prática clínica. Clique no botão abaixo para ler o texto completo: Leia mais sobre: Glossário de termos em Cirurgia de Implantes Assistida por computador
- O implante de titânio "esquenta" se usarmos o celular?
O implante de titânio que mudou a qualidade de vida de milhares de pacientes. Nas redes sociais, há afirmações de que o implante de titânio se comportaria como "uma antena e esquentaria" quando usássemos nossos aparelhos celulares. Bem, quando eu me preparava para escrever algo sobre esse assunto, recebi um texto de uma das pessoas que mais conhece do metal titânio no Brasil, o Prof. Carlos Nelson Elias (elias@ime.eb.br), do Laboratório de Biomateriais do IME (Instituto Militar de Engenharia), no Rio de Janeiro. Então, vamos acompanhar as explicações didáticas desse grande mestre. Ao Prof. Carlos Nelson Elias, muito obrigado!!! Prof. Carlos Nelson Elias O implante de titânio: a natureza das falácias "A afirmação feita em vídeo sobre os efeitos das radiações emitidas pelo celular no aquecimento de implantes de titânio não faz o menor sentido. Falácias semelhantes foram divulgadas há décadas no início do uso do celular. Várias pesquisas mostraram que as radiações recebidas e emitidas por celulares são extremamente fracas e não afetam os materiais orgânicos e inorgânicos. Para ocorrer danos ao organismo, as energias emitidas pelos celulares precisam ser milhares de vezes superiores. "Em relação às possíveis alterações no implante de titânio, como citado no vídeo “aquecimento de 3 a 6 graus Celsius acima da temperatura oral de 36,5 graus Celsius” não faz o menor sentido. Primeiro, assim como o cobre, ouro, prata, chumbo, alumínio, estanho, zinco e bismuto, o titânio não é um metal magnético e possui baixa capacidade de conduzir calor." "Segundo, as radiações emitidas pelos celulares são fracas e possuem energia da ordem de grandeza do rádio e menor que a da luz visível. Terceiro, os telefones celulares emitem radiações não ionizantes, assim como as antenas de telefonia instaladas nos aparelhos móveis e nas torres, radares e transmissões de rádio e TV, luz elétrica, torres de transmissão e distribuição elétrica, fiação elétrica em construções e redes WiFi." "Portanto, os implantes de titânio, ao receberem a incidência de radiações eletromagnéticas geradas por celulares, não sofrem qualquer alteração, muito menos aquecimento, o que exige a incidência de radiação de elevadíssima energia." Magnetismo, eletromagnetismo, e paramagnetismo "Sempre existiram polêmicas quanto aos malefícios causados pela energia emitida pelo celular. Talvez, estas polêmicas estejam associadas à uma confusão em consideramos que todas as ondas eletromagnéticas, também denominadas radiações eletromagnéticas, são deletérias ao organismo." " Primeiro, é importante entender que magnetismo, eletromagnetismo e ondas eletromagnéticas são fenômenos diferentes que causam diversos efeitos nos materiais. O magnetismo é um fenômeno físico que está relacionado à atração e repulsão entre os materiais, principalmente em relação aos ímãs." Como funciona um ímã? "Usamos o eletromagnetismo em nossas atividades cotidianas, desde o uso do rádio, TV, controle remoto, telefone fixo, internet sem fio, aos sofisticados exames de imagens nas clínicas. O eletromagnetismo envolve a combinação das cargas elétricas que em movimento geram um campo magnético. Todas as ondas eletromagnéticas são radiações." "Possivelmente, a confusão está em considerarmos que todas as radiações são deletérias ao organismo: somente as radiações de alta intensidade causam danos." "Diariamente, somos bombardeados por ondas eletromagnéticas: como exemplos, temos as ondas de rádio (1 metro a 100 km), micro-ondas (1mm a 10 cm), infravermelho (0,7 e 50 micrometros), luz visível (400 e 700 nanômetros), luz ultravioleta, raios X e raios gama (0,01 nanômetros )." "Quanto menor o comprimento, maior a energia transportada e maiores os danos que causados nos materiais e em especial aos seres vivos. A radiação gama é a que causa maiores danos; inclusive, são usadas na esterilização dos materiais médicos e odontológicos." Irradiadores de grande porte. "As ondas emitidas pelo celular possuem comprimento entre as do rádio e dos micro-ondas, possuem menor energia que a luz visível e, são radiações não ionizantes. No cotidiano, os leigos consideram que todas as radiações são ondas eletromagnéticas que causam danos aos seres vivos. A radiação pode ser benéfica, como por exemplo na fisioterapia emprega-se FES (Functional Electrical Stimulation) para fortalecimento muscular e TENS (Transcutaneous Electrical Nerve Stimulation) para aliviar dores musculares." Como funciona uma unidade TENS "Uma curiosidade: o corpo humano possui sistemas sensoriais que convertem as ondas eletromagnéticas em fenômenos que podemos perceber. Por exemplo, a luz visível na forma de impulsos é captada por sensores dos nossos olhos que, ao chegarem ao cérebro são transformados em cores dos objetos." "Quanto ao comportamento magnético, os materiais podem ser ferromagnéticos e paramagnéticos. Os primeiros são fortemente atraídos pelos ímãs. Esta característica é associada à existência de dois polos diferentes no material. Estes polos são chamados de polo norte e sul." "Os exemplos mais comuns dos materiais ferromagnéticos são o ferro, níquel, cobalto e suas ligas, os quais são utilizados quando se deseja obter campos magnéticos de altas intensidades. Por este motivo, ao se fazer exames de ressonância magnética (RM) um dos requisitos é o paciente não ter próteses destes metais devido ao risco de deslocamento ou até mesmo o arrancamento." "Já os metais paramagnéticos não são atraídos por ímãs e ao serem impactados por ondas eletromagnéticas, seus elétrons geram uma corrente elétrica baixíssima formando na superfície uma camada protetora denominada efeito pericular. Este fenômeno evita a entrada das ondas eletromagnéticas." "Assim, o titânio possui caraterísticas completamente diferentes da maioria dos metais, ele não é magnético e possui baixa capacidade de conduzir calor." "Portanto, os implantes de titânio, ao receberem a incidência de radiações eletromagnéticas geradas por celulares, não sofrem qualquer alteração, muito menos aquecimento; isto exigiria a incidência de radiação de elevadíssima energia." Leia mais sobre:
- Dia Mundial da Osseointegração 2024: leituras selecionadas
"Continue a apreciar a osseointegração" - dedicatória feita por Per-Ingvar Brånemark na parte interna de um dos meus livros particulares. Todo dia 3 de maio é o Dia Mundial da Osseointegração, onde comemoramos o nascimento do Prof. Dr. Per-Ingvar Brånemark, cidadão sueco, médico ortopedista, professor de anatomia, que reuniu cientistas para criar e popularizar o implante dentário contemporâneo de titânio. Sua obra intelectual é tão vasta quanto a parte humanitária. P-I Brånemark faleceu em 20 de dezembro de 2014. Para celebrar a quarta comemoração, confira as listas especiais abaixo e amplie seus conhecimentos: Livros (escritos, editados e obra póstuma) Brånemark PI. Intravascular anatomy of blood cells in man. Karger, 1971. Brånemark PI, Hansson BO, Adell R, Breine U, Lindström J, Hallén O, Öhman A. Osseointegrated implants in the treatment of the edentulous jaw. Experience from a 10-year period. Almqvist & Wiksell International, 1977. Brånemark PI, Zarb G, Albrektsson T. Tissue-integrated prostheses. Osseointegration in clinical dentistry. Quintessence Books, 1985. Albrektsson T, Zarb G. The Brånemark Osseointegrated Implant. Quintessence Books, 1989. Brånemark PI, de Oliveira MF. Craniofacial Prostheses. Anaplastology and Osseointegration. Quintessence Books, 1997. Brånemark PI, Tolman D. Osseointegration in Craniofacial Reconstruction. Quintessence Books, 1998. Brånemark PI, Higuchi KW, De Oliveira MF. Rehabilitation of complex maxillofacial defects. The challenge of Bauru. Quintessence Books, 1999. Brånemark PI. The Brånemark Novum Protocol for same-day teeth. A global perspective. Quintessence Books, 2001. Brånemark PI. The Osseointegration Book. From Calvarium to Calcaneus. Quintessence Books, 2005. Van Steenberghe D. Proceedings of the P-I Brånemark Memorial Symposium, Stockholm 2015. Quintessence Publishing, 2016. Artigos (188 referências) em Osseointegração Branemark PI. Vital microscopy of bone marrow in rabbit. Scand J Clin Lab Invest. 1959;11 Supp 38:1-82. PMID: 13658913. Breine U, Branemark PI, Johanson B. Regeneration of bone marrow. A clinical and experimental study (preliminary report). Acta Chir Scand. 1961 Sep;122:125-30. PMID: 13872773. Lindstrom J, Branemark PI. Capillary circulation in the joint capsule of the rabbit's knee: a vital microscopic study. Arthritis Rheum. 1962 Jun;5:226-36. doi: 10.1002/art.1780050303. PMID: 14465558. Branemark PI. Capillary function in connective tissue. Acta Rheumatol Scand. 1963;9:3-9. doi: 10.3109/rhe1.1963.9.issue-1-4.01. PMID: 14014975. Branemark PI, Lindstrom J. A modified rabbit's ear chamber; high-power highresolution studies in regenerated and preformed tissues. Anat Rec. 1963 Apr;145:533-40. doi: 10.1002/ar.1091450406. PMID: 14014974. Branemark PI, Harders H. Intravital analysis of microvascular form and function in man. Lancet. 1963 Dec 7;2(7319):1197-9. doi:10.1016/s0140-6736(63)92924-6. PMID: 14072941. Branemark PI, Breine U. 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- Tecnologia, resina e o ângulo de impressão: próteses totais 3D
O ângulo de impressão na prótese total: qual é a melhor posição nesse balé? A odontologia digital transformou a fabricação de próteses totais, migrando de processos manuais exaustivos para a eficiência da manufatura aditiva. No entanto, a fidelidade clínica dessas peças depende de variáveis técnicas que muitos profissionais ainda subestimam. Um estudo recente investigou como diferentes sistemas de impressão e ângulos de posicionamento influenciam a adaptação final das bases de dentaduras (próteses totais 3D). Entendendo a Veracidade e a Precisão na Impressão de próteses totais 3D Para avaliar a qualidade de uma prótese total impressa, os pesquisadores utilizam dois conceitos fundamentais da acurácia: veracidade (trueness) e precisão (precision). A veracidade indica o quanto o objeto impresso se aproxima do modelo digital original. Enquanto isso, a precisão mede a repetibilidade do processo, ou seja, o quanto as impressões sucessivas são consistentes entre si. Nesse sentido, o estudo compara duas tecnologias de fotopolimerização em cuba: o Digital Light Processing (DLP) e o Liquid Crystal Display (LCD). Enquanto o DLP utiliza um projetor de luz para curar a resina, o LCD emprega uma tela de cristal líquido como máscara para uma fonte de luz LED. Os resultados revelam: a escolha entre essas tecnologias não é apenas uma questão de custo, mas de desempenho geométrico. A Influência da Orientação de Impressão (0°, 45° e 90°) Os pesquisadores testaram três inclinações diferentes no software de fatiamento: 0 graus (horizontal), 45 graus e 90 graus (vertical). Cada orientação altera a forma como as camadas se sobrepõem e como as forças de tração agem sobre a peça durante a remoção da plataforma. O Desempenho Superior: Orientação a 90° Os dados demonstram que a orientação a 90 graus, especialmente no sistema DLP, oferece a maior veracidade para bases de dentaduras maxilares e mandibulares. O sistema DLP a 90° apresentou os menores valores RMS (Root Mean Square), indicando desvios mínimos em relação ao design digital. Os autores afirmam que posicionar a base da dentadura verticalmente minimiza as distorções causadas pela contração de polimerização e pelo peso da resina não curada. Em contrapartida, a orientação a 0° tende a gerar maiores erros na superfície interna da prótese, o que compromete diretamente a retenção e o conforto do paciente. LCD vs. DLP: Qual Sistema Escolher? Embora as impressoras LCD tenham ganhado popularidade devido ao baixo custo, o sistema DLP mantém uma vantagem técnica em termos de consistência. Supreendentemente, o estudo aponta que as impressoras DLP produzem resultados mais previsíveis, independente da resina utilizada. Assim, quando os profissionais utilizaram resinas de terceiros (não recomendadas pelo fabricante), a precisão do sistema LCD sofreu variações mais significativas do que o sistema DLP. Mapeamento de Cores e Desvios Dimensionais Nas bases impressas a 0°, houve desvios positivos na região do palato e desvios negativos nas bordas periféricas. Isso sugere que a base "achata" durante o processo. Já na orientação a 90°, a distribuição de cores permanece mais neutra, sinalizando uma adaptação superior em toda a extensão da base protética. Implicações Clínicas para o Cirurgião-Dentista O sucesso de uma prótese total depende da estabilidade e do selamento periférico. Se a base impressa apresenta distorções, o clínico precisará realizar ajustes manuais excessivos ou, em casos piores, repetir o trabalho. Então, os dentistas devem exigir que seus laboratórios de confiança sigam protocolos validados. O estudo reforça que não basta ter uma impressora 3D; é preciso dominar a estratégia de posicionamento. Optar por sistemas DLP e orientações verticais (90°) garante que o produto final entregue ao paciente seja fiel ao planejamento digital realizado no consultório. A tecnologia de impressão 3D continua a evoluir, mas os princípios da física e da ciência dos materiais permanecem constantes. Finalmente, este estudo deixa claro que a orientação de impressão é um fator determinante para a qualidade da base da prótese total.












