top of page

Resultados de busca

Buscar neste site

459 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Sorriso novo: Botox, preenchedores, cirurgia?

    Dia Mundial do Sorriso: Botox, preenchedores, ou cirurgias? Foto. I.A. Na Odontologia, a construção do sorriso vai além dos dentes: ela também envolve os lábios e as gengivas. Funciona como um quadro: sem uma bela moldura (vermelha e rosada), é pouco provável que os dentes (brancos) ganhem naturalidade. Mas existe uma situação problemática e impeditiva para que você dê aquele sorriso: é a exposição exagerada da gengiva, conhecida como sorriso gengival (gengivoso), uma queixa estética comum. Os dentes podem estar perfeitos, mas se o nível do lábio não estiver em harmonia com a linha de sorriso...pronto, já é motivo para não sorrir. O tratamento ideal de um "sorriso gengivoso" depende diretamente da causa do problema e do perfil de cada paciente. Aproveitando o Dia Mundial do Sorriso, confira as opções, o que a revisão mais recente diz sobre o sorriso gengival, e 12 sugestões de artigos clínicos em português para atualizar a sua biblioteca. Tudo isso em menos de 5 minutos! O que é o sorriso gengival (gengivoso)? É quando temos mais de 3 mm de gengiva à mostra durante o sorriso, um valor que costuma ser considerado esteticamente desagradável. Faça você mesmo o teste: fique na frente do espelho, dê um sorriso de felicidade. Em seguida, coloque a ponta branca (algodão) do cotonete encostando na linha do lábio. Agora, marque com um lápis na parte branca que encosta na gengiva. Faça a medida com uma régua e descubra o seu tipo de sorriso. Quais são as causas do sorriso gengival? lábio superior sobe demais ao sorrirmos. Ele é hiperativo e está presente em mais de 85% dos casos erupção passiva alterada: o dente "aparece" pouco e a gengiva cobre parte da coroa lábio curto: comprimento do lábio superior é menor que o ideal excesso vertical de maxila: crescimento ósseo acentuado da arcada superior hiperplasia gengival e extrusão dentoalveolar: excesso de gengiva ou posicionamento mais coronal dos dentes Reposicionamento labial: a cirurgia clássica A cirurgia de reposicionamento labial foi descrita em 1973 e adaptada para a Odontologia em 2006. O método consiste em remover uma faixa de mucosa na região interna do lábio superior e reposicioná-lo mais abaixo, limitando a sua elevação durante o sorriso. Os resultados clínicos mostram uma redução média de 2 a 3 mm na exposição gengival, com alta satisfação dos pacientes. É uma opção cirúrgica relativamente simples, indicada principalmente para quem tem lábio hiperativo, sem excesso ósseo significativo. Modificações da cirurgia: incisão, laser e miotomia A técnica original ganhou várias versões, cada uma com objetivos específicos: posição da incisão (coronal e apical): a escolha do local do corte influencia o grau de reposicionamento e a cicatrização; cirurgia assistida por laser (diodo e érbio): permite corte mais preciso, menos sangramento e pós-operatório mais confortável; miotomia: a liberação ou contenção das fibras musculares do lábio. As versões modificadas com miotomia mostram melhores resultados e menor recidiva ao longo do tempo. Técnicas avançadas de sutura e fechamento O detalhe do fechamento também evoluiu. As técnicas modernas incluem: suturas periosteais e suspensórias: ancoram o lábio em tecidos mais profundos e estáveis sutura em dupla camada: reforça a cicatrização e reduz o risco de deiscência uso de fios de poliéster: mais resistentes e previsíveis técnicas que preservam o frênulo: evitam alterações na movimentação do lábio plastia dupla em M-V: redesenha o contorno do tecido reposicionamento do lábio direcionado por dente: individualiza a correção para a região com mais exposição Toxina botulínica: alívio sem corte A toxina botulínica (o famoso Botox) é a principal opção que não envolve a cirurgia. Ela age relaxando temporariamente o lábio superior hiperativo, reduzindo a elevação excessiva durante o sorriso. É um tratamento adjuvante, ou seja, pode ser usada isoladamente ou em combinação com a cirurgia, e seu efeito é temporário, exigindo reaplicações. O momento ideal de aplicação e a estabilidade dos resultados em longo prazo ainda são perguntas a serem respondidas. Na prática, é uma excelente alternativa para quem quer um resultado rápido, reversível e sem procedimento cirúrgico. Preenchedores: ácido hialurônico ou PMMA? Os preenchedores são ferramentas da harmonização facial, mas é preciso cuidado ao aplicá-los ao sorriso gengival. Com relação ao ácido hialurônico, a evidência é limitada, e o uso do produto na região se concentra mais no contorno labial e no suporte facial do que na correção da exposição do sorriso em si. Por outro lado, o PMMA (polimetilmetacrilato) é uma técnica alternativa dentro do arsenal de tratamento do sorriso gengival. Diferentemente dos preenchedores reabsorvíveis, o PMMA é um material de preenchimento definitivo, e seu uso nesse contexto está associado a abordagens que buscam modificar o contorno e o suporte do lábio de forma duradoura, limitando a elevação excessiva ao sorriso. Entretanto, o PMMA, fios, e o transplante de gordura ainda carecem de evidências robustas e de estudos de longo prazo, o que reforça a recomendação de que a escolha entre Botox, cirurgia, ácido hialurônico ou PMMA seja feita caso a caso, por um especialista em harmonização orofacial, com base na causa exata do sorriso gengival. Onde posso encontrar artigos sobre terapias de reposicionamento labial? Pessoa TJL, Freitas RS, Iida AC, Beck PT. Liberação do músculo depressor do septo nasal para tratamento do sorriso gengival. ImplantNews 2010;7(6):777-783. Lacerda E JR, Lacerda HM. Encurtamento do músculo depressor do septo nasal para redução do sorriso gengival. PerioNews 2011;5(3):243-248. Storrer CLM, Deliberador TM, Villabona CA, Zago A, Teixeira Neto A, de Oliveira ND; Rigo Jr D, Santos FR Recontorno gengival e reposicionamento labial cirúrgico para tratamento do sorriso gengival: resultados após um ano. ImplantNewsPerio 2016;1(5):973-980. Vasconcelos GB, de Melo JGA, Soares DM. Reposicionamento labial como opção de tratamento para o sorriso gengival: um enfoque na técnica cirúrgica. ImplantNewsPerio 2019;4(2):356. de Carvalho LF, de Carvalho AM, Carvalho LP, Fernandes A, Francischone AC. Correção do sorriso gengival através de reposicionamento labial e cirurgia de aumento de coroa clínica. ImplantNewsPerio 2019;4(2):361. Alves BF, Aloise AC, Almeida BM, Filgueiras IAAAP, Buss LF, Magnabosco JL, Kotaka T, da Cunha MR, Teixeira ML, Pelegrine AA. Cirurgia de reposicionamento labial para a correção do sorriso gengival por meio da "muscule detachment technique": uma nova abordagem cirúrgica. ImplantNews Reab Oral 2023;8(2):220-228. Américo EMO, Zago PMW, Tognetti VM, Rovai ES. Reposicionamento labial cirúrgico em pacientes com aumento vertical da maxila. ImplantNews Reab Oral 2023;8(2):212-219. O uso da toxina botulínica como adjuvante no tratamento do sorriso gengival e das assimetrias labiais: série de casos. FACE 2019;1(1):46-58. Procedimentos mucogengivais para correção do sorriso gengival: relato de caso. FACE 2019;1(1):84-93. Técnica simplificada para tratamento de sorriso gengival com onatoxinabotulínica A. FACE 2019;1(3):382-386. Toxina botulínica associada à gengivoplastia na Harmonização Orofacial do sorriso gengival. FACE 2019;1(4):464-470. Gengivoplastia com laser cirúrgico associado à toxina botulínica na correção do sorriso gengival. FACE 2021;3(1):36-43. Leia mais sobre:

  • Comunicação científica: os seis pecados mortais

    Comunicação científica: evitando os seis pecados mortais. A comunicação científica é a etapa posterior à aceitação do seu trabalho. Além disso, essa fase assume formatos diferentes: artigo, capítulo de livro, painel, ou apresentação oral. Além de constarem no seu currículo, todas são importantes e uma forma de divulgar anos de investigações na sua linha de pesquisa. Entretanto, é justamente na fase da divulgação científica que todos os envolvidos, por falta de conhecimento ou motivo de força maior, esquecem de continuar essa jornada: fazer a peregrinação com essa informação. Entenda: as notificações que você recebe todos os dias são feitas por agências de publicidade que usam sistemas gerenciando milhares de informações todos os dias em programas de computador dedicados (e que custam uma boa soma financeira). Por outro lado, você, como pesquisador(a), cientista, professor(a) ou instrutor(a), é o seu próprio “exército de um homem só”, sem tempo e sem todos os recursos comentados acima. Sua contribuição científica merece o obscurantismo? Claro que não. Então, afaste-se da ilusão de que tudo está imediatamente disponível e efetivamente comunicado nos meios digitais. Mãos na massa porque essa discussão vai além dos registros feitos no seu currículo Lattes. Para evitar esses “pecados mortais”, confira as seis sugestões abaixo: 1. Escrevi um livro/capítulo de livro e o material sai apenas na versão impressa Mídias impressas (revistas ou livros) constituem “produtos de cauda longa”, ou seja, vai levar um bom tempo (1-2 anos) para que sejam compradas. Além disso, o que garante que o seu capítulo será o primeiro a ser lido? Os hábitos de leitura de mídia física são extremamente variados: alguns folheiam todas as páginas primeiro buscando por imagens relevantes, outros consultam o índice geral, e por fim muita gente vai ao índice remissivo de assuntos/autores. Não existe um padrão universal. Ainda, as editoras especializadas em ciência, além de fazerem parte de um nicho especializado e específico, possuem catálogos variados e não são capazes de dar conta de tudo mesmo prestando serviços profissionais. A festa de lançamento do seu livro (se houver) é apenas uma gotinha de comunicação. Sem trabalho contínuo, seu livro se perderá nesse oceano ou será descoberto depois de muito tempo. Nessas situações, primeiro, você precisa trabalhar o seu “kit de mídia” mínimo com três itens: - capa do livro - primeira página do seu capítulo - link para compra/acesso ao livro que tem o seu capítulo Esse “kit de mídia” fica disponível nas editoras ou você mesmo pode fazer usando recursos do seu celular e/ou a famosa função “Print Screen” no seu teclado. O recado aqui é “mexa-se para ser visto, não aguarde que outras pessoas tomem a providência por você.” Nos casos em que há uma aula programada em congressos ou workshops, é fundamental ter pelo menos um ou dois slides onde essa mídia kit aparece ou existe um QRCode que pode ser fotografado para que a plateia tenha acesso ao endereço eletrônico onde o livro original se hospeda. Além disso, é fundamental conferir se o seu livro (ou o capítulo que você escreveu) está em algum estande do congresso que você dará aula. Caso contrário, corrija a estratégia. O último recurso é levar com você uma cópia (nem que seja o kit de mídia digital) para mostrar que você continua ativo nesse mundo. 2. Meu artigo/capítulo está exposto no formato online: é suficiente na comunicação científica? Não. Embora as editoras coloquem a página com os metadados (incluindo os identificadores DOI), isto não significa que o seu trabalho será descoberto automaticamente, e tampouco que o texto completo está gratuito online, já que diversas editoras usam ferramentas de paywall (acesso pago via assinatura de um pacote ou por download individual). 3. As revistas enviam os alertas dos conteúdos por e-mails. É suficiente? Não. Abrir a caixa de e-mail não é um hábito tão forte, nos dias de hoje, quanto usar as redes sociais. Apenas editores-científicos o fazem de rotina e por motivo de ofício. Além disso, alguns formatos HTML dentro dos e-mails marketing não se autoajustam (responsividade) às telas dos celulares, e sempre existe o risco de o link vir quebrado (a famosa página de Erro 404 que não leva ao destino correto). 4. O link do meu artigo está nas redes sociais. É suficiente? Não e também depende em qual delas. Já percebeu que os algoritmos distribuem conteúdo em função de acessos repetidos e você pode estar vendo mais do mesmo? Entretanto, se você tiver uma lista de transmissão, fica mais simples dar reforço usando o tradicional “copiar e colar o link” além da vantagem de saber quem visualizou e/ou abriu a sua mensagem. Outro ponto de atenção são as palavras-chave: nem sempre as que mais aparecem nas redes sociais são as que comunicam o teor do seu trabalho científico. Por exemplo, nas redes sociais, as pessoas buscam primeiro por "dentes do siso" do que pelos "terceiros molares". 5. Ligar para os pares científicos ou enviar o PDF do artigo publicado? Opte pela segunda opção. É melhor enviar o PDF primeiro e dar reforço depois. O aviso corre o risco de se perder ao longo do dia, além do seu amigo(a) ter que descobrir onde está publicado o seu artigo. Claro, se o PDF não estiver disponível gratuitamente, o link é o seu recurso final. Agora, não existe situação melhor do que ficar cara a cara (em qualquer tipo de sala de aula) e expor o seu trabalho científico, especialmente quando aluno(a)s tomam contato pela primeira vez com assuntos que podem mudar completamente a forma como tratamos nossos pacientes. 6. Esperar que a sua editora do coração faça todo o trabalho sozinha Aqui reside um dos maiores causadores (inconscientes) de atritos. Isso não vai acontecer. Há diversos livros e revistas científicas a serem divulgadas o ano todo, e as editoras não possuem recursos financeiros infinitos. Além disso, o seu artigo ou capítulo entra numa fila gigantesca. Mesmo que algumas editoras contratem "influencers especialistas nessas questões", ainda leva um bom tempo para que a leitura do seu capítulo seja feita e os comentários postados nas redes sociais. Leia mais sobre:

  • A altura (e o material) da sua prótese unitária sobre implante

    Três coroas unitárias sobre implantes com alturas diferentes e cantilever fixo. A biomecânica nas próteses sobre implantes continua um assunto fascinante. Aproveite para ler um artigo especial aqui no blog sobre o uso de Ti-bases curtos e longos. Nessa linha, o que aconteceria se um cantilever fixo (12mm) fosse colocado? Haveria chance de algum material se comportar melhor que o outro? Prótese unitária sobre implante: altura e material No trabalho mais recente, os pesquisadores investigaram a carga de fratura de estruturas fabricadas por tecnologias emergentes de manufatura aditiva (impressão 3D) e subtrativa (fresagem CAD/CAM): TR (resina aditiva comercial): uma resina de impressão 3D disponível comercialmente, indicada para próteses fixas definitivas. SA (resina aditiva experimental): uma formulação experimental desenvolvida para testar novos limites de resistência na manufatura aditiva. BR (compósito polimérico de alto impacto): um material fresado via CAD/CAM, conhecido por sua alta tenacidade e resistência mecânica. Os grupos tinham três alturas específicas: 7 mm, 11 mm e 15 mm. Além disso, um Ti base de 4,5mm de diâmetro foi utilizado fazendo como que todas as amostras ficassem cimentadas. Para simular as condições clínicas de uso prolongado, a equipe submeteu metade das amostras a um processo de envelhecimento artificial. Em seguida, todos os espécimes passaram por um teste de carga compressiva até a fratura em uma máquina de ensaios universal. Desempenho dos materiais por altura Ao analisar a carga de fratura final, o compósito fresado (BR) apresentou o melhor desempenho geral. Nos espécimes de 11 mm não envelhecidos, o BR alcançou os maiores valores de resistência. Em contraste, a resina comercial TR registrou os menores valores de carga de fratura nos espécimes de 15 mm. A relação entre altura e resistência Um ponto de destaque refere-se à relação entre altura e resistência. Para a resina experimental SA e o compósito BR, a altura de 15 mm resultou em valores de carga de fratura significativamente maiores do que a altura de 7 mm. Isso sugere que o maior volume de material contribui diretamente para a integridade estrutural dessas resinas específicas. Por outro lado, quanto à faixa de força mastigatória molar humana, o material BR manteve-se consistente. Já as resinas aditivas (TR e SA) com apenas 7 mm de altura ficaram abaixo do limite mínimo necessário, indicando um risco elevado de fratura em regiões de carga elevada. Efeito do envelhecimento O envelhecimento mecânico teve um impacto surpreendentemente limitado. Apenas o grupo compósito BR com 11 mm de altura apresentou uma redução estatisticamente significativa após os ciclos de carga. Para os demais grupos e materiais, o envelhecimento não alterou de forma drástica a resistência final, sugerindo uma boa estabilidade química e mecânica das resinas testadas ao longo do tempo simulado. O que isso significa na prática clínica Os achados desse estudo, mesmo que laboratoriais, podem oferecem algumas diretrizes para o planejamento de próteses unitárias sobre implante com cantilever: resinas aditivas (TR e SA): o dentista deve garantir uma altura mínima de 11 mm para o corpo da prótese ao utilizar estas resinas em cantiléveres na região molar. Projetos com apenas 7 mm de altura não oferecem segurança biomecânica suficiente para suportar os esforços mastigatórios nessa área. compósito fresado (BR): este material demonstrou ser a opção mais robusta. O clínico pode utilizá-lo com segurança mesmo em situações de espaço interoclusal reduzido (7 mm), pois ele mantém cargas de fratura compatíveis com a função molar. localização da prótese unitária sobre implante: Em regiões de pré-molares ou em casos sem cantilever, onde as forças são naturalmente menores, alturas reduzidas podem ser viáveis para todos os materiais. Contudo, o cantilever exige rigor na seleção da espessura do material. Leia mais sobre:

  • Revisão de literatura: modelo grátis

    Revisão de literatura: checklist necessário e modelo grátis para usar. Porque fazer uma revisão de literatura? Pela quantidade e tipos de estudos que existem e para entender qual é a situação do assunto A ou B. Existem diversas formas de fazer uma revisão de literatura: algumas são mais simples, outras são mais extensas. Fato 1: a revisão de literatura é uma narração temporal Fomos treinados para fazer revisões de literatura que são narradas, ou seja, reunimos os artigos e construímos um texto contínuo, dividido por tópicos, sem nos preocuparmos com os vieses comuns em todos os artigos. Mas, todas as vezes em que precisarmos analisar em maior detalhe as evidências disponíveis, o modelo de revisão sistemática, aquele que tenta sintetizar todos os fatos com uma frase, ou muitas vezes com um número (meta-análise), é o que talvez nos forneça uma visão mais ampla. Ele não é definitivo, mas pode responder diversas perguntas. Fato 2: em nenhuma (ou poucas) vezes, fomos treinados para criarmos revisões sistemáticas Os itens para fazer uma revisão sistemática são conhecidos. Bastaria praticar sob orientação? Sim, e mais tarde, pedir para alguém que já fez uma revisão desta natureza correr os olhos. Revisão de literatura modelo grátis: pegue o seu! Para os que desejam começar, há um modelo gratuito em formato de arquivo para Word (.docx) no final deste post. E para completar a informação, uma revisão sistemática original em arquivo PDF, que usa diversas das ferramentas descritas no modelo gratuito. Aproveite para se desenvolver com a revisão de literatura modelo grátis e tirar suas próprias conclusões! Leia mais sobre:

  • best of Labline yearbook 4.0

    Capa: best of Labline 4.0 - Santos Publicações O best of Labline yearbook 4.0 , publicado no ano 2020, cercado por excelentes conteúdos clínicos. Não deixe de conferir o vídeo no link abaixo: Entrevista: Pascal Magne, e sua filosofia ultraconservadora Reabilitação dentogengival: o passo a passo, desde a análise da dimensão vertical, suporte labial, e a necessidade da flange na restauração metalocerâmica definitiva sobre implantes. Beleza e função na resina composta: como desenvolver o trabalho com o material crea.lign, superando as dificuldades num paciente de 30 anos de idade, com diastemas na linha estética. A cor está nos detalhes: a utilização do eLABor_aid para analisar as cores nas regiões cervical, corpo e incisal. Odontologia restauradora: como a escolha da cor é necessária antes, durante e depois em casos complexos de reabilitação envolvendo Periodontia, Prótese e Implantodontia. Ver e interpretar - a restauração unitária: a escolha da cor no incisivo central superior, pela utilização do eLABor_aid Cuide do substrato: independente do desenho final da restauração (parcial ou total), o substrato merece o mesmo carinho. Aqui, os detalhes mais importantes. Abordagem estética minimamente invasiva: aumento da DVO, enceramento diagnóstico digital, modelo alveolar, e as facetas finalmente em posição. Senhorita Ana Lopez: o que fazer quando a paciente não está satisfeita com suas facetas, e ainda solicita uma resposta em dez dias? Transformação total: um paciente de 32 anos de idade, com incisivo lateral conoide, diastemas na zona estética, e o desgaste generalizado nas bordas incisais, recebendo vários designs reabilitadores Integração da Restauração Protética: a técnica BOPT aplicada no caso de um paciente idoso Cimentação segura de facetas: demonstração de uso do kit veneer ME

  • Fraturas na zircônia monolítica: surge o fator de segurança

    Zircônia monolítica: fatores de segurança. Foto. I.A. Todo cuidado é pouco quando lidamos com porcelanas na Odontologia. A zircônia monolítica é um óxido cerâmico que não tem sua matriz vítrea. São nanopartículas compactadas intimamente sobre partículas, conferindo-lhe alta resistência. Não há uma liga metálica, não há a chance de reduzir a peça, de fazer um reparo por soldagem. Fraturou, começa tudo de novo. Certo, mas existe o mecanismo de tenacificação que pode salvar a zircônia monolítica de uma falha catastrófica. Sim. O ponto é que ninguém nessa profissão sabe se a zircônia deveria ser apenas (puramente) monolítica ou receber uma camada de porcelana feldspática, em quais regiões e com quais espessuras. Aqui, a literatura é vasta (casos clínicos com diversas proposições) e sem conclusões. A zircônia monolítica como prótese total na maxila e na mandíbula Ela tem sido usada como material de uma prótese total sobre implantes. A infraestrutura é feita para ser cimentada sobre pilares de titânio e depois fica aparafusada aos componentes. Entretanto, pacientes que usam próteses totais apenas na maxila ou na mandíbula geram uma distância intermaxilar com a arcada antagonista, que varia conforme o grau de reabsorção óssea e a qualidade/quantidade das próteses já utilizadas. Essa distância permite ou restringe as dimensões da futura reconstrução protética O formato da infraestrutura: barra retangular? A partir do momento que uma prótese total é construída sobre implantes dentários, normalmente, a região palatina é removida (um desejo antigo de pacientes e profissionais). Agora, do ponto de vista estrutural, a prótese total assume a configuração de uma prótese parcial fixa extensa, e possivelmente fica sujeita às fórmulas da engenharia para a deformação /deflexão de uma barra de secção retangular. Guarde essa informação. Bem, nem sempre o formato desse corte transversal é puramente retangular e esse talvez seja o problema: interpretar geometrias complexas onde a anatomia dentária (incisivos, caninos, pré-molares e molares) entra em jogo para garantir que a espessura da restauração fique uniforme e bem distribuída ao longo das arcadas. Regiões de fragilidade na zircônia monolítica Retorno ao ponto da engenharia estrutural: se a construção de uma ponte é pura matemática e física, seria diferente na prótese fixa sobre implantes? Afora as diferenças entre os ambientes e materiais (osso, titânio e cerâmica por um lado, aço inoxidável por outro), o ponto de congruência entre as áreas é um elemento conhecido como cantiléver: quanto maior sua extensão, maior o risco de falha. Por isso, quando usamos ligas metálicas, o cantiléver geralmente fica restrito entre a largura de um dente pré-molar ou molar (perto dos 10 mm). E o implante mais próximo do cantiléver? A mecânica mostra que ele sofre mais esforço sob carregamento. Então, é bom que a área do conector seja reforçada. Isso tem sido feito por muito tempo com as ligas metálicas em prótese para dentes naturais e até sobre implantes. Para terminar, o canal de acesso ao parafuso. Sim, há diversas geometrias propostas na literatura, principalmente porque os componentes protéticos pré-fabricados dão pouco espaço para novas interpretações que melhorem sua resistência. Nesse sentido, laboratórios que usam sistemas CAD/CAM como solução marcam um gol de placa. A relação entre o cantiléver e a área de secção transversal do conector Atenção: você já leu aqui os dados da revisão mais recente sobre zircônia monolítica (com e sem recobrimento estético). Mas, tudo na ciência é dinâmico, principalmente quando surgem números novos relacionados especialmente aos dois elementos acima. Ao acompanharem mais de 150 próteses monolíticas, pesquisadores apontaram uma relação importante entre o comprimento do cantiléver e essa área dos conectores, gerando o valor abaixo: cantiléver / área de secção do conector < 0,51 A relação entre o cantiléver e a altura do canal de acesso Ainda, nesse trabalho clínico retrospectivo, outra relação importante: cantiléver / altura do canal de acesso do parafuso < 1,48 O que isto significa para profissionais e laboratórios de prótese? próteses em zircônia monolítica não são feitas diretamente sem um projeto (de resina acrílica) que é testado primeiro na cavidade bucal. É justamente nesse momento que podemos verificar se as medidas desses elementos (cantiléver, canal de acesso ao parafuso, área do conector) tecnicamente estariam dentro do fator de segurança. no laboratório, quando o elemento CAD fizer o desenho da peça, deveria ser usada uma tabela de referência com o fator de segurança. Como podemos encontrar o fator de segurança? Fator 1: relação entre cantiléver e área de secção (implante distal) verifique a altura do espaço intermaxilar verifique a largura na região do conector faça largura x altura = área pretendida calcule o comprimento do cantiléver use a fórmula: cantiléver / área pretendida veja se o valor final está abaixo dos 0,51 Fator 2: relação entre cantiléver e a altura do canal de acesso (implante distal) verifique a altura do espaço intermaxilar verifique a largura na região do conector faça largura x altura = área pretendida calcule a altura do canal de acesso do parafuso (implante distal) use a fórmula: cantiléver / altura do canal veja se o valor final está abaixo dos 1,48 Colocando os dados acima na sua prática Aviso: esses valores ainda precisam de confirmação em mais estudos clínicos. Por enquanto, sua utilização garantiu perto de 96% de sobrevivência nas próteses em zircônia monolítica num total de 302 unidades em cantiléver, com tempos de acompanhamento entre 1 e 4 anos (média de 2 anos). Leia mais sobre zircônia monolítica:

  • Fraturas na zircônia monolítica: tabela de segurança

    Fraturas na zircônia monolítica: tabela de segurança. Conforme o estudo retrospectivo em prótese total fixa comentado comentado no blog, começam a aparecer sugestões para aumentar a segurança mecânica da zircônia monolítica. Um dos fatores é a relação entre o comprimento do cantiléver (mm) e a área de secção transversal (mm2) na porção próxima ao implante mais distal. Assim, pelo estudo já publicado, essa relação deve ser menor do que 0,51. A tabela de segurança A tabela abaixo é um exercício. Ela não se encontra publicada no artigo original. Entretanto, há alguns cenários clínicos onde essas dimensões podem aparecer. Como sempre, um olhar atento perceberá que as áreas se repetem em algumas situações ao variarmos a altura e largura. Zircônia monolítica: cantiléver / área de secção. Fatores de segurança. os pontos vermelhos indicam as situações onde a relação entre o comprimento do cantiléver atinge os 0,5 e muitas vezes o ultrapassa. são os momentos de atenção. Atualmente, com as ferramentas de desenho por computador (CAD), essas relações podem ser verificadas de imediato, mesmo porque nem sempre a área terá formato retangular, sendo complicado verifica-la manualmente. por exemplo, até mesmo se tivermos 6mm de altura e conseguirmos dar pelo menos 5mm de espessura nesta região, o comprimento do cantiléver, do ponto de vista teórico, ficaria "saudável" entre 9 e 14mm. O valor de 15mm estaria ultrapassando os limites de segurança. entretanto, a decisão de usar todo esse comprimento útil de cantiléver e o formato dentário a ser adotado, que normalmente nesses casos é reduzido tanto do ponto de vista mesio distal quanto vestíbulo lingual, compete ao planejamento clínico e laboratorial. O canal do parafuso na zircônia monolítica Outra questão importante é a saída do canal do parafuso: se ela não estiver sobre o topo do rebordo, seu alinhamento voltado à abóbada palatina indica necessidade de reforço. A zircônia monolítica é muito resistente, mas diferente dos metais: ela não dobrará antes de se fraturar. Leia mais sobre a zircônia monolítica:

  • Fraturas na zircônia monolítica: 3300 unidades depois de 5 anos

    Prótese total em zircônia monolítica: o espaço vertical ainda é o problema. A saga da zircônia monolítica continua. Nesse blog, não deixe de ler os posts relacionados que mostram as taxas de sobrevivência com ou sem material de revestimento e a existência de um fator de segurança. Qual é o título? Taxa de sobrevivência após 5 anos e os padrões de falha em próteses totais de zircônia monolítica implantossuportada: uma análise retrospectiva de 3300 casos do mesmo laboratório Qual é o objetivo? Avaliar a sobrevivência e as complicações nesse tipo de prótese oriunda do mesmo laboratório em Dubai, Emirados Árabes Unidos. Como foi realizado o estudo? Esse estudo retrospectivo transversal analisou 3300 próteses aparafusadas de 3Y-TZP zircônia monolítica, com porcelana de recobrimento na área gengival, fabricadas entre agosto de 2019 e agosto 2024. Dados de 1900 próteses na maxila e 1400 próteses na mandíbula, bem como suas complicações, razões para devolução, e eventos de falhas foram extraídos dos registros eletrônicos. Repetições em função de problemas técnicos ou falha do material foram incluídas. Quais são os resultados? A taxa de sobrevivência cumulativa foi de 91,67%. Houve uma tendência de 2 eventos no primeiro ano, aumentando para 14 eventos até o quinto ano. Fraturas na infraestrutura (n = 38, sendo 18 na maxila e 20 na mandíbula) foram a causa principal de falha, especialmente nas próteses com espaço vertical insuficiente, enquanto o lascamento na cerâmica (n = 4) afetou especialmente as próteses mandibulares com revestimento excessivo. Não houve soltura ou fratura dos cilindros de titânio onde as próteses monolíticas estavam cimentadas. Complicações secundárias relacionadas: trinca localizada no material de revestimento. Quais são as conclusões sobre a zircônia monolítica? Após cinco anos, a durabilidade das próteses monolíticas em zircônia foi considerada excelente. A maioria das falhas está relacionada ao lascamento na cerâmica ou problemas na infraestrutura. Leia mais sobre a zircônia na prática clínica:

  • Osteonecrose dos maxilares: 100 mil pacientes em análise

    Osteonecrose dos maxilares, anemia e corticosteroides orais: 100 mil pacientes analisados. A manutenção da saúde óssea em pacientes com osteoporose ou câncer frequentemente exige o uso de medicamentos antirreabsortivos potentes, como os bisfosfonatos e o denosumabe. Embora essas terapias ofereçam benefícios inquestionáveis na prevenção de fraturas e eventos esqueléticos, elas carregam um risco severo: a osteonecrose dos maxilares associada a medicamentos (MRONJ). Compreender quais fatores sistêmicos e locais aumentam a probabilidade desse evento é fundamental para que médicos e dentistas possam estratificar o risco. Além disso, implementar protocolos preventivos eficazes antes de iniciar o tratamento farmacológico é fundamental. O que revela o estudo com mais de 100 mil pacientes? Recentemente, pesquisadores japoneses publicaram um dos estudos mais robustos sobre o tema, utilizando o banco de dados de seguros Shizuoka Kokuho (SKDB). Foram acompanhados 104.349 pacientes com idade igual ou superior a 40 anos que iniciaram terapia com bisfosfonatos ou denosumabe entre 2015 e 2022. A metodologia rigorosa dividiu os participantes em dois grupos distintos: grupo com dose baixa, composto por 99.572 pacientes tratando osteoporose grupo com dose alta, com 4.777 pacientes enfrentando o câncer. Os resultados revelaram disparidades marcantes na incidência da doença. Enquanto o grupo com dose baixa apresentou 148 casos (uma taxa de 46,7 para 100 mil pessoas/ano), o grupo com dose alta registrou 105 casos, resultando em uma incidência alarmante de 2.116 para 100 mil pessoas/ano. Como a anemia e o uso de corticoides se destacam na osteoporose? Pacientes com anemia aumentaram em 89% a chance de desenvolvimento de osteonecrose dos maxilares. Motivo: A anemia compromete a oxigenação tecidual e a capacidade regenerativa do osso alveolar, criando um ambiente propício para a necrose. Já so corticoides suprimem a resposta imune e retardam a cicatrização de feridas, além de alterarem o metabolismo ósseo de forma sinérgica aos antirreabsortivos. Esses dados sugerem que pacientes com comorbidades inflamatórias crônicas ou deficiências hematológicas necessitam de um olhar clínico maior na terapia para osteoporose. O denosumabe afeta mais o grupo que tem câncer na osteonecrose dos maxilares? O estudo demonstrou que o uso do denosumabe apresentou uma associação consideravelmente mais forte com a osteonecrose dos maxilares do que o uso de bisfosfonatos. Além disso, a incidência cumulativa neste grupo subiu de forma muito mais acelerada logo no início do seguimento. É importante notar que a incidência geral no grupo de câncer foi quase 45 vezes maior do que no grupo da osteoporose. Outro achado curioso: o não uso de quimioterápicos convencionais também se associou a um maior risco, possivelmente indicando que pacientes em estágios onde a terapia óssea é a prioridade principal podem estar mais vulneráveis ou receber doses mais frequentes do agente antirreabsortivo. O tratamento odontológico de risco às vésperas dessa terapia ainda pode ser realizado? Não. O fator mais potente e consistente identificado em ambos os grupos foi a realização de tratamentos odontológicos de risco — como extrações dentárias ou cirurgias periodontais — no mês imediatamente anterior ao início da terapia medicamentosa. Pacientes que passaram por esses procedimentos nesse curto intervalo de tempo possuíram: risco 3 vezes maior da doença no grupo com dose baixa risco 4,3 vezes maior da doença no grupo com dose alta No entanto, os pesquisadores fazem uma ressalva fundamental: o tratamento odontológico em si não deve ser visto como o vilão. Na verdade, a necessidade de uma intervenção invasiva de última hora serve como um marcador de que o paciente já possuía condições orais precárias e focos infecciosos ativos quando começou a medicação. Em contrapartida, pacientes que realizaram apenas procedimentos de manutenção odontológica preventiva apresentaram uma incidência significativamente menor de MRONJ. Outro ponto revelador foi que tratamentos invasivos realizados entre 2 e 6 meses antes do início da terapia não mostraram associação significativa com o aumento do risco. Assim, quando o osso tem tempo suficiente para cicatrizar completamente antes da introdução do fármaco antirreabsortivo, o perigo de necrose é bem reduzido. A urgência odontológica "na véspera" é, portanto, o principal sinal de alerta para o clínico. Quais as implicações na prática clínica? A principal recomendação é que o planejamento odontológico deve ser precoce e proativo. Idealmente, qualquer intervenção invasiva necessária deve ocorrer pelo menos 2 meses antes da primeira dose do medicamento antirreabsortivo. Este intervalo garante que o processo de remodelação óssea inicial e a epitelização dos tecidos moles ocorram sem a interferência da supressão dos osteoclastos causada pelos fármacos citados acima. A colaboração interdisciplinar entre o médico prescritor (oncologista ou ortopedista) e o cirurgião-dentista é a ferramenta mais eficaz para evitar complicações futuras. Além disso, a identificação de perfis de alto risco permite um monitoramento mais rigoroso. Importante: pacientes no grupo de osteoporose que apresentam anemia ou que fazem uso contínuo de corticosteroides orais devem ser submetidos a exames orais mais frequentes. No cenário oncológico, usuários de denosumabe exigem vigilância redobrada, especialmente nos primeiros meses de tratamento, devido à rapidez com que a incidência de osteonecrose dos maxilares pode subir nesse perfil populacional. A educação do paciente sobre a importância da higiene oral rigorosa e da comunicação imediata de qualquer sintoma bucal também permanece como pilar essencial. Leia mais sobre:

  • O mundo digital e a corrida contra o erro na prótese dentária

    Erros digitais na prótese dentária: onde começam e como terminam? Errar primeiro e errar rápido é uma das máximas de qualquer empresa bem-sucedida (aqui, é na sua clínica odontológica). Claro, quem assume mais riscos financeiros erra primeiro, conserta primeiro, e se autocorrige primeiro. No final do dia, a prótese dentária é uma corrida contra os erros e um desafio à percepção humana, justamente porque o erro está onde a gente não enxerga e isso afeta a maneira como o nosso cérebro entende (e mais tarde aceita) os fatos. O mundo analógico: moldeiras, material de moldagem, modelos de gesso O que tem de tão ingênuo em fazer uma moldagem? Afinal, será só um par de modelos de gesso na bancada. Não. Caso a sua moldeira não seja rígida o suficiente (metal ou polímero), e o seu o material de moldagem não esteja na consistência/volume adequados, introduzimos um erro no processo. Em seguida, de posse de um molde com alguns erros inerentes, verte-se um gesso comum ou pedra (sim, não são melhores que os gessos tipo IV ou V), e assim aumentamos a primeira cadeia de erros. Daí, o que vem pela frente (enceramento, infraestrutura, porcelana) é uma verdadeira saga para minimizar os erros que nós criamos, até que fiquem perto dos 5-10% e interfiram muito pouco com o assentamento final da prótese. Também, para reduzir os danos, ao longo de todo o processo, contamos muito com a habilidade manual e alguns dispositivos de laboratório (lupas e microscópios). O mundo analógico: implantes dentários e transferentes de moldagem Passamos boa parte do século 20 e da primeira metade do século 21 tentando entender quais transferentes (quadrados ou cônicos) eram os melhores para reduzir as distorções nos modelos. O raciocínio era simples: se a cabeça do implante é pré-fabricada, basta conectar um parafuso e capturar a sua posição com um material de moldagem. Em paraleo, bastaria unir os transferentes no caso de uma prótese total, obter o modelo de trabalho, uni-los novamente no modelo de gesso, e voltar com esse conjunto para dentro da boca e ver se o processo como um todo funcionou. O mundo digital: finalmente eliminando o erro na prótese dentária? Então vamos eliminar todos esses materiais e partir para uma câmera de escaneamento intraoral. Todavia, os pacientes são os mesmos, com ou sem dentes ou implantes. Em algumas situações, os implantes também não se encontram nas melhores posições de acesso. Ainda, o transferente agora é um scanbody (corpo de escaneamento clicado ou parafusado), e os modelos gerados apenas na tela dos computadores (virtuais). A pergunta que fica: será que vencemos de vez essa corrida contra os erros? Modelo bola de neve: o erro na prótese dentária começa e se perpetua assim A bola de neve no topo da montanha não faz mal a quase ninguém. Mas a deixe rolar e ganhar peso. Bem, será um bom negócio encontrá-la no final dessa corrida ladeira abaixo? Não. A fabricação da prótese dentária ou sobre implantes é como se fosse uma bola de neve em movimento. Entretanto, podemos fazer com que ela chegue pequena no final da sua trajetória. Para isso, precisamos parar de olhar isoladamente e começar a ver o conjunto dos processos. Os erros podem ser identificados por fases: cinco fatores influentes A corrida para vencer os erros foi examinada recentemente numa revisão de literatura e cinco áreas na cadeia digital foram identificadas: planejamento: registro da imagem (alinhamento TCFC/escaneamento); qualidade da TCFC; tamanho do FOV; presença/ausência de marcas fiduciárias; estabilidade/desenho do guia cirúrgico; cirurgia dinâmica/robótica aquisição: sobreposição das capturas no escaneamento; morfologia das arcadas; geometria do implante; estratégia de escaneamento processamento: integração dos dados, algoritmos CAD, bibliotecas produção: fresagem, impressão 3D, verificação da adaptação acompanhamento: complicações biológicas e mecânicas A saída - Fase I - Investindo em prevenção nas etapas iniciais fazer o controle antecipado: prevenir o erro na origem, padronizando a digitalização (recomendações do fabricante, controle da umidade, iluminação) bem como a geometria dos scanbodies logo no início do fluxo. Quando essas informações passam, o erro se amplifica. A saída – Fase II - Pratique a interceptação fazer checagens concretas: em vez de confiar cegamente na precisão anunciada dos equipamentos (scanners, softwares, fresadoras), o clínico estabelece checagens concretas onde o erro acumulado é detectado e corrigido antes de avançar para a próxima etapa. Por exemplo, sistemas de fotogrametria e esplintagem cumprem bem essa tarefa. Ainda, é interessante fresar uma estrutura piloto e provar fisicamente no paciente antes do material definitivo. Por fim, escaneamentos subsequentes da mesma prótese ao longo dos anos podem mostrar a taxa de desgaste e fadiga nos materiais. A checagem só ocorre no final: abandone essa prática A prevenção ataca a causa (menos erro nasce), enquanto a interceptação ataca a consequência (o erro que nasceu não chega ao final). Adotar as interceptações significa mudar a mentalidade de "confiar na tecnologia" para "verificar o resultado". É uma postura proativa, em que o clínico assume o controle do processo em vez de delegá-lo ao equipamento. Leia mais sobre:

  • Inteligência Artificial na Odontologia: a verdade como ela é

    Arthur Cortes lança o livro "Procedimentos Clínicos com Inteligência Artificial na Odontologia" pela Santos Publicações Ltda. Os robôs vão tomar conta dos consultórios odontológicos: adeus ao seu emprego? Definitivamente, você, cirurgião ou cirurgiã-dentista, não será substituído(a) por um robô, apesar do que tem sido publicado em redes sociais por diversos "especialistas" no assunto. Aliás, todos esses autoproclamados "expertises de redes sociais" sequer possuem registro profissional no conselho de Odontologia. Entretanto, falam com tanta autoridade que deixa pacientes cada vez mais confusos e dentistas bem preocupados. Afinal, qual é o papel da inteligência artificial na Odontologia? Há duas vantagens imediatas: acelerar diagnósticos e identificar fatores que passam despercebidos no dia dia. Entretanto, a inteligência artificial na Odontologia beneficia todas as especialidades. Quem é Arthur Cortes? Arthur Cortes é Professor Associado de Odontologia Digital - Universidade de Malta com Pós-doutorado pela Harvard University, Boston, EUA. Ainda, ele é Mestre e doutor pela Fousp e Fellow, speaker e director do ITI; Membro Fundador a Academia Europeia de Odontologia Digital (EADD). Quando sai o livro que eu preciso ler sobre inteligência artificial na Odontologia? O livro que trata diretamente desse assunto é pioneiro e agora chega ao Brasil pela Santos Publicações Ltda., em setembro, no Congresso IN26. Clique no link abaixo e confira a entrevista que explica definitivamente o que é a inteligência artificial. Seus limites, como ela conversa com a LGPD, o que há de avançado em cada área desse conhecimento, e como ela deve funcionar no dia a dia são alguns dos tópicos que o Arthur Cortes generosamente explica em termos simples. Desta vez, leitor(a) desse blog, vocês não serão enganado(as) pelos palpiteiros e palpiteiras de plantão e seus "cursinhos perfumaria". Arthur Cortes: entrevista sobre a Inteligência Artificial na Odontologia. Leia mais sobre:

  • O seu TCC é uma revisão de literatura?

    TCC: a revisão de literatura pede passagem. O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é o momento final da especialização ou do seu curso de graduação, sendo obrigatório para obter o tão aguardado título. Além disso, você espera que ele seja um trabalho de referência para seus colegas e professores. E não importa o tema: quando bem desenvolvido conforme a metodologia científica consagrada, fica impossível afirmar que a missão não foi cumprida. De modo geral, há duas modalidades: descrição de caso clínico e revisão de literatura. Entretanto, se no dia a dia da está difícil fazer todas as fotos que documentam os passos clínicos, que tal partir para a revisão de literatura? Basta seguir a metodologia abaixo. A estrutura de um TCC que revisa a literatura Embora haja variações de universidade para universidade, todo TCC possui pelo menos 7 seções básicas, sendo: título: o tema escolhido para o seu TCC resumo: o que você fez no seu TCC em até 250 palavras introdução: uma visão geral sobre o que existe na literatura publicada revisão de literatura: a descrição do que foi realizado em cada trabalho discussão: a validade interna e externa dos achados conclusão: a sua opinião e do seu orientador(a) sobre o assunto referências bibliográficas: a lista básica com os artigos científicos selecionados A seção mais trabalhosa é a revisão Dos itens acima, a revisão de literatura é a parte extensa. Por esse motivo, vamos nos debruçar sobre esta seção. De modo geral, ela representa a pilha de artigos científicos que foi resgatada. Para continuar o processo, eles devem ser colocados em forma de pequenos parágrafos, geralmente entre 12 e 20 linhas. Por onde começar a seção Revisão de Literatura? Para facilitar esse processo, todo estudante deve, antes de mergulhar no processo de escrita: colocar os artigos em ordem de publicação: ajude seu orientador(a) e seu leitor(a) a desenvolver o raciocínio lógico deixar os mesmos artigos agrupados por tópicos: quando os assuntos possuem ramificações, ou seja, pilares secundários dentro de um mesmo tema geral Já separou os artigos? Vamos aos resumos de cada um! A tarefa seguinte é ler cada um dos artigos e fazer uma descrição dos seus conteúdos. Para isso, escolha os pontos principais. É como conectar as peças do quebra-cabeças. Assim, para garantir que nada escape, vamos às peças coloridas que compõem cada parágrafo da seção de revisão: sobrenome dos autores e ano da publicação: sobrenome do primeiro autor, a expressão "et al." e depois coloque entre parênteses o ano de publicação a frase inicial: copie o objetivo do artigo a frase que fala dos materiais e métodos: apresente os grupos, as quantidades, os materiais usados, os tempos de acompanhamento a frase dos resultados estatísticos: houve ou não diferença entre os grupos do artigo? a frase da conclusão: copie do texto do artigo Um artigo fictício e o seu "parágrafo resumo" na seção Revisão de Literatura Confira abaixo como ficaria o "parágrafo resumo" de um possível artigo científico que reporta um estudo clínico, por exemplo, em prótese parcial fixa: Fulano et al. (2026) estudaram a taxa de sobrevivência de coroas totais cimentadas adesivamente. Para isso, cento e quarenta pacientes, com idades entre 20 e 30 anos e necessidade de uma coroa total na região estética maxilar, foram selecionados entre os anos de 2010 e 2012. Os preparos dentários foram padronizados com uma sequência de pontas diamantadas (linha do término em ombro 360 graus, desgaste de 1mm nas paredes proximais, espaço interoclusal de 1,5mm, altura do preparo 6mm). Metade das coroas foi confeccionada em dissilicato de lítio (por injeção), e a outra metade em óxido de zircônio (CAD/CAM) pelo mesmo laboratório externo. Após a limpeza (pedra-pomes), condicionamento ácido, e aplicação dos adesivos dos preparos, as coroas foram cimentadas adesivamente (cimento XYZ) conforme as instruções dos fabricantes. Após 2 anos de acompanhamento, a taxa de sobrevivência no grupo dissilicato de lítio foi de 98,6% (1 fratura) e no grupo óxido de zircônio de 97% (2 fraturas), sem diferença estatisticamente significativa. Os autores concluíram que ambos os sistemas apresentaram bom desempenho clínico. Agora, basta replicar essa "fórmula" para cada artigo. Bons trabalhos e boa clínica! Leia mais sobre:

bottom of page